Um acidente com uma aeronave de pequeno porte resultou na morte de seis pessoas, pouco depois da decolagem, na região central da Colômbia. Entre as vítimas está o cantor colombiano Yeison Jiménez, artista de grande projeção nacional. As informações foram divulgadas pela Agence France-Presse (AFP). De acordo com o coronel Álvaro Bello, representante da Aeronáutica Civil, não houve sobreviventes. O avião transportava o músico, de 34 anos, além de outras quatro pessoas e o piloto, todos mortos no impacto. A aeronave particular partiu do aeroporto de Paipa, município com aproximadamente 30 mil habitantes, localizado no departamento de Boyacá. A decolagem ocorreu por volta das 16 h, horário local, e o destino final seria Medellín, no noroeste colombiano. Segundo dados do Ministério dos Transportes, a queda aconteceu nas imediações do próprio aeródromo. Imagens compartilhadas nas redes sociais registram o momento em que o avião tenta ganhar altitude, mas falha, despencando em alta velocidade logo em seguida. Após atingir uma área próxima a uma floresta, a aeronave pegou fogo. As autoridades informaram que o Ministério Público abrirá uma investigação para esclarecer as causas do acidente. O Instituto de Medicina Legal comunicou que os corpos serão encaminhados para Bogotá, onde passarão por procedimentos de identificação. Natural de Manzanares, no departamento de Caldas, Yeison Jiménez construiu uma carreira marcada por ascensão rápida. Ele se tornou um dos nomes mais populares da música colombiana ao mesclar a tradição da ranchera com influências de ritmos mexicanos. Canções como “Aventurero” e “Guaro” acumulam milhões de execuções em plataformas digitais. Em 2021, o cantor firmou contrato com uma gravadora associada à Universal Music, ampliando ainda mais sua visibilidade internacional. Seu trabalho mais recente, o single “Pedazos”, havia sido lançado há cerca de quatro meses, reforçando o bom momento profissional vivido pelo artista antes da tragédia.
Rede TV! encerra “Manhã com Você” e despede quase toda a equipe
Rede TV! realizou uma série de demissões que culminaram no encerramento do programa matinal “Manhã com Você”. A atração, no ar por menos de cinco meses, teve sua produção finalizada logo após a exibição do último episódio, com quase toda a equipe desligada. Apenas Taisa Pelosi permaneceu vinculada à emissora, em razão de estar grávida, conforme determina a legislação trabalhista. O diretor Alexandre Petillo também foi mantido, continuando a exercer funções em outra produção do canal, o programa “Companhia Certa”, apresentado por Ronnie Von. A reestruturação afetou diretamente o núcleo do programa: foram dispensados quatro produtores, três profissionais contratados como pessoa jurídica, um funcionário em regime CLT e quatro estagiários. A coapresentadora Paola Pretto também teve seu vínculo encerrado com a emissora. Com proposta leve e dinâmica, “Manhã com Você” apostava em conteúdos variados voltados ao público matinal, abordando saúde, bem‑estar, beleza, comportamento, cultura e direitos do cidadão, além de estimular a participação dos telespectadores por meio de mensagens e perguntas enviadas via WhatsApp. Apesar do formato descontraído, o programa teve vida curta. Após cerca de quatro meses no ar, foi retirado da grade por não alcançar os resultados esperados de audiência e faturamento. No lugar, a Rede TV! passou a exibir o programa “A Hora do Zap” nas manhãs. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa contra a censura do livro “Diário da cadeia”, de Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o autor, mas a decisão de censura permanece há quase um ano. Outros títulos parecem estar na mira da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da própria censura e de episódios controversos no STF.
Gabriel Monteiro expõe omissão de policial frente a flanelinhas em um dos maiores “terros” do Rio (Veja o vídeo)
Gabriel Monteiro publicou um vídeo nas redes sociais mostrando um policial militar se omitindo quando flanelinhas cobravam R$ 80 para permitir o estacionamento em via pública e, segundo ele, tentaram linchá‑lo. Na gravação, Monteiro afirma que toda a situação ocorreu diante de um PM, que não tomou nenhuma providência. Nas imagens, um motorista confirma ter sido alvo da cobrança de R$ 80, mas relata que não chegou a pagar porque a abordagem foi interrompida. Ainda assim, o policial declarou que o crime não foi consumado. Gabriel Monteiro reagiu e foi pessoalmente cobrar o coronel responsável pelo policial que se omitiu. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura do livro “Diário da cadeia” promovida por Alexandre de Moraes. O ministro sustenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano. Segundo a CIDH, outros livros podem estar na mira da censura. Entre eles, “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da própria censura e de episódios controversos no STF.
Trump avisa Cuba: fim do petróleo e dinheiro venezuelanos após queda de Maduro
Donald Trump ameaçou o regime cubano e criticou a relação que o país mantinha com a Venezuela antes da queda de Nicolás Maduro. O ex‑presidente dos Estados Unidos afirmou que, com a destituição de Maduro, Cuba deixará de contar com recursos venezuelanos. “Não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba”, escreveu em rede social neste domingo (11). Trump acrescentou que a ilha deveria mudar de rumo e buscar um acordo com os EUA antes que seja tarde demais. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo com os EUA antes que seja tarde demais”. Segundo o americano, forças de inteligência cubanas prestaram apoio ao regime venezuelano, atuando como segurança de Maduro. A aliança estreita entre as duas ditaduras garantia a entrega de barris de petróleo a Cuba. Trump declarou que a ilha “viveu por muitos anos” graças aos recursos energéticos da Venezuela, mas que isso não continuará. A intervenção americana que resultou na queda de Maduro também mirou os agentes de segurança cubanos que protegiam o regime. “A maioria desses cubanos estão mortos como consequência do ataque dos EUA na última semana”. Com a eliminação e dispersão desses agentes no território venezuelano, os Estados Unidos ficam responsáveis pela segurança da Venezuela, reforçando a lógica de protetorado defendida pelo governo americano. “A Venezuela não precisa mais da proteção de bandidos e extorsionistas que a mantiveram refém por tantos anos”, disse Trump. E concluiu: “Agora a Venezuela conta com os Estados Unidos da América, a maior potência militar do mundo para protegê‑la. E nós vamos protegê‑los”.
Casa onde morreu tio de Suzane acorda com pichação que a culpa seria dela
O médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto em Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O imóvel onde o corpo foi localizado amanheceu neste domingo com a seguinte pichação: “Será que foi a Suzane?”. Trata‑se de uma insinuação de que a sobrinha poderia estar envolvida na morte do tio. Miguel é tio de Suzane, que em 2002 ordenou o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Marísia, a mãe assassinada, era irmã de Miguel. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo crime e, atualmente, cumpre a pena em liberdade. Familiares de Miguel compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o cadáver. Como a morte foi considerada suspeita, a polícia aguarda o resultado dos exames toxicológicos para autorizar a liberação do corpo para sepultamento. Uma ex‑companheira de Miguel, que também é prima dele em primeiro grau e com quem manteve relacionamento, esteve no IML e formalizou o reconhecimento do cadáver. O médico deixou três bens: dois apartamentos e um sítio. Não tendo filhos nem cônjuge, a tendência é que esse patrimônio entre em disputa e seja dividido entre Suzane e Andreas, embora a definição final dependa da formalização da sucessão. Pessoas próximas afirmam que Miguel demonstrava preocupação em não deixar bens para Suzane, justamente porque ela foi responsável pela morte da irmã. Ainda não se sabe, porém, se essa vontade foi registrada em testamento ou em outro documento com validade jurídica.
Governadora petista se prepara para renunciar e concorrer ao Senado, enquanto vice MDB recusa assumir
O vice‑governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), anunciou que renunciará ao cargo, o que impede que assuma a chefia do governo estadual em abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT). Assim, o Estado passará por eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolher governador e vice que completarão o mandato até janeiro de 2027. Walter comunicou a decisão na última quarta‑feira (7) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, alegando que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas próximas eleições. A legislação proíbe que um governador concorra simultaneamente a cargo legislativo.
Folha denuncia nepotismo no STF, acerta ao apontar o problema, mas erra ao sugerir solução
O diagnóstico é cruel. A Folha pôs o dedo na ferida. Acertou no diagnóstico, mas errou no remédio. Código de conduta não vai resolver o problema. A solução está no controle externo, já prevista na Constituição. O país precisa de senadores sem amarras e com coragem de enfrentar a questão. Leia o editorial da Folha: “Como prosperam parentes de ministros do STF”. Ser indicado a uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal gera um aumento significativo na demanda por serviços dos escritórios de advocacia de parentes dos nomeados. Esse efeito nunca foi exatamente um segredo, mas o economista Bruno Carazza, em coluna no jornal Valor Econômico, levantou números para ilustrá‑lo. Carazza selecionou nove advogados que são cônjuges ou filhos de ministros do STF e comparou o número de processos que eles tinham no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) antes e depois das respectivas posses. No agregado, as ações dos parentes saltaram de 80 para 170 no STF e de 278 para 1 394 no STJ. Note‑se que esses resultados tendem a ser conservadores, já que não são considerados os sócios nas firmas de advocacia dos familiares dos magistrados. É importante ressaltar que a multiplicação das causas não implica cometimento de irregularidades – as motivações que levam um cliente a escolher determinado profissional do direito não constituem ilícito em nenhum país civilizado. Entretanto, é difícil afastar a ideia de que quem contrata um advogado parente de ministro da mais alta corte constitucional mira não somente a excelência dos serviços jurídicos prestados, mas também a influência do magistrado, o que erode a própria credibilidade do Judiciário. O problema não é novo e já foi jocosamente chamado de “filhotismo”. Nos últimos anos, porém, somou‑se ao crônico noticiário sobre luxuosos eventos jurídicos no exterior, aos quais ministros acorrem financiados por empresas com interesses no Supremo, e às revelações sobre relações entre magistrados e partes que ultrapassam os limites da moralidade exigida para o cargo. São os casos da viagem de Dias Toffoli com advogado ligado ao Banco Master em jato de empresário e do contrato de astronômicos R$ 129 milhões entre a mesma instituição financeira, sobre a qual pesam gravíssimas suspeitas, e o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. O conjunto da obra desencadeou um movimento da sociedade para que o STF adote um código de conduta, a exemplo do que já fizeram cortes máximas de outros países, como Alemanha e Estados Unidos. A proposta, embora tenha sido lançada pelo próprio presidente do Supremo, Edson Fachin, e conte com apoio de alguns ministros mais discretos, encontra forte resistência no tribunal. Trata‑se de postura altamente danosa para o Judiciário. A legitimidade das decisões do STF depende de que elas sejam percebidas pela população, se não sempre como justas e imparciais, ao menos como não enviesadas. E jamais parecerão assim se os ministros não zelarem pela integridade de sua imagem. Sem código de conduta e no cenário de acirramento político atual, é possível que surjam projetos de lei para regular essas questões. E será cada vez mais difícil considerá‑los desnecessários.
Ex-dono de TV chama Daniela Lima de “lixo de pessoa” em comentário no X (Veja o vídeo)
O empresário Marcelo de Carvalho, ao comentar um texto do jornalista Enio Viterbo no X, atacou a jornalista Daniela Lima, classificando‑a de “lixo de pessoa”. Confira: “Ainda sobre esse lixo de pessoa e esse lixo de programa: Como fundador e ex‑proprietário de veículo de comunicação, como executivo do mercado há muitas décadas, eu afirmo tranquilamente que não há veículo totalmente isento. Você nunca viu o UOL falar mal da Folha, ou a Globo falar mal de seus programas, por exemplo. Mas há, no mínimo, nos mais sérios, uma curadoria de conteúdo no jornalismo, um cuidado contra os excessos e até uma diretriz de se dar os dois lados da notícia (sempre ressalvado o que citei anteriormente).” “O que me espanta nesse episódio, repito, goste‑se ou não de Bolsonaro, é a falta de editoria (pelo contrário, há o aparente endosso), e até a insistência em deixar uma pessoa claramente, reiteradamente irresponsável solta no vídeo cometendo todo tipo de atrocidade.” Veja o vídeo: Abaixo, o texto de Enio Viterbo: Esse “jornalismo” da Daniela Lima é intragável. Ela simplesmente está dando risada e debochando da queda de Bolsonaro na Polícia Federal. Os médicos de Bolsonaro disseram que ele bateu com a cabeça e teve um “traumatismo craniano leve” e a jornalista chama o assunto debochando do que aconteceu. Não tem problema discordar ou minimizar o que aconteceu, mas abordar o assunto dessa forma beira o inacreditável. Eu acho que ela pensa que transmite “leveza” ou “informalidade” com essa abordagem. Sinto lhe informar, Daniela, mas você não transmite nada disso. Você transmite parcialidade e descredibilidade. É bem nítido que a Daniela Lima é a favor de Lula e do STF, acho que ninguém mais duvida disso. Ela recebia várias decisões do ministro Alexandre de Moraes antes mesmo de elas entrarem no sistema do STF. Uma coincidência, claro. Ela também transmite todas as opiniões políticas de Gilmar Mendes, mas atenção: elas não são apresentadas como do Gilmar. São sempre apresentadas como de “integrantes da corte”. Mesmo que Gilmar tenha dado a mesma declaração publicamente para outro veículo. Daniela, tá tudo bem você ser a favor do governo ou de quem você quiser. Nós só gostaríamos, ao menos, que você não se apresentasse como essa jornalista ‘imparcial’. Fica feio para o próprio veículo.
Policial político morre na prisão venezuelana: Estado deixa agente à mercê da morte
O Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) denunciou a morte de Edison José Torres Fernández, policial de 52 anos, ocorrida enquanto ele permanecia sob a custódia do Estado venezuelano. O falecimento aconteceu no sábado, dia 10 de janeiro, conforme informação divulgada pelo comitê neste domingo, dia 11. O agente havia sido detido por compartilhar mensagens críticas ao governo. Torres Fernández trabalhava na Polícia do estado de Portuguesa, região situada a cerca de 400 kilômetros de Caracas. Segundo dados do CLIPP, ele acumulava mais de 20 anos de serviço na corporação. “O Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos denuncia a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, ocorrida em 10 de janeiro de 2026 (…) 62 horas após o anúncio oficial das libertações”, declarou a organização em mensagem publicada na rede social X. A detenção do policial ocorreu em dezembro do ano passado. “Foi detido em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas contra o regime e o governador do estado”, afirmou o comitê. “Foram imputados a ele crimes de traição à pátria e associação criminosa”. O CLIPP apontou a ausência de esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias da morte. “Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias ou causas de sua morte, nem sobre o atendimento médico que teria recebido enquanto permanecia sob custódia. Essa falta de informação e de transparência torna o Estado responsável por sua vida e integridade”, disse a organização. O falecimento ocorre dias após o governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, anunciar, na quinta‑feira passada, a libertação de um “número importante” de detidos, inclusive estrangeiros. A medida foi apresentada como um gesto de “convivência pacífica”. Familiares de presos e organizações de direitos humanos indicam que aproximadamente vinte pessoas detidas por razões políticas foram libertadas desde o anúncio. A Casa Branca associa essas libertações à influência de Donald Trump na Venezuela, após operações militares que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. O partido de oposição Primeiro Justiça, que tem seu dirigente Juan Pablo Guanipa preso, manifestou‑se sobre a morte de Torres Fernández, exigindo a “liberdade imediata, plena e incondicional para TODOS os presos políticos, civis e militares” no país. Organizações de direitos humanos registram que 18 presos políticos morreram sob custódia do Estado venezuelano desde 2014. A ONG Foro Penal contabiliza mais de 800 pessoas detidas por motivações políticas atualmente na Venezuela.
Indenizações bilionárias a anistiados de esquerda voltam com força
O governo federal publicará no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda‑feira (12) um ato que reconhece Ivo Herzog e André Herzog, filhos do jornalista Vladimir Herzog, como anistiados políticos. Com a publicação, eles terão acesso aos direitos previstos na legislação de anistia e às reparações destinadas às vítimas de perseguição exclusivamente política. A portaria foi assinada pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, na última sexta‑feira. Em nota, o Ministério afirmou que “o ano de 2025 foi marcado pelo fortalecimento da Comissão de Anistia, que retomou seu protagonismo na agenda da justiça de transição”. O advogado João Henrique de Freitas, que presidiu a Comissão de Anistia no governo Bolsonaro, manifestou‑se nas redes sociais: “Lamento o retorno daquilo que ficou conhecido como ‘farra das indenizações’. A anistia política não pode ser transformada em oportunidade de ganho financeiro desproporcional, nem servir como pretexto para pagamentos retroativos milionários — como no caso emblemático de Dilma Rousseff, em que se calculou potencial desembolso de cerca de R$ 7,5 milhões só em retroativos, valor evitado graças ao indeferimento técnico da época. Não custa lembrar: desde o início dos pagamentos pela lei indenizatória, em 2002, já foram destinados mais de R$ 16 bilhões a anistiados políticos, cujo valor continua crescendo, comprometendo ainda mais o erário. Durante minha presidência da Comissão de Anistia (2019‑2022), transformei o órgão em referência de excelência técnica, com colegiado composto por cerca de 90 % de advogados renomados. Priorizei rigor absoluto à Lei nº 10.559/2002: exigência de prova direta e inequívoca de perseguição exclusivamente política sofrida pelo próprio requerente, rejeição à ‘perseguição reflexa’ sem base concreta, análise caso a caso e respeito irrestrito ao dinheiro dos pagadores de impostos. Tratamos a Comissão como política de ESTADO, não ideológica. Infelizmente, a gestão atual desfez esse modelo, convertendo‑a em comissão de governo, revanchista, que privilegia narrativas políticas sobre o rigor legal. A lei não deveria servir de elástico para indenizações indefinidas. O ressurgimento da aplicação do entendimento da perseguição reflexa pura as tornará infinitas.”