Todos os dias a mídia tradicional publica um novo capítulo do chamado “chá revelação”, alegando descobrir os supostos superpoderes dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Para manter a aparência de que tudo ocorre de forma normal e democrática nos últimos anos, os veículos preferem fingir que só perceberam agora a situação, como se tivessem sido enganados durante todo esse tempo. Se não fosse trágico, a situação renderia boas gargalhadas.
Careca do INSS atuava como lobista no Ministério da Saúde de Lula, revelam mensagens da PF
O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva está novamente envolto em denúncias de corrupção e favorecimento. As investigações da Polícia Federal (PF) trazem novos elementos que apontam para a participação do lobista conhecido como “Careca” do INSS em supostas manobras para inserir medicamentos à base de canabidiol no Sistema Único de Saúde (SUS) sem licitação. Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado “Careca” e ex‑funcionário do INSS, manteve contato frequente com Swedenberger Barbosa, chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna da Presidência da República. A PF identificou mensagens trocadas entre os dois, inclusive uma de novembro de 2024 na qual o lobista informava que “Berger já está com aquela orientação em mãos”. Documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação demonstram que Antunes esteve presente na secretaria‑executiva do Ministério da Saúde em cinco ocasiões entre março de 2024 e fevereiro de 2025, período em que Barbosa ocupava o cargo de secretário‑executivo. Os registros ministeriais apontam que Careca e Roberta Luchsinger – empresária próxima ao filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva – participaram de reuniões com Barbosa para discutir a inclusão de cannabis medicinal no SUS. A empresa World Cann, vinculada a Antunes, seria a fornecedora dos produtos ao sistema público. Por meio da Secretaria de Comunicação da Presidência, Swedenberger Barbosa confirmou a realização dos encontros, afirmando que “a agenda ocorreu em conformidade com as atribuições da sua função à época, sem que tenha havido qualquer tipo de ‘orientação’ para a sua realização”. Barbosa, que deixou o Ministério da Saúde após a chegada de Alexandre Padilha em março, ressaltou que as reuniões não resultaram em nenhum desdobramento concreto. “O encontro não teve nenhum desdobramento, o que evidencia sua condução técnica e afasta a tese de qualquer tipo de influência política”, declarou. Ele ainda acrescentou que o produto mencionado – cannabis medicinal – “não está incorporado ao SUS, nenhuma compra foi realizada e não existe qualquer processo dentro do Ministério da Saúde para a sua inclusão ou oferta”. A PF também encontrou mensagens que sugerem que Careca possuía informações antecipadas sobre mudanças no Ministério da Saúde. Em janeiro de 2025, antes do anúncio oficial, o lobista escreveu: “Nossos projetos foram assumidos pelo novo ministro… Ficou melhor…”. O Ministério da Saúde esclareceu, em nota, que Alexandre Padilha foi anunciado oficialmente apenas em 25 de fevereiro, classificando as afirmações anteriores como especulações. Outras mensagens obtidas pela PF mostram Roberta Luchsinger orientando Careca a destruir provas. Em 29 de abril, ela escreveu: “Antonio, some com esses telefones. Joga fora”. Apesar da tentativa de ocultação, Careca foi preso pela PF em 12 de setembro. Segundo a investigação federal, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Careca. Em uma das transações, o lobista teria indicado que o dinheiro seria destinado “ao filho do rapaz”, o que gerou suspeitas entre os investigadores. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, em setembro, Antunes confirmou relações comerciais com Luchsinger, mas alegou que a consultoria “não prosperou”. Em resposta oficial, Swedenberger Barbosa, por meio da Secretaria de Comunicação da Presidência, declarou que, mesmo sem ter acesso às supostas trocas de mensagens citadas na reportagem, recebeu representantes das empresas World Cann e Duosistem para visita institucional registrada em sua agenda pública em janeiro de 2025, quando ainda era secretário‑executivo do Ministério da Saúde.
Soraya Thronicke é flagrada em loja Louis Vuitton nos EUA ao lado do lobista Silvio Assis
Durante viagem aos Estados Unidos, a senadora Soraya Thronicke (Podemos‑MS), conhecida por sua traição ao ex‑presidente Jair Bolsonaro e que recentemente atuou como relatora da CPI das Bets no Senado, foi registrada em um episódio que voltou a chamar atenção para sua relação com o lobista Silvio Assis. Os dois foram vistos juntos em Orlando, na Flórida, em meio a compras em um ambiente de luxo, enquanto aproveitavam o período de férias no exterior. A cena ocorreu na noite de sexta‑feira (26/12), dentro da loja da grife francesa Louis Vuitton localizada no The Mall at Millenia, um dos shoppings mais sofisticados da cidade. Imagens divulgadas pelo portal Metrópoles mostram a parlamentar e o lobista circulando pelo espaço com taças de espumante. Em um dos vídeos, Soraya aparece próxima aos provadores, elogiando uma peça de vestuário que Silvio Assis experimentava naquele momento. O registro visual ganhou repercussão não apenas pelo cenário de alto consumo, mas principalmente pelo histórico que envolve o nome do lobista. Silvio Assis é conhecido em Brasília por ter sido alvo de investigações e denúncias relacionadas a corrupção e tráfico de influência. Em 2018, ele foi preso pela Polícia Federal após interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, indicarem negociações para o pagamento de R$ 3,2 milhões em propina com o objetivo de facilitar a liberação de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Nos anos seguintes, o lobista voltou a ser citado em novos episódios controversos. Entre eles, estão suspeitas de pedidos de vantagem indevida durante negociações para a compra de vacinas contra a Covid‑19 e acusações de extorsão envolvendo empresários do setor de apostas on‑line, área que foi justamente investigada pela CPI relatada por Soraya Thronicke. A ligação entre a senadora e Silvio Assis já havia vindo a público anteriormente. Em dezembro de 2024, reportagem da revista Veja revelou que a parlamentar mantinha em seu gabinete no Senado a irmã e o genro do lobista, ambos nomeados como assessores. A informação circulou amplamente durante os trabalhos da CPI das Bets e levantou questionamentos sobre a proximidade entre a relatora e figuras ligadas ao universo investigado pela comissão. Veja o vídeo: A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor da obra, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder – já que a censura persiste por quase UM ANO. Atualmente, muitos outros livros devem estar na mira da censura. Existem dois exemplos claros: os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que falam justamente sobre a censura e os estranhos acontecimentos dentro do STF.
Malu Gaspar denuncia Toffoli por acareação que favorece defesa do Banco Master
A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, publicou um novo artigo. O título da coluna atinge em cheio o ministro do STF, Dias Toffoli: “Master: Acareação de Toffoli ajuda plano da defesa para desmontar investigação de fraude”. Segundo a jornalista, o ministro marcou acareação para confrontar versões que ainda não foram apresentadas e colocou o Banco Central (BC) no mesmo patamar de investigados. Depois de conseguir o envio da investigação sobre o Master ao Supremo Tribunal Federal e a decretação de sigilo absoluto no caso, a próxima etapa da estratégia de defesa do banco já está em andamento. O objetivo é minar a credibilidade do Banco Central e desmontar o trabalho que levou à liquidação do Master, com a intenção de revertê‑la e, no limite, obter algum tipo de ressarcimento. O plano foi elaborado pelos advogados do Master nas manifestações feitas tanto ao próprio Supremo quanto ao Tribunal de Contas da União, no processo em que o ministro Jhonatan de Jesus pediu esclarecimentos ao BC sobre a “decisão extrema” de liquidar o banco de Daniel Vorcaro. Para que o estratagema dê certo, porém, é preciso criar fatos que justifiquem uma decisão de Toffoli contra os diretores e técnicos do BC. O histórico do ministro autoriza supor que ele tem chance de prosperar. Desde que embarcou no jatinho de um amigo empresário, acompanhado do advogado de um dos investigados, para ir a Lima assistir à final da Libertadores, Toffoli vem seguindo à risca o roteiro da defesa. Nos últimos dias, ele já negou tanto o pedido da Procuradoria‑Geral da República quanto o do próprio BC para suspender a acareação entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, o ex‑presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino. Disse, ainda, que Aquino não é investigado, mas colocou os três em pé de igualdade em um procedimento que, em tese, deveria servir para confrontar versões, configurando‑se como esdrúxulo, uma vez que ainda não há depoimento algum. Se Toffoli realmente deseja saber como o Banco Central atuou no caso, seria conveniente entender como se chegou à decisão de liquidar o Master. A liquidação foi decidida com aprovação unânime da diretoria colegiada do BC, incluindo o voto favorável do presidente Gabriel Galipolo, que em princípio não precisava se manifestar, já que os outros oito diretores eram a favor. A responsabilidade, portanto, recai sobre toda a cúpula da autarquia. De todos, quem mais resistiu à ideia da liquidação foi o próprio Ailton Aquino, da fiscalização. Internamente ao BC e ao sistema financeiro, Aquino era visto como aliado do Master. Registros do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), sustentado por recursos dos próprios bancos, mostram que houve 38 comunicados oficiais sobre riscos de liquidez, furos no balanço do Master e outras questões que deveriam ter levado a uma ação mais contundente do órgão regulador. Quase todos os alertas eram dirigidos à área de Aquino, e muitos foram feitos em reuniões presenciais. Duas pessoas que participaram desses encontros relataram que a atitude do diretor era sempre a de minimizar os problemas, que foram se agravando ao longo do tempo. A discussão sobre uma medida mais drástica em relação ao Master, como intervir ou liquidar, só começou a ganhar força a partir de março de 2025, quando o BRB anunciou que compraria 58 % do banco de Daniel Vorcaro, mas o deixaria comandando a instituição. Era, na prática, um mero salvamento, já que a venda não garantiria o controle ao BRB. No processo de análise dessa operação, a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução encontrou fraudes nos contratos de crédito consignado que garantiram o repasse de R$ 12,2 bilhões do BRB ao Master pela venda da carteira, antes mesmo da fusão dos dois bancos. A partir daí, houve um racha interno, com a área de Renato Gomes propondo intervenção no Master e a de Aquino tentando encontrar uma solução que permitisse ao banco seguir operando. Portanto, o integrante do BC que mais conhece as fraudes e seu mecanismo não é Aquino, e sim Gomes, que já terminou o mandato. Os depoimentos ainda não foram marcados, mas há tensão entre os técnicos do BC sobre a possibilidade de serem chamados a depor, por temerem intimidação. Conforme já publicado, esses mesmos técnicos informaram aos investigadores do Ministério Público e da Polícia Federal que nunca tinham sofrido tanta pressão política em favor de um único banco como no caso do Master. Enquanto esse embate interno se dava, em julho de 2025 ocorreu uma reunião em que o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a Galipolo informações sobre o Master. Moraes, cuja esposa tem um contrato de prestação de serviços jurídicos de R$ 130 milhões com o banco, afirmou gostar de Vorcaro e recorreu a um argumento comum na época – o de que o banqueiro era perseguido pelos grandes que não queriam concorrência. Ao ser informado por Galipolo de que o BC havia descoberto as fraudes, Moraes recuou e disse que tudo precisava ser investigado. Desde então, o Master também deixou de fazer os depósitos compulsórios ao caixa do BC, determinados por lei, e pediu ao FGC a abertura de linhas de crédito – dois indícios claros de problemas de liquidez. Dois dias antes de a liquidação ser decretada e Vorcaro ser preso, o dono do Master solicitou antecipar uma reunião com Aquino para dizer que havia encontrado compradores para seu banco, um consórcio entre a financeira Fictor e um fundo árabe que ele desconhecia. Depois da prisão na área de embarque do aeroporto de Guarulhos, o registro da reunião foi usado pela defesa de Vorcaro para argumentar que ele havia avisado ao BC que viajaria para Dubai e, portanto, não poderia estar fugindo. O ofício com o registro, assinado por Aquino, foi fundamental para que Vorcaro fosse tirado da cadeia e enviado à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Se o objetivo fosse entender como os técnicos da autarquia trabalharam, Toffoli deveria ter convocado ao menos os dois diretores – e não apenas o mais próximo de Vorcaro. Diante desse quadro, os representantes legais do BC acusaram risco de “armadilhas
Senadora traidora de Bolsonaro flagrada em loja Louis Vuitton nos EUA ao lado de lobista envolvido em escândalos
Imagens registradas na noite da última sexta‑feira (26/12) mostram a senadora Soraya Thronicke (Podemos‑MS), conhecida por sua traição ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, em uma loja de alto padrão nos Estados Unidos, acompanhada do lobista Silvio Assis, figura de histórico controverso. O episódio ocorreu na boutique da grife francesa Louis Vuitton, localizada no The Mall at Millenia, um dos centros comerciais mais sofisticados de Orlando, Flórida, onde ambos passam férias. Nos vídeos obtidos, a parlamentar e o lobista aparecem circulando pelo interior da loja enquanto consomem espumante. Em um dos registros, Soraya é vista próxima aos provadores, comentando positivamente uma peça experimentada por Silvio Assis, em ambiente típico de compras de luxo. A presença conjunta chama atenção sobretudo pelo contexto político recente. Soraya Thronicke foi relatora da CPI das Bets no Senado, comissão que já teve seus trabalhos encerrados e investigou irregularidades no setor de apostas on‑line — área na qual Silvio Assis é citado em denúncias e investigações. Ao longo dos últimos anos, o lobista acumulou envolvimento em diferentes episódios sensíveis. Entre eles, estão suspeitas de solicitação de propina para facilitar a aquisição de vacinas durante a pandemia da Covid‑19, além de acusações de extorsão contra empresários ligados ao mercado de apostas virtuais. Esses antecedentes contribuíram para que seu nome se tornasse recorrente em investigações e reportagens de grande repercussão. A relação entre a senadora e Silvio Assis já havia sido exposta anteriormente. Em dezembro de 2024, a revista Veja revelou que Soraya mantinha a irmã e o genro do lobista empregados como assessores em seu gabinete no Senado, informação que ganhou destaque durante os debates da CPI das Bets e levantou questionamentos sobre proximidade política e administrativa. Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a senadora confirmou que esteve na loja acompanhada do lobista, mas optou por não fornecer detalhes adicionais sobre o encontro. Segundo a assessoria, Soraya está aproveitando o período de recesso parlamentar ao lado da família nos Estados Unidos. O histórico judicial de Silvio Assis inclui ainda um episódio ocorrido em 2018, quando ele foi preso pela Polícia Federal. À época, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça registraram negociações envolvendo o pagamento de R$ 3,2 milhões em propina para facilitar a liberação de registros sindicais junto ao então Ministério do Trabalho, fato que reforçou sua imagem pública como figura central em esquemas de influência e tráfico de interesses. Veja o vídeo: A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder — a censura persiste há quase um ano. Atualmente, muitos outros livros podem estar na mira da censura. Dois exemplos claros são os títulos “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e dos estranhos acontecimentos dentro do STF.
Bolsonaro passa madrugada preocupado; médicos intervêm novamente
Carlos Bolsonaro publicou no X: “O início da madrugada de hoje foi de muita preocupação ao acompanhar meu pai. Sua pressão arterial estava altíssima e, mais uma vez, os médicos precisaram intervir para controlar o quadro e avaliar a possibilidade de uma nova cirurgia hoje para tentar cessar os soluços. Também foi iniciado o tratamento para a apneia do sono. São muitos desafios somados, e todos sabemos que, sem acompanhamento médico constante e cuidados rigorosos, sua vida fica seriamente ameaçada. Seguimos com fé, esperança e orações para que tudo ocorra bem.” A situação é extremamente preocupante! A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor, a medida permanece em vigor há quase um ano. Outros títulos parecem estar na mira da censura. Entre eles, os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e de acontecimentos estranhos no STF.
Bolsonaro luta pela vida e passa por nova cirurgia hoje (Veja o vídeo)
O ex‑presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, retorna hoje (29 de dezembro) ao centro cirúrgico para nova intervenção médica, após forte crise de soluços que o obrigou a procedimento emergencial no sábado (27). Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, e sofreu um intenso episódio de soluços na sexta‑feira (26), que nem medicamentos conseguiram controlar, segundo boletins médicos. O quadro levou a equipe a realizar bloqueio do nervo frênico direito, responsável pelo controle do diafragma. O procedimento, que não requer incisão cirúrgica tradicional, foi descrito pelos médicos como tentativa de aliviar os soluços persistentes, que causavam extremo desconforto e prejudicavam o descanso e o quadro clínico geral de Bolsonaro. A intervenção durou cerca de uma hora e foi considerada bem‑sucedida inicialmente, embora o paciente tenha apresentado novos episódios de soluço e elevação da pressão arterial posteriormente. Hoje (29 de dezembro) está programada nova intervenção, desta vez no nervo frênico esquerdo, com o objetivo de controlar os soluços de forma mais eficaz. Os médicos também manterão protocolos de fisioterapia, prevenção de trombose e cuidados clínicos gerais durante a internação. O estado de saúde atual é classificado como estável, sem sinais de soluço no momento, mas sujeito a avaliação constante. A expectativa é que Bolsonaro permaneça no hospital por alguns dias, com alta prevista para torno de 31 de dezembro, dependendo da evolução após o segundo procedimento. Essa fase de tratamento ocorre em meio a outros problemas de saúde enfrentados pelo ex‑mandatário nos últimos meses. Além das crises de soluço, Bolsonaro foi submetido a cirurgia de correção de hérnia inguinal na quinta‑feira (25 de dezembro), autorizada por decisão judicial em razão de sua condição clínica. O quadro de saúde de Bolsonaro voltou a chamar atenção nacional, não apenas pelo caráter inusitado das crises de soluço, mas também pelo delicado momento político que o ex‑presidente atravessa, entre cuidados médicos intensivos e repercussões de seu legado.
Vereador preso assume a prefeitura de Turilândia sob prisão domiciliar
Uma mudança inesperada no comando do município de Turilândia, no Maranhão, ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ‑MA), que afastou o prefeito Paulo Curió e a vice‑prefeita Tânia Mendes de seus cargos. Com o afastamento, a administração municipal passou a ser conduzida interinamente pelo vereador José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego”. Pelego, presidente da Câmara Municipal, assumiu a chefia do Executivo mesmo cumprindo prisão domiciliar. Ele é investigado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que apura suspeitas de corrupção envolvendo agentes públicos do município. A posse foi oficializada por meio de portaria publicada na sexta‑feira, 26. A mudança também gerou reflexos no Legislativo local. Com a saída temporária de Pelego da presidência da Câmara, a vice‑presidente da Casa, vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente o comando do Parlamento municipal. Assim como Pelego, ela também está em prisão domiciliar. Situação gera questionamentos jurídicos e políticos José Luís Araújo Diniz integra o grupo de cinco vereadores de Turilândia que tiveram a prisão convertida em domiciliar por decisão judicial. Eles podem deixar a residência apenas para participar de sessões previamente agendadas da Câmara; qualquer deslocamento fora dessas condições pode acarretar transferência imediata para o sistema prisional. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se manifestou contra a censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano. Outros títulos também podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de acontecimentos incomuns no STF.
OEA condena censura de Moraes e a loja que “queima” estoque
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), manifestou revolta contra a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro do escritor Ricardo Lísias, em vigor há quase um ano. O livro “Diário da cadeia”, no qual Ricardo Lísias adota o pseudônimo “Eduardo Cunha”, foi retirado de circulação por Moraes em janeiro deste ano, e sua venda permanece proibida. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura persiste sem justificativa clara. O relator especial da CIDH para liberdade de expressão, Pedro Vaca Villareal, registrou no relatório que solicitou informações ao gabinete de Moraes, mas nunca recebeu resposta. Outros títulos já são apontados como possíveis alvos da censura, entre eles “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de episódios controversos no STF.
Deputado Otto Alencar Filho renuncia ao mandato e é substituído por Charles Fernandes
Em meio ao recesso parlamentar, o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD‑BA) formalizou a renúncia ao mandato na Câmara dos Deputados. A decisão foi comunicada ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos‑PB), para que o parlamentar possa tomar posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE‑BA). Por meio de ofício, Hugo Motta confirmou o recebimento da renúncia e determinou a convocação do suplente Charles Fernandes (PSD‑BA) para ocupar a cadeira deixada por Otto Alencar Filho. A informação consta na publicação do Diário Oficial da Câmara, datada de 23 de dezembro. Na mesma data, Otto Alencar Filho divulgou, em suas redes sociais, registros da cerimônia de posse no TCE‑BA. Na publicação, o agora ex‑deputado agradeceu ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), responsável por sua indicação ao cargo. Ele passa a ocupar a vaga deixada por Antonio Honorato de Castro Neto, aposentado desde julho. “Chego para trabalhar com afinco e humildade, mas também com coragem para fazer o que é certo e justo. A busca por consensos com os (as) prefeitos (as) e gestores, gestões mais eficientes, melhor utilização dos recursos públicos e soluções para os municípios, serão minhas prioridades dentro de uma visão aconselhativa, educativa e proativa”, disse Otto Alencar Filho na postagem. A solenidade contou com a presença do senador Otto Alencar (PSD‑BA), pai do novo conselheiro do TCE. Segundo informações da Assembleia Legislativa da Bahia, Otto Alencar Filho é formado em Administração de Empresas pela UNIFACS, possui especialização técnica em Investimento, Gestão de Fundos e Gerenciamento de Risco pelo British Columbia Institute of Technology (BCIT), no Canadá, além de outras pós‑graduações. Ele também dirigiu a Desenbahia, agência estadual de fomento, entre 2015 e 2018. Suplente assume vaga na Câmara Com a saída de Otto Alencar Filho, o mandato de deputado federal passa definitivamente a Charles Fernandes, suplente do PSD‑BA. Ele já atuou recentemente na Câmara, substituindo o deputado Sérgio Brito (PSD‑BA) enquanto este exercia o cargo de secretário de Infraestrutura da Bahia. Brito reassumiu o mandato no início de novembro. A trajetória política de Charles Fernandes começou em 2000, quando concorreu a vereador em Guanambi (BA). Depois foi vice‑prefeito e prefeito do município. Em 2018 conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo critério da média. Nas eleições de 2022 recebeu 99.815 votos, mas não alcançou o quociente eleitoral necessário para a reeleição, permanecendo como suplente. Em suas redes sociais, Charles comemorou o retorno definitivo ao Legislativo federal. “Reassumo, em definitivo, o mandato na Câmara dos Deputados com sentimento de gratidão e ainda mais responsabilidade. Volto a esta Casa com dedicação, presença ativa no plenário, diálogo, equilíbrio e defesa das pautas que importam para o povo baiano e para o Brasil”, afirmou. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta contra a censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano. Outros títulos também podem estar sob risco de censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a própria censura e acontecimentos no STF.