O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, expressou preocupação ao apontar tentativas de transformar processos judiciais em instrumentos de disputa política no Brasil. Em postagem nas redes sociais, Landau ressaltou que a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados representa, em sua avaliação, “um primeiro passo” para conter esse tipo de abuso. A mensagem foi divulgada poucas horas antes da revogação, pela Lei Magnitsky, das sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes. “Os EUA têm expressado, de forma consistente, preocupação com os esforços de usar o processo legal para transformar diferenças políticas em arma no Brasil e, portanto, recebem com satisfação o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados como um primeiro passo para enfrentar esses abusos”, afirmou o subsecretário. Ele concluiu dizendo: “Estamos finalmente dando início a um caminho que levará ao melhor das nossas relações”. Eis provável motivo do “recuo” de Donald Trump… Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Moraes determina nova avaliação de Heleno; futuro ainda incerto
Peritos da Polícia Federal realizaram nesta sexta‑feira (12) uma avaliação médica detalhada do general da reserva Augusto Heleno, atualmente detido no Comando Militar do Planalto após ter sido condenado a 21 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado. A perícia foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou a existência de “informações contraditórias” nos documentos apresentados até o momento. Segundo o ministro, essas inconsistências inviabilizam, por ora, a análise do pedido da defesa para que Heleno seja transferido para prisão domiciliar. Moraes ressaltou que a concessão da medida depende da “efetiva comprovação do diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular)”, o que exigiria um laudo completo elaborado por profissionais da Polícia Federal. Na determinação enviada aos peritos, Moraes especificou que a avaliação deve incluir análise clínica integral, levantamento do histórico médico, exames laboratoriais — como função tireoidiana e níveis de vitamina B12 — além de testes neurológicos e neuropsicológicos capazes de medir memória, raciocínio e outras funções cognitivas. O despacho prevê ainda a possibilidade de exames de imagem, como ressonância magnética e PET Scan, caso os especialistas considerem necessário. O objetivo da perícia é identificar eventuais limitações funcionais decorrentes das patologias suspeitas, avaliar os cuidados indispensáveis para garantir a integridade física e cognitiva do general e verificar se ele necessita de supervisão contínua. A conclusão desse laudo será determinante para que o STF possa decidir sobre a solicitação de prisão domiciliar apresentada pela defesa. Moraes está encurralado! O General deve ir pra casa em breve. Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Lula enfrenta inesperada movimentação nas pesquisas de 2026
A pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), anunciada por Jair Bolsonaro na semana passada, provocou um salto perceptível na consolidação da identidade eleitoral do filho mais velho do ex‑presidente. Em uma das simulações de segundo turno, Flávio apareceu à frente do presidente Lula – ainda que dentro da margem de empate técnico – despertando o interesse dos analistas políticos. Os números divulgados pelo instituto Gerp mostram que, antes da oficialização, Flávio registrava 17 % das intenções de voto. Após o anúncio, sua participação subiu para 25 % no cenário estimulado para a disputa presidencial de 2026, sinalizando um amadurecimento do eleitorado em torno de sua figura. “Analistas consideram esse crescimento espontâneo um indicador precoce de consolidação de identidade eleitoral”, escreveu o Gerp, ressaltando que a mudança ocorreu de forma rápida e relativamente espontânea após o anúncio oficial. A pesquisa também trouxe outros cenários relevantes e refletiu sobre a reação do presidente do PT à pré‑candidatura, bem como a agenda de encontros políticos que Flávio manteve em Brasília para articular alianças. Cenário estimulado (1º turno atual): • Lula — 34 % • Flávio Bolsonaro — 25 % • Ratinho Jr — 8 % • Ciro Gomes — 7 % • Ronaldo Caiado — 6 % • Romeu Zema — 4 % • Pablo Marçal — 4 % • Nenhum — 6 % • NS/NR — 5 % Flávio antes da oficialização: 17 % – Flávio após a oficialização: 25 % Simulações de segundo turno: • Lula — 40 % × Jair Bolsonaro — 43 % • Lula — 41 % × Flávio Bolsonaro — 42 % • Lula — 41 % × Ratinho Jr — 39 % • Lula — 40 % × Ronaldo Caiado — 34 % • Lula — 40 % × Romeu Zema — 34 % • Lula — 38 % × Ciro Gomes — 33 % • Lula — 43 % × Pablo Marçal — 31 % O levantamento foi realizado entre 06 e 10 de dezembro de 2025, por telefone, usando o sistema CATI (entrevista pessoal assistida por computador). A amostra contou com 2 000 eleitores de todas as regiões do país, ponderada por sexo, idade, renda e localização geográfica. A margem de erro é de ± 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,5 %. “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. Disponível para compra: link de compra
Moraes, Trump e o futuro incerto da democracia brasileira
Estamos vivendo o pior momento da democracia brasileira. O verdadeiro “golpe” que estava em curso avançou e se concretizou de forma cruel. Jair Bolsonaro e um grupo de militares de alta patente estão presos, num cenário caótico, triste e revoltante. O plano do “sistema” parece chegar ao fim, enquanto ainda se tenta tirar a vida do ex‑presidente, cuja saúde está gravemente comprometida. Para piorar, Donald Trump recuou e revogou as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, concedendo-lhe poderes quase sobrenaturais; basta observar as inúmeras decisões consideradas absurdas. Diante disso, o único caminho para a liberdade começa agora: guardar, salvar e divulgar o que está acontecendo, para que as próximas gerações conheçam a verdade. Tudo começou em 2022, quando o pleito eleitoral trouxe bizarrices: manobras do “sistema” para devolver o ex‑presidiário Lula ao poder, “tramoias” da esquerda, prisões, distorção da mídia, censura explícita, perseguição, manipulação e dezenas de outros fatos.
Hugo Motta sob tensão: o que a decisão de Moraes implica
Deputados governistas e integrantes do Centrão avaliaram que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), está praticamente sem alternativas diante da determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a perda do mandato da deputada Carla Zambelli (PL‑SP). Na percepção desses parlamentares, o cenário criado pela decisão judicial tornou inevitável que Motta execute a ordem de imediato, ainda que isso provoque repercussões políticas dentro da própria Casa. A ordem de Moraes, proferida na noite de quinta‑feira (11/12), anulou a votação realizada pela Câmara no dia anterior, quando os deputados haviam rejeitado cassar Zambelli. O ministro determinou a perda imediata do mandato da parlamentar, que permanece presa na Itália após condenação pelo Supremo. Para alguns congressistas, a intervenção direta do STF reforçou uma espécie de “ponto final” no episódio, deixando pouca margem para questionamentos internos. Que situação… Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Tensão no Estúdio SBT: Fotógrafo de Lula e a Advogada Barci em Confronto
Um episódio que parece saído de outra era, quando o Brasil ainda vivia sob um clima de liberdade plena. Para impedir a gravação de uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Ricardo Lewandowski, o fotógrafo oficial do petista quase atropela a advogada Viviane Barci de Moraes. A esposa do ministro, Viviane Barci, leva um susto evidente diante da intervenção desordenada do profissional de imagens. O objetivo seria barrar a transmissão do SBT dentro do próprio estúdio. O deputado Nikolas Ferreira descreveu a situação com clareza: “Fotógrafo de Lula pede para o cinegrafista do SBT se retirar e parar de filmar Lula e Moraes, no evento do… SBT. É tipo a visita expulsando o dono da casa.” Tempos sombrios para a imprensa. Veja o vídeo: URGENTE: Moraes se manifesta Por que apostas no primeiro objetivo do LoL ficaram mais populares que os totais Lula, Moraes e Lewandowski são flagrados às escondidas e fotógrafo intervém proibindo imagens (veja o vídeo)
Moraes e Zambelli no centro de disputa judicial
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta sexta‑feira (12) esclarecimentos à Justiça italiana acerca das condições em que a deputada federal Carla Zambelli (PL‑SP) cumpriria pena, caso fosse extraditada ao Brasil. A resposta atende a questionamentos das autoridades italianas no curso do processo de extradição. Na semana passada o judiciário italiano suspendeu o julgamento, aguardando informações oficiais do STF antes de prosseguir com a análise do pedido apresentado pelo governo brasileiro. A nova data para retomada está marcada para 18 de setembro. Os dados foram extraídos da Vara de Execuções Penais (VEP). Depois de recebê‑los, Moraes os repassou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que formaliza a comunicação diplomática com a Itália. Segundo a VEP, Zambelli seria mantida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal – a Colmeia. O estabelecimento nunca registrou rebeliões, oferece atendimento médico regular e cursos de capacitação profissional. A unidade também cumpre os padrões de salubridade, segurança e assistência previstos na Lei de Execuções Penais. Fotos da prisão foram enviadas para reforçar as garantias apresentadas às autoridades italianas. Perseguição não tem fim! Livro que previu a prisão de Bolsonaro, também prevê desfecho final dessa história
Flávio Bolsonaro interpreta mudança de Trump e aponta rumo à anistia
O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) avaliou que a retirada das sanções impostas com base na Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes e à sua esposa, Viviane Barci, representa um movimento político relevante do governo dos Estados Unidos em direção à anistia no Brasil. Para o parlamentar, a decisão do presidente Donald Trump deve ser interpretada como um sinal claro de mudança de postura. “É muito simples a leitura que eu faço com relação à retirada da Magnitsky sobre o Alexandre de Moraes: foi o governo Trump fazendo um gesto gigantesco pela anistia no Brasil. Ele fala de um passo inicial que está sendo dado. Lembrando que o projeto da dosimetria, que não é a anistia, está para ser votado no Senado Federal agora, na semana que vem, e há oportunidade de melhorar esse projeto”, afirmou Flávio. Na avaliação do senador, a medida indica um primeiro passo para a normalização institucional e democrática do país, além de contribuir para a recomposição das relações entre Brasília e Washington. Flávio também demonstrou otimismo em relação ao cenário econômico, sugerindo que a tendência é de avanço no diálogo bilateral. Segundo ele, não há dúvidas de que o próximo movimento dos Estados Unidos será a retirada integral das sobretaxas impostas a produtos brasileiros. “Então eu fiquei muito feliz com essa notícia. Esperamos que não existam vaidades, esperamos que exista responsabilidade, para que possamos resolver os nossos próprios problemas aqui no Brasil. E começar finalmente a retomar alguma normalidade institucional e democrática em nosso país”, declarou. A exclusão de Moraes e de Viviane Barci da lista de sanções foi confirmada oficialmente nesta sexta‑feira pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA.
Hugo Motta e a Defesa das Emendas em Meio à Polêmica no STF
Em nota institucional de oito parágrafos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), manifestou‑se sobre as recentes movimentações do Supremo Tribunal Federal que investigam emendas parlamentares. O texto foi elaborado em conjunto com líderes partidários que retornaram a Brasília após a operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, para apreender documentos ligados à distribuição desses recursos. A Câmara reafirma o respeito ao STF e a todas as suas decisões, mas sustenta que a determinação do ministro Dino não demonstra nenhum desvio de verbas. “A Câmara dos Deputados respeita o Supremo Tribunal Federal e todas as decisões por ele proferidas. Destaca, no entanto, que uma leitura atenta e correta da decisão proferida pelo Ilustre Ministro Flávio Dino revela que ali não se aponta nenhum ato de desvio de verbas públicas. Nenhum. Eventuais desvios, insista‑se, devem ser devidamente apurados. Importante não confundir o ato político de mera indicação de emendas parlamentares de comissão (que sequer são impositivas e se submetem ao juízo discricionário do Poder Executivo), com a final execução dessas verbas pelos seus destinatários finais”, afirma a nota. Hugo Motta ressaltou ainda que o Legislativo adotou medidas para ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas. A simples indicação de recursos, segundo a Câmara, não pode ser tratada como conduta criminosa. A liberação efetiva das verbas continua a ser responsabilidade do Poder Executivo, por meio da Secretaria de Relações Institucionais, atualmente comandada pela ministra Gleisi Hoffmann. O comunicado também destaca que os ministérios possuem recursos próprios que não estão sob questionamento do Supremo. Um ponto central da nota é a defesa da servidora Mariângela Fialek, única pessoa alvo de busca e apreensão na operação desta sexta‑feira. Fialek atua como assessora da presidência da Câmara para assuntos orçamentários e teve sua atuação amplamente elogiada no documento. “A servidora Mariângela Fialek é uma técnica competente, responsável e comprometida com a boa gestão da coisa pública. A experiência da servidora é reconhecida por todos os órgãos do Poder Legislativo e do Poder Executivo que elaboram e executam o orçamento federal. Inclusive, a atuação da servidora Mariângela Fialek foi fundamental no aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade da proposição, indicação e execução de emendas parlamentares”, afirma a nota. O comunicado ainda informa que o Congresso tem trabalhado em conjunto com o Executivo, o Senado, o Tribunal de Contas da União e o próprio STF para aprimorar os mecanismos de controle. São citadas a Lei Complementar nº 210/2024, que estabelece regras para a proposição e execução das emendas, e as Resoluções nº 1 e 2, de 2025, além da criação de um portal específico para acompanhamento das emendas parlamentares. Nos bastidores, líderes da Câmara preparam uma reação institucional mais ampla. Está agendada, para o fim de semana, uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), com o objetivo de alinhar uma resposta conjunta do Congresso ao que parlamentares consideram interferência do Judiciário nas prerrogativas do Legislativo. Também está prevista a divulgação de nova nota, desta vez assinada por todos os deputados, em defesa da servidora alvo da operação. Ao final, a Câmara reafirma que a fiscalização da correta aplicação dos recursos públicos — sejam eles provenientes de emendas parlamentares ou do Executivo — deve ser rigorosa, mas sempre respeitando as competências constitucionais de cada Poder. ATENÇÃO! Temos uma dica importante para você, leitor do JCO. Quer saber a verdade por trás da prisão de Bolsonaro, conteúdos inéditos sobre 2022, encontrar o único motivo para seguir acreditando em um futuro melhor e apoiar a nossa batalha? Conheça o livro “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao. Contamos com você nessa batalha!
A Jogada Silenciosa da Família Bolsonaro para 2026
Pedro Albuquerque, chief investment officer da TC, previu com precisão a decisão de Flávio Bolsonaro de concorrer à Presidência em 2026. Para ele, o movimento não foi inesperado; estava sendo preparado nos bastidores da direita há algum tempo. “A candidatura do Flávio Bolsonaro não é uma grande surpresa”, afirmou, citando o senador antes mesmo de a candidatura ser oficializada. “Falei da possibilidade do Flávio Bolsonaro”, reforçou. Albuquerque aponta que o mercado e a opinião pública deixaram de perceber a reorganização discreta da família Bolsonaro após a prisão do ex‑presidente. Segundo o analista, o ambiente interno era de isolamento, com a sensação de abandono que acabou impulsionando a escolha de Flávio como sucessor imediato. Essa escolha, segundo ele, tem lógica estratégica: manter o projeto político enquanto Jair Bolsonaro está impedido de disputar. O ponto central da crítica de Albuquerque à elite econômica é a subestimação da capacidade de Jair Bolsonaro de transferir votos. “O Bolsonaro tem mais de 30% dos votos”, declarou, ressaltando que essa base permanece fiel mesmo com o ex‑presidente encarcerado. Ele afirma que essa fidelidade não se fragmenta; ao contrário, segue para quem Jair apoiar. O analista lembra que o mercado ignorou a histórica capacidade de mobilização de Jair. Em 2018, por exemplo, o então candidato superou Geraldo Alckmin mesmo sem estrutura partidária ou apoio institucional. Na visão de Albuquerque, o mesmo padrão pode beneficiar Flávio agora: “Se o Bolsonaro está empatado com o Lula, por que o Flávio não subiria?” A transferência automática de apoio, segundo ele, explica por que candidatos sem o respaldo da família enfrentam limitações severas: “Achando sem o aval do Bolsonaro, a chance pra mim beira zero”. Albuquerque reserva as críticas mais duras ao mercado financeiro, acusando a “Faria Lima” de estar “delirante”. Ele argumenta que a elite econômica analisa a política através de filtros ideológicos próprios, alheios à realidade do eleitorado médio. Ele destaca ainda uma tendência do mercado de buscar “o candidato ideal”, ignorando que as eleições brasileiras são moldadas por mobilização, narrativa e pertencimento. Nesse cenário, Flávio carrega o principal ativo eleitoral da atualidade: o selo Bolsonaro. Além disso, o analista observa que parte dos investidores ainda acredita que Tarcísio Gomes de Freitas seria o nome natural para 2026. Essa leitura, segundo Albuquerque, ignora o ponto crucial: Tarcísio não recebeu o apoio da família Bolsonaro, o que reduz drasticamente seu potencial competitivo. A afirmação mais contundente de Albuquerque sintetiza sua visão estratégica: “A família Bolsonaro é o sistema”. Para ele, não existe direita competitiva no Brasil sem alinhamento com esse núcleo. O bolsonarismo, ao seu ver, deixou de ser apenas um fenômeno e se consolidou como estrutura permanente, abrangendo desde o eleitorado fiel até o ecossistema digital e midiático. Albuquerque afirma que Flávio, como parte orgânica dessa estrutura, não depende de artifícios ou acordos externos. Sua candidatura, em sua avaliação, é “muito mais séria do que essa galera está comprando”. Ele ainda garante que Flávio “veio pra ficar”, descartando a ideia de uma candidatura improvisada. O analista prevê um choque institucional durante a campanha, que “vai ter uma atuação muito mais truculenta do Supremo Tribunal Federal”. Ele entende que o STF vê o avanço do bolsonarismo como ameaça direta e tende a reagir intensamente contra qualquer tentativa de retorno dessa força ao centro do poder. Essa dinâmica pressiona ainda mais a campanha de Flávio, que deverá enfrentar investigações, decisões monocráticas e possíveis constrangimentos judiciais. Para Albuquerque, esse ambiente tensionado pode reforçar a narrativa de perseguição, o que costuma mobilizar a base bolsonarista com grande vigor. Outro ponto que destaca é o dinamismo da opinião pública. Flávio apresenta baixa rejeção pessoal e alto reconhecimento do sobrenome, combinação que ele considera rara e poderosa. “O Flávio tem um potencial de subir nas pesquisas muito alto.” O analista acredita que esse crescimento pode ser rápido, sobretudo se Flávio se posicionar como continuação legítima do pai, mas com um estilo menos confrontacional. Essa postura poderia atrair setores da direita moderada e indecisos, decisivos no segundo turno. A leitura de Pedro Albuquerque desafia o consenso atual da elite econômica e de parte da imprensa. Para ele, subestimar Flávio Bolsonaro seria repetir o erro de 2018. A candidatura possui lastro, narrativa, estrutura e, sobretudo, a bênção do principal eleitor do país: Jair Bolsonaro. O aviso final resume sua posição: “É possível que o Flávio ganhe eleição. Não dá para subestimar o nome Bolsonaro.” Para Albuquerque, a disputa de 2026 não será apenas sobre Flávio. Será sobre o quanto o sistema político e econômico do país entende – ou deixa de entender – a força do bolsonarismo.