O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu um prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar por que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o celular durante a visita de sexta‑feira (22). Na época, Bolsonaro estava cumprindo prisão domiciliar. Poucos dias antes do julgamento, saiu o livro “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. Ele descreve o mesmo caos que vimos hoje com a prisão de Bolsonaro. No texto, acusa que Bolsonaro sofreu uma perseguição organizada, envolvendo instituições, imprensa e grupos progressistas, tudo para enfraquecer seu governo e calar a direita que vem crescendo. O autor ainda prevê um final vitorioso para a causa conservadora. Hoje, o livro virou um registro histórico e um protesto contra a censura e o que ele chama de “sistema”.
Morre ícone da dublagem brasileira
Denise Simonetto, reconhecida como uma das maiores vozes da dublagem no Brasil, morreu neste domingo, dia 23, aos 70 anos, depois de lutar contra um câncer. Colegas de trabalho e perfis de dublagem nas redes confirmaram o falecimento. Nos últimos meses, fãs e amigos organizaram campanhas de ajuda, como vaquinhas online e transmissões ao vivo, para levantar dinheiro e dar apoio ao tratamento da artista. Os colegas de profissão reagiram de imediato. O dublador Glauco Marques fez um tributo emocionado, destacando como Denise influenciou sua carreira e sua vida. Em sua mensagem, ele escreveu: Denise nasceu em São Paulo e começou a trabalhar no fim dos anos 1970, entrando na Peri Filmes, no Rio, depois de passar em um seletivo importante. Com o tempo, ela se firmou não só como dubladora, mas também como diretora de dublagem, conhecida pelo rigor e sensibilidade que trouxe ao trabalho. A voz de Denise chegou a várias gerações e a diferentes cantos da cultura pop. Ela dublou personagens famosos de filmes e TV, dando voz a atrizes como Demi Moore, Elisabeth Shue, Sigourney Weaver, Sandra Bullock, Sally Field e Julia Roberts. Um dos papéis mais lembrados foi o de Punky, da série ‘Punky, a Levada da Breca’ (1984‑1988), que ficou na memória de muitos brasileiros que cresceram nos anos 80. Denise também foi peça chave em séries japonesas que fizeram sucesso no Brasil. Ela deu voz a Tomoko em ‘Cybercop’ e a Anri em ‘O Fantástico Jaspion’, dois clássicos que ajudaram a criar a base do tokusatsu aqui. Na animação, ela dublou a Minnie Mouse em curtas do Mickey e fez o Anjinho da Turma da Mônica no filme ‘A Princesa e o Robô’ (1983). Nos animes, Denise chegou a ainda mais jovens. Ela dublou Cammy em ‘Street Fighter II-V’ e no jogo da série, a Rainha Serenity na fase R de ‘Sailor Moon’ e a Sailor Star Maker na fase Stars. Também foi a voz de Nadeshiko, mãe da heroína de ‘Cardcaptor Sakura’, onde também atuou como diretora de dublagem, mostrando sua versatilidade e conhecimento técnico.
URGENTE: Moraes dá 24h a Bolsonaro
Moraes, ministro do STF, exigiu que a defesa de Bolsonaro entregue um relatório oficial sobre o caso em que o deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG) usou o celular durante a visita da manhã de sexta‑feira (22). Na época, Bolsonaro estava cumprindo prisão domiciliar. A TV Globo transmitiu gravações da visita, onde se vê o deputado Ferreira mexendo no celular na varanda, bem ao lado de Bolsonaro. Mesmo que o telefone estivesse com o deputado, a sua presença levantou dúvidas sobre violação das regras do STF, já que o aparelho poderia ter sido usado ou as mensagens vistas por Bolsonaro. Diante disso, Moraes quer que a defesa diga claramente se o celular foi entregue ou emprestado a Bolsonaro, se ele viu o que estava na tela ou se usou o aparelho por meio do deputado.
Mesmo documento que previu a prisão crava desfecho triunfal para Bolsonaro
Poucos dias antes de Bolsonaro ser julgado, saiu à luz um livro que surpreendeu a todos. O título “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação” descreveu o quadro ridículo que hoje se confirmou com a prisão do ex‑presidente. Nas páginas, o autor acusa Bolsonaro de ser perseguido por um verdadeiro mecanismo político, formado por instituições, imprensa e grupos progressistas, que se juntaram para minar seu governo e calar o conservadorismo que vem crescendo. O livro ainda apontava um final vitorioso para essa luta. Hoje, ele virou um documento histórico, um protesto contra a censura e contra o que chamam de “sistema”.
Cláudio Castro sobe o tom contra o STF
Cláudio Castro (PL) voltou a atacar o STF por limitar as operações policiais nas favelas do Rio. Ele diz que a chamada “ADPF das Favelas” abriu espaço para o Comando Vermelho crescer em várias partes do Brasil. Falando numa comissão da Câmara, Castro disse que entre 2019 e 2023 o Comando Vermelho foi a maior criminosa a crescer, e culpa a ADPF por isso. Ele ainda reclamou que o Rio ainda sofre “cinco anos de besteira” e garantiu que a limpeza só está começando e não vai parar. Sobre a operação nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos, Castro apontou que 40% das vítimas vieram de outros estados. Para ele, isso mostra que o crime é um problema nacional e que as regras do STF precisam mudar agora. Ele reforçou: “Se a gente não acertar no Rio, não vai dar para consertar o Brasil.” Castro também atacou a PEC da Segurança Pública que o governo federal trouxe. Ele quer mudar o texto para dar mais liberdade às polícias estaduais e acha que o conselho da PEC dá poder demais à União. A sugestão dele é cortar o número de membros do conselho para entre dez e doze, deixando tudo mais rápido e justo. Ele ainda exigiu que a União pague de volta quando policiais estaduais atuam em crimes que são da competência federal. Segundo ele, isso evita que os estados fiquem sem dinheiro e ajuda a combater as facções de forma mais ampla. O relator da PEC, Mendonça Filho (União-PE), vai analisar as mudanças, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera entregar o parecer em 4 de dezembro.
Eis um fato inusitado sobre as audiências de custódia de hoje!
Bolsonaro, ex‑presidente do PL, vai entrar numa audiência de custódia por vídeo nesta quarta (26). O ministro Alexandre de Moraes autorizou a sessão, que acontecerá na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro está preso desde sábado (22). A audiência serve para checar se a prisão foi feita dentro da lei e se alguém teve seus direitos violados entre a captura e a audiência. O processo é usado tanto em prisões em flagrante quanto em mandados judiciais. Na mesma sessão, vão aparecer quatro ex‑ministros e altos auxiliares presos na terça (25) depois que o STF confirmou suas condenações. Cada um vai para um local que combine com sua patente. Almir Garnier, ex‑comandante da Marinha, com 24 anos de pena, vai para a Estação Rádio da Marinha, em Santa Maria (DF). Anderson Torres, também com 24 anos, ficará na ala reservada do 19º BPM, conhecida como “Papudinha”. Augusto Heleno, com 21 anos, e Paulo Sérgio Nogueira, com 19 anos, vão cumprir no Comando Militar do Planalto. As audiências são marcadas em ordem alfabética, a cada 30 minutos: Garnier às 13h, Torres às 13h30, Heleno às 14h, Bolsonaro às 14h30 e Nogueira às 15h. Um detalhe curioso: o juiz da sessão deve ser o próprio Alexandre de Moraes. Na última domingo (23), a audiência foi feita por um juiz auxiliar do gabinete dele. Poucos dias antes do julgamento, saiu um livro impactante chamado “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. O título já previa o absurdo que vivemos hoje com a prisão de Bolsonaro. No livro, denunciam que Bolsonaro foi perseguido por um verdadeiro aparelho político, envolvendo instituições, imprensa e grupos progressistas que queriam derrubar seu governo e calar a direita que cresce no país. O autor ainda indica como tudo vai terminar. Hoje, o livro virou um documento histórico, um manifesto contra a censura e o “sistema”. Quer ler? Clique no link abaixo.
Supremo derruba definitivamente revisão da vida toda do INSS
Nesta quarta (26), os ministros do STF aceitaram o recurso do INSS e cancelaram de vez a revisão da vida toda. O plenário virtual votou até 23h59 de terça (25) e o resultado foi oito contra três. Quem já recebeu a correção não vai ter que devolver nada, mas o benefício será diminuído. Além disso, esses aposentados não pagam custas, honorários ao governo nem despesas de perícias até 5 de abril de 2024, data da ata do julgamento anterior. A decisão ficou pior para os segurados que a de março de 2024, quando o STF avaliou duas ADIs sobre o fator previdenciário e a reforma de 1999. Contra a revisão votaram Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, o já aposentado Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli. Só André Mendonça, Rosa Weber (antes de se aposentar) e o presidente Edson Fachin apoiaram a correção. O ponto crucial é o jeito de calcular a aposentadoria, definido na reforma de 1999. A alteração feita no governo de Fernando Henrique Cardoso favoreceu os novos segurados em vez dos que já trabalhavam. A lei determina que quem era filiado ao INSS até 26/11/1999 tem a média salarial baseada nas 80% maiores contribuições a partir de julho de 1994 (início do Plano Real). Já quem começou a contribuir depois de 27/11/1999 e se aposentou até 12/11/2019 tem a média calculada nas 80% maiores salários de toda a carreira. Em 2019 a reforma mudou essa regra. Quem se aposenta a partir de 13/11/2019 tem a média salarial feita com todas as contribuições desde julho de 1994. O governo federal calculou que a correção custaria R$ 480 bilhões. Os representantes dos aposentados contestaram esse número. Em dezembro de 2022 o STF aprovou a revisão da vida toda com 6 a 5. Mas, em março de 2024, a mesma tese foi anulada em nova votação das ADIs sobre o fator previdenciário e a reforma de 1999. Os aposentados ainda acreditavam em uma mudança porque o ministro Dias Toffoli pediu vista na ADI 2.111, pedindo mais tempo para analisar o fator previdenciário. Isso veio depois de duas ações já votadas, sendo que a ADI 2.110 já tinha sido concluída. Agora que o julgamento acabou, os processos que estavam parados vão voltar a tramitar depois que a decisão de inconstitucionalidade for publicada oficialmente.
Um sonho possível…
Adormeci rapidinho e tive um sonho esquisito. Nele, vários ministros recebiam carimbos de honra enquanto outros vistos eram anulados. Também vi “Bessias” sendo punido na noite antes da sabatina no Senado, e as tarifas que deveriam ser cortadas foram reinstauradas. No mesmo sonho, Flavio conseguiu juntar o pessoal e formou uma coligação de peso. Vi ainda apoiadores de Bolsonaro de todas as regiões enviando mensagens para deputados e senadores. A hora mais sombria da noite é sempre a que antecede o nascer do sol.
STJ toma decisão em Habeas Corpus de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro
O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, rejeitou o pedido de habeas corpus e manteve Augusto Lima, antigo sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, preso. Ele se baseou na Súmula 691, que proíbe o STJ de rever habeas corpus quando um desembargador já recusou a liminar. Lima cumpre oito dias de prisão pela Operação Compliance Zero, que apura um alegado esquema de fraudes nas carteiras de crédito do Banco Master. As apurações indicam movimentações suspeitas que chegam a cerca de R$ 12 bilhões. Em nota, a defesa do ex-banqueiro afirma que Lima deixou de exercer qualquer cargo executivo no banco em maio de 2024. Os advogados sustentam que os atos investigados aconteceram depois que ele já não fazia mais parte da instituição. Eles ainda ressaltam que tanto a gestão de Lima no Master quanto sua saída receberam aval do Banco Central, o que, segundo a nota, comprova sua competência legal e capacidade financeira.
Sai o relator da indicação de “Bessias” e não agrada petistas
Os petistas sentem que Alcolumbre está armando uma cilada cada vez maior. Aliados de Lula, tanto no Senado quanto no Planalto, ficaram preocupados quando souberam que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi escolhido para relatar a indicação de Jorge Messias ao STF. O anúncio, feito nesta quarta (26), assustou os governistas por causa das ligações políticas do maranhense. O que mais preocupa é a ligação de Weverton Rocha com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Mesmo trocando ideia com Lula, Rocha parece estar mais próximo de Alcolumbre. Isso importa porque Alcolumbre já mostrou que prefere Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo no STF. O governo também se assusta com o prazo estabelecido. Alcolumbre marcou a sabatina de Messias na CCJ para 10 de dezembro, enquanto o relatório de Weverton tem que sair em 3 de dezembro, ou seja, uma semana antes. Os assessores do presidente temem que, sem o apoio de Alcolumbre, a indicação de Lula não passe. Se o nome for rejeitado, seria algo histórico – a última vez que isso aconteceu foi em 1894, mais de 130 anos atrás. No começo, o governo queria empurrar a sabatina para 2026, por saber que Alcolumbre não gosta de Messias. A ideia era dar ao indicado mais tempo para ganhar apoio no Senado. Os que defendem a indicação também se assustam com o clima no Congresso. Eles acham que a prisão recente de Jair Bolsonaro elevou a tensão entre os parlamentares, deixando o ambiente ainda menos favorável para o nome de Lula ao STF.