O PSOL, nesta sábado (22), enviou à PGR uma denúncia‑crime contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), alegando incitação ao crime. A acusação se baseia na convocação de uma vigília para rezar por Jair Bolsonaro. A denúncia aponta um vídeo que o senador postou no X, onde ele chama manifestantes para uma “vigília pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade no Brasil”. O documento do PSOL traz argumentos que parecem absurdos, mas que a PGR terá que analisar dentro do mesmo roteiro que o partido já vem seguindo. A vigília em defesa da saúde de Bolsonaro aconteceu em frente ao Condomínio Solar, em Brasília, onde o ex‑presidente mora. Um pastor abriu a oração pedindo a vida do ex‑presidente. O grupo ficou ao redor de um boneco de papelão, tamanho real, com a imagem de Bolsonaro, como símbolo. Agora, Flávio Bolsonaro vira alvo do mesmo sistema. Assim, tiram a última chance de um Bolsonaro chegar à presidência.
O caso do Banco Master é o maior escândalo financeiro do Brasil pós Lava Jato e entra no modo “salve-se quem puder”
Em menos de 24 horas o Master desabou. Daniel Vorcaro, dono do banco e frequentador de festas luxuosas no Rio, tentou fugir num Falcon 7X na noite de domingo rumo a Malta, onde costuma se esconder. A PF o prendeu em Guarulhos, ainda com passagem só de ida. Na madrugada seguinte, os sócios Augusto Lima e Alberto Félix, que criaram a fraude financeira, foram capturados em casa. A Operação Compliance Zero revelou que o banco vendia créditos inexistentes ao BRB, empurrava títulos sem lastro para fundos públicos, falsificava contas e acumulava um buraco que aumentava enquanto o Banco Central ficava de braços cruzados. O Banco de Brasília (BRB) foi o braço direito do Master, embora poucos falem disso. Primeiro, comprou carteiras de crédito podres; depois, manteve o banco vivo nos meses que antecederam a falência. Aceitou títulos sem lastro, fez negócios obscuros e injetou dinheiro quando o mercado já fugia de Vorcaro. Em resumo, fez um resgate informal enquanto o Banco Central permanecia indeciso. O BRB assumiu riscos que nenhum banco privado teria coragem de assumir, prolongando a existência do Master e ampliando o rombo para R$ 12 bilhões. Assim, virou um depósito de papéis cada vez mais tóxicos, ajudando Vorcaro a fingir solvência e a captar mais recursos de fundos públicos, inclusive do Rio. O pior efeito recai sobre o Rioprevidência. O fundo de servidores estaduais tinha quase R$ 1 bilhão em Letras Financeiras do Master, sem garantia do FGC, e esse dinheiro quase não volta. O problema piora porque esses papéis representavam um quarto de todo o patrimônio do fundo – algo que nenhum gestor cuidadoso aceitaria, ainda mais depois dos sinais de fraqueza que o banco mostrou a partir do fim de 2024. O TCE‑RJ já havia avisado, em outubro, que o Master corria risco de falir. O governo de Cláudio Castro ignorou o alerta e continuou a dizer que o investimento era seguro. Agora, aposentados e servidores de várias áreas vivem com muita incerteza sobre o futuro. Mesmo depois de avisos internos e externos sobre a rápida decadência do banco, a equipe econômica do estado continuou a colocar dinheiro no Master. É o mesmo governo que atrasa o 13º salário, retém salários e deixa hospitais sem material, mas ainda arrisca uma parte importante das aposentadorias em um banco já em frangalhos. Enquanto isso, Vorcaro passeava entre políticos, aparecia em festas milionárias e vivia num luxo que não tinha nada a ver com a realidade do Master. O Banco Central vigiava o Master desde o primeiro semestre de 2025, mas, mesmo vendo indícios claros de fraude, foi condescendente. Renovou R$ 4 bilhões em linhas de apoio com o FGC, alegando que era para segurar o banco. Só tomou atitude firme quando a PF já estava no local e o jatinho de Vorcaro quase decolava. Já era tarde demais. O prejuízo, que em setembro era de R$ 6 bilhões, dobrou. Fundos públicos ficaram contaminados, aumentou o risco de efeito dominó nos bancos médios e o FGC teve que preparar desembolsos recordes para proteger pequenos investidores. A pergunta que fica: quanto custa uma fiscalização atrasada? Bilhões. Esse caso levanta um alerta sobre o modelo de muitos bancos médios no Brasil. A quebra do Master deve fazer investidores tirarem o dinheiro desses bancos, aumentar a pressão dos reguladores, forçar a revisão das carteiras de fundos de pensão e mudar o apetite por risco no sistema financeiro. No final, quem paga são os servidores do Rio. Depois de anos lidando com calotes, congelamentos, atrasos e reformas que cortaram benefícios, agora veem seu fundo de previdência afundar num esquema envolvendo banqueiros, operadores, políticos e a omissão dos reguladores. A história se repete: quem comanda o esquema voa de jatinho; quem participa acaba preso, mas protege seu patrimônio; quem deveria fiscalizar demora; quem deveria proteger acaba cúmplice por inércia. E quem trabalha a vida inteira paga a conta. Vorcaro está detido, assim como os sócios. O banco foi liquidado. O BRB agora enfrenta auditorias e investigações. Mas a conta não chegou a Malta; ela apareceu no contracheque do servidor do Rio. No Brasil, essa conta não vem com desconto, vem inteira. Daniel Vorcaro e Augusto Lima mantinham contato com os Três Poderes e trocavam favores com políticos de todos os lados. Vorcaro contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O ex‑presidente Michel Temer, que recomendou Moraes ao STF, atuou como consultor do banqueiro. Depois de sair do STF, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski entrou no comitê consultivo do banco de Vorcaro, antes de assumir no governo Lula. Politicamente, Vorcaro tinha contato direto com nomes como Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, e Ciro Nogueira, líder do PP. Augusto Lima, por sua vez, era próximo de Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Na Bahia, nasceu o Credcesta, um cartão de crédito consignado que virou a principal fonte de renda do Master. Mesmo com todas as conexões, a operação de terça‑feira não pegou Brasília de surpresa. A queda de Vorcaro já era esperada. Agora o clima é de “salve‑se quem puder”. A ação foi comandada por um policial federal formado em Direito e Administração de Empresas.
Vaticano é acionado e padre esquerdista pode sofrer consequências graves
Junio Amaral, deputado federal (PL-MG), postou na quarta‑feira (19) um vídeo no Instagram dizendo que entregou à Embaixada do Vaticano, em Brasília, um abaixo‑assinado exigindo que a Igreja Católica investigue o padre Júlio Lancellotti. Ele contou que a ideia veio da esposa, Marília Feliciano Amaral, que enviou a proposta. Com mais de mil assinaturas, o papel pede que o padre seja apurado por suposto assédio sexual e por usar a religião para fins políticos. Ele disse que a assinatura começou a ser feita há poucos dias e já contou com o apoio de milhares que exigem respostas da hierarquia da Igreja. Seu objetivo, segundo o deputado, é levar a denúncia às autoridades da Santa Sé. Ele reforçou que, como parlamentar, tem o direito de conversar com embaixadas e servir de ponte para levar as denúncias. Marília, ao lado do marido, criticou o que chamou de uso abusivo da posição religiosa para manipular eleitores. Ele garantiu que vai acompanhar o caso de perto e vai pressionar a Igreja por respostas.
Audiência de custódia de Bolsonaro acontece daqui a pouco…
A custódia de Bolsonaro será feita neste domingo, 23, e vai acontecer online. O próprio mandado de prisão preventiva, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), já previa que a sessão seria por videoconferência. Na manhã de sábado, 22, por volta das 6h, a PF chegou ao Condomínio Solar, no Jardim Botânico, e prendeu Bolsonaro. Depois de cumprir o mandado, Bolsonaro foi levado para a Superintendência Regional da PF no DF, onde está detido e onde a audiência vai acontecer. Na sessão, vão analisar como aconteceu a prisão, ouvir a defesa e decidir se mantêm ou mudam as medidas já tomadas. Bolsonaro tem sofrido tudo que o “sistema” pode impor, e ainda tem a vida ameaçada. Por isso, uma loja decidiu desafiar esse mesmo sistema e lançou uma promoção limitada. O combo traz cinco livros que revelam os bastidores do poder, decisões judiciais polêmicas e as lutas ideológicas recentes, tudo por R$ 79,89 com frete grátis para o Brasil.
Esquerda quer mudar até o lema da Bandeira Nacional
Na Câmara, o deputado Chico Alencar (PSol) apresentou um projeto que quer trocar o lema da bandeira. Em vez de “Ordem e Progresso”, ele propõe “Amor, Ordem e Progresso”. Ele diz que o lema, que está em uso desde a Proclamação da República, acabou simplificando demais a frase original dos positivistas. Para ele, cortar parte da frase tirou o sentido completo que os positivistas queriam, que unia três ideias que dependem uma da outra. Se deixarem isso rolar, logo vão querer mudar até as cores da nossa bandeira.
Moraes já escolheu o seu próximo alvo
O ministro Alexandre de Moraes não larga a briga contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro e a família dele. Agora, tudo indica que já tem a próxima pessoa na mira. O jornalista Cláudio Dantas esclarece o caso. Veja abaixo: