Finalmente Xerxes percebeu que Lula pode estar fingindo ser aliado enquanto age contra. O Supremo Tribunal Federal quer averiguar se o Coaf e a Receita Federal vazaram dados de magistrados e se há indícios de que a Polícia Federal tenha facilitado esse vazamento. Estamos na fase em que os “ratos” começam a se devorar. Se a eleição para o Senado transcorrer como esperado e Flávio mantiver boa colocação nas pesquisas, a troca de ciclo será inevitável. O problema permanece: lidar com um país em crise no pós‑PT.
Advogado acusa novo inquérito de Moraes como ilegal, inconstitucional e com desvio de finalidade
A imprensa divulgou nesta terça‑feira (13) que o ministro Alexandre de Moraes pretende abrir um inquérito para apurar possível quebra de sigilo fiscal de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Sobre o caso, vale considerar a opinião do advogado Enio Viterbo. “Seria um inquérito completamente ilegal e com evidente desvio de finalidade. Só que não seria a primeira vez que Moraes faz isso. Ele fez coisa muito parecida, lá em 2019, quando afastou servidores da Receita Federal por terem, supostamente, investigado ministros do STF e vazado os resultados dessa investigação, além de também ter suspendido uma investigação da Receita contra Gilmar Mendes. A competência do STF tem uma nova característica: ela é pessoal. Moraes instaurou um tempo em que o STF pode investigar tudo e todos que desagradarem os ministros. Um ex‑assessor vazou suas irregularidades? Inquérito. A imprensa está noticiando fatos constrangedores para o ministro? Inquérito. As redes sociais foram contra um projeto de lei que Moraes apoiava? Inquérito. Um deputado federal falou alguma coisa que desagradou o ministro? Inquérito. A Receita/COAF pode ter investigado movimentação financeira de ministro do STF? Inquérito. É uma vergonha o que o Supremo Tribunal Federal se tornou por conta desse senhor e de advogados progressistas que têm medo de criticar o que está acontecendo.”
Lula decide o futuro do espião russo Cherkasov
A decisão sobre a extradição do russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, detido no Brasil desde 2022, passará agora pelo crivo do presidente Lula. O desfecho ocorre depois que o Ministério Público Federal (MPF) não identificou impedimentos legais ao pedido apresentado pelo Kremlin para o envio do acusado de volta à Rússia. Cherkasov foi preso no fim de 2022, período em que vivia no Brasil sob a identidade falsa de Victor Muller Ferreira. Após análise do caso, o MPF optou por arquivar o inquérito que investigava uma possível atuação de espionagem em território brasileiro, alegando ausência de provas concretas de que o russo tenha exercido esse tipo de atividade no país. Com isso, a extradição, que dependia do encerramento dessa apuração, avançou para a fase final. Ao autorizar o prosseguimento do processo, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 15ª Vara Federal, solicitou manifestação do MPF, que preferiu não apresentar objeções formais durante o trâmite. Apesar do aval da Justiça Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), que condicionou o andamento do caso ao término das investigações, a palavra final sobre a entrega do estrangeiro cabe exclusivamente ao chefe do Executivo. Por determinação judicial, o governo brasileiro já iniciou os preparativos logísticos para a extradição, sob responsabilidade do Ministério da Justiça. Atualmente, Cherkasov permanece custodiado no presídio federal de Brasília, onde aguarda a decisão presidencial. As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram que o russo recebia recursos financeiros de integrantes do corpo diplomático da Rússia no Brasil. Ele também havia sido identificado anteriormente ao tentar ingressar no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, utilizando documentos falsos, o que reforçou as suspeitas sobre sua atuação internacional. A partir da quebra de sigilo bancário e da análise de dados encontrados no celular do investigado, surgiram indícios de possível lavagem de dinheiro. Os documentos mostram como Sergey recebia valores de funcionários do governo russo no Brasil e mantinha comunicação com superiores. Para o MPF, esses elementos sugerem a existência de um esquema mais amplo. Segundo o órgão, a atuação de diplomatas russos no financiamento do investigado indica um “possível grupo criminoso estruturado, com suposta participação de cônsules russos, a partir do Rio de Janeiro, voltado à criação e manutenção de falsos documentos para que seus integrantes pudessem migrar para outros países a partir de contextos que não levantem suspeitas às autoridades estrangeiras”. “Pelo que se constata das investigações, Sergey Vladimirovich Cherkasov, ao que parece, é tão somente um agente entre possíveis outros”, registrou o órgão. Como a atuação dos diplomatas citados se concentrou no Rio de Janeiro, a parte da apuração relacionada à lavagem de dinheiro foi encaminhada à Procuradoria da República no estado. As investigações bancárias apontaram que Cherkasov recebeu aproximadamente R$ 90 mil por meio de depósitos fracionados, sempre em valores inferiores a R$ 2 mil, o que levantou suspeitas de tentativa de ocultar a origem dos recursos. Para identificar os responsáveis pelos depósitos, a Polícia Federal solicitou imagens das câmeras de segurança das agências bancárias. De acordo com o MPF, as imagens do dia 7 de fevereiro de 2022 indicam que os depósitos foram feitos por Ivan Chetverikov e, possivelmente, por Aleksei Matveev, ambos funcionários consulares russos no Brasil. Essas informações reforçam a complexidade do caso, que agora aguarda a decisão final do presidente da República.
Deputado de esquerda é alvo da PF na 9ª fase da Operação Overclean
Félix Mendonça Jr. é deputado federal desde 2010. Foi líder da bancada do PDT na Câmara dos Deputados entre 2014 e 2015. Nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e graduou‑se em administração pela UFBA (Universidade Federal da Bahia). De acordo com a investigação da Polícia Federal, o parlamentar participou ativamente de um esquema de desvio de emendas parlamentares. Utilizava o então secretário parlamentar Marcelo Chaves para negociar a destinação de recursos a municípios baianos, exigia pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e cuidava da logística de repasse de propinas. A apuração indica que recebeu propina, direta e indiretamente, em razão da alocação de emendas a, no mínimo, três municípios do estado da Bahia. Félix já havia sido citado na quarta fase da Operação Overclean, quando seu assessor Marcelo Chaves foi alvo da operação. Na ocasião, o sigilo telefônico do deputado foi quebrado por ordem do ministro Kassio Nunes Marques. Em Salvador, o mandado de busca e apreensão foi cumprido no edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, bairro que figura entre os de maior valorização da capital baiana. O condomínio de luxo oferece vista para a Baía de Todos‑os‑Santos, píer com acesso ao mar, ancoradouro para barcos e teleférico; os apartamentos podem chegar a 993 m² e custar mais de R$ 55 milhões. Entre os moradores estão o cantor Bell Marques e o jogador de futebol Everton Ribeiro, do Bahia. Félix Mendonça Jr. é filho do ex‑deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid‑19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Félix declarou R$ 3 milhões em bens nas eleições de 2022. Entre os bens declarados estão uma casa na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, avaliada em R$ 660 mil, e uma embarcação avaliada em R$ 200 mil.
Ex‑piloto da F1 Antonio Pizzonia se mete em briga nos EUA e é preso
Um ex‑piloto brasileiro de Fórmula 1, Antonio Pizzonia, foi detido no Condado de Montgomery, Texas, no sábado (10). O fato ocorreu durante a abertura do Superkarts! USA Winter Series, no Speedsportz Racing Park, enquanto ele acompanhava seu filho, Antonio Pizzonia Neto, que estreava na categoria X30 Junior. O piloto amazonense, de 45 anos, conhecido como “Jungle Boy”, entrou em confronto físico ao tentar intervir em uma discussão entre seu filho e o pai de outro competidor. De acordo com o boletim policial, Pizzonia teria desferido um soco e, em seguida, uma “voadora” contra o outro adulto. As autoridades texanas classificaram o caso como agressão com lesão corporal (Classe A), crime que pode acarretar pena de até um ano de prisão e multa de 4 mil dólares, conforme a legislação local. Após a identificação na Montgomery County Jail, o brasileiro pagou fiança, foi liberado e ficará respondendo ao processo em liberdade. Pizzonia construiu uma carreira notável antes de chegar à Fórmula 1. Venceu a Formula Renault Inglesa em 1999 e a Formula 3 Britânica em 2000, títulos que abriram caminho para sua estreia na categoria máxima. Na F1, estreou como titular pela Jaguar em 2003, mas foi substituído no meio da temporada. Em seguida, correu pela Williams nos anos de 2004 e 2005, substituindo pilotos lesionados como Ralf Schumacher e Nick Heidfeld. Ao todo, disputou 20 Grandes Prêmios e somou oito pontos. Um dos momentos marcantes de sua passagem foi o GP da Itália de 2004, quando alcançou 369,9 km/h, estabelecendo, na época, o recorde de velocidade máxima em uma corrida de Fórmula 1. Depois de deixar a categoria principal, o piloto competiu em diversas categorias, como Stock Car Brasil, Champ Car e Superleague Formula. Recentemente, tem obtido sucesso na BOSS GP, conquistando o título da classe Open em 2023 e 2024.
PF invade apartamento do deputado de esquerda Félix Mendonça Júnior
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça‑feira (13), a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. O principal alvo da operação é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT‑BA). A Polícia Federal está cumprindo mandado de busca e apreensão no apartamento funcional utilizado pelo parlamentar, em Brasília. Os investigadores cumpriram ainda outros oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em municípios da Bahia — Salvador, Mata de São João e Vera Cruz — e no Distrito Federal. O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
IRÃ EM COLAPSO RECURRE A TRUMP EM TENTATIVA DE NEGOCIAR (VEJA O VÍDEO)
O Irã enfrenta a maior crise interna em décadas. Protestos massivos varrem o país, impulsionados pela profunda crise econômica e pela insatisfação popular com o regime teocrático dos aiatolás. O governo responde com repressão violenta, prisões em massa e quase bloqueio total da internet, a fim de conter a mobilização e o fluxo de informações. No agravamento da situação, Teerã procurou o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abrir canais de diálogo. Esse gesto, incomum para um regime que historicamente considera Washington seu principal inimigo, evidencia a pressão que o governo enfrenta. Analistas afirmam que a iniciativa não demonstra força, mas sim vulnerabilidade política e medo de maior isolamento, enquanto o regime tenta conter as revoltas internas e evitar uma escalada internacional. A questão que se impõe é se o Irã está apenas passando por mais uma onda de repressão ou se inicia o colapso do regime dos aiatolás.
Moraes avalia abrir inquérito por suposta quebra ilegal de sigilo de ministros; clima fica tenso
O ministro Alexandre de Moraes está considerando a abertura de um inquérito para apurar uma possível quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte, supostamente realizada pela Receita Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo as informações disponíveis, a violação teria ocorrido de forma ilícita. O acesso a esses sistemas é restrito a servidores dos próprios órgãos, e toda consulta fica registrada com a senha do responsável. Nas últimas semanas, reportagens da imprensa passaram a citar dados pessoais de ministros ou de seus familiares. No caso de Alexandre de Moraes, foi divulgada a existência de um contrato firmado por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, cujo valor totaliza R$ 131,3 milhões ao longo de três anos. Embora o contrato em si não contenha informações sigilosas, foram expostos detalhes sobre a movimentação financeira do escritório de Viviane, que podem ter sido obtidos por meio do Coaf ou da Receita Federal. Em relação ao ministro Dias Toffoli, também foram publicadas informações acerca de negócios de sua família, revelando operações financeiras que só poderiam ser acessadas pelos mesmos órgãos de controle. Essas publicações surgiram no contexto do caso Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Toffoli atua como relator do processo no Supremo Tribunal Federal, enquanto Moraes enfrenta pressão por sua esposa atuar como advogada do banco. Moraes enfrenta uma situação delicada por sua mulher ter advogado para o banco.
Criminosos foragidos há quase 20 anos são presos pela PCDF
Quase duas décadas após cometerem crimes no Distrito Federal, dois integrantes da lista dos mais procurados do país foram finalmente localizados e presos pela Polícia Civil do DF (PCDF). As capturas ocorreram poucas semanas depois de o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgar, em 8 de dezembro de 2025, os nomes de sete criminosos considerados prioritários. Francisco Moura Costa de Freitas, de 44 anos, e Josemir de Andrade Nascimento, de 46 anos, estavam foragidos há cerca de vinte anos. Francisco foi localizado e preso no dia 11 de dezembro de 2025. Josemir foi capturado em 19 de dezembro do mesmo ano, encerrando um longo período de buscas infrutíferas por parte das autoridades. O crime de Josemir ocorreu na noite de 16 de fevereiro 2006. Por volta das 20 h, ele abordou uma mulher que estava dentro do próprio carro no estacionamento do campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), na Asa Norte. Armado com uma faca, entrou no veículo e obrigou a vítima a dirigir até agências bancárias e caixas eletrônicos, onde foram realizados saques que totalizaram R$ 380, valor entregue ao criminoso. Em seguida, ele determinou que a mulher conduziria o automóvel até o Setor de Oficina (SOF) Norte. No local, ordenou que a vítima descesse e fugiu levando o carro. A prisão preventiva de Josemir foi decretada logo após o crime, mas ele não foi localizado. Em 2010, o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) voltou a determinar a prisão e chegou a registrar que o acusado poderia estar vivendo em situação de rua em Currais Novos (RN). Como as diligências não resultaram em êxito, o processo acabou suspenso. Segundo a PCDF, Josemir era conhecido por diversos apelidos, entre eles Baiano, Canela, Cíntia, Dudu, Estrela e Galego. A fuga terminou apenas em 19 de dezembro de 2025, quando ele foi encontrado no município de Aragarças (GO), a cerca de 550 km de Brasília. Francisco Moura Costa de Freitas responde por tentativa de homicídio qualificado. O crime ocorreu em 26 de novembro 2006, na QNR 5 de Ceilândia (DF). Na ocasião, ele foi até a casa de um vizinho alegando que queria conversar. Depois de entrar na residência, pegou uma faca e desferiu golpes contra a vítima, que sobreviveu. Conhecido pelo apelido de “Zói”, Francisco declarou às autoridades que tentou matar o vizinho por acreditar que teria sido denunciado por ele em um crime anterior. O Ministério Público do DF (MPDFT) ofereceu denúncia à Justiça, sustentando que o autor utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, pois “fingiu que queria apenas conversar” para conseguir acesso à residência. A prisão preventiva de Francisco foi decretada em 2008, mas ele permaneceu foragido por anos. Como não foi localizado, o processo também acabou suspenso. Ele foi capturado pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) em 11 de dezembro de 2025, 19 anos após o crime e 17 anos depois da ordem de prisão. No momento da detenção, Francisco chegou a afirmar que seu nome verdadeiro seria Maurílio. Contudo, a impressão digital confirmada pela PCDF identificou-o como o mesmo indivíduo. Ele residia em Águas Lindas de Goiás (GO) e foi encaminhado à Penitenciária IV do DF (PDF‑IV), no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena.
Rio quebra recorde de calor; sensação de forno ligado
De acordo com o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, a capital fluminense registrou, pelo segundo dia consecutivo, temperaturas acima de 40 °C. Na segunda‑feira, os termômetros chegaram a 41,4 °C, a maior marca do verão até o momento, após atingirem 40,1 °C no domingo. Em ambos os dias, Rio de Janeiro foi a cidade mais quente do Brasil. A umidade relativa do ar nesta terça‑feira ficou em 23,5 %, muito abaixo da faixa recomendada pela Organização Mundial da Saúde, que varia entre 40 % e 60 %. Nas ruas, a sensação é de “forno ligado”, com vapor quente aumentando o desconforto. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de onda de calor para todo o estado do Rio, com grau de severidade classificado como perigo, válido até as 23h59 de quarta‑feira (14). Nos últimos anos, o calor tem apresentado tendência de aumento. O calor intenso e o tempo seco podem provocar desde desconforto até quadros graves. O caso mais extremo é a insolação, que pode causar desorientação, fala arrastada e perda de consciência. A recomendação oficial é evitar a exposição ao sol entre 10 h e 16 h, privilegiando o início da manhã e o fim da tarde.