A Polícia Legislativa Federal (PLF) abriu investigação para apurar a conduta do humorista Thiago Santineli depois que ele publicou, na rede social X (antigo Twitter), um pedido para “desligarem” o deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG). O humorista fez a solicitação comparando o caso ao assassinato de Charlie Kirk, ocorrido nos Estados Unidos. Na postagem, Santineli mencionou o assassinato de Charlie Kirk, ocorrido em setembro de 2025, e sugeriu que algo semelhante fosse feito com o parlamentar brasileiro. O texto completo foi: Alguém desliga o Nikolas por favor. Pode ser igual desligaram o Charlie Kirk, não importa. A gente não pode ficar pagando 60K [R$ 60 mil] pra um filho da puta desse que pede para um país estrangeiro invadir o próprio país que ele é pago para representar. A reação foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira respondeu à publicação com a frase “vem me pegar”, ampliando a visibilidade do episódio nas redes. Diante do conteúdo e do contexto da mensagem, a PLF decidiu instaurar procedimento investigatório para apurar possível incitação à violência ou prática de crime contra autoridade pública. Em paralelo, a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou protesto contra a censura promovida pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Moraes alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor do livro. A censura permanece há quase um ano, gerando dúvidas sobre os reais motivos da restrição. Outros títulos também parecem estar na mira da censão. Entre eles, “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da censura e de acontecimentos controversos no Supremo Tribunal Federal.
TCU ameaça o Banco Central: uma das maiores arbitrariedades da história
O Tribunal de Contas da União decidiu realizar, nesta segunda‑feira, 5, uma inspeção direta no Banco Central para examinar documentos e procedimentos ligados à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro. A iniciativa busca esclarecer se o processo conduzido pela autoridade monetária seguiu critérios técnicos adequados e se houve risco de dilapidação do patrimônio da instituição controlada por Daniel Vorcaro. O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, avalia inclusive a adoção de medida cautelar, caso identifique prejuízos à apuração ou danos de difícil reversão. No entendimento do ministro, uma análise aprofundada é indispensável para aferir a “regularidade do processo decisório” adotado pelo BC. A inspeção tem como finalidade reconstituir o “caminho das decisões”, verificando se elas foram devidamente fundamentadas, coerentes e proporcionais às circunstâncias. A eventual adoção de providências cautelares permanece em estudo, especialmente se atos praticados durante a liquidação comprometerem a coleta de provas ou produzirem “danos irreversíveis”. Segundo Jhonatan de Jesus, o papel do TCU não é substituir o juízo técnico do Banco Central, mas assegurar que os procedimentos observem padrões mínimos de governança, transparência e motivação. “É inerente ao regime de liquidação extrajudicial a prática de atos com potencial de difícil reversão, notadamente os relacionados à alienação, oneração, transferência ou desmobilização de ativos relevantes”, disse o ministro. “A consumação de atos estruturais de disposição patrimonial pode reduzir a utilidade de eventual pronunciamento final do Tribunal no mérito, caso se identifiquem falhas relevantes no processo decisório ou no tratamento de alternativas.” Para o deputado Carlos Jordy, “estamos diante de uma das maiores arbitrariedades e interferências da história”. Ele acrescentou: “O TCU não é regulador bancário, não define política monetária nem supervisiona instituições financeiras. Há algo muito suspeito nisso tudo. O Brasil caminha para ser um país de enorme insegurança jurídica e sem previsibilidade alguma. A CPMI do Banco Master é imprescindível!” A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, embora a censura perdure há quase um ano. Outros títulos parecem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e dos acontecimentos incomuns no STF.
TCU “está dominado”, afirma comparsa de Daniel Vorcaro
A situação do Banco Master está literalmente desnudando a República. Se a suspensão da liquidação por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) for confirmada, será fatalmente a mais completa desmoralização. Nota de Lauro Jardim, publicada nesta segunda‑feira (5), prevê essa catástrofe. Confira: O entorno de Daniel Vorcaro — entre eles, os seus parceiros no mundo político — prevê que o TCU vai suspender a liquidação do Banco Master ainda em janeiro, com a Corte em recesso. Na frase mais abusada de um deles, o tribunal “está dominado”. A avaliação é que a inspeção no BC determinada pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus é o primeiro passo para o fim da liquidação, que contaria ainda com a simpatia do presidente do TCU, Vital do Rêgo. O despacho de Jhonatan sobre a inspeção deve ser publicado hoje. Os técnicos do tribunal irão ao Banco Central entre terça‑feira e quarta‑feira compulsar os documentos do Master que não foram disponibilizados na nota técnica enviada ao TCU pelo BC em 30 de dezembro, pois é uma papelada que, sigilosa, só pode ser consultada “em ambiente seguro”, na sede do banco. A nota técnica foi uma resposta ao pedido de Jhonatan, feito em 18 de dezembro, para que fossem apresentados os fundamentos da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. Apesar da expectativa de aliados de Vorcaro, uma outra ala do TCU é radicalmente contra a suspensão da liquidação extrajudicial do Master — entre outros fatores, por uma razão cristalina: a liquidação foi consequência de uma crise de liquidez crônica do Master, além das fraudes apuradas pela área de fiscalização do BC. Numa palavra, o banco está quebrado. A turma contra o fim da liquidação já se organiza para um contra‑ataque caso, por meio de uma decisão monocrática, Jhonatan de Jesus dê novamente vida ao Master durante o recesso: vai exigir a realização de uma reunião extraordinária do colegiado, no recesso, para cassar uma eventual liminar. Todo cuidado é pouco. O jogo que está sendo jogado é esse, com uma pressão forte pró‑Master aparecendo de gabinetes poderosos. 47 segundos – A porta de aço do Maduro e a porta surpresa do Banco Master. EXCLUSIVO: Maduro vai delatar Lula? (veja o vídeo). A lição de Tarcísio em Lula sobre prisão de Maduro (veja o vídeo).
Quando as ideologias esmagam a humanidade
Nunca se falou tanto em empatia, inclusão, direitos humanos e cidadania. O vocabulário da sensibilidade ocupa escolas, empresas, discursos institucionais, redes sociais e uma infinidade de cursos que prometem ensinar como viver melhor e ser uma pessoa melhor. O discurso é nobre. A realidade, porém, revela um descompasso inquietante. Apesar do volume inédito de informação disponível, cresce a sensação de que compreendemos cada vez menos o mundo em que vivemos. Informação não é conhecimento, e conhecimento não se traduz automaticamente em sabedoria. O excesso de dados, opiniões e slogans tem produzido um fenômeno preocupante: pessoas altamente informadas, mas pouco capazes de analisar fatos, contextualizar acontecimentos e exercer empatia. Nas redes sociais, esse quadro se agrava. Grupos se organizam em torno de ideologias rígidas, às quais aderem com fervor quase religioso. Cada qual se agarra à sua própria narrativa como se fosse uma tábua de salvação, ignorando que, apesar das divergências, todos estamos sujeitos às mesmas consequências sociais, políticas e humanas. Estamos no mesmo barco — mas muitos insistem em remar em direções opostas, ainda que isso signifique afundá‑lo. O cenário lembra filmes de suspense em que alguns percebem o perigo iminente e tentam alertar os demais. Os sinais são claros, mas a incredulidade prevalece. Quem alerta é ridicularizado, silenciado ou hostilizado. O desfecho costuma ser previsível. Resta a pergunta incômoda: como alertar quem se recusa a ouvir? O problema não está na divergência de ideias, que é própria das sociedades democráticas, mas na adesão cega. Quando a ideologia deixa de ser uma ferramenta de interpretação da realidade e passa a funcionar como um filtro moral absoluto, ela autoriza a desumanização. Nesse ponto, a humanidade se perde. O debate internacional em torno da responsabilização do ditador venezuelano Nicolás Maduro reacendeu uma discussão reveladora sobre o uso distorcido do conceito de “soberania”. Invoca‑se a soberania para silenciar críticas, mas é preciso perguntar: que soberania é essa? Um país soberano não é aquele que prende e mata opositores, manipula eleições, censura a imprensa e se mantém no poder pela força enquanto seu povo foge em massa para não morrer de fome ou violência. A migração em larga escala não é ideológica — é um pedido desesperado de sobrevivência. Ainda assim, há quem relativize assassinatos, prisões arbitrárias e miséria em nome de uma suposta democracia. Mas que democracia é essa que mata, cala, persegue e ignora o clamor do próprio povo? Nesse contexto, palavras como democracia, soberania e atentado ao patrimônio público revelam seu caráter abstrato quando desconectadas da realidade concreta. Usadas sem compromisso ético, passam a servir a uma lógica de dissonância cognitiva: pregam valores que não se praticam. Invocam‑se teorias, leis e regras para justificar violências, enquanto vidas humanas são tratadas como secundárias. Patrimônio pode ser reconstruído. Instituições podem ser reformadas. Sistemas podem ser revistos. Pessoas, não. O tempo de vida é limitado, e nenhuma existência perdida é recuperável. Quando não há morte, restam sequelas físicas, psíquicas e sociais que acompanham indivíduos e famílias por toda a vida. Quando a ideologia fala mais alto do que a humanidade, a empatia torna‑se seletiva. Sofrem apenas “os nossos”. Os demais são reduzidos a inimigos, números ou danos colaterais de uma causa supostamente maior. Questionar passa a ser visto como ameaça. Pensar, como traição. A convicção vale mais do que os fatos; a narrativa importa mais do que a realidade. Esse mecanismo explica por que tantos passam a defender líderes e regimes que atentam contra os próprios direitos humanos. Criam‑se figuras idealizadas, blindadas de críticas, verdadeiros “bandidos de estimação”. A submissão disfarça‑se de lealdade, e o pensamento crítico é substituído por slogans. O risco não é abstrato. Ele se materializa na naturalização da violência, na relativização da morte e na indiferença diante do sofrimento alheio. E se amplia ainda mais na era tecnológica, em que discursos desumanizados podem ser amplificados e automatizados em escala inédita. O problema não é o debate político, nem a tecnologia em si. O problema é a renúncia à responsabilidade ética de pensar, questionar e reconhecer o outro como humano — inclusive quando ele discorda de nós. Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja escolher a ideologia certa, mas não perder a humanidade em nome de nenhuma delas.
TRUMP mira a Colômbia; Petro convoca população para defendê-lo
Em meio à escalada de tensão diplomática provocada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez um apelo direto à população para que se mobilize em sua defesa caso sofra qualquer tipo de violência considerada ilegítima. O pedido foi publicado na rede social X, na madrugada desta segunda‑feira, 5. Segundo Petro, a melhor forma de protegê‑lo diante de ameaças seria a atuação direta do povo em nível local. “Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, escreveu o chefe do Executivo colombiano. A declaração ocorre um dia depois de Trump sugerir a possibilidade de uma ação militar contra a Colômbia, na sequência da operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, sob acusações relacionadas ao narcotráfico internacional. No domingo, 4, Trump afirmou que “a Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê‑la para os Estados Unidos”. Diante desse cenário, Petro reagiu com veemência: “Qualquer comandante das Forças Armadas que preferir a bandeira dos EUA à bandeira colombiana será imediatamente destituído da instituição por ordem de todos os soldados e por minha própria ordem”. “E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça‑pintada do povo”. “Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas. Meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários são públicos. Ninguém conseguiu provar que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso”. Olavo de Carvalho, por décadas, fez revelações graves sobre o Foro de São Paulo. Em seu livro “O Foro de São Paulo: A ascensão do comunismo latino‑americano”, de quase 500 páginas, ele descreve desde o encontro de 1990, promovido por Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, até a consolidação do Foro, que reuniu dezenas de partidos políticos e organizações como as FARC e o MIR chileno. Essa obra constitui uma importante herança intelectual.
Vice de Maduro inverte discurso e propõe cooperação com os EUA
No seu primeiro pronunciamento como presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez declarou que o país pretende atuar “junto” aos Estados Unidos em uma agenda de cooperação internacional, ressaltando o desenvolvimento compartilhado e o respeito ao direito internacional como pilares centrais. Delcy, que ocupava o cargo de vice‑presidente, assumiu o comando da nação em meio a forte tensão política e diplomática. Segundo ela, a Venezuela considera prioritário construir uma relação “equilibrada e respeitosa” com os Estados Unidos e com as demais nações da região, baseada na soberania e na não interferência externa. “Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os Estados Unidos e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência”, afirmou a presidente interina em mensagem divulgada nas redes sociais. A governante reforçou que o país busca paz e estabilidade, destacando que a cooperação internacional deve gerar benefícios mútuos. Para Delcy, a diplomacia venezuelana seguirá guiada por princípios de coexistência pacífica e respeito entre as nações, com foco na reconstrução institucional e econômica. Uma mudança drástica de discurso.
Trump ameaça intervenção militar na Colômbia e ataca Petro (VEJA O VÍDEO)
Menos de 48 horas após autorizar uma operação militar americana em território venezuelano para capturar Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom e sinalizou que novas ações armadas podem ocorrer em outros países da América Latina. Entre os alvos citados está a Colômbia, atualmente governada por Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, na noite de domingo, 4, Trump afirmou que a Colômbia enfrenta uma situação semelhante à da Venezuela. Segundo ele, o país estaria “muito doente” e sob o comando de um líder que, em suas palavras, mantém relação direta com o narcotráfico. “(A Colômbia é) governada por um homem doente que gosta produzir cocaína e vendê‑la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo”, declarou. Ao ser questionado se essa fala indicava uma possível intervenção militar contra o governo de Petro, Trump respondeu de forma direta: “Parece bom para mim”. Veja: O momento em que Donald Trump diz que a queda de Maduro pode derrubar a ditadura cubana e que uma operação militar contra a Colômbia “soa bem” pic.twitter.com/5pmDsjVTl1 — Sam Pancher (@SamPancher) January 5, 2026