A agência Mynd 8, vinculada à esquerda e ao PT, notificou o vereador Rony Gabriel exigindo a retirada de um vídeo do ar em até uma hora. O material é um trecho da entrevista concedida por Gabriel à Globo News, no qual ele afirma que a Mynd 8 funciona como uma “milícia digital”. A notificação adverte que, caso o vídeo não seja removido, a agência adotará as medidas judiciais cabíveis. O vereador, porém, garantiu que o conteúdo permanecerá publicado e respondeu de forma contundente à exigência. Veja o vídeo:
Morre Manoel Carlos, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira
Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, faleceu neste sábado (10) no Rio de Janeiro, aos 92 anos. O escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebia tratamento para a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019. A informação foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida. “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz o comunicado oficial. O velório acontecerá em cerimônia fechada, apenas para familiares e amigos próximos. Conhecido no meio artístico como Maneco, o autor enfrentava complicações de saúde com agravamento das condições motoras e cognitivas no último ano devido ao Parkinson. A causa específica da morte não foi divulgada pelos familiares. Manoel Carlos nasceu em 14 de março de 1933, em São Paulo. Era filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida. Apesar de paulistano, sempre se identificou como carioca e escolheu o Rio de Janeiro como cenário principal de suas obras. O dramaturgo ficou marcado pela criação de protagonistas chamadas Helena, característica presente desde “Baila Comigo” (1981) até “Em Família” (2014), sua última novela. Entre seus trabalhos mais populares estão “Por Amor” (1997) e “Mulheres Apaixonadas” (2003). Além de Júlia Almeida, o autor deixa outra filha, Maria Carolina, que seguiu carreira como roteirista de novelas. https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
ANVISA ORDENA RECOLHIMENTO IMEDIATO DE MOLHO DE TOMATE COM RISCO DE VIDRO NA MESA DO BRASILEIRO
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de molho de tomate importado após identificar risco à segurança alimentar. A medida atinge o lote LM283 do produto Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, no qual foram encontrados pedaços de vidro. A decisão integra uma resolução que reúne diferentes ações sanitárias e estabelece a suspensão imediata da comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do lote afetado. Segundo a Anvisa, a irregularidade representa risco grave à saúde dos consumidores. O recolhimento foi motivado por um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que identificou o problema no lote do produto exportado para o Brasil. A agência esclareceu que a determinação se restringe exclusivamente ao lote LM283, não se estendendo aos demais produtos da marca. Além do molho de tomate, a mesma resolução também adotou medidas contra suplementos alimentares. Cinco lotes do produto Neovite Visão, destinado à saúde ocular, tiveram fabricação, comercialização, importação, divulgação e consumo proibidos. Os lotes atingidos são 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e 25G072. De acordo com a Anvisa, esses suplementos foram produzidos com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares. Também foi identificada a presença de Caramelo IV em quantidade acima do limite permitido pela legislação. A própria empresa responsável informou o recolhimento voluntário dos lotes. A resolução ainda determinou a apreensão de dois suplementos fabricados pela empresa Ervas Brasil Indústria: Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Alimentar Colesterol. Segundo a agência, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados e realizou divulgação irregular, com alegações terapêuticas sem comprovação científica. Como orientação ao público, a Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem atentamente os lotes indicados nos rótulos e não consumam os produtos alcançados pelas medidas. Quem tiver algum dos itens deve entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor das empresas responsáveis ou com o estabelecimento onde realizou a compra para receber orientações sobre devolução ou descarte adequado.
Policial desaparecido na quinta‑feira foi brutalmente executado por criminosos, revela documento
O cabo Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, da Polícia Militar, foi morto após ser submetido a um “julgamento” por membros do crime organizado em uma comunidade da zona sul de São Paulo, conforme consta em documento judicial. O desaparecimento ocorreu na quinta‑feira (8), quando o policial se dirigiu à avenida dos Funcionários Públicos, no Jardim Horizonte Azul, para tentar resolver uma discussão que havia tido no dia anterior. A Polícia Militar criou a força‑tarefa denominada Operação Impacto — Pronta Resposta, com o objetivo de localizar o cabo, que atuava no Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, e estava de férias quando sumiu. As buscas concentram‑se na região do Jardim Ângela, no extremo sul da capital. A Justiça decretou a prisão de três suspeitos detidos por envolvimento no caso. Segundo a investigação, esses indivíduos foram os últimos a ter contato com Santana antes de seu desaparecimento. Duas outras pessoas foram ouvidas na delegacia e liberadas em seguida. O irmão do policial alertou a PM sobre o sumiço na tarde de quinta‑feira (8). Na manhã do mesmo dia, Fabrício havia informado ao irmão que havia se desentendido com um homem ligado ao tráfico de drogas, que ameaçou expor sua condição de policial militar para a comunidade. O cabo disse que tentaria resolver o problema. O documento judicial indica que Santana participava de uma confraternização em um bar, consumindo bebidas alcoólicas, quando se envolveu em uma discussão com um homem que deixou o estabelecimento. Logo depois, outro indivíduo que permaneceu no local recebeu uma ligação. Esse segundo homem foi convocado a comparecer perante lideranças do crime organizado do Jardim Horizonte Azul, e Santana deveria acompanhá‑lo. No local do encontro, o policial foi separado dos demais e submetido a um “julgamento”, sendo informado de que seria executado. A Polícia Civil obteve essas informações por meio de depoimentos colhidos durante a investigação. Um dos detidos relatou informalmente que o corpo do cabo foi abandonado em uma área de mata às margens da represa Guarapiranga. As investigações apontam que Santana foi atraído pelo homem com quem discutiu e pelo indivíduo que o conduziu até os criminosos. O Ford Ka do policial foi inicialmente avistado estacionado na entrada da comunidade. Posteriormente, o veículo foi encontrado completamente queimado na rua Richard Arnold Beck, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Equipes especializadas do Comando de Policiamento de Choque, incluindo a ROTA, o COE e o 3.º Batalhão de Choque, atuam em conjunto com a Corregedoria da PM nas buscas. Durante a operação, policiais do COE foram informados sobre um automóvel supostamente utilizado pelos criminosos. O veículo foi localizado na rua Santorine, no Jardim Ângela, contendo três galões com resíduos de gasolina. Na residência vinculada ao automóvel, as autoridades identificaram um dos suspeitos, que teria conduzido o carro que escoltou o veículo do policial até o local onde foi incendiado. O corpo de Fabrício Gomes Santana não foi encontrado, apesar das buscas realizadas na região de mata próxima ao local onde o carro foi achado.
Trump afirma que EUA estão prontos e que autoridades iranianas pagarão caro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que o governo norte‑americano está disposto a auxiliar a população iraniana em meio à crescente onda de protestos no país. A declaração foi feita por meio de uma publicação em sua rede social, a Truth Social. Na mensagem, Trump sinalizou apoio direto às manifestações e sugeriu que o Irã atravessa um momento decisivo. “O Irã está vislumbrando a liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar”. No Irã, desde o fim de dezembro de 2025, o país enfrenta protestos de grande escala, que já resultaram em pelo menos 65 mortes e mais de 2.000 prisões, de acordo com a agência Hrana (Human Rights Activists News Agency). Trump, na sexta‑feira (09), chegou a afirmar que as autoridades iranianas pagarão um preço alto caso continuem a reprimir os manifestantes. “É melhor não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
Petista condenado por furto dribla a Lei da Ficha Limpa e assume mandato
Certas coisas só acontecem no Brasil e invariavelmente beneficiam a esquerda. O caso de Gustavo Macedo, vereador petista na Câmara Municipal de Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo, é um notório exemplo. Ele foi detido em setembro de 2014, aos 18 anos, quando foi flagrado conduzindo um Fiat Uno que havia sido furtado de um estacionamento de um restaurante após arrombamento. Macedo permaneceu na Cadeia Pública Masculina de Mogi das Cruzes até janeiro de 2015, quando obteve habeas corpus. Em julho de 2017, a Justiça condenou Gustavo a dois anos de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa pelo crime de furto. No entanto, em 2021, o Judiciário reconheceu a extinção da punibilidade por prescrição punitiva, o que significa que o Estado não cumpriu os prazos legais para processar adequadamente o caso. Essa situação processual permitiu que o petista contornasse a Lei da Ficha Limpa, que normalmente tornaria inelegível por oito anos pessoas condenadas por crimes contra o patrimônio. Assim, Gustavo Macedo foi candidato a vereador pelo PT e foi eleito com 1 361 votos nas eleições de 2024, mesmo tendo sido condenado por furto de veículo em 2017. A prescrição ocorrida antes da conclusão definitiva do processo judicial criou uma situação específica no Direito Eleitoral que possibilitou a candidatura e eleição de Macedo em 2024, sete anos após sua condenação pelo crime de furto.
Irã: o povo finalmente perdeu o medo e desafia a ditadura
Manifestantes iranianos tomaram as ruas em protestos que atingem todas as 31 províncias do país, com participação estimada entre 1,5 e 1,85 milhão de pessoas. As manifestações, que ocorrem neste fim de semana, já se espalharam por 180 cidades e 512 localidades diferentes em todo o território iraniano. O governo do Irã implementou um apagão nacional de internet e bloqueio de telefonia para dificultar a circulação de informações sobre os protestos. Em várias áreas, as autoridades também cortaram a iluminação pública, obrigando os manifestantes a usarem a luz dos celulares durante confrontos noturnos. O procurador‑geral iraniano classificou os manifestantes como “inimigos de Deus”, termo que, no código penal islâmico do país, constitui crime punível com pena capital. Essa classificação demonstra como o sistema judicial iraniano trata a dissidência política. Testemunhas afirmam que corpos foram “empilhados” em um hospital de Teerã após confrontos com as forças de segurança. Profissionais de saúde relatam hospitais operando acima da capacidade, com centenas de feridos e mortos, cuja contagem oficial é afetada pela censura governamental. Apesar das restrições de comunicação, vídeos e relatos conseguem circular, mostrando cenas de resistência. Na cidade de Babol, no norte do país, manifestantes confrontaram policiais e libertaram pessoas que haviam sido detidas. Em outras localidades, estátuas de Qassem Soleimani, figura considerada heroica pelo regime, foram derrubadas e incendiadas. Donald Trump afirmou que “o Irã está em grandes apuros”. O ex‑presidente americano discutiu possíveis ações militares contra o regime iraniano e declarou que os Estados Unidos responderão caso o governo continue a reprimir manifestantes “como fez no passado”. Trump descartou o envio de tropas terrestres, mas alertou que Washington “atingirá onde dói” se a repressão ultrapassar certos limites. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, elevou o nível de alerta no país e mobilizou o aparato religioso‑político para defender a versão oficial de que os protestos são resultado da ação de “inimigos externos”. Os protestos continuam a se expandir pelo país, mesmo com as medidas de controle e repressão impostas pelo regime, incluindo a escassez de informações e o uso da força.
Filipe Martins questiona a legalidade de sua prisão ao advogado e desafia o juiz Moraes
O ex‑assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso pela segunda vez sob a acusação de divulgar informações falsas. Na sexta‑feira, 9 de julho, ele se encontrou com seu advogado, Jeffrey Chiquini. Durante o encontro, Martins fez uma pergunta que coloca em xeque o próprio sistema judicial. Segundo relato de Chiquini, a primeira interrogação foi: “O ministro Alexandre de Moraes já viu o documento que comprova a ilegalidade da minha prisão?” Martins está detido há mais de uma semana por suposto acesso a conteúdo em rede social que, conforme documentos apresentados pelos seus defensores, nunca ocorreu. Ele ainda questionou a aplicação da chamada “regra das 24 horas”, afirmando que ela seria utilizada sempre que se fala em “trama golpista”, mas não quando o objetivo seria prejudicar a direita, e ainda acusou a justiça de não ser imparcial. De fato, o ministro Alexandre de Moraes tem demonstrado grande relutância em reconhecer eventuais erros em suas decisões.
Desembargador tenta usar plantão para readmitir prefeito afastado por corrupção e STJ intervém rapidamente
Em uma manobra considerada juridicamente imprópria e institucionalmente grave, o desembargador Alex Centeno, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), utilizou o plantão judiciário como se fosse instância revisional para devolver ao cargo o prefeito de Santa Maria do Pará, Alcir Costa da Silva, afastado sob suspeita de corrupção. A iniciativa foi imediatamente barrada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, que restabeleceu o afastamento do prefeito e recolocou o processo nos trilhos legais. Ao conceder liminar em reclamação apresentada pelo Ministério Público do Pará, o ministro Herman Benjamin suspendeu a decisão proferida por Alex Centeno durante o plantão do TJPA, a qual havia revogado o afastamento cautelar do prefeito e retirado o monitoramento eletrônico imposto ao agente político. Para o presidente do STJ, a atuação do desembargador plantonista “extrapolou frontalmente os limites legais do plantão judiciário, ao reexaminar medidas cautelares sem qualquer fato novo ou situação concreta de urgência que justificasse a intervenção”. Alcir Costa da Silva é investigado por suposto esquema de corrupção e fraude em licitações na administração municipal. Em 19 de dezembro de 2025, o STJ, por meio do ministro Sebastião Reis Júnior, já havia substituído a prisão preventiva do prefeito por medidas cautelares diversas, mantendo, contudo, o afastamento do cargo como elemento central para a preservação da investigação, além da proibição de acesso a prédios públicos e do uso de tornozeleira eletrônica. Na reclamação ao STJ, o Ministério Público foi direto ao ponto: ao revogar o afastamento durante o plantão, o desembargador do TJPA “na prática, esvaziou e desfigurou uma decisão de tribunal superior, criando risco real de interferência na instrução criminal, de recomposição do núcleo político‑administrativo investigado e de prejuízo irreversível à persecução penal”. Herman Benjamin não apenas acolheu os argumentos, como elevou o tom institucional. Destacou que o plantão judiciário possui atuação excepcional e restrita, não podendo, em hipótese alguma, funcionar como instância revisional ou ser utilizado para reexaminar decisões já tomadas pelo juízo natural ou pelo próprio STJ. Citou expressamente a Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que veda reiteração, reconsideração ou reexame de pedidos em regime de plantão. O episódio evidencia um problema recorrente no Judiciário brasileiro: o uso indevido do plantão judicial como atalho decisório. O juiz ou desembargador plantonista não é revisor de decisões, tampouco substituto do órgão competente. Sua atribuição restringe‑se a casos excepcionais, urgentes e inadiáveis, destinados a evitar dano imediato ou perecimento de direito. Quando o plantão é usado para reverter decisões consolidadas, sem urgência e sem fato novo, não se está exercendo jurisdição — está se desorganizando o sistema de Justiça e comprometendo a credibilidade institucional.
Ministro aposentado do STJ recebeu vultosos pagamentos do “Careca do INSS”
O escritório de advocacia de um ex‑ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça recebeu aproximadamente R$ 595 mil de empresa vinculada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As transferências foram identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o escritório Nefi Cordeiro Advogados. O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) elaborado pelo Coaf registra três transferências que totalizam R$ 445 mil, realizadas entre outubro de 2023 e outubro de 2024. Os repasses ocorreram depois da saída de Nefi Cordeiro do STJ, em março de 2021, por motivos de saúde. O documento também indica a emissão de um cheque de R$ 150 mil sacado pessoalmente pelo ministro. Todas as transações foram efetuadas pela ACX ITC Serviços de Tecnologia S/A, empresa que teve seu sigilo fiscal quebrado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS. A ACX ITC recebeu, pelo menos, R$ 4,4 milhões da Arpar Participações e Empreendimentos, controlada por Antônio Carlos Camilo Antunes. A Arpar está sob investigação da Polícia Federal por supostamente atuar como intermediária para fragmentar o fluxo financeiro, dificultar o rastreamento da origem criminosa dos recursos e ocultar os beneficiários finais. “O escritório Nefi Cordeiro Advogados esclarece ter recebido, em 2023, da firma ACX ITC, honorários advocatícios pela prestação de atividade fim da advocacia, em feito judicial e com a interposição de recursos, ao cliente, sem qualquer vínculo com os recentes fatos investigados do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS”, declarou o escritório quando contatado. A CPMI do INSS continua investigando a natureza das relações entre as empresas envolvidas e os serviços prestados pelo escritório de advocacia do ex‑ministro.