O MP de Milão pediu que Chiara Ferragni, influenciadora italiana, seja presa por 1 ano e 8 meses por ter desviado 2,2 milhões de euros (cerca de R$ 13,7 milhões) de arrecadações de campanhas de caridade. Os procuradores Eugenio Fusco e Cristian Barilli dizem que Ferragni, com mais de 28 milhões de seguidores, ganhou dinheiro à sombra de obras de caridade. De 2021 a 2023 ela vendeu pandoros e ovos de Páscoa com seu rosto, alegando que o lucro ajudaria causas beneficentes. A acusação afirma que quem comprou acreditou que todo o dinheiro iria para instituições de caridade, mas isso não aconteceu. As investigações mostraram que as doações foram feitas antes das vendas começarem e foram muito menores que o que foi arrecadado depois. O dinheiro deveria ter ido para um hospital infantil em Turim e para uma ONG que cuida de crianças com deficiência. Depois que o caso veio à tona, Ferragni enviou 1 milhão de euros (R$ 6,2 milhões) ao hospital e 1,2 milhão de euros (R$ 7,5 milhões) à ONG. Desde que as acusações surgiram, Ferragni perdeu vários contratos de publicidade. Na terça‑feira (25), ela compareceu ao tribunal e apresentou sua defesa. Agora cabe ao judiciário italiano decidir se aceita a condenação pedida pelo MP. Ferragni já assinou um acordo para devolver o dinheiro às vítimas.
O medíocre texto de uma jornalista da Globo sobre a “extradição” de Ramagem: O “pequeno” detalhe esquecido
Não vai chegar a Trump; o pedido de extradição será descartado de imediato, por uma razão bem simples. Já foi reconhecido pelos Estados Unidos que o sistema judicial brasileiro persegue políticos, o que levou a sanções diplomáticas contra diversos ministros. A legislação dos EUA impede a extradição quando há perseguição política. A jornalista militante da Globo esqueceu de mencionar esse ‘pequeno’ detalhe no texto. A interpretação não vem só de Trump. Sob o governo Biden, o Departamento de Justiça dos EUA recusou a extradição de Allan dos Santos, alegando que ele é vítima de perseguição política. Conforme a mídia nacional, agentes do FBI foram a Brasília para justificar a recusa. Eles afirmaram que o ‘crime’ de Allan era apenas palavras, o que irritou alguns membros do Ministério da Justiça brasileiro. A realidade é que Ramagem se soma à lista crescente de brasileiros forçados ao exílio pela ditadura.
“Bessias” vai ao Senado, mas sequer é recebido por Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está confiante de que vai impedir a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. É por isso que o indicado nem foi chamado para entrar no gabinete de Alcolumbre. Na quarta‑feira, 26, Messias apareceu no Senado e conversou cara a cara com os parlamentares. Ao ser perguntado sobre Alcolumbre, Messias admitiu, meio envergonhado, que ainda não conseguiu falar com ele, porém garantiu que o encontro acontecerá na hora certa. A nomeação de Messias acendeu ainda mais a briga entre o governo e o Senado. Alcolumbre, junto com a maioria dos senadores, queria o senador Rodrigo Pacheco (PSD‑MG). Para piorar, o governo nem informou ao presidente do Senado que a decisão seria feita na quinta‑feira passada, o que deixou Alcolumbre ainda mais irritado com o Planalto. A situação de Messias ficou complicada: ele ainda tem que angariar 41 votos dos senadores, e isso não será tarefa simples.
Novo fenômeno Bolsonaro assusta o sistema com explosivo recorde de filiações no PL
Depois que prenderam Jair Bolsonaro no sábado (22), o PL viu chegar uma enxurrada de filiados. Em dois dias, mais de 20 mil pessoas se inscreveram, enquanto antes o partido somava só cerca de cem novos membros por dia. Até sexta (21) o PL seguia com o mesmo número de filiações que vinha tendo desde janeiro. Quando prenderam o ex‑presidente, a base reagiu na hora, aumentando muito os cadastros. Nos dois dias seguintes – domingo e segunda – o ritmo continuou forte, com cerca de 10 mil novos nomes por dia, de acordo com informações internas do partido. Coincidentemente, o PL tinha começado na sexta uma campanha para captar novos membros, o que ajudou a impulsionar o número de filiações. Nos anúncios, apareceram caras conhecidas do partido, como o deputado Nikolas Ferreira e a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro. Dentro do PL, os dirigentes dizem que a prisão serviu de gatilho, tirando do fundo a chamada “indignação silenciosa” da direita. Agora o PL tem 893 mil filiados. A sigla de Bolsonaro mostra que consegue reunir gente rápido, sobretudo quando ele é alvo da Justiça. Os líderes do PL veem esse salto de filiações como mais que um símbolo; é um jeito de provar força política num período difícil, mostrando que o núcleo duro do bolsonarismo ainda está vivo e pronto para agir.
AO VIVO: PF vai monitorar a comida de Bolsonaro / Justiça equipara vigília religiosa a tumulto (veja o vídeo)
Na cadeia de Brasília, a Polícia Federal vai ficar de olho em cada refeição que Bolsonaro receber. Ele não aceita a comida da prisão; só come o que a família lhe envia. É mais um episódio da perseguição ao ex‑presidente. Agora ainda querem tratar a vigília religiosa como tumulto, ferindo a liberdade de expressão e a fé cristã. Essa decisão pode criar um precedente perigoso, ameaçando a liberdade religiosa no país. O senador Flávio Bolsonaro está à frente das conversas com Paulinho da Força, relator do PL da Dosimetria na Câmara. O projeto pode abrir caminho para conceder anistia. No programa Bom Dia, JCO, vão discutir o tema com a vereadora Fernanda Barth e o jornalista José Carlos Bernardi. Assista, compartilhe e ajude o Jornal da Cidade Online!
A perfídia veste farda
Traição deixa uma mancha que nunca sai. Quando vem de quem deveria ser exemplo de honra e proteção, o estrago é enorme. Foi o que muitos viram nos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, sentindo-se traídos, sem confiança e abandonados moralmente. Ver civis pacíficos sendo presos na frente do Quartel‑General do Exército, em Brasília, virou símbolo desse abandono. Quem esperava ajuda ou ao menos a presença dos militares encontrou portas trancadas e depois repressão. Isso gravou na cabeça de milhões a ideia de que o Exército não só deixou de proteger, como também não agiu com clareza e honestidade. O caso não acabou ali. A impressão de omissão, cumplicidade ou até conluio criou uma crise de confiança que ainda ecoa. No meio disso, o STF abriu um julgamento político contra Bolsonaro e seus apoiadores, colocando generais que foram ministros no governo Bolsonaro como réus, acusados de tentar um golpe que não existe. Esse processo partiu de acusações sem provas, movido mais por pressão política e pela narrativa do momento do que por base jurídica. Juntando tudo, parece que vivemos uma época em que as instituições agem mais por conveniência que por dever. A lealdade, que antes era sagrada, virou algo que se negocia. Traição não é coisa leve. No direito internacional e nas Convenções de Genebra, ela está entre as piores violações éticas em guerra. Mesmo quando há combate e decisões difíceis, existem limites. Enganar alguém fingindo proteção, neutralidade ou segurança é proibido porque quebra o mínimo de humanidade no conflito. Levar esse conceito para fora da guerra, para a relação Estado‑cidadão, dá ainda mais peso. Não é só crítica política, é acusação moral: quem devia proteger acabou machucando; quem devia manter a ordem criou confusão e desconfiança; quem era a garantia de segurança virou causa de um desconforto histórico. Prender generais da própria tropa é um dos maiores dilemas éticos que as Forças Armadas brasileiras já tiveram. Recuperar a confiança não vai acontecer com notas, discursos ou cerimônias. Quando a confiança quebra por traição, só a verdade clara e pública pode reparar o dano. Assim, o país, entre processos judiciais, lutas políticas e narrativas, aguarda que a farda volte a representar honra, e não traição.
Gigante da tecnologia assombra o mercado com demissão em massa de 6 mil e revela algo bastante dolorido
Essa notícia deixou o mercado assustado. Grandes companhias às vezes precisam cortar milhares de cargos quando a crise aperta. Mas o que a HP fez é ainda mais cruel: quem perder o emprego será substituído por máquinas de inteligência artificial. A HP tem cerca de 56 mil empregados espalhados pelo planeta. Ela planeja eliminar 6 mil desses postos até outubro de 2028, segundo o próprio plano da empresa. Já no começo de 2025, a empresa mandou embora cerca de 2 mil pessoas. A última medida veio depois que a HP admitiu que, nas projeções, o lucro do próximo exercício ficará aquém do esperado. Cortar o quadro de pessoal deve gerar uma economia de cerca de um bilhão de dólares por ano até 2028.
Mundo da moda perde ícone que vestiu Lady Gaga e princesa Diana
Pam Hogg, estilista escocesa que liderou o underground britânico desde os anos 80, faleceu nesta quarta‑feira (26) em Londres. A família divulgou a morte nas redes sociais e agradeceu aos amigos próximos e ao St. Joseph’s Hospice pelos cuidados nos últimos dias. A causa ainda não foi revelada. Nascida em Paisley, Escócia, Hogg estudou artes e se mudou para Londres na era pós‑punk. Ela ganhou status de culto no Blitz, o clube que deu origem ao movimento New Romantics. Seus catsuits de látex, silhuetas esculturais e casacos peludos coloridos ficaram conhecidos como sua assinatura. Nos mercados de Kensington, suas peças foram compradas por nomes como Debbie Harry, Siouxsie Sioux, Kylie Minogue, Lady Gaga, Rihanna e Björk. Autodidata, Pam costurava cada peça com as próprias mãos. Kylie Minogue apareceu no clipe de “2 Hearts” usando um bodysuit de Pam, e Siouxsie Sioux desfilou ao redor do mundo com suas roupas. Em 2018, ao falar com o Guardian, ela disse: “Quem veste um dos meus catsuits sente o poder”. Pam não ficou só na moda; ela ampliou sua atuação. Ela comandou bandas que abriram para Debbie Harry e The Raincoats e ainda atuou no filme “Accelerator”. Nos anos 2010, voltou às semanas de moda, apresentando desfiles que misturavam performance e discurso político. Suas coleções tratavam de temas como direitos LGBTQIA+, além de homenagear Vivienne Westwood, Sinead O’Connor e o coletivo Pussy Riot. Pam também usou suas criações para denunciar guerras e crises humanitárias. Em setembro de 2023, seu último desfile na London Fashion Week causou polêmica por ser controverso. O fotógrafo Jack Hall capturou as imagens para a WireImage/Getty Images. Sua obra inspirou gerações de designers graças a uma abordagem autêntica. Ela se destacou pelo humor, rebeldia e criatividade. Com looks excêntricos, Pam redefiniu o underground britânico ao misturar o punk à moda. Suas roupas foram usadas por Lady Gaga, Rihanna, Kylie Minogue, Jessie J, Björk e também por modelos como Kate Moss, Naomi Campbell e Claudia Schiffer. A princesa Diana também usou um de seus vestidos.
Tagliaferro desmoraliza o STF com exposição do “resultado” de ação que ainda está começando
Na terça (25), Eduardo Tagliaferro, que já trabalhou com o ministro Alexandre de Moraes e denunciou o juiz, postou nas redes que o STF divulgou a certidão de trânsito em julgado do processo onde ele é réu, mesmo sem ter apresentado defesa e antes de qualquer julgamento. Ele afirma que a certidão apareceu no sistema do STF antes da hora, como se a decisão já estivesse pronta antes de terminar as fases do processo – parece um jogo de cartas marcadas. Tagliaferro ainda contou que, depois de aparecer, o documento foi tirado do ar rapidinho. Ele deixou claro nas redes que…
Alcolumbre peita Lula e mantém data da sabatina de “Bessias” (veja o vídeo)
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não cedeu ao Planalto e manteve a data da entrevista de Jorge “Bessias” Messias, escolha de Lula para o STF. Enquanto o governo tentava, em silêncio, adiar a votação por causa da oposição no Senado, Alcolumbre insistiu. Ao fazer isso, deixou à mostra a fraqueza da estratégia do Palácio. Dentro do Senado, todo mundo concorda que Messias não tem chance de passar. Até alguns independentes e membros da base de Lula já dizem não. A entrevista pode virar um vexame para o governo. Mesmo assim, Alcolumbre não mudou de ideia. A escolha de Alcolumbre reacendeu o papo de que ele está preparando um substituto para o STF: Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. O plano é direto: derrubar Messias, deixar Lula em apuros e colocar Pacheco como a figura de consenso que acalma a crise. Nos bastidores, os aliados de Alcolumbre já tratam isso como algo concreto, não só um boato. Manter a entrevista não foi só burocracia; foi estratégia política. Ao desafiar o Planalto, Alcolumbre cria uma brecha que pode virar a maior derrota do governo Lula no Senado e mudar o jogo em Brasília. A sabatina de “Bessias” já está sendo apontada como o próximo ponto quente da política na capital.