Parlamentares da oposição reuniram o número mínimo de assinaturas para solicitar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. O requerimento recebeu apoio de 28 senadores e 177 deputados federais nesta quarta‑feira (31). A iniciativa é liderada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL‑RJ). O documento propõe a formação de uma comissão com 30 membros, sendo 15 senadores e 15 deputados, com prazo inicial de 180 dias, prorrogável. Para que a CPMI seja efetivamente instalada, o presidente do Congresso Nacional precisa oficializar o procedimento. O texto do requerimento enfatiza a necessidade da investigação parlamentar: “A instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) revela‑se urgente, necessária e inadiável para apurar fatos determinados de extrema gravidade relacionados ao Banco Master, envolvendo indícios de fraudes financeiras de elevada sofisticação, prejuízos bilionários estimados em mais de R$ 12,2 bilhões, riscos concretos ao patrimônio público, potenciais impactos previdenciários e sociais, bem como eventual participação ou conivência de agentes públicos e autoridades de alta relevância institucional.” O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) sob acusações de fraudes financeiras. Documentos indicam que o escritório Barci de Moraes Advogados, dirigido por Viviane Barci de Moraes, foi contratado pela instituição de Daniel Vorcaro por R$ 129 milhões, pagamento em 36 meses a partir de 2024, equivalendo a R$ 3,6 milhões mensais. A Procuradoria‑Geral da República (PGR) arquivou, na última segunda‑feira, um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes relacionado ao caso, declarando não haver ilicitude na atuação do referido escritório. O BC determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em meados de novembro, medida aplicada em situações de insolvência irrecuperável ou graves infrações regulatórias. Daniel Vorcaro, proprietário do banco, foi detido pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero, que apura um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito fraudulentos. A prisão ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, antes de Vorcaro embarcar para Dubai. Posteriormente, uma desembargadora revogou a prisão de Vorcaro e dos demais alvos da operação. O banqueiro continua sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. As investigações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ficando sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que decretou sigilo total ao inquérito.
Três escândalos que encerram 2025
O ano termina sob a sombra de um dos maiores escândalos bancários da história do Brasil, que poderia ser anulado com base no argumento de cooperação entre a Polícia Federal e o Banco Central. Ao mesmo tempo, um prefeito é acusado de fraudar um concurso público, e a Ministra da Cultura dispõe de 22 bilhões de reais sem que haja explicação oficial sobre a origem ou a destinação desses recursos. O ex‑presidente Jair Bolsonaro entregou superávit e teve as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. A questão permanece: como pode haver culpa em relação a esses 22 bilhões? O prefeito Tiktoker e sua namorada deverão comentar as acusações que lhes são atribuídas. Enquanto isso, há rumores de que o ministro Toffoli poderia ignorar o cenário nacional e “desliquidar” o Master. Espera‑se que, em 2026, as notícias sejam diferentes.
Mascarado: nomeação de Lucas Vieira Silva pelo prefeito João Campos expõe favorecimento ao namorado de Tabata Amaral
O namorado da deputada Tabata Amaral, atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), nomeou como procurador da capital pernambucana um candidato a uma vaga exclusiva para pessoa com deficiência (PCD) que apresentou o laudo comprovando a deficiência três anos depois do concurso, realizado em dezembro de 2022. Trata‑se de Lucas Vieira Silva, filho de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco. Lucas concorreu como candidato de ampla concorrência e ficou em 63.º lugar. Em maio de 2025, solicitou à prefeitura a mudança de modalidade, apresentando laudo médico que atesta Transtorno do Espectro Autista (TEA). O procurador‑geral do Recife, Pedro Pontes, aceitou a justificativa e publicou nova homologação em 19 de dezembro, colocando Lucas em primeiro lugar entre os candidatos com deficiência. No dia 20 de dezembro, o prefeito João Campos assinou a portaria que o nomeou procurador. O edital do concurso exigia que os candidatos com deficiência apresentassem, no ato da inscrição, o laudo médico acompanhado de declaração e avaliação biopsicossocial. A nomeação de Lucas Vieira Silva, com o laudo apresentado três anos depois, prejudicou o único candidato PCD que havia sido aprovado na primeira homologação, o advogado Marko Venicio dos Santos. Marko, que aguardava a nomeação há mais de dois anos, teve a vaga tomada por Lucas. O advogado ingressou com ação judicial contra a nomeação, mas o caso ainda será analisado. O vereador do Recife Thiago Medina (PL) protocolou representação formal no Ministério Público de Pernambuco e uma notícia‑crime na Polícia Civil do estado em razão do episódio. Em nota divulgada na sexta‑feira, 26, a Associação dos Procuradores do Município do Recife criticou a mudança no resultado do concurso. “Os Procuradores do Município do Recife, reunidos em assembleia no dia 26 de dezembro de 2025, vêm a público manifestar formal oposição à modificação do resultado final do Concurso Público para o cargo de Procurador do Município do Recife”, iniciou o comunicado. “O resultado do certame foi regularmente homologado no ano de 2023. Na ocasião, a lista definitiva de aprovados na condição de pessoas com deficiência contava com apenas um candidato. Todavia, de forma surpreendente, houve a republicação do ato homologatório em dezembro de 2025, com alteração da lista final de candidatos aprovados”. A associação prosseguiu: “Nessa nova publicação, foi incluído, à frente do candidato que figurava sozinho na lista por mais de dois anos, outro concorrente que não se inscrevera originalmente como pessoa com deficiência. Registre‑se que o candidato reclassificado somente apresentou pedido administrativo de alteração do resultado no ano de 2025. Em 23 de dezembro de 2025, foi publicado o ato de nomeação decorrente dessa modificação”. Segundo a entidade, a alteração posterior da lista “afronta diretamente os princípios da segurança jurídica, da isonomia entre os candidatos, da proteção da confiança legítima e da vinculação ao edital”. A associação ainda destaca o descumprimento do item 5.6.1 do edital, pois “não houve participação de Procuradores do Município do Recife na avaliação biopsicossocial prevista no item 5.6, inexistindo, até o momento, notícia oficial acerca da realização regular de tal avaliação”. A entidade defende a imediata suspensão da posse e do exercício do candidato nomeado em 23 de dezembro de 2025, como “medida necessária à preservação da segurança jurídica, da legalidade e da estabilidade da carreira”.
Primeiro ataque terrestre dos EUA à Venezuela: drones da CIA destroem porto usado pelo Tren de Aragua
A CIA realizou um bombardeio com drones contra instalações portuárias na Venezuela que eram utilizadas pelo grupo criminoso Tren de Aragua. A operação aconteceu no início de dezembro e foi revelada ao público depois que o presidente Donald Trump a mencionou em entrevista à rádio WABC na última sexta‑feira. Trata‑se do primeiro ataque militar conhecido dos Estados Unidos em território venezuelano. Autoridades de segurança confirmaram a ação sob condição de anonimato. O alvo foi uma estrutura portuária que serviria ao Tren de Aragua, organização classificada por Washington como terrorista e ligada ao tráfico internacional de entorpecentes. Trump, em entrevista feita em sua residência na Flórida, afirmou: “Houve uma grande explosão na área do cais onde carregam os barcos com drogas. Eles carregam os barcos com drogas. Então atingimos todos os barcos, e agora atingimos a área. É a área de implementação, é onde eles implementam, e isso não existe mais.” Segundo fontes consultadas pela imprensa americana, não havia pessoas no local durante o bombardeio. A operação representa um novo desdobramento na escalada de tensões entre os EUA e a Venezuela, após Trump autorizar, em outubro, operações secretas da CIA no país sul‑americano. Representantes da Casa Branca e da agência de inteligência não comentaram oficialmente o caso. O governo de Nicolás Maduro também não se pronunciou diretamente sobre o ataque, embora o ministro do Interior, Diosdado Cabello, tenha denunciado o que chamou de meses de “loucura imperial”. Cabello enumerou ações hostis dos EUA, incluindo “assédio, ameaças, ataques, perseguição, roubos, pirataria e assassinatos” contra a Venezuela. Essas declarações surgem em um contexto de crescente pressão americana sobre o regime de Maduro, com Trump sinalizando disposição para ampliar as medidas contra o país. A CIA elaborou relatórios de inteligência sobre supostas instalações de processamento e distribuição de drogas na Venezuela e na Colômbia. A estratégia de Washington combina dois alvos prioritários da administração Trump: o grupo Tren de Aragua e o governo de Maduro. Até então, a pressão dos EUA contra a Venezuela limitava‑se a operações em águas internacionais, com ataques a embarcações suspeitas de tráfico e apreensões de petroleiros sob regime de sanções. O ataque ao porto marca uma mudança na postura americana em relação à Venezuela sob a gestão Trump.
Gonet revela o que a imprensa petista insiste em negar
“Nada de errado. É apenas um contrato entre particulares”. Essa frase resume, de forma precisa, o duplo padrão que se consolidou no Brasil. Em decisão recente, o Procurador‑Geral da República declarou não identificar, a priori, qualquer ilicitude no contrato firmado entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, afastando a possibilidade de investigação e afirmando que a intervenção do Estado em negócios privados seria incompatível com a autonomia da advocacia. Em outras palavras: quando o caso envolve cidadãos comuns, opositores do sistema, a interpretação da lei tende a ser expansiva, criativa e implacável. Já quando o assunto diz respeito ao entorno do poder, a leitura torna‑se minimalista, cautelosa e seletivamente garantista. A decisão do PGR torna‑se ainda mais reveladora porque CONFIRMA A EXISTÊNCIA DO CONTRATO, fato que vinha sendo negado por militantes de redação alinhados ao petismo. De onde nada se espera… nada sai mesmo. Gonet atua como extensão do sistema que deveria fiscalizar. Leandro Ruschel.
Jornalista Caio Álex, que atuou no Grupo Globo, SBT, Band e RedeTV, morre aos 52 anos
O jornalismo fluminense perdeu nesta terça‑feira (30/12) um de seus profissionais mais conhecidos. Caio Álex morreu aos 52 anos, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A confirmação foi feita ao vivo pela Inter TV, afiliada da Rede Globo, emissora na qual ele atuava desde o final do ano passado. Segundo informações, o jornalista havia sido internado no Hospital Santa Isabel após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em meados de dezembro. Desde a internação, o estado de saúde de Caio foi tratado em reserva por decisão da família. A Inter TV usou suas redes sociais para prestar homenagem ao repórter, destacando sua trajetória e o impacto de seu trabalho. “É com imensa tristeza que nossa família Inter TV se despede hoje do repórter Caio Álex. Seu talento, dedicação e paixão pelo jornalismo deixaram uma marca que jamais será esquecida. Nossos sentimentos à família e amigos”. Com carreira consolidada, Caio Álex trabalhou como jornalista, apresentador e repórter em importantes veículos. Passou pela Rádio Tupi, CNT, RedeTV!, Band e SBT. Na emissora de Silvio Santos, permaneceu cerca de oito anos e chegou a substituir Isabele Benito como apresentador interino. No início deste ano, o jornalista já havia enfrentado um grave problema de saúde. Em fevereiro, sofreu um mal súbito, foi hospitalizado e ficou internado por mais de dois meses, período que exigiu cuidados intensivos e o afastamento das atividades profissionais. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a medida permanece em vigor há quase um ano. Outros títulos também parecem estar sob risco. Entre eles estão “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que abordam a censura e acontecimentos no STF.
Flávio Bolsonaro conta com apoio de Javier Milei e de Jair Bolsonaro para 2026
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), compartilhou uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) na qual ele lê a carta escrita por seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, confirmando a indicação de Flávio como pré‑candidato à Presidência em 2026. O gesto foi interpretado como um sinal público de alinhamento entre a direita brasileira e o líder argentino. Milei mantém relação institucional com o governo brasileiro, porém é crítico declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula sequer compareceu à posse de Milei, em dezembro de 2023, enquanto Jair Bolsonaro esteve presente, reforçando a afinidade entre os dois. Na postagem compartilhada por Milei, Flávio escreveu: “Recebi com muita emoção a carta do meu pai, que carrega fé, confiança e responsabilidade. O desafio é grande, mas com sua bênção e a proteção de Deus, seguiremos no caminho certo pelo Brasil”. O ministro Alexandre de Moraes proibiu a venda do livro “Diário da cadeia”, gerando revolta na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Embora o ministro afirme que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, a censura permanece há quase um ano. Outros títulos já são apontados como possíveis alvos da censura, entre eles “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de acontecimentos estranhos dentro do STF.
Fuga em prisão de segurança máxima solta perigoso criminoso nas ruas
Dois detentos escaparam de um presídio de segurança máxima no Tocantins na noite de quinta‑feira (25) e permanecem foragidos até domingo (28). Entre eles está Renan Barros da Silva, de 26 anos, conhecido como “Serial Killer da Rotatória”, condenado a 72 anos de prisão por homicídios praticados em Araguaína, no norte do estado. O outro fugitivo é Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, que também responde por homicídio e acumula penas que somam 46 anos de reclusão. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), ambos cumpriam pena em regime fechado e são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a SSP, a fuga ocorreu após os presos conseguirem serrar as grades de uma das celas. Em seguida, eles teriam utilizado uma corda improvisada com lençóis para escalar o alambrado da unidade prisional durante a noite. A ausência dos detentos só foi constatada na manhã seguinte, durante a conferência de rotina. Desde então, forças de segurança estaduais seguem mobilizadas nas buscas, com atenção especial à região sul do Tocantins, onde há maior concentração das operações. Até o momento, nenhum dos foragidos foi localizado. Renan Barros da Silva foi classificado como serial killer pela polícia após matar três homens e deixar outro gravemente ferido. Em 2023, foi condenado por três homicídios duplamente qualificados e por ocultação de cadáver. Na ocasião, o Ministério Público descreveu o réu como alguém com perfil sádico e comportamento extremamente violento. Gildásio Silva Assunção possui quatro condenações criminais, incluindo homicídio, e também era considerado de alta periculosidade pelas autoridades. A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que os dois presos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão e que, no dia da fuga, estavam alocados em cela separada por questões disciplinares. O órgão determinou a abertura imediata de procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da fuga e investigar como os materiais foram introduzidos no interior da cela. Após o episódio, a segurança da Unidade Prisional de Cariri foi reforçada. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar da justificativa de que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, a censura persiste há quase um ano. Vários outros títulos podem estar na mira da censura, como os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam exatamente desse tema e dos acontecimentos no STF.
Nova bomba: Vorcaro se reúne com diretores do Banco Central antes da prisão
As revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, continuam surgindo. Horas antes de ser preso, no dia 17 de novembro, Vorcaro participou de uma reunião virtual com o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, e outro diretor da autarquia. No mesmo dia, o empresário foi detido ao passar pelo raio‑x no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O encontro não foi gravado e passou a integrar a estratégia de defesa, que sustenta que o Banco Central tinha pleno conhecimento da viagem, afastando qualquer alegação de tentativa de fuga. Segundo apuração, durante a reunião Vorcaro teria apresentado aos dirigentes do Banco Central iniciativas para resolver problemas de liquidez do Banco Master. Entre as alternativas mencionadas estariam operações de mercado e uma negociação de venda já em andamento com investidores estrangeiros. No inquérito, Ailton de Aquino será ouvido como testemunha, enquanto Vorcaro e o ex‑presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Costa, depõem como investigados. Paralelamente às apurações criminais relacionadas às operações do Banco Master, há ainda uma acusação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, por supostamente fazer “pressão” junto ao Banco Central, já que sua esposa, Viviane Barci, atua como advogada do Banco Master. Moraes nega a alegação. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro afirma que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, embora a censura persista há quase um ano. Outros títulos também podem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de acontecimentos incomuns no STF.
Hospital divulga nova intervenção para conter soluços de Bolsonaro
A equipe médica do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou, na tarde desta terça‑feira (30/12), uma atualização sobre seu estado de saúde após a realização de mais um procedimento para conter crises persistentes de soluços. A intervenção durou cerca de três horas e ocorreu enquanto Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília. Os médicos informam que o ex‑chefe do Executivo está internado desde a véspera de Natal e que, na quarta‑feira (31/12), será submetido a uma endoscopia digestiva alta para avaliar um quadro de refluxo gastroesofágico. O boletim também aponta que Bolsonaro segue em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno e medidas preventivas contra trombose. No comunicado completo, o hospital detalha que Jair Messias Bolsonaro está em cuidados pós‑operatórios de cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral, realizada por via convencional. Por causa de novos episódios de soluços, foi necessário reforçar o bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais. O acompanhamento clínico continua ininterrupto. Desde o Natal, Bolsonaro já passou por quatro procedimentos médicos. Em 25 de dezembro, foi feita a cirurgia para correção da hérnia inguinal bilateral. Dois dias depois, no sábado (27/12), realizou‑se o bloqueio do nervo frênico direito. Na segunda‑feira (29/12), houve nova intervenção no mesmo nervo, e nesta terça‑feira foi efetuado um reforço adicional do bloqueio. Os médicos explicam que o nervo frênico controla a contração involuntária do diafragma, razão pela qual os soluços se mantêm. A equipe estima que Bolsonaro só receberá alta após a virada do ano, caso o quadro clínico se estabilize. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, embora a medida permaneça em vigor há quase um ano. Outros títulos também parecem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam de supostos abusos no STF. Em reação, a loja Conteúdo Conservador decidiu “queimar” seu estoque desses livros e oferecer frete grátis para todo o país, incentivando que o público adquira as obras antes que sejam retiradas de circulação.