O governo dos Estados Unidos divulgou nesta terça‑feira (13/1) um alerta de segurança recomendando que cidadãos norte‑americanos deixem o Irã “imediatamente”, em razão da escalada dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e do endurecimento da repressão promovida pelo Estado iraniano. O aviso foi publicado pela representação diplomática dos EUA responsável por assuntos relacionados ao Irã e tem validade para todo o território do país. No comunicado, as autoridades norte‑americanas são enfáticas ao recomendar a evacuação. “Os cidadãos americanos devem deixar o Irã agora”, afirma o comunicado oficial. Segundo o alerta, as manifestações continuam se intensificando e podem tornar‑se violentas, com registros frequentes de prisões em massa, feridos e mortes. O governo iraniano, de acordo com Washington, respondeu reforçando as forças de segurança, bloqueando estradas, suspendendo o transporte público e impondo restrições severas à internet e às redes de telefonia móvel. O comunicado também aponta o agravamento das dificuldades logísticas para deixar o país. Companhias aéreas internacionais continuam limitando ou cancelando voos de ida e volta ao Irã, e diversas empresas suspenderam totalmente suas operações. Diante desse cenário, os Estados Unidos recomendam que a saída seja feita, sempre que possível e de forma segura, por rotas terrestres, sobretudo pelas fronteiras com a Turquia ou com a Armênia. As autoridades norte‑americanas alertam ainda que os cidadãos não devem contar com assistência direta dos EUA para deixar o Irã, sendo necessário dispor de um plano próprio de evacuação, considerando as restrições diplomáticas e operacionais vigentes.
CPMI pressiona Mendonça a impedir que Lulinha deixe o Brasil
Parlamentares integrantes da CPMI do INSS encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para impedir que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deixe o país. A iniciativa foi articulada pelo líder do Partido Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS), e conta com a assinatura do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União‑AL), além de outros parlamentares. Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No requerimento, os membros da comissão solicitam a apreensão do passaporte de Lulinha e a adoção de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira. Também subscrevem o pedido os deputados Luiz Lima (Novo‑RJ) e Adriana Ventura (Novo‑SP), bem como os senadores Eduardo Girão (Novo‑CE) e Rogério Marinho (PL‑RN). A representação foi dirigida ao ministro André Mendonça, a quem os parlamentares pedem providências para impedir que Lulinha viaje para Madri, capital da Espanha. O empresário reside na cidade europeia desde meados deste ano e, segundo informações levantadas pela comissão, estaria prestes a retornar ao Brasil após passagem pelo país durante as festas de fim de ano. De acordo com os parlamentares, a viagem está vinculada ao calendário escolar dos filhos de Lulinha, já que as escolas da comunidade de Madri costumam encerrar o recesso de fim de ano entre 7 e 8 de janeiro. A proximidade desse retorno motivou o pedido de urgência ao Supremo. O nome de Lulinha ganhou destaque nos trabalhos da CPMI após o depoimento de Edson Claro, ex‑funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em oitiva à Polícia Federal, Claro afirmou que o Careca pagava uma suposta “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha, com o objetivo de facilitar contatos e abrir portas para a empresa de cannabis medicinal Cannabis World. Com base nessas declarações, a Polícia Federal iniciou apurações sobre um possível envolvimento do filho do presidente com o empresário investigado. Entre os elementos já identificados está o registro de que Lulinha e o Careca do INSS viajaram juntos no mesmo voo para Portugal. No final do ano passado, parlamentares da oposição tentaram aprovar a convocação de Lulinha para prestar depoimento à CPMI, mas o pedido foi rejeitado pela maioria governista. Após a divulgação do depoimento de Edson Claro, novos requerimentos de convocação foram apresentados e continuam em análise pelo colegiado.
MORAES ABRE INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO
Preste atenção ao que acabou de acontecer: o ministro Alexandre de Moraes abriu, em caráter sigiloso e de urgência, um novo inquérito policial para investigar se a Receita Federal e o COAF violaram o sigilo dele, de Dias Toffoli e de outros ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o ex‑procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, nenhum dos investigados possui foro privilegiado. Dallagnol afirmou ainda que “os fatos envolvem a própria esposa de Moraes e o escritório de advocacia da família, como o contrato de R$ 130 milhões com o Master, revelado por Malu Gaspar, e a evolução patrimonial de 232 % da esposa de Moraes em apenas um ano, apontada por Lauro Jardim”. “É como se um juiz sofresse um acidente de carro e mandasse abrir um inquérito para ele mesmo investigar quem bateu no seu carro: a ilegalidade e a violação dos princípios mais básicos do Direito são evidentes, mas Moraes não está nem aí.” “Com este novo inquérito, Moraes vai perseguir servidores técnicos e concursados da Receita Federal, do COAF e também a imprensa profissional, que foi quem revelou suas relações mal explicadas.” “Com Moraes é sempre assim: a imprensa revela os abusos em seu gabinete, mas o inquérito é aberto para investigar quem denunciou; vazam as relações suspeitas de Moraes e família com o Master, e o inquérito que se abre é para investigar os servidores que estão fazendo seu trabalho e os jornalistas que apuram os fatos, nunca, jamais Moraes.” “Este é mais um inquérito corporativista e ilegal, em que Moraes acumulará poderes imperiais, punirá e se vingará de quem ele quiser e mandará um recado para que ninguém mais ouse se meter com ele e seus colegas ministros. O objetivo do inquérito é cristalino: autoproteção e blindagem dos próprios ministros do STF e suas famílias.” Esse inquérito pode ter consequências graves para o país. Basta lembrar o que ocorreu após o ministro Dias Toffoli criar, em 2019, o chamado “inquérito do fim do mundo”, que ficou sob a responsabilidade de Moraes. A partir desse procedimento, foram instaurados novos atos no STF sem a participação do Ministério Público, iniciados de ofício pelos próprios ministros da Corte.