Senadores da oposição já estão juntando votos para bloquear a nomeação de Jorge Messias ao STF, vaga que ficou livre depois da saída de Luís Roberto Barroso. O senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) disse que vai votar contra a indicação e pediu que a oposição se una aos grupos que se afastam do governo. Ele acredita que, juntos, podem impedir o nome escolhido por Lula. Bittar deixou claro seu ponto de vista: Bittar disse que, na sua opinião, “Messias faz parte do mesmo grupo que foi pego na Lava Jato” e “do mesmo núcleo que atacou o Bolsonaro”. Para ele, não dá para apoiar quem representa tudo o que lutamos contra. Bittar reforçou que Messias “está no mesmo grupo que perseguiu Bolsonaro” e faz parte “de um núcleo forte que colocou um inocente na prisão”. Ele vê uma clara rachadura dentro do governo e diz que a oposição deve usar isso a seu favor. “Com essa divisão, podemos derrotar o governo”, afirmou, ainda criticando a postura de Messias no INSS. Para ele, a situação abre uma oportunidade política rara. O senador Jorge Seif (PL-SC) também se posicionou contra a indicação. Em postagens nas redes, ele disse que vai recusar a nomeação de Jorge Messias ao STF, alegando que o histórico do advogado‑geral da União mostra que ele não tem condições para ser ministro da Corte. Seif ainda atacou a ideia de que, por ser evangélico, Messias teria mais apoio entre os parlamentares conservadores. Ele afirmou que a religião não pode ser usada como desculpa para defendê‑lo. Defendendo a total imparcialidade do Supremo, o senador concluiu que a escolha do governo põe em risco a neutralidade da Corte.
Trump dá 7 dias para Zelensky…
Trump disse nesta sexta, 21, que Zelensky tem só sete dias para dar uma resposta ao plano de 28 pontos que Washington propôs para terminar a guerra. O plano, na prática, ajuda a Rússia. Ele pede que a Ucrânia se renda estrategicamente, cedendo terras, diminuindo muito seu exército e desistindo de entrar na OTAN. Falando à Fox News, Trump explicou o prazo curto dizendo que “temos muitos prazos, mas quinta‑feira parece o momento certo”. Ele escolheu a quinta‑feira porque é o Dia de Ação de Graças nos EUA, e disse que é hora de “resolver pendências”. Trump ainda afirmou que a Ucrânia está “perdendo território agora” e chamou a guerra de “um banho de sangue”. Mesmo dando vantagens a Moscou, Trump garantiu que as sanções vão continuar fortes, já que a economia russa depende do petróleo. Zelensky respondeu com dureza. No vídeo diário, ele disse que a Ucrânia está entre perder a “dignidade” ou perder o apoio de um “parceiro fundamental”, referindo‑se aos EUA. Zelensky avisou que a pressão sobre a Ucrânia está no auge e que os riscos são graves: viver sem liberdade, sem dignidade, sem justiça, e confiar em quem já nos atacou duas vezes.
PGR encerra estranha investigação contra Lula
A PGR resolveu fechar a queixa do vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo), que tinha acusado o presidente Lula de dizer coisas racistas. A decisão, assinada um dia antes do Dia da Consciência Negra, disse que não há provas mínimas de crime, encerrando o caso no MPF. Kilter pediu que se investigasse o presidente por três declarações feitas em julho de 2023, fevereiro de 2024 e agosto de 2025. O vereador achou que essas falas mostravam preconceito contra negros. A denúncia usou três falas de Lula: uma em que ele “agradeceu” à África “por tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão”, outra dizendo que “afrodescendente gosta de um batuque de tambor”, e ainda um comentário sobre “uma cara sem dente e ainda negro” numa campanha internacional. Essas citações, tiradas ao pé da letra, foram o centro da acusação do vereador. O procurador Vítor Vieira Alves, ao analisar o caso, concluiu que nenhuma das falas mostra intenção de crime. Ele disse que, dentro do contexto, os comentários podem ser entendidos de maneiras diferentes. No despacho, ele escreveu que as falas “não mostram intenção de subjugar, ofender ou segregar”, e por isso falta o dolo, que é essencial para caracterizar crime de racismo.