O ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a uma nova intervenção cirúrgica na tarde desta segunda‑feira (29) para tratar da crise de soluços que o acomete. “Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o segundo procedimento de bloqueio anestésico do nervo frênico”, escreveu Michelle Bolsonaro por volta das 14h. Em seguida, acrescentou: “Peço que estejam em oração por ele e por toda a equipe médica”. Pouco depois, por volta das 15h, Michelle publicou nova atualização: “Procedimento finalizado. Graças a Deus, agora aguardando ele subir para o quarto”. Trata‑se do terceiro procedimento ao qual o ex‑presidente foi submetido desde a internação na última quarta‑feira (24), quando foi internado inicialmente por causa de uma hérnia.
Pesquisa revela alta desaprovação a Lula e alerta para fraqueza no Planalto
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostra que 50,9% dos eleitores brasileiros desaprovam a gestão de Lula, enquanto 45,6% a aprovam. A pesquisa foi divulgada nesta segunda‑feira (29) e ouviu 2.038 pessoas em 163 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. O estudo, realizado entre 18 e 22 de dezembro em todo o território nacional, indica que 3,5% dos entrevistados não souberam responder ou não quiseram opinar sobre o desempenho do governo federal. Na avaliação específica sobre a qualidade do trabalho presidencial, 34,8% dos participantes classificaram a administração como péssima e 8% como ruim. Do lado positivo, 19,8% consideraram o governo bom e 12,9% ótimo. Entre os entrevistados, 23,1% avaliaram o desempenho como regular. O Nordeste continua sendo a região onde Lula tem maior apoio, com 58% de aprovação e 38,1% de desaprovação. Nas demais áreas do país, predomina a rejeição: no Norte/Centro‑Oeste (54,2% contra 42,7%), no Sudeste (54,8% contra 41,6%) e no Sul (60,7% contra 36,6%). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, segundo informações do Paraná Pesquisas. A Máquina Contra o Homem – Como o Sistema Tentou Destruir um Presidente e Despertou uma Nação
Ao vivo: o escândalo do Banco Master expõe a verdade que pode abalar o poder (Veja o vídeo!)
A jornalista Monica Bergamo afirmou que um ministro do Supremo Tribunal Federal lhe confidenciou que o Brasil não está preparado para tudo que será revelado caso o proprietário do Banco Master decida falar. As informações que surgem no escândalo do Banco Master podem ser muito mais extensas do que os poderosos esperavam. Pergunta‑se se Alexandre de Moraes sofrerá impeachment e qual será o impacto desse caso nas eleições de 2026. Essas e outras questões serão debatidas em uma live extraordinária com especialistas de peso: o advogado Paulo Faria, conhecido por ter defendido o deputado Daniel Silveira; o advogado Fabio Pagnozzi; e o jornalista Glauco Fonseca. Assista, compartilhe e apoie o trabalho do Jornal da Cidade Online. Veja o vídeo:
Cardiologista revela que soluços persistentes atrapalham recuperação de Bolsonaro
O cardiologista Brasil Caiado, médico responsável por acompanhar a recuperação do ex‑presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o principal desafio clínico no momento são os fortes e persistentes soluços que afetam o líder conservador. De acordo com o especialista, o sintoma tem prejudicado o descanso e comprometido o processo de recuperação pós‑operatória. “O soluço é um sintoma dele que preocupa muito, porque gera muito cansaço nele, prejudica o sono. Quer dizer, você nos pós‑operatório, precisa do organismo se recuperar, e ele está sendo praticamente agredido por esse soluço. É uma preocupação recorrente nossa e dele também. Mas nós estamos muito de olho nisso aí. É um ponto central hoje, além da cirurgia, é essa questão de resolvermos a questão do soluço, na medida que for possível, sempre lembrando: sendo menos invasivo possível. Por isso, que a gente vai reavaliar na segunda‑feira”, disse Caiado. Bolsonaro passou por cirurgia na quinta‑feira, 25, para correção de hérnias bilaterais em um hospital particular de Brasília. O procedimento durou pouco mais de três horas e foi considerado bem‑sucedido pelos médicos. Agora, Bolsonaro aguarda a realização de um novo procedimento cirúrgico nesta segunda‑feira, 29, para tentar resolver a questão dos soluços persistentes.
STF impõe limites à própria atuação e coloca em risco a última instituição que sobrou em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu parâmetros para sua atuação em diferentes esferas durante 2025. A Corte delimitou fronteiras tanto para a aplicação de leis estrangeiras em território nacional quanto para sua interferência em políticas econômicas. Essas definições foram apresentadas em meio a debates sobre os limites constitucionais das decisões do tribunal. O ministro Flávio Dino chegou a utilizar um processo envolvendo mineração para traçar limites à aplicação de legislação estrangeira no Brasil. A manifestação ocorreu após as sanções impostas pela Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, que foram posteriormente revogadas pela administração Trump. Dino afirmou que “leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro”. As sanções aplicadas a Moraes tinham validade apenas em território americano, fora da jurisdição do Supremo. O posicionamento de Dino buscou criar um precedente sobre a aplicabilidade de normas internacionais em casos que envolvem cidadãos brasileiros. No primeiro trimestre deste ano, o STF demonstrou autocontenção ao decidir não intervir nas decisões do Banco Central relacionadas à política monetária. O presidente da Corte, Edson Fachin, rejeitou, em janeiro, uma ação do PDT que questionava a política de juros. Na ocasião, afirmou que “não é papel do Poder Judiciário valorar juridicamente a execução de políticas macroeconômicas”. Fachin tem trabalhado na implementação de um código de conduta para o Supremo, adotando postura diferente da de outros ministros do tribunal. Sua atuação ocorre em um contexto no qual o STF tem expandido gradualmente sua influência para áreas tradicionalmente reservadas aos poderes Legislativo e Executivo. A evolução da atuação do Supremo, que inicialmente se concentrava em julgamentos criminais, como o caso do mensalão, levanta questões sobre os mecanismos de controle externo das decisões da Corte, considerando sua crescente influência em diversas esferas da vida pública brasileira. Diante do voluntarismo dos ministros e da falta de interesse ou coragem dos potenciais reguladores do STF para atuar, resta ao Brasil torcer para que a Corte não descubra seus limites da pior forma possível, interferindo no Banco Central, a última instituição que sobrou em Brasília.
Rombo bilionário nos Correios: a crise que gerou 15 mil demissões
Qual acontecimento interno ou externo foi responsável pela atual situação dos Correios? Se a empresa não depende de insumos como petróleo ou de commodities tributadas no exterior, o que explica a passagem do lucro deixado pelo governo anterior para a crise que a obriga a demitir 15 mil funcionários? Houve contratação excessiva? Foram realizados gastos excessivos em obras? Houve troca de transportes, como aviões, carros, motos ou bicicletas? Existem desvios ainda não divulgados? O que justifica a quebra da estatal em menos de quatro anos de administração?
Pesquisa Brasmarket revela favorito claro na corrida eleitoral do RS
A última pesquisa eleitoral de 2025 sobre a sucessão ao governo do Rio Grande do Sul indica um cenário cada vez mais definido e alinhado à lógica de polarização nacional. O levantamento foi realizado pela Brasmarket entre os dias 26, 27 e 29 de dezembro, com 1.800 entrevistas em 99 municípios gaúchos, e mostra o deputado federal Luciano Zucco (PL) na liderança isolada da corrida ao Palácio Piratini. No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — Zucco aparece com 29,3 % das intenções de voto, abrindo vantagem confortável sobre o segundo colocado, o deputado estadual Edegar Pretto (PT), que soma 17,0 %. A diferença entre os dois supera a margem de erro da pesquisa, de 2,3 pontos percentuais, o que reforça a consistência da liderança do parlamentar do PL. Na sequência, surgem Juliana Brizola (PDT), com 11,0 %, e o vice‑governador Gabriel Souza (MDB), com 6,0 %. Os demais nomes testados aparecem com percentuais mais baixos: Covatti Filho (3,0 %), Marcelo Maranata (1,5 %) e Ernani Polo (0,8 %). Ainda chama atenção o contingente de eleitores que não souberam ou preferiram não responder (25,8 %), além dos votos brancos ou nulos (5,6 %). Consolidação da direita no encerramento de 2025 Embora o volume de indecisos ainda seja relevante, a própria série histórica apresentada pela pesquisa indica um movimento típico de aproximação do ano eleitoral: a redução gradual de brancos, nulos e indecisos, com migração preferencial para os polos ideológicos mais nítidos. Nesse contexto, o desempenho de Luciano Zucco se destaca não apenas pelo percentual absoluto, mas pela qualidade e estabilidade do voto, fortemente associado ao campo conservador e à direita nacional. Ex‑líder da oposição na Câmara dos Deputados até poucos dias atrás, Zucco se beneficia de elevada visibilidade política e de um eleitorado ideologicamente identificado, o que tende a conferir maior resiliência ao seu desempenho neste estágio pré‑eleitoral. Já Edegar Pretto consolida‑se como o principal nome da esquerda no Estado, ocupando o papel de polo oposto natural, mas sem sinal, até o momento, de reversão da vantagem do líder. Pouco espaço para “terceira via” Os números também sugerem dificuldades para candidaturas que buscam se posicionar fora da polarização. Juliana Brizola e Gabriel Souza oscilam dentro da margem de erro e não demonstram, por ora, tração suficiente para romper o teto de crescimento observado nas últimas medições. O cenário desenhado ao fim de 2025 aponta, portanto, para uma disputa concentrada entre dois campos bem definidos, com baixa permeabilidade para alternativas intermediárias. Um retrato do ponto de partida para 2026 Com intervalo de confiança de 95 %, amostragem robusta e abrangência estadual, a pesquisa da Brasmarket funciona como um marco de encerramento do pré‑ciclo eleitoral e um retrato claro do ponto de partida rumo a 2026. O levantamento não antecipa resultados, mas sinaliza tendências: a liderança da direita, a centralidade de Luciano Zucco na disputa e a consolidação de um ambiente político fortemente polarizado no Rio Grande do Sul. À medida que o calendário eleitoral avança, a expectativa é de que o debate se intensifique e que os atuais índices sirvam de referência para estratégias, alianças e reposicionamentos. Por ora, os números indicam que a corrida ao Palácio Piratini começa 2026 com um favorito claro e um cenário cada vez mais definido.
Ciúmes leva mulher de 21 anos a perseguir, atropelar e matar namorado e amiga (veja o vídeo)
Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, foi presa após atropelar e matar seu namorado Raphael Canuto Costa, também de 21 anos, e Joyce Corrêa da Silva, de 19 anos, na madrugada desta segunda‑feira (29). O crime ocorreu por volta das três horas da manhã na rua Professor Leitão da Cunha, no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. A suspeita perseguiu as vítimas, que estavam em uma motocicleta, por cerca de 500 metros antes de atingí‑las em alta velocidade com seu carro. O impacto foi tão violento que os corpos foram arremessados a aproximadamente 30 metros do ponto da colisão. Após o choque inicial, a motocicleta colidiu com outros veículos estacionados na via, ficando os corpos presos entre as ferragens. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram os óbitos no local. De acordo com informações preliminares da polícia, o crime teria sido motivado por ciúmes. Geovanna e Raphael discutiram momentos antes do incidente. Ao avistar o namorado transportando Joyce na garupa da moto, a mulher iniciou a perseguição. Geovanna fugiu do local após o atropelamento, mas passou mal posteriormente. As autoridades a localizaram com cortes superficiais no pescoço e nos pulsos, prestaram-lhe atendimento médico e, em seguida, efetuaram a detenção em flagrante. O caso foi registrado como homicídio doloso com duas qualificadoras, além de lesão corporal. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que as investigações serão conduzidas pelo 37.º Distrito Policial do Campo Limpo. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Os investigadores solicitaram exames periciais e toxicológicos para auxiliar nas investigações. Veja o vídeo:
Oficiais de Justiça invadem sede do Banco Master em busca de Eduardo Bianchini, alvo central da defesa de Vorcaro
Oficiais de Justiça estiveram na sede do Banco Master, em São Paulo, à procura de Eduardo Félix Bianchini, liquidante da instituição financeira. A visita ocorreu antes do feriado de Natal. Bianchini não foi encontrado por estar passando o feriado com familiares fora da capital paulista. O liquidante, servidor aposentado do Banco Central, tem acesso a todos os contratos e pagamentos realizados pelo banco a prestadores de serviço, incluindo escritórios de advocacia. A busca alimenta expectativas de que ele seja intimado para prestar esclarecimentos nos próximos dias sobre o processo de liquidação do banco pertencente a Daniel Vorcaro. A defesa de Vorcaro tem concentrado esforços em Bianchini, transformando‑o em alvo principal de suas ações junto ao STF e ao TCU para tentar anular o processo de liquidação. O relatório final do liquidante deverá expor detalhadamente todos os pagamentos efetuados pela instituição. Entre os documentos sob responsabilidade de Bianchini está o contrato com o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o jornal O Globo, esse escritório recebia R$ 3,6 milhões mensais para defender os interesses do Banco Master. A possibilidade de convocação do liquidante intensificou‑se após a defesa do Master acusar o Banco Central de utilizá‑lo para obter informações privilegiadas da instituição. Esta acusação foi apresentada em petição enviada ao ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, conforme reportagem do site Metrópoles. O caso ganhou nova dimensão quando o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex‑presidente do Banco de Brasília, com participação do diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos. O encontro está marcado para 30 de dezembro. Por meio de sua assessoria, Toffoli negou ter ordenado o envio dos oficiais de Justiça para intimar Bianchini. O ministro afirmou que apenas os três nomes já divulgados pelo Supremo Tribunal Federal estão confirmados para a acareação programada para esta semana. No TCU, o ministro Jhonatan de Jesus tem exercido pressão que estaria restringindo a atuação dos técnicos da Audbancos, unidade responsável pela fiscalização de bancos públicos e instituições financeiras no Brasil, segundo relatos de dois servidores do Tribunal ouvidos pela reportagem. Jesus solicitou manifestação do BC sobre possíveis indícios de precipitação na liquidação do Master. O TCU colocou em sigilo o processo que analisa uma possível omissão do Banco Central em operações do Master. Um técnico aposentado do BC com ampla experiência em liquidação de bancos, consultado, classificou como sem precedentes uma eventual interferência do STF e do TCU no trabalho do liquidante. O ex‑servidor interpreta as recentes movimentações como tentativa de intimidar o processo de liquidação. Luiz Fernando Figueiredo, ex‑diretor do BC, criticou a atuação do Tribunal de Contas da União e do Supremo Tribunal Federal no caso. “Eu nunca tinha visto. O que está sendo pedido são coisas que não têm sentido”, afirmou. Segundo Figueiredo, o Banco Central possui todas as prerrogativas legais para conduzir o processo de liquidação. Na avaliação do ex‑diretor, as irregularidades identificadas no banco de Vorcaro são incontestáveis. “Foi uma fraude gigante. Não foi decisão de um diretor, mas de todo um colegiado a partir de um volume de documentação muito robusto”, declarou. A Procuradoria do Banco Central defende a legalidade da liquidação, enquanto a defesa de Vorcaro busca reverter a decisão através de ações no Justi e no TCU. A acareação marcada para esta semana representa um momento importante para os desdobramentos do processo.
Soraya Thronicke flagrada em flagrante nos Estados Unidos (Veja o vídeo)
A senadora Soraya Thronicke, relatora da chamada “CPI das Bets”, já encerrada no Senado, foi vista fazendo compras em uma loja de luxo da grife Louis Vuitton, em Orlando, ao lado do lobista Silvio de Assis, figura envolvida em uma série de investigações e acusações graves ao longo dos últimos anos. Nas imagens divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, ambos circulam pela loja com taças de espumante, em clima de descontração durante o recesso parlamentar. Silvio Assis é conhecido no meio político por seu histórico controverso. Ele foi preso pela Polícia Federal em 2018, depois de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça apontarem negociação de R$ 3,2 milhões em propina para facilitar registros sindicais no então Ministério do Trabalho. Mais recentemente, seu nome apareceu em investigações sobre extorsão de empresários do setor de apostas online, tema central da CPI relatada pela “onça conservadora”. A proximidade entre a senadora e o lobista já havia sido revelada. Em 2024, a revista Veja informou que a irmã e o genro de Assis ocupavam cargos de assessores no gabinete de Soraya, informação que surgiu durante os trabalhos da CPI. Procurada, a senadora confirmou que esteve na loja com o lobista, mas limitou‑se a dizer, por meio da assessoria, que está em férias com a família nos Estados Unidos. Leandro Ruschel. Veja o vídeo: