A operação mais ambiciosa que o Ministério Público de São Paulo já lançou contra o Primeiro Comando da Capital chegou a um desfecho inesperado. Após mais de uma década de recursos, liminares e manobras processuais, o processo acabou prescritos, e todos os acusados – entre eles o líder Marcola – foram absolvidos sem julgamento. A investigação, iniciada em 2013, foi rotulada pelo Gaeco como “o maior raio‑X do crime organizado no país”. Durante anos, agentes reuniram interceptações telefônicas, documentos internos, relatórios detalhados e apreensões que revelavam a estrutura milionária do PCC, suas rotas de tráfico de drogas e armas, bem como planos de execuções e atentados. O Ministério Público pediu a internação de 32 chefes da facção e a prisão preventiva de mais de 100 acusados, argumentando que o grupo atuava em âmbito nacional e até internacional, apesar de sua cúpula estar atrás das grades. Entretanto, a justiça fragmentou a ação, aceitou sucessivos pedidos da defesa e arrastou o caso por mais de dez anos, até que todos os prazos legais se esgotaram. Quando finalmente chegou a hora de analisar o mérito, a juíza da 2ª Vara de Presidente Prudente declarou prescritas todas as acusações. O resultado foi a ausência total de condenações, punições ou qualquer resposta proporcional ao tamanho da investigação. A decisão extinguiu a punibilidade de todos os envolvidos – inclusive Marcola, apontado há mais de duas décadas como o líder máximo do PCC. Segundo a magistrada, apesar da gravidade dos crimes, o Estado perdeu o prazo para agir e não pode mais punir ninguém. O advogado de Marcola, Bruno Ferullo, celebrou o desfecho afirmando que a absolvição “apenas segue o que a lei determina”. Assim, a maior investigação contra a facção criminosa mais poderosa do país encerra-se não com condenações, mas com prescrição, gerando um profundo constrangimento institucional. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Pacheco e Weverton lideram debate sobre mudanças na Lei de Impeachment
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado tem hoje a primeira pauta: analisar o projeto que modifica a Lei de Impeachment. A iniciativa, apresentada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex‑presidente da Casa, está parada desde agosto de 2023. O tema voltou à ribalta depois da liminar do ministro Gilmar Mendes, que restringiu a apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do STF ao Procurador‑Geral da República. O relator, senador Weverton Rocha (PDT‑MA), responde diretamente à decisão de Gilmar. Seu relatório propõe restabelecer a legitimidade de outros atores – a OAB, sindicatos e cidadãos – para requerer impeachment, desde que haja apoio popular. Além disso, Rocha quer impor um prazo máximo de 15 dias para que os pedidos sejam analisados e encaminhados, evitando que fiquem arquivados indefinidamente. Por outro lado, o texto mantém a exigência de maioria qualificada de dois terços dos votos no Senado para aprovar o processo, substituindo a atual maioria simples, em consonância com a liminar de Gilmar. A decisão de Gilmar segue em vigor, mas ainda cabe ao Supremo decidir se a mantém ou a revoga. O julgamento da proposta será realizado em sessão virtual do plenário, sem debates, a partir da próxima sexta‑feira, 12. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Elevador de São Paulo vira palco de disputa entre Alex Leandro e Maria Katiane
Um homem de 40 anos foi preso temporariamente nesta terça‑feira (9) sob suspeita de feminicídio após a morte de sua esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, que caiu do 10º andar do prédio onde o casal morava, na zona sul de São Paulo. O fato ocorreu na madrugada de 29 de novembro e continua sob investigação. As câmeras de segurança do condomínio capturaram parte decisiva da sequência que antecedeu a tragédia. Nas gravações, Alex Leandro Bispo dos Santos aparece discutindo com a esposa dentro do elevador, tentando agarrá‑la pelo pescoço e, em seguida, puxando‑a bruscamente para fora. A jovem tentou se apoiar nas paredes do elevador, mas não conseguiu se segurar; poucos instantes depois, ela despencou do edifício. Em outra filmagem, o suspeito aparece sentado no elevador, com expressão de aparente desespero. Veja:
Débora do Batom e o convite inesperado do Congresso
Condenada pelos atos de 8 de janeiro, a cabeleireira Débora Rodrigues, mais conhecida como “Débora do Batom”, recorreu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pedindo autorização para ir a Brasília e comparecer a uma audiência na Câmara dos Deputados que analisará os desdobramentos daquele dia. Na segunda‑feira, 8 de dezembro, os advogados da ré protocolaram o requerimento na Corte. Segundo a defesa, o deputado Coronel Meira (PL‑PE) convidou Débora para depor pessoalmente na capital. A petição sustenta que a convocação tem fundamento legal e denuncia o tratamento degradante a que os réus têm sido submetidos desde o início dos processos. Os procuradores apontam ainda uma tensão política e ideológica que envolve tanto a população carcerária quanto os agentes penitenciários, reforçando a necessidade do depoimento. Os advogados lembram que a jurisprudência já permitiu a presença de presos no Congresso, citando o exemplo de Fernandinho Beira‑Mar, que compareceu à Câmara em 2001. A defesa enfatiza que “direitos humanos não são pauta política ou ideológica, mas um direito inerente a todo ser humano, independentemente de raça, cor, etnia, religião ou ideologia”. Débora pretende integrar a comissão criada para ouvir presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro. Atualmente sob monitoramento eletrônico, a ré foi obrigada a procurar atendimento hospitalar de urgência devido a uma infecção urinária. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Victor Fasano entra em choque judicial com a Globo
Victor Fasano, ator veterano da Rede Globo, entrou com ação judicial contra a emissora que foi palco de grande parte de sua carreira. A demanda, protocolada em junho, é movida por Fasano e pela empresa Paisagio Comércio Vídeo Foto, da qual ele é sócio‑administrador e responsável pelo contrato original com a Globo. Eles alegam que a rede continua retransmitindo a novela O Clone sem pagar os valores devidos. O ponto central da queixa é a exploração da obra nas plataformas digitais. Embora os números não tenham sido divulgados, fontes internas afirmam que os valores em disputa chegam a milhões. Segundo os autores, o contrato assinado em 2001 não previa a utilização da novela em serviços de streaming, como o Globoplay. Por isso, consideram que a Globo está auferindo lucros contínuos sem repassar a remuneração cabível. Eles ainda apontam que a emissora se vale de uma interpretação “inconsistente” dos termos “internet” e “meios digitais”, que constam no documento original, para justificar a disponibilização da obra em ambiente que não existia na época. Outro ponto da ação diz respeito à exibição da novela no Canal Viva. Fasano e a Paisagio sustentam que a Globo tem classificado essa reapresentação como licenciamento, e não como reexibição, o que reduz drasticamente o montante a ser pago ao ator. Essa prática, para eles, viola o acordo e justifica a cobrança de multa compensatória. Na petição, os autores requerem que a Globo seja condenada ao pagamento dos direitos de exibição tanto no Globoplay quanto no Canal Viva, à aplicação de multa por cada descumprimento contratual e a indenização por danos morais. Também pedem que a emissora apresente as notas fiscais emitidas na época da produção e a íntegra do contrato de 2001, documentos essenciais ao esclarecimento dos fatos. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história A Globo vive dias de tensão. Um “dossiê” foi lançado e expõe o que a alta cúpula da emissora sempre tentou esconder. O livro “Dossiê Globo: Os Segredos da Emissora” reúne, segundo o autor, denúncias de escândalos, casos de assédio, acordos obscuros e relações políticas controversas ao longo das décadas.
Tensão na Câmara: Braga acusa Motta de ordem abusiva
O deputado federal Glauber Braga (Psol‑RJ) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), alegando que foi este quem determinou à Polícia Legislativa a sua retirada da Mesa Diretora na noite da terça‑feira, 9. Para o parlamentar, a medida partiu diretamente do comando da Casa e configuraria uma postura que ele considera abusiva. Braga explicou que “o boletim é contra a instituição, contra quem ordenou a ação da polícia legislativa, mais especificamente contra o presidente da Câmara dos Deputados pela ordem que deu à Polícia Legislativa”. Ele acrescentou que “a ordem partiu dele; a polícia, ao chegar, tem clareza de que a ordem é essa”. Na sua avaliação, a autorização concedida à polícia para agir de forma tão incisiva dentro do plenário teria estimulado um comportamento excessivo diante da imprensa. O deputado ainda afirmou que “as ações do presidente da Câmara falam por si, não é preciso comentar; está evidente que o tipo de orientação dele foi de um desequilibrado”. Braga relatou ainda que está sentindo dores no braço direito em decorrência do episódio, fazendo uso de analgésicos e anti‑inflamatórios para aliviar o desconforto. Ele responde a um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, acusado de ter empurrado e expulsado um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) do Congresso Nacional em 2024. O Conselho de Ética aprovou, por 13 votos a 5, a perda do mandato em abril. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Moraes sob pressão: pedido inesperado de Bolsonaro
A defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um pedido de autorização para que o líder seja encaminhado ao Hospital DF Star, a fim de submeter‑se a um novo procedimento cirúrgico. Os advogados alegam que laudos médicos indicam a necessidade imediata da intervenção. Além disso, requerem que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar humanitária, sustentando que seu estado de saúde demanda cuidados constantes e ambiente adequado. A solicitação enfatiza que a condição clínica exige tratamento diferenciado. Especialistas estimam que a internação deverá durar de cinco a sete dias após as cirurgias; por isso, a defesa pede que o transporte para o hospital seja autorizado sem comunicação prévia, garantindo agilidade em caso de urgência. Para embasar o pedido, foi encaminhado ao magistrado um relatório médico detalhado, que comprova a pertinência das solicitações. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Moraes ordena citação; Tagliaferro reage da Itália
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex‑assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, seja citado por edital, depois que a notificação enviada ao endereço indicado retornou ao tribunal por “diligência infrutífera”. O processo registra que a carta de ordem expedida foi devolvida, evidenciando a impossibilidade de localizar o réu no local indicado. Tagliaferro, que se encontra na Itália, respondeu ao ministro na rede X, afirmando: “Moraes, estou aqui, na Itália, você tem meu endereço nos autos, ou esqueceu que pediu a extradição e a corte daqui já encaminhou meu endereço, ah, meu advogado Paulo Faria também colocou.” Ele é apontado como responsável pela operação “Vaza Toga”, episódio que expôs a existência de um gabinete paralelo no TSE voltado a perseguir a direita durante a eleição de 2022. O debate sobre supostas perseguições judiciais ganha novo contorno com a divulgação do livro Supremo Silêncio, que reúne denúncias de censura, prisões e outras ações controversas que, segundo o autor, o “sistema” tenta esconder a todo custo. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história A obra detalha todo o processo iniciado pelo famigerado Inquérito das Fake News, revelando como parlamentares, jornalistas e outros foram alvos de medidas judiciais que, segundo o autor, visam silenciar críticas ao poder.
Esperança em Sarandi: a luta de João Guilherme ganha apoio
O caso comovente do pequeno João Guilherme continua a tocar o coração de muitas pessoas. Para quem ainda não conhece, o bebê nasceu no dia 21 de novembro em Sarandi, interior do Rio Grande do Sul. O parto foi complicado, quase custando a vida da mãe, e os médicos identificaram uma síndrome rara chamada “Arlequim” durante a gestação. Imediatamente, a equipe solicitou a transferência para um hospital de grande porte. Especialistas alertaram que a situação era crítica; João sentia dor constante e lutava pela vida. Nos últimos dias, o pequeno apresentou uma melhora extraordinária e inesperada. Os médicos já afirmam que “o pior já passou” e estimam alta dentro de, no máximo, 90 dias – possivelmente antes do Natal. Uma campanha de arrecadação foi criada e tem sido fundamental para que os pais acompanhem de perto a recuperação, enfrentando custos como alimentação, combustível, medicamentos e hospedagem. O pai já iniciou reformas e adaptações na casa, que fica a cerca de 100 km do hospital, para receber João com os cuidados especiais que ele precisará.
Dosimetria no Congresso: Surpresa que Complica Bolsonaro
A Câmara dos Deputados aprovou, nas primeiras horas desta quarta‑feira (10), o Projeto de Lei da Dosimetria, com 291 votos a favor e 148 contra. Embora não corresponda exatamente ao texto defendido pelos parlamentares da direita, a medida representa um avanço ao reduzir o prazo necessário para a progressão de regime de um quarto para um sexto da pena, permitindo que milhares de condenados solicitem revisão imediata de suas situações. Entretanto, uma informação recém‑divulgada pela juíza Ludmila Lins Grilo traz um panorama desfavorável ao ex‑presidente Jair Bolsonaro: “PL da Dosimetria. Em suma: presos do 8 de janeiro permanecem condenados, com seus registros manchados, antecedentes criminais, com obrigações perante a justiça, multas milionárias – mas vão conseguir ir para o regime aberto. Bolsonaro, generais e exilados permanecem na mesma.” O advogado Jeffrey Chiquini também se pronunciou: “Acabei de ler o texto do PL da Dosimetria, de autoria do sindicalista Paulinho da Força. É uma farsa. 1º O projeto não alcança Bolsonaro e os demais acusados dos quatro núcleos; 2º O texto não soltará imediatamente os presos políticos do 8/1. O PL é apenas uma causa de diminuição (irrisória) de pena. Ou seja, os condenados precisarão de advogados para ingressar com revisão criminal e, após um longo caminho, conseguir a recontagem da pena. Estão anunciando que os presos políticos abraçarão amanhã seus filhos. Mentira: com esse texto, os presos ainda terão uma longa guerra para alcançar a liberdade.”