Após 26 anos de negociações, a União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul. Apesar de alguns países terem votado contra, a Europa reconheceu que não poderia abrir mão de um mercado que reúne mais de 400 milhões de consumidores, sobretudo diante da crescente presença da China na América do Sul. Há quinze anos, a China ultrapassa os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil. Atualmente, a China compra cerca de 28 % das exportações brasileiras, enquanto a União Europeia responde por 14 % e os Estados Unidos por 11 %. Na prática, a China é o maior parceiro comercial de toda a América do Sul. No ano 2000, o comércio entre a China e a América Latina movimentava 12 bilhões de dólares. Hoje, esse volume chegou a 500 bilhões de dólares, representando um crescimento de 4 000 % em apenas 24 anos, com um aumento médio de 166 % ao ano ao longo de quase um quarto de século. Além de comprar produtos, a China tem fortalecido seus laços com investimentos significativos na região. Desde 2003, o país investiu 110 bilhões de dólares em projetos como ferrovias no Peru, energia na Argentina e no Brasil, e na implantação da tecnologia 5G em todo o Mercosul. No porto de Xangai, no Peru, o governo chinês desembolsou 3,6 bilhões de dólares (cerca de 18 bilhões de reais). Essa infraestrutura permite que os grãos do cerrado brasileiro sejam enviados diretamente à China, sem precisar atravessar o Canal do Panamá, reduzindo custos logísticos e aproximando ainda mais as duas regiões. A assinatura do acordo, prevista para o dia 17 de junho em Assunção, capital do Paraguai, foi viabilizada após o Conselho Europeu, em janeiro de 2026, registrar 21 votos favoráveis, cinco contra e uma abstenção. O apoio foi liderado pela Alemanha e pela Espanha, enquanto a França, sob a liderança de Emmanuel Macron, registrou oposição. Com o novo tratado, os automóveis europeus deverão tornar‑se mais acessíveis nos países sul‑americanos, beneficiando as montadoras do Velho Continente. Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de grãos, etanol e carne deverão contar com tarifas reduzidas, gerando um fluxo de euros para o agronegócio da região. A América do Sul tem a capacidade de suprir o continente europeu com soja, carne, minério de ferro, lítio, terras raras e outros produtos, além de oferecer um mercado consumidor de cerca de 450 milhões de pessoas, equivalente a quase metade da demanda da Europa.
André Mendonça tem a decisão sobre tornozeleira e passaporte de Lula
Marcel van Hattem, deputado federal, declarou: “Lulinha quer fugir do país! Acabamos de protocolar pedido de colocação de tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte do Lulinha ao ministro André Mendonça, do STF, e ao Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet! Pedido da bancada do Novo também assinado pelo relator Alfredo Gaspar e pelo líder senador Rogério Marinho, representando toda a oposição.” Agora, está tudo nas mãos de André Mendonça… A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) condenou a censura do livro “Diário da cadeia” feita pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro afirmou que a obra induz ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o autor, mas a censura permanece há quase um ano. Atualmente, diversos outros títulos podem estar sob risco de censura. Entre eles estão os livros “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que tratam de censura, episódios incomuns no STF e da perseguição a Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro: a escolha de Jair que pode mudar o cenário político
Em um movimento que pegou a esquerda e o Centrão de surpresa, o ex‑presidente Jair Bolsonaro escolheu seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato da direita à Presidência em 2026. Essa decisão estratégica não apenas unifica o bolsonarismo, mas também desestabiliza os cálculos do establishment. Enquanto o PT esperava abrir caminho fácil para mais um mandato de Lula e o Centrão apostava todas as fichas no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como alternativa “moderada”, Flávio surge como um furacão, armado com o carisma e o legado político do pai. Agora os adversários precisam recalcular rotas: o PT, por exemplo, já está revisando suas táticas para enfrentar Tarcísio na disputa pelo governo paulista e até na escolha do vice‑presidente de Lula, temendo que uma vitória esmagadora do governador “bolsonarista” impulsione ainda mais a candidatura nacional de Flávio. O Centrão, por sua vez, lamenta em silêncio, vendo seus planos de aliança com Tarcísio evaporarem, enquanto o Planalto e o clã Bolsonaro celebram os primeiros sinais de vitória. Quer saber detalhes e revelações sobre esses novos movimentos, acesse a Revista A Verdade: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/78010/o-escolhido-como-a-eleicao-de-flavio-bolsonaro-pode-mudar-o-cenario-politico
Sobrinho de Dilma tenta barrar prisão domiciliar de Bolsonaro no STF
O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex‑presidente Dilma Rousseff (PT), apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação contrária ao pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). No documento encaminhado à Corte, Pedro Rousseff argumenta que o requerimento não cumpre os parâmetros estabelecidos pela legislação e pela jurisprudência do próprio STF. Segundo ele, o pedido “não merece prosperar” porque não observa “os requisitos legais e jurisprudenciais firmados” pelo tribunal. O vereador enfatiza que a mera existência de problemas de saúde não basta para autorizar automaticamente o benefício. É necessária a comprovação de um quadro clínico grave e a demonstração clara de que o tratamento adequado não pode ser realizado no regime de custódia imposto pelo Estado. Para ele, “a mera existência de enfermidades ou comorbidades” não supre essas exigências; é preciso “quadro clínico grave” e “demonstração inequívoca da impossibilidade de tratamento adequado no âmbito da custódia estatal”. Ao detalhar sua posição, Pedro Rousseff afirma que, no caso específico do ex‑presidente, não há prova de que o atendimento médico seja inviável nas condições atuais. Ele escreveu: “No caso em exame, contudo, inexiste qualquer demonstração de impossibilidade de realização do tratamento na custódia atualmente imposta. Pelo contrário: é fato público e notório que o acusado vem sendo submetido a acompanhamento médico contínuo, tendo sido reiteradamente autorizado a realizar exames, consultas e tratamentos em ambiente externo sempre que indicado, além de encontrar‑se sob custódia da Polícia Federal, estrutura que dispõe de condições materiais e logísticas significativamente superiores àquelas ordinariamente verificadas no sistema penitenciário comum.” Na parte final da manifestação, o vereador observa que, caso os senadores entendam que haja falhas na assistência prestada ao ex‑presidente, existem caminhos institucionais adequados para questionar a situação, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Defensoria Pública da União. Encerrando o texto, Pedro Rousseff adverte que a tentativa de flexibilizar o regime de custódia com base nesse argumento pode gerar distorções jurídicas. Conforme registrado por ele: “Pretender suprir uma suposta deficiência de defesa técnica mediante a flexibilização do regime de custódia não apenas desvirtua o instituto da prisão domiciliar humanitária, como afronta o devido processo legal, criando exceção incompatível com a isonomia e com a racionalidade decisória que orienta a atuação desta Suprema Corte.”
EUA exigem saída imediata de americanos do Irã em meio a protestos
O governo dos Estados Unidos divulgou nesta terça‑feira (13/1) um alerta de segurança recomendando que cidadãos norte‑americanos deixem o Irã “imediatamente”, em razão da escalada dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e do endurecimento da repressão promovida pelo Estado iraniano. O aviso foi publicado pela representação diplomática dos EUA responsável por assuntos relacionados ao Irã e tem validade para todo o território do país. No comunicado, as autoridades norte‑americanas são enfáticas ao recomendar a evacuação. “Os cidadãos americanos devem deixar o Irã agora”, afirma o comunicado oficial. Segundo o alerta, as manifestações continuam se intensificando e podem tornar‑se violentas, com registros frequentes de prisões em massa, feridos e mortes. O governo iraniano, de acordo com Washington, respondeu reforçando as forças de segurança, bloqueando estradas, suspendendo o transporte público e impondo restrições severas à internet e às redes de telefonia móvel. O comunicado também aponta o agravamento das dificuldades logísticas para deixar o país. Companhias aéreas internacionais continuam limitando ou cancelando voos de ida e volta ao Irã, e diversas empresas suspenderam totalmente suas operações. Diante desse cenário, os Estados Unidos recomendam que a saída seja feita, sempre que possível e de forma segura, por rotas terrestres, sobretudo pelas fronteiras com a Turquia ou com a Armênia. As autoridades norte‑americanas alertam ainda que os cidadãos não devem contar com assistência direta dos EUA para deixar o Irã, sendo necessário dispor de um plano próprio de evacuação, considerando as restrições diplomáticas e operacionais vigentes.
CPMI pressiona Mendonça a impedir que Lulinha deixe o Brasil
Parlamentares integrantes da CPMI do INSS encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para impedir que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deixe o país. A iniciativa foi articulada pelo líder do Partido Novo, deputado Marcel Van Hattem (RS), e conta com a assinatura do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União‑AL), além de outros parlamentares. Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No requerimento, os membros da comissão solicitam a apreensão do passaporte de Lulinha e a adoção de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira. Também subscrevem o pedido os deputados Luiz Lima (Novo‑RJ) e Adriana Ventura (Novo‑SP), bem como os senadores Eduardo Girão (Novo‑CE) e Rogério Marinho (PL‑RN). A representação foi dirigida ao ministro André Mendonça, a quem os parlamentares pedem providências para impedir que Lulinha viaje para Madri, capital da Espanha. O empresário reside na cidade europeia desde meados deste ano e, segundo informações levantadas pela comissão, estaria prestes a retornar ao Brasil após passagem pelo país durante as festas de fim de ano. De acordo com os parlamentares, a viagem está vinculada ao calendário escolar dos filhos de Lulinha, já que as escolas da comunidade de Madri costumam encerrar o recesso de fim de ano entre 7 e 8 de janeiro. A proximidade desse retorno motivou o pedido de urgência ao Supremo. O nome de Lulinha ganhou destaque nos trabalhos da CPMI após o depoimento de Edson Claro, ex‑funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em oitiva à Polícia Federal, Claro afirmou que o Careca pagava uma suposta “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha, com o objetivo de facilitar contatos e abrir portas para a empresa de cannabis medicinal Cannabis World. Com base nessas declarações, a Polícia Federal iniciou apurações sobre um possível envolvimento do filho do presidente com o empresário investigado. Entre os elementos já identificados está o registro de que Lulinha e o Careca do INSS viajaram juntos no mesmo voo para Portugal. No final do ano passado, parlamentares da oposição tentaram aprovar a convocação de Lulinha para prestar depoimento à CPMI, mas o pedido foi rejeitado pela maioria governista. Após a divulgação do depoimento de Edson Claro, novos requerimentos de convocação foram apresentados e continuam em análise pelo colegiado.
MORAES ABRE INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO
Preste atenção ao que acabou de acontecer: o ministro Alexandre de Moraes abriu, em caráter sigiloso e de urgência, um novo inquérito policial para investigar se a Receita Federal e o COAF violaram o sigilo dele, de Dias Toffoli e de outros ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o ex‑procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, nenhum dos investigados possui foro privilegiado. Dallagnol afirmou ainda que “os fatos envolvem a própria esposa de Moraes e o escritório de advocacia da família, como o contrato de R$ 130 milhões com o Master, revelado por Malu Gaspar, e a evolução patrimonial de 232 % da esposa de Moraes em apenas um ano, apontada por Lauro Jardim”. “É como se um juiz sofresse um acidente de carro e mandasse abrir um inquérito para ele mesmo investigar quem bateu no seu carro: a ilegalidade e a violação dos princípios mais básicos do Direito são evidentes, mas Moraes não está nem aí.” “Com este novo inquérito, Moraes vai perseguir servidores técnicos e concursados da Receita Federal, do COAF e também a imprensa profissional, que foi quem revelou suas relações mal explicadas.” “Com Moraes é sempre assim: a imprensa revela os abusos em seu gabinete, mas o inquérito é aberto para investigar quem denunciou; vazam as relações suspeitas de Moraes e família com o Master, e o inquérito que se abre é para investigar os servidores que estão fazendo seu trabalho e os jornalistas que apuram os fatos, nunca, jamais Moraes.” “Este é mais um inquérito corporativista e ilegal, em que Moraes acumulará poderes imperiais, punirá e se vingará de quem ele quiser e mandará um recado para que ninguém mais ouse se meter com ele e seus colegas ministros. O objetivo do inquérito é cristalino: autoproteção e blindagem dos próprios ministros do STF e suas famílias.” Esse inquérito pode ter consequências graves para o país. Basta lembrar o que ocorreu após o ministro Dias Toffoli criar, em 2019, o chamado “inquérito do fim do mundo”, que ficou sob a responsabilidade de Moraes. A partir desse procedimento, foram instaurados novos atos no STF sem a participação do Ministério Público, iniciados de ofício pelos próprios ministros da Corte.