A Polícia Federal foi acionada após Alexandre de Moraes determinar que o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) preste depoimento no prazo de 10 dias. A medida decorre da divulgação, por parte do CFM, de nota que questiona a assistência médica concedida ao ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Moraes também anulou a determinação do CFM que havia aberto sindicância sobre o caso. O deputado Marcel van Hattem classificou a decisão como “clara tentativa de intimidação a um dos poucos conselhos de classe que não deixa de se posicionar contra os abusos da tirania”. Ele afirmou que o CFM apenas cumpre sua função ao abrir investigação diante de qualquer denúncia e reiterou apoio à direção da entidade, que “não merece tamanha perseguição por cumprir o seu papel”. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O magistrado alegou que a obra cria a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria seu autor, mas a censura permanece há quase um ano. Segundo a CIDH, outros títulos podem estar sob risco de censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da censura e de acontecimentos no STF.
Suzano fecha fábrica em Miguel Badra e demite 90 funcionários; sindicato denuncia falta de transparência
A Suzano S/A encerrou, na segunda‑feira, 5 de janeiro, as atividades da unidade localizada no bairro Miguel Badra, em Suzano, resultando na demissão de aproximadamente 90 trabalhadores. O fechamento provocou forte reação do sindicato da categoria, que denunciou a condução do processo pela empresa. Em nota, a Suzano afirmou que a decisão integra uma reestruturação estratégica, cujo objetivo é concentrar esforços na Unidade de Negócio de Papéis e Embalagens (UNPE) no Brasil e reforçar as operações internacionais. A companhia garantiu que todos os colaboradores desligados receberão a assistência prevista em lei. Segundo Marcio Cruz, presidente do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, conhecido como Bob, a entidade foi informada sobre o encerramento apenas no fim da tarde da sexta‑feira, 2 de janeiro, por e‑mail.
URGENTE: Moraes determina que a PF depare o presidente do CFM e anula sindicância sobre Bolsonaro
Surpreendentemente, mais uma vez a situação se repete. O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal colha depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). A medida decorre da divulgação, por parte da entidade, de nota que questionou a assistência médica prestada ao ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o magistrado anulou a determinação do CFM que previa a abertura de sindicância sobre o caso. A esperança gerada pelo posicionamento do CFM acabou se desfazendo. O Conselho havia orientado o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM‑DF) a instaurar sindicância imediata para apurar a condução do atendimento médico dado a Bolsonaro após a queda ocorrida nas dependências da Superintendência da Polícia Federal. Na decisão assinada nesta quarta‑feira, Moraes afirmou que a iniciativa do conselho é ilegal e ultrapassa as atribuições da entidade. Segundo o ministro, o CFM não tem competência para fiscalizar ou instaurar procedimentos dessa natureza no caso concreto. Por esse motivo, ele declarou a ordem de abertura da sindicância nula e fixou prazo de dez dias para que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente do CFM. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou protesto contra a censura, promovida por Alexandre de Moraes, ao livro “Diário da cadeia”. Embora o ministro alegue que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, a censura permanece há quase um ano. Diversos outros títulos também podem estar sob risco de censura, como os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que abordam a própria censura e episódios peculiares no Supremo Tribunal Federal.
MÉDICO CONFIRMA TRAUMATISMO CRÂNIO DE BOLSONARO
O cardiologista Brasil Caiado acaba de confirmar que, de fato, o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um traumatismo craniano após cair dentro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com Caiado, que integra a equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex‑chefe do Executivo, a queda não ocorreu da cama, como se cogitou inicialmente. Após conversar com Bolsonaro e reconstruir o episódio, os médicos concluíram que o acidente aconteceu quando ele tentou caminhar dentro da sala onde está preso. “Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, ele se levantou para o lado esquerdo da cama mas a contusão foi do lado direito. Isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou o médico a jornalistas, ao deixar o Hospital DF Star. Segundo o cardiologista, Bolsonaro apresentou um leve déficit de memória logo após a queda, o que é compatível com o tipo de traumatismo diagnosticado. “Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve. Durante a entrevista, o médico levantou a hipótese de que a desorientação que precedeu a queda possa estar relacionada à interação de medicamentos usados por Bolsonaro para tratar crises persistentes de soluço. Segundo ele, essa possibilidade já vinha sendo considerada pela equipe. “Há uma suspeita inicial que nós já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços […]”, explicou. Caiado destacou que o desafio agora é avaliar os riscos e benefícios do tratamento. “E nós estamos diante de um problema agora que é o seguinte: se esses quadros [quedas] forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de maior risco, pelos medicamentos? 2º ponto: nós temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço? Ou mantenho a medicação e aumentar o risco que eu ainda não sei se é? Nós vamos avaliar, mas são hipóteses”, completou.
Conselho Federal de Medicina abre sindicância inédita sobre o atendimento de Bolsonaro
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nota oficial, não apenas um comunicado. Diferente de muitas entidades, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM‑DF) a abertura de sindicância para investigar a condução do atendimento médico ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, que sofreu queda e trauma craniano na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. Segundo o comunicado, o CFM recebeu denúncias formais que questionam se houve garantia de assistência médica adequada ao paciente. “O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressa inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”, afirma a entidade. Em outro trecho, o conselho ressalta que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”. Na avaliação do CFM, o quadro clínico descrito exige atenção especial. A entidade destaca que “crises agudas de diferentes características, episódio de trauma decorrente de queda, histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades em paciente idoso demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato”. O conselho também enfatizou que a decisão sobre o atendimento deve respeitar a autonomia do médico responsável pelo acompanhamento do ex‑presidente. De acordo com o CFM, essa autonomia deve ser soberana na definição da conduta médica, “não podendo sofrer qualquer influência, por possuir presunção de verdade”. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou indignação diante da censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, embora a censura persista há quase um ano.
Ao vivo: Vorcaro e a destruição do sistema (veja o vídeo)
O que o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, os irmãos Joesley e Wesley Batista e o ditador Nicolás Maduro têm em comum? Poços de petróleo na Venezuela. Segundo o jornal O Globo, Vorcaro tornou‑se sócio de empreendimentos petrolíferos no país, realizando investimentos milionários. Joesley Batista, proprietário da J&F, também investiu nos negócios venezuelanos, mas o governo Lula impôs sigilo total aos documentos. Por que tanto segredo? E se Vorcaro decidir revelar tudo o que sabe? Moraes negou inicialmente que Bolsonaro fosse atendido no hospital, mas nos bastidores falam que até ministros como Fachin pressionaram para que o ex‑presidente fosse transferido. Para debater o assunto com profundidade, o Jornal do JCO recebeu a professora Paula Marisa, o vereador Darcio Bracarense e o analista político Paulo Baltokoski. Assista, compartilhe e apoie o Jornal da Cidade Online. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura promovida pelo ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O magistrado alegou que a obra induz o leitor ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor do texto, porém a censura permanece há quase um ano. Diversos outros livros podem estar sob risco de censura. Entre eles, os títulos “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam exatamente da censura e dos acontecimentos incomuns no Supremo Tribunal Federal.
Edmundo González, suposto algoz de Maduro, se proclama presidente legítimo da Venezuela
O diplomata e analista político Edmundo González, de 76 anos, afirmou que é o legítimo presidente da Venezuela. A declaração foi feita em um vídeo publicado na rede social X, no qual ele sustenta que venceu as eleições presidenciais de 2024 e que, diante do novo cenário político do país, assume publicamente essa condição. González foi o candidato da Plataforma Unitária Democrática, coalizão de centro‑direita, nas eleições realizadas em 28 de julho de 2024. Ele concorreu no lugar de María Corina Machado, sua principal aliada política, que acabou impedida de disputar o pleito por decisão do governo de Nicolás Maduro, então no poder. Na gravação divulgada nas redes sociais, o opositor fez um apelo direto às Forças Armadas venezuelanas e aos órgãos de segurança do Estado para que reconheçam o resultado das urnas e cumpram o que ele chama de mandato popular. “A Venezuela precisa de verdade, justiça e reconciliação, sem impunidade. Como presidente dos venezuelanos, faço um chamado sereno e claro à Força Armada Nacional e aos corpos de segurança do Estado. Seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso no dia 28 de julho 2024. Como comandante‑geral, lembro‑les que sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República”, declarou González. Segundo o diplomata, a saída de Nicolás Maduro do país, após sua captura por forças estrangeiras, altera o contexto político venezuelano, mas não encerra os desafios institucionais. “Hoje, quem usurpou o poder já não se encontra no país e está enfrentando a Justiça. Este fato configura um novo cenário político, mas não substitui as tarefas fundamentais que ainda temos pela frente”, afirmou. Olavo de Carvalho, por décadas, fez revelações graves sobre o Foro de São Paulo. Em seu livro “O Foro de São Paulo: A ascensão do comunismo latino‑americano”, de quase 500 páginas, descreve a história do encontro iniciado em 1990 por Fidel Castro e Lula até a consolidação do Foro, que teria reunido partidos e organizações de esquerda, inclusive grupos como as FARC e o MIR chileno. Essa obra é considerada uma herança intelectual de Olavo.
Rússia condena ação dos EUA contra navio russo
O governo da Rússia reagiu oficialmente, nesta quarta‑feira (7/1), à interceptação realizada pelos Estados Unidos contra um navio de bandeira russa que transportava petróleo venezuelano em águas internacionais. Em nota divulgada pelo Ministério dos Transportes russo, Moscou acusou Washington de descumprir a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982 e questionou a legalidade da operação. De acordo com o comunicado publicado no canal oficial do ministério no Telegram, a ação norte‑americana não encontra respaldo no direito internacional. “Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados,” afirmou o órgão, ao criticar diretamente a abordagem conduzida por forças dos EUA. Ainda segundo o ministério, a embarcação interceptada operava de forma regular. As autoridades russas informaram que o navio possuía autorização temporária válida para navegar sob a bandeira da Federação Russa. “Em 24 de dezembro de 2025, a embarcação Marinera recebeu uma autorização temporária para navegar sob a bandeira estatal da Federação Russa, emitida com base na legislação russa e no direito internacional.” No posicionamento oficial, o governo russo voltou a citar o tratado internacional para reforçar sua argumentação jurídica. “De acordo com as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica‑se nas águas do alto mar e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados,” finalizou o texto. O navio, conhecido como Bella 1 e posteriormente rebatizado de Marinera, foi apreendido no Oceano Atlântico pelos Estados Unidos nesta quarta‑feira. A interceptação foi confirmada pelo Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA e também pela emissora estatal russa RT, que divulgou imagens mostrando um helicóptero norte‑americano sobrevoando a embarcação de bandeira russa em águas internacionais. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se revoltou com a censura de Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro afirmar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, o ex‑parlamentar, seria o verdadeiro autor da obra, não se sabe ao certo o que tanto querem esconder – a censura persiste há quase um ano. Atualmente, muitos outros livros devem estar na mira da censura. Existem dois exemplos claros: os livros “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam justamente da censura e dos estranhos acontecimentos dentro do STF.
Lupo deixa o Brasil após 104 anos e transfere produção para o Paraguai
Após mais de um século produzindo no Brasil, a Lupo — uma das marcas mais tradicionais do setor têxtil — decidiu transferir parte de sua operação para o Paraguai. A mudança ocorre depois da aprovação da Lei 14.789/2023, sancionada por Lula, que alterou o tratamento tributário sobre incentivos fiscais estaduais e aumentou o custo de operação das indústrias no país. A lei acabou com a isenção de impostos federais sobre benefícios ligados ao ICMS. O governo apresentou a medida como forma de aumentar a arrecadação, mas, na prática, atingiu diretamente a competitividade das empresas que produzem no Brasil. Segundo a Lupo, o novo cenário tornou parte da operação economicamente inviável. Fundada há 104 anos, a empresa resistiu a crises históricas como a Grande Depressão, hiperinflação, mudanças monetárias e até a pandemia — mas agora passa a produzir fora do país. Em junho, foi inaugurada uma nova unidade em Ciudad del Este, Paraguai, com investimento superior a R$ 30 milhões e capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano. A fábrica já gera cerca de 110 empregos diretos. A diferença de custo é decisiva: segundo a empresa, produzir no Paraguai é 28 % mais barato que no Brasil, graças à carga tributária menor e a um ambiente regulatório menos burocrático. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Liliana Aufiero foi direta: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai.” Para operar no país vizinho, a Lupo aderiu ao regime de maquila, que permite industrialização com matéria‑prima importada e impostos reduzidos, com foco na exportação. Hoje, grande parte dessas indústrias se concentra em Alto Paraná — onde fica Ciudad del Este. Além do custo mais baixo, a localização próxima ao Brasil reduz despesas logísticas. O próprio mercado brasileiro já é o principal destino dos produtos fabricados no Paraguai sob esse regime — incluindo itens da Lupo.
Ninguém quer ser governador do Rio Grande do Norte
A gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi tão devastadora que ninguém deseja assumir o governo do Rio Grande do Norte. A governadora anunciou renúncia para buscar oito anos de imunidade parlamentar ao concorrer ao Senado em 2026. A sucessão constitucional apontaria o vice‑governador Walter Alves (MDB), eleito pelos potiguares justamente para essa eventualidade, mas ele também demonstra relutância em assumir o Palácio dos Despachos. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB‑RN), já declinou o cargo. Fátima Bezerra ficou conhecida, na época do impeachment de Dilma Rousseff, por seu português carregado, ao bradar na tribuna do Senado: “É Gópi, é gópi!”. Naquela ocasião representava o Rio Grande do Norte. A possibilidade agora é de que o desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, assuma interinamente e, eventualmente, convoque uma eleição indireta em maio, para escolher governador até o final de 2026. Nesse cenário, apenas os deputados estaduais votariam. Nenhum agente político quer ocupar a cadeira de governador, pois a situação das contas estaduais é desastrosa, configurando um suicídio político. Os salários dos servidores estaduais encontram‑se atrasados, o 13º salário foi prometido para 9 de janeiro, e empréstimos consignados foram retidos de forma ilegal. O rombo nas contas supera R$ 10 bilhões. O turismo, principal motor da economia do estado, está sendo usurpado pelo crime organizado. Na Praia da Pipa, a mais famosa do Rio Grande do Norte, as atividades criminosas são tão bem estruturadas que, segundo fonte da Polícia Civil citada pela BBC News Brasil, “faltam apenas assinar a carteira”. Existe até plano de carreira: “vapor” – transportadores de drogas, e “visão” – os olheiros que monitoram a movimentação suspeita. Esses agentes são jovens de áreas carentes, trabalham em turnos de 12 horas por dia, sete dias seguidos, com folga nos dias subsequentes, e ainda pagam mensalidade ao grupo criminoso. A facção, denominada Sindicato do Crime, surgiu no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Não se trata de gestão pública; é mera várzea, como resumiu a própria governadora ao descrever o estado: “É gópi! É gópi!”