A postura de figuras do Judiciário e do Executivo federal em relação à segurança pública levanta sérias questões no Brasil. Recentemente, o ministro Flávio Dino, conhecido por sua visita sem escolta ao Complexo da Maré, classificou uma megaoperação policial contra criminosos no Rio de Janeiro como uma “circunstância terrível e trágica”. Em linha semelhante, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, rotulou a mesma ação policial como “lamentável”. Coincidentemente, ou não, logo após essa megaoperação e as críticas públicas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pautar o julgamento de uma ação que pode resultar na cassação do governador Cláudio Castro. O cenário se intensifica com a percepção de que uma nova “armação” política estaria em curso, desta vez direcionada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Tais desenvolvimentos são fonte de grande preocupação e debate. Para aprofundar a análise sobre esses e outros acontecimentos que marcam a política nacional, o programa ‘Bom dia, JCO’ convidou a vereadora Fernanda Barth e o economista Paulo Kogos para uma discussão essencial.
Traficante ‘Penélope’ é Abatida em Confronto com Forças de Segurança no Rio
A integrante do Comando Vermelho (CV), conhecida como “Penélope” ou “Japinha”, foi abatida durante intensos confrontos com as forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. A criminosa, apelidada de “musa do crime”, foi atingida no rosto por um tiro de fuzil ao enfrentar os agentes na terça-feira (28/10). Investigações apontam que Penélope era uma das mulheres mais próximas aos líderes da facção, com papel ativo na linha de frente das ações criminosas. Ela era responsável por monitorar pontos estratégicos de venda de drogas e garantir a proteção das rotas de fuga dos traficantes em situações de confronto. O corpo da traficante foi encontrado perto de um dos acessos principais da comunidade, após horas de intensa troca de tiros. Testemunhas relataram que ela resistiu à abordagem policial e disparou contra os agentes antes de ser neutralizada. No momento da morte, Penélope vestia roupas camufladas, colete tático e carregava compartimentos para munição de fuzil. A vestimenta e o armamento confirmam sua função de combate direto dentro do grupo criminoso.
Acusado de ‘Processo Politizado’ nos EUA, Moraes (STF) se pronuncia sobre encontro Lula-Trump
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de sanções impostas pelo governo americano, declarou nesta quarta-feira acreditar que “tudo chegará a bom termo” após a reunião entre o petista Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O magistrado está entre as autoridades brasileiras sancionadas pelos EUA, sob a acusação de conduzir um “processo judicial politizado” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As sanções, impostas pelo governo Trump, resultaram de críticas à condução do processo judicial que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O julgamento, relatado por Moraes, culminou em uma decisão considerada histórica pelo Supremo. As medidas americanas também atingem a esposa de Moraes, Viviane Barci, com bloqueio de bens em território dos EUA e cancelamento do visto de entrada. Em entrevista à agência EFE, durante visita a Madri, na Espanha, Moraes afirmou que tais sanções decorreram de informações “equivocadas”.
Moraes intima Cláudio Castro: Governador do Rio convocado ao STF por operação mais letal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acionou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para prestar esclarecimentos cruciais sobre a operação policial mais letal da história do estado. A decisão de Moraes, motivada por um pedido do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), exige explicações detalhadas sobre a ação que resultou em mais de 130 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. O CNDH questiona a proporcionalidade do uso da força, a ausência de protocolos de segurança e a falta de transparência no planejamento. Uma audiência está marcada para 3 de novembro, no STF, onde o governador e as principais autoridades de segurança fluminenses serão ouvidos. Conhecida como “Contenção”, esta operação já figura como a mais violenta da história do Rio, com balanços indicando 119 mortes pela polícia e 132 pela Defensoria Pública, incluindo quatro policiais. Mais de uma centena de pessoas foram presas. Moraes também cobrou um relatório completo da operação, detalhando o número de agentes, armamentos, óbitos, feridos e as medidas para prevenir abusos. Ele quer saber as ações de assistência às vítimas e a responsabilização por eventuais excessos. A intervenção ocorre no âmbito da ADPF das Favelas, que fiscaliza a letalidade policial no Rio. Ao assumir o caso, o ministro sinaliza a intenção do STF de reforçar o controle sobre operações com alta letalidade, reacendendo o debate nacional sobre a segurança pública fluminense. A convocação possui peso político e simbólico. Moraes transforma um incidente regional em pauta nacional, reafirmando o poder do STF sobre as políticas de segurança. Cláudio Castro é colocado sob forte pressão para demonstrar transparência e controle institucional, em um estado historicamente marcado pela violência.
STF: Toffoli Nega Monocratismo, Enquanto Ações De ‘Um Ministro’ Desafiam A Afirmação
Uma declaração do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), causa estranheza e levanta questionamentos no cenário político nacional. Toffoli negou veementemente que a Corte atue de forma excessivamente monocrática, classificando essa ideia como uma “distorção da realidade”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (27), durante uma audiência pública sobre propriedade intelectual e direitos autorais na era digital. No entanto, é inacreditável ouvir tal declaração quando se observa o que vem acontecendo no país nos últimos anos. As decisões proferidas pela caneta de apenas um ministro têm moldado a realidade brasileira, gerando profunda preocupação e constantes questionamentos sobre o equilíbrio de poderes.
PF Desmente Governo: Diretor Andrei Rodrigues Expõe Consulta sobre Operação no Rio
Petistas estão em polvorosa com o diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que ousou dizer a verdade — algo aparentemente proibido na esquerda. Ele admitiu publicamente que a corporação foi consultada sobre a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28). Essa revelação demoliu a mentira que o governo tentava emplacar, afirmando que não tinha conhecimento prévio da ação. Mais uma vez, a verdade veio à tona, desmascarando a narrativa oficial. Em um claro sinal de desespero, Ricardo Lewandowski chegou a interromper Andrei Rodrigues durante sua fala, mas a declaração crucial já havia sido proferida. O Diretor da PF já tinha ‘dado com a língua nos dentes’, expondo a verdade dos fatos.