A queda do ditador Nicolás Maduro foi surpreendente. Poucos acreditavam que a ação teria sido comandada por Donald Trump, mas ela ocorreu. O Jornal Nacional exibiu uma reportagem completa sobre o fato, revelando detalhes da operação. Assista:
MADURO CHEGA SOB CUSTÓDIA À BASE DE STEWART EM NOVA YORK
O tirano venezuelano, Nicolás Maduro, chegou a Nova York, nos Estados Unidos, neste sábado (3). Ele já está no local certo onde deverá receber o tratamento que lhe é devido, como criminoso e narcotraficante. Maduro está sob a custódia da agência de combate a drogas de Nova York. Maduro estava a bordo do navio USS Iwo Jima, mas foi transferido para uma aeronave que o conduziu a Nova York. Ele chegou junto com a esposa e comparsa, Cilia Flores, na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. Ela também será julgada por um tribunal novaiorquino.
Prisões de Maduro pode elevar a criminalidade no Brasil
O Brasil deve se preparar para o que vem pela frente. A população comemora a prisão de Nicolás Maduro, mas, dependendo do ângulo analisado, pode‑se afirmar que a detenção desse ditador, torturador e psicopata trará grandes problemas para os brasileiros no que se refere à segurança pública e à criminalidade. Para a surpresa de ninguém, o presidente Lula já se manifestou contra a prisão de seu comparsa. Especula‑se que Maduro entregará Lula na bandeja, seja por delação premiada, seja por defesa técnica nos processos que responderá em solo americano. O brasileiro costuma acreditar em suas próprias previsões e, depois, desapontar‑se quando os fatos se desenvolvem de outra forma. Diversos outros fatores interferem em um assunto dessa envergadura – é complexo. Por outro lado, pouco importa se Lula será implicado no futuro. Mesmo que Maduro afirme e comprove que financiou campanhas eleitorais de Lula ou do PT, que repassou recursos provenientes do tráfico de drogas e comprometa o presidente desacreditado, será tarde demais. É claro que gostaríamos muito que isso acontecesse; esse dia seria considerado feriado nacional – mas tudo isso não passa de pura especulação. E se nada disso ocorrer? Precisamos trabalhar com o que temos nas mãos – com o que é real – e o futuro que nos espera é drástico. A prisão de Maduro desencadeará fatos que mergulharão o Brasil numa nova era de criminalidade. O que já estava ruim ficará muito pior. Os Estados Unidos já declararam que a intenção é controlar o país até realizar eleições limpas. Para onde vão os mil e quinhentos generais do ditador venezuelano? Todos são provenientes das FARC, são narco‑combatentes, narco‑terroristas. Hoje começaram a divulgar imagens dos comboios de moto dos “colectivos” – organizações criminosas que realizavam a segurança pública em seus territórios, com a chancela de Nicolás Maduro. São milhares de motociclistas armados, todos bandidos, mafiosos e também terroristas, pois impõem a ordem social nas ruas na base do terror e do medo – como aqui. Para onde fugirá esse contingente enorme de generais e criminosos narco‑terroristas? Para o Brasil, caro leitor. A eles só resta o Brasil, e nós os receberemos de braços abertos – assim se posicionará o presidente Lula, que abrirá as fronteiras do país para recepcionar e abraçar esses criminosos. Vejamos: a Colômbia também está sob monitoramento americano, sendo bem possível que, por lá, ocorra uma intervenção dos EUA, impedindo que eles fujam para a Colômbia; a Guiana, que está do outro lado, há muito tempo está sob proteção bélica dos EUA. Então só resta o Brasil para esses narco‑terroristas. Para piorar, desta vez Lula não estaria agindo ao arrepio da lei. A Lei de Migração, de 2017, determina que o Brasil recepcione o êxodo venezuelano para o nosso território. Muito discutida na época, está aí o resultado de uma legislação lesiva ao povo brasileiro, promulgada por uma casa legislativa distante dos interesses patrióticos. O que os criminosos integrantes dos colectivos têm em comum com os generais das FARC? O histórico dos dois é criminoso. É o que fazem da vida: crimes. Não sabem fazer mais nada. A vida inteira cometeram crimes e só sabem fazer isso. O que esse contingente vem fazer aqui no Brasil? A Polícia Federal e os órgãos estaduais responsáveis pela Segurança Pública estão prontos para combater esses novos meliantes? Essas novas organizações criminosas que se instalarão no país? É claro que não. Se já não dão conta da situação atual, imagine a chegada de novas quadrilhas atuantes. A situação é de total descalabro, se considerarmos que nem as nossas forças armadas, hoje, teriam a capacidade bélica para neutralizar as organizações criminosas instaladas no país. A chegada dessas novas organizações criminosas iria turbinar os índices da criminalidade. O tráfico de pessoas e o tráfico de órgãos apareceriam no cenário. Ondas de sequestro e disputas territoriais se intensificariam. Na realidade, tudo isso é o que nos espera pela frente, independentemente de uma eventual delação de Nicolás Maduro responsabilizando Lula. Assim como a água encontra o melhor caminho para passar, sem precisar enfrentar obstáculos, a criminalidade também evolui de forma orgânica e comportamental. Onde houver oportunidade e facilidade, a criminalidade crescerá.
O “charme” de Daniel Vorcaro que encanta ministros do STF
Banco Econômico (1995). Banco Nacional (1996). Banco Bamerindus (1997). Banco Santos (2005). Banco Cruzeiro do Sul (2012). Banco Rural (2013). BRK Financeira (2023). Portocred (2023). Esta é uma lista de alguns bancos liquidados pelo Banco Central desde a década de 1990. Não se trata de lista exaustiva; foram os nomes que consegui lembrar ou encontrar em pesquisa rápida na internet. Não encontrei registro de que, em nenhum desses casos, o Banco Central tenha sido questionado pelo TCU, muito menos pelo STF. Vale lembrar que se tratava de instituições com padrinhos políticos poderosos: o Banco Econômico era protegido por ACM, o Banco Nacional pertencia à família Magalhães Pinto, o Bamerindus era de José Antônio Andrade Vieira (ministro de FHC) e o Banco Santos era de Edmar Cid Ferreira, próximo a José Sarney. Entretanto, a liquidação do Banco Master recebeu atenção especial do STF e, agora, do TCU. Daniel Vorcaro, como dizia a minha avó, tem um “borogodó”, um charme especial. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.