A Justiça dos Estados Unidos reconheceu oficialmente a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada no Brasil, em uma decisão considerada estratégica para o Banco Central e desfavorável ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro. O entendimento consolida a autoridade do processo conduzido em território brasileiro e amplia seus efeitos no exterior. A decisão foi proferida pela Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida. O juiz Scott Grossman enquadrou a liquidação como “foreign main proceeding”, conforme previsto no Chapter 15 da legislação norte‑americana, o que obriga tribunais e credores nos Estados Unidos a respeitarem integralmente o procedimento instaurado no Brasil. O pedido de reconhecimento internacional foi apresentado pela EFB Regimes Especiais de Empresas, indicada pelo Banco Central como liquidante extrajudicial do Banco Master. A empresa passou a atuar formalmente como representante do processo brasileiro fora do país, com legitimidade reconhecida pela Justiça americana. Na decisão, o magistrado concedeu à EFB amplos poderes para administrar, preservar, investigar e apurar os ativos do Banco Master localizados em solo americano. A Corte aceitou o argumento de que o centro principal de interesses da instituição financeira está no Brasil e que a liquidação foi instaurada por autoridade regulatória competente. Os fundamentos apresentados pela liquidante também destacaram a necessidade de evitar decisões conflitantes entre diferentes jurisdições, ponto que foi acolhido pelo juiz. Segundo a sentença, o processo brasileiro respeita os princípios da cooperação internacional e não gera prejuízo desproporcional a credores ou demais partes envolvidas. Na prática, a decisão impede a abertura de ações judiciais, execuções ou qualquer tentativa de movimentação de ativos do Banco Master nos Estados Unidos sem autorização do liquidante nomeado no Brasil. Também autoriza a administração e a investigação desses ativos no exterior sob controle do processo brasileiro. O reconhecimento pela Justiça dos EUA anula uma das principais estratégias jurídicas adotadas por Daniel Vorcaro e por credores estrangeiros, que buscavam questionar a legitimidade ou o alcance internacional da intervenção do Banco Central. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que a decisão representa um respaldo relevante à atuação da autoridade monetária, especialmente em um momento de pressão política e institucional, com movimentações no STF e no TCU que tentam revisar a liquidação. O dia 8 de janeiro foi de muita reflexão. Tudo o que aconteceu após esse fatídico dia – há exatos três anos – mudou completamente a história do país. No ano passado, Alexandre de Moraes chegou a ameaçar de prisão quem ousasse comemorar a data.
PF revela esquema chocante de Vorcaro nas redes sociais
A Polícia Federal encontrou indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria ordenado diretamente ações coordenadas nas redes sociais por intermédio de influenciadores digitais. O objetivo seria defender o Banco Master, atacar autoridades públicas e desqualificar jornalistas que, segundo o empresário, atuavam contra os interesses da instituição financeira. Essas informações surgiram a partir da análise preliminar do telefone celular de Vorcaro, apreendido em 17 de novembro, no momento de sua prisão durante a Operação Compliance Zero. De acordo com os investigadores, há registros de diálogos nos quais o banqueiro determina a execução das referidas ações virtuais. A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou. Fontes com acesso ao conteúdo apurado afirmam que Vorcaro repassava orientações a auxiliares que não integravam formalmente o quadro do Banco Master. Nas mensagens, ele solicitava a divulgação de informações positivas sobre o banco e ordenava ataques a figuras públicas, incluindo autoridades e profissionais da imprensa, que considerava adversários. Os dados analisados pela PF são anteriores à liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. Na época, já se observavam ataques virtuais direcionados ao BC, motivados pela demora na análise da tentativa de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação que foi vetada pelo órgão regulador no início de setembro. Conforme a avaliação preliminar dos investigadores, o padrão de atuação identificado nos diálogos de Vorcaro assemelha‑se ao observado nos ataques coordenados contra o Banco Central após a liquidação da instituição, especialmente aqueles registrados na virada do ano. Os contratos firmados com influenciadores previam pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões, conforme noticiado pelo jornal O Globo. O Estadão teve acesso a um dos contratos, identificado pelas iniciais de Daniel Vorcaro e denominado “Projeto DV”, que estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. Um dos envolvidos seria administrador de empresas ligado ao jornalista Leo Dias. Atualmente, a Polícia Federal trabalha na consolidação das informações reunidas para elaborar um relatório técnico, classificado como informação de polícia judiciária. A partir desse documento, a corporação avaliará se há elementos suficientes para a abertura formal de um novo inquérito policial.
Movimentação intensa no Congresso visa mais uma derrota de Lula
Nos bastidores do Congresso Nacional, líderes partidários já iniciaram articulações para enfrentar o veto do petista Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria. A oposição trabalha com a possibilidade de levar o tema à votação logo após o fim do recesso parlamentar, no início de fevereiro, enquanto a base governista se organiza para sustentar a decisão do Planalto. Parlamentares da oposição e figuras influentes do centrão avaliam que o governo terá dificuldades para reunir votos suficientes e manter o veto em uma sessão conjunta do Congresso. Do outro lado, o Palácio do Planalto aposta na tentativa de reverter o posicionamento de ao menos 34 deputados do centrão que haviam apoiado o texto original, que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro e pode beneficiar o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma nova derrota de Lula vem aí…
MORAES RECAE NA MIRA DA LEI MAGNITSKY EM NOVA AÇÃO DE FIGUEIREDO E BOLSONARO
O jornalista Paulo Figueiredo informou que ele e Eduardo Bolsonaro têm reuniões marcadas nesta sexta‑feira (9/1) em Washington, D.C., com o objetivo de tentar reativar as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a iniciativa pretende reverter a decisão do governo de Donald Trump que retirou as punições impostas anteriormente. Em declarações no seu canal do YouTube, Paulo Figueiredo classificou a retomada das sanções como “extremamente possível”. Reconheceu as dificuldades do processo, mas afirmou que o histórico da medida reforça a viabilidade da proposta. “Certamente não é fácil, mas também não era fácil que ele fosse sancionado. Mais uma vez, Eduardo e eu estaremos em Washington, em reuniões em busca de uma política externa americana mais favorável ao Brasil”, disse. Eles pretendem apresentar a congressistas norte‑americanas novos argumentos, alegando que o ex‑presidente Jair Bolsonaro continua sofrendo “tortura”, a fim de pressionar Trump a restabelecer a Lei Magnitsky. “Hoje toda a documentação está pronta; só precisamos acrescentar os novos fatos sobre a continuidade da tortura ao presidente Jair Bolsonaro e prosseguir no processo de convencimento e persuasão de que, embora a decisão tenha sido oportuna momentaneamente, não é medida favorável a longo prazo para a relação entre Estados Unidos e Brasil”, declarou Paulo Figueiredo.
AO VIVO: LULA COMETE ERRO GROSSEIRO E ENTREGUE ARMA PODEROSA AOS ADVERSÁRIOS (VEJA O VÍDEO)
O veto do presidente Lula a um projeto sensível não foi apenas um ato administrativo ou jurídico. Foi, acima de tudo, um erro político de narrativa — daqueles que entregam munição pronta ao adversário e reorganizam o tabuleiro da oposição. Em um cenário já marcado por polarização, o governo optou pelo caminho mais previsível e, ao mesmo tempo, mais contraproducente: o veto seco, sem construção narrativa prévia, sem preparação da opinião pública e sem leitura do ambiente político real. O resultado foi imediato. Em poucas horas, a oposição ganhou discurso, unidade e um novo eixo de mobilização. O problema central não está apenas no veto em si, mas na forma como ele foi comunicado e percebido. O governo falhou ao não compreender que, na política contemporânea, o ato importa menos do que a história que se conta sobre ele. Nesse caso, quem contou a história primeiro — e melhor — foi a oposição. Ao vetar o projeto, Lula reforçou um enquadramento que seus adversários já vinham tentando consolidar: o de um governo alinhado a decisões institucionais que, aos olhos de parte significativa da sociedade, soam como excessivas, punitivistas ou seletivas. A narrativa de “perseguição política”, justa ou não, encontrou no veto o combustível necessário para ganhar tração. Mais grave ainda: o gesto recolocou a oposição no centro do debate nacional, algo que o governo buscava evitar. Lideranças antes dispersas encontraram ponto de convergência. Discursos fragmentados alinhar‑se. O veto funcionou como elemento agregador — exatamente o que a oposição precisava naquele momento. Do ponto de vista estratégico, trata‑se de um erro clássico: subestimar o impacto simbólico de uma decisão e superestimar a capacidade de controle da narrativa institucional. Em tempos de redes sociais, lives, cortes virais e comunicação direta, o Planalto já não dita sozinho o sentido dos fatos. O efeito colateral mais perigoso desse movimento é seu impacto antecipado no cenário eleitoral de 2026. O veto não encerra um debate; inaugura uma nova fase de confronto político, reacende a polarização e oferece à oposição um discurso simples, emocional e mobilizador — exatamente o tipo de narrativa que funciona fora dos gabinetes. Lula, experiente como é, sabe que governos não caem apenas por crises econômicas ou administrativas, mas por erros de leitura política. Neste episódio, o veto não fortaleceu a autoridade do governo; pelo contrário, fortaleceu o adversário. Na política, silêncio, timing e narrativa são tão importantes quanto a decisão final. Desta vez, o governo errou nos três.
Cantora Alcione tem carro roubado por criminosos
Um carro pertencente à cantora Alcione foi roubado na manhã desta quinta‑feira (8/1) na Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., nas proximidades do Cemitério de Inhaúma, uma das vias mais movimentadas da região. De acordo com informações confirmadas pela assessoria de imprensa da artista, Alcione não estava no automóvel no momento da ação criminosa. Apenas o motorista utilizava o veículo quando foi abordado pelos assaltantes. A equipe tranquilizou os fãs ao afirmar que o funcionário passa bem e não sofreu ferimentos. O automóvel levado pelos criminosos é um veículo da marca BYD, de cor cinza. Até a última atualização do caso, o carro ainda não havia sido localizado pelas autoridades. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) assumiu a investigação e trabalha para identificar os responsáveis pelo roubo, além de tentar recuperar o veículo.
CANTORA ALCONE TEM CARRO ROUBADO POR CRIMINOSOS
Um carro pertencente à cantora Alcione foi furtado na manhã desta quinta‑feira (8/1) na Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., nas proximidades do Cemitério de Inhaúma, uma das vias mais movimentadas da região. De acordo com informações confirmadas pela assessoria de imprensa da artista, Alcione não estava no automóvel no momento da ação criminosa. Apenas o motorista utilizava o veículo quando foi abordado pelos assaltantes. A equipe tranquilizou os fãs ao afirmar que o funcionário está bem e não sofreu ferimentos. O automóvel levado pelos criminosos é um veículo da marca BYD, de cor cinza. Até a última atualização do caso, o carro ainda não havia sido localizado pelas autoridades. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) assumiu a investigação, trabalha para identificar os responsáveis pelo roubo e tenta recuperar o veículo.
Filho assassina pastor de 74 anos e quatro familiares a facadas em Juiz de Fora
Uma tragédia familiar chocou os moradores do bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, Minas Gerais, na manhã desta quarta‑feira (7). O pastor João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, foi uma das cinco vítimas mortas a facadas dentro de um conjunto de residências onde a família vivia. O autor do ataque é o próprio filho do pastor, que foi preso e confessou os homicídios. Além de João Batista, morreram a madrasta do agressor, duas irmãs e um sobrinho de apenas cinco anos. Todos residiam no mesmo terreno, em casas localizadas na Rua Rita Monteiro, cenário do crime que gerou grande comoção na cidade. Conhecido na comunidade, João Batista Fernandes Souza havia se aposentado do ministério pastoral na Igreja do Nazareno, onde atuou por anos, e também trabalhava como marceneiro. O suspeito foi localizado e preso em seu apartamento. No momento da abordagem policial, ele lavava roupas com manchas de sangue e confessou os homicídios. Familiares relataram à Polícia Militar que o homem apresentava mudanças bruscas de comportamento e episódios compatíveis com surto psicótico. Contudo, segundo a Polícia Civil, até o momento não há laudo médico que comprove diagnóstico de transtorno mental. As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora. A perícia técnica realizou os levantamentos no local e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). Conforme informou a delegada Camila Miller, duas pessoas já prestaram depoimento e as apurações seguem em andamento.
TCU recua inesperadamente diante do vídeo que destruiu o plano do ‘sistema’
O Tribunal de Contas da União decidiu interromper, ao menos temporariamente, a inspeção presencial autorizada nas instalações do Banco Central para apurar a liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em novembro. A medida foi tomada nesta quinta‑feira pelo ministro Jhonatan de Jesus, que encaminhou o assunto ao plenário da Corte para análise após o término do recesso judicial, previsto para o fim deste mês. A decisão representa um recuo em meio a forte pressão institucional. A iniciativa de realizar a diligência presencial vinha sendo criticada por especialistas, integrantes do governo e até por outros ministros do próprio TCU, que apontaram risco de conflito entre os órgãos e questionaram a forma como a determinação havia sido tomada. A suspensão ocorreu depois que o Banco Central apresentou embargos de declaração, contestando a competência do ministro para ordenar, de maneira individual, uma inspeção sensível e de grande impacto. Para a autoridade monetária, o Regimento Interno do TCU estabelece que diligências desse tipo devem ser autorizadas por instâncias colegiadas, como a Primeira Câmara do tribunal, e não por decisão monocrática. Outro fator que, certamente, influenciou o recuo do TCU foi a “bomba” revelada pelo vereador e influencer Rony Gabriel. O parlamentar divulgou uma proposta milionária indecorosa que teria recebido para “defender” o Banco Master contra o Banco Central. Segundo Rony, influenciadores de direita e de esquerda aceitaram a proposta. Ele também mostrou um contrato de confidencialidade no valor de R$ 800 mil, colocando sua própria situação financeira em risco. É impactante. Assista: