Suspeitas de acesso indevido a informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares motivaram o ministro Alexandre de Moraes a determinar a abertura de um inquérito para investigar possíveis vazamentos de dados protegidos por sigilo. Para o ex‑procurador da Operação Lava Jato, trata‑se de um novo “Inquérito do Fim do Mundo”. A apuração abrange consultas realizadas nos sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no âmbito das investigações sobre a liquidação do Banco Master. Embora as primeiras informações indiquem que ao menos dois ministros possam ter sido afetados, Moraes ampliou o escopo da investigação para alcançar todos os integrantes da Corte e seus parentes, com o objetivo de averiguar eventual acesso irregular a dados fiscais e financeiros sem autorização judicial. Como medida inicial, o ministro enviou ofícios formais à Receita Federal e ao Coaf, exigindo detalhamento sobre quem realizou consultas aos dados dos ministros e de seus familiares. Os órgãos deverão apresentar os registros de acesso, já que cada consulta nos sistemas internos requer identificação individual por senha. Caso as respostas sejam consideradas insuficientes, Moraes poderá adotar medidas mais rigorosas, como perícias em computadores e, se necessário, quebra de sigilo telemático dos envolvidos, a fim de rastrear a origem das consultas. A decisão de aprofundar as investigações ocorreu após a divulgação de reportagens que revelaram dados pessoais e financeiros de ministros do STF e de seus familiares. No caso de Alexandre de Moraes, tornou‑se público um contrato firmado por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, no valor de R$ 131,3 milhões ao longo de três anos. Embora o contrato em si não contenha informações protegidas por sigilo, suspeitas apontam que detalhes financeiros relativos ao escritório de advocacia de Viviane teriam origem em bases de dados do Coaf ou da Receita Federal. Situação semelhante foi observada em relação ao ministro Dias Toffoli, cujos familiares tiveram negócios expostos em reportagens com informações que, em tese, só poderiam ser obtidas por meio desses órgãos. Até o momento não há confirmação de que o sigilo fiscal tenha sido efetivamente violado. Mesmo assim, parte significativa dos ministros do STF defende uma apuração rigorosa para esclarecer os fatos e preservar a credibilidade institucional da Corte.
Banco Mundial alerta Brasil: PIB crescerá só 2% em 2026
A economia do Brasil deve entrar em um ciclo preocupante em 2026. De acordo com o relatório semestral divulgado pelo Banco Mundial nesta terça‑feira (13), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de apenas 2%. A desaceleração não é um fenômeno isolado. O estudo indica que o mesmo movimento deve ocorrer em outras economias emergentes e em países em desenvolvimento, cujo crescimento agregado tende a recuar de 4,2% em 2025 para 4% em 2026. Um dos principais fatores que explicam esse cenário é o enfraquecimento da atividade econômica da China, cuja taxa de expansão deve cair de 4,9% para 4,4%. Economia americana segue na contramão do cenário global Enquanto os emergentes enfrentam perda de fôlego, os Estados Unidos apresentam desempenho mais sólido do que o inicialmente previsto. O Banco Mundial revisou para cima a estimativa de crescimento do PIB norte‑americano em 2026, passando a projetá‑lo em 2,2%. Segundo a instituição, esse resultado é impulsionado por estímulos fiscais adotados pelo governo americano, que tendem a neutralizar parte dos efeitos negativos das tarifas comerciais sobre o consumo interno e os investimentos produtivos. Apesar dessa resiliência observada nas economias avançadas, o panorama global inspira cautela. O economista‑chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, fez um alerta contundente ao avaliar a trajetória de médio prazo da economia mundial. “A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar crescimento e, aparentemente, mais resiliente à incerteza das políticas”, afirmou Gill. Riscos estruturais e desigualdade persistente Embora o crescimento global tenha superado expectativas iniciais, com avanço estimado em 2,6% neste ano, o Banco Mundial chama atenção para problemas estruturais que continuam sem solução. Entre os principais pontos destacados estão a concentração do crescimento econômico nas nações mais ricas e a dificuldade em reduzir a pobreza extrema em países em desenvolvimento. De acordo com o relatório, o ritmo atual da economia mundial é insuficiente para promover geração consistente de empregos e evitar a estagnação social em regiões mais vulneráveis. No caso do Brasil e de economias semelhantes, o desafio central será sustentar algum nível de dinamismo econômico sem comprometer o equilíbrio fiscal e a estabilidade dos mercados de crédito, em um contexto marcado por incertezas externas, juros ainda elevados e menor tração do crescimento global.
Moraes dá prazo de 5 dias a advogados de 43 condenados pelo 8 de janeiro e avisa prisão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou prazo de cinco dias para que os advogados de 43 condenados pelos atos de 8 de janeiro esclareçam supostos descumprimentos de medidas cautelares impostas pela Justiça. A medida foi tomada após o recebimento de relatórios quinzenais elaborados pela Central de Monitoramento Eletrônico do Estado de São Paulo, que apontam indícios de violações no uso das tornozeleiras eletrônicas por alguns dos monitorados. Os documentos analisados abrangem dois períodos: de 22 a 28 de dezembro de 2025 e de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026. Segundo os autos do STF, os registros indicam falhas ou descumprimentos das regras de monitoramento. Moraes justificou a decisão afirmando que os relatórios foram enviados em cumprimento a determinação que ele havia proferido em fevereiro de 2025, a qual exigia o envio periódico de informações detalhadas sobre o acompanhamento dos investigados, especialmente sobre eventuais violações das cautelares. Com a nova decisão, os advogados deverão apresentar explicações formais dentro do prazo estabelecido. Caso contrário, o ministro advertiu que poderá determinar a prisão dos envolvidos que, em tese, tenham desrespeitado as condições impostas pelo Supremo. Até hoje, o 8 de janeiro permanece sem explicações definitivas. O que se seguiu a esse dia mudou a história do país. No ano passado, Moraes chegou a ameaçar de prisão quem ousasse comemorar a data.
PF mira Flávio Bolsonaro por acusações absurdas contra Lula e Maduro
A Polícia Federal está analisando um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública que solicita a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), pré‑candidato à Presidência da República. O requerimento chegou à PF no dia 8, um dia depois de ter sido formalizado pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT‑MG). A parlamentar pede a apuração de postagens feitas por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, nas quais o senador vincula o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex‑ditador venezuelano Nicolás Maduro. O encaminhamento do pedido à Polícia Federal foi uma das últimas providências adotadas por Ricardo Lewandowski, então ministro da Justiça, antes de apresentar sua demissão ao presidente Lula, na quinta‑feira, dia 8. No documento enviado às autoridades, Dandara Tonantzin afirma que Flávio Bolsonaro teria atacado a honra do presidente da República. Entre os exemplos citados está uma publicação em que o senador afirma que uma eventual delação envolvendo Lula representaria o “fim do Foro de São Paulo”. A manifestação ocorreu após a prisão de Maduro pelos Estados Unidos. Em outra publicação, Flávio Bolsonaro declarou que Lula e o Partido dos Trabalhadores defendem a soberania venezuelana, comparando essa postura à defesa da Alemanha nazista na época da queda de Adolf Hitler. Em vídeo divulgado, o senador também acusa Lula de “envergonhar o Brasil” ao apoiar Maduro, além de citar perseguições políticas no país vizinho e o êxodo de venezuelanos. Conforme os protocolos internos da Polícia Federal, a corporação pode instaurar um inquérito, concluir que não há elementos suficientes para investigação ou encaminhar o caso a outro órgão, caso entenda que a matéria não é de sua competência. No pedido, a deputada solicita que a PF preserve as provas digitais e apure possíveis crimes de calúnia, difamação e injúria, argumentando que o senador não poderia se amparar na imunidade parlamentar, pois as publicações não estariam diretamente relacionadas ao exercício do mandato. Em manifestações nas redes sociais, Dandara Tonantzin afirmou que a democracia pressupõe liberdade de expressão, mas também exige responsabilidade e compromisso com a verdade no debate público. O requerimento foi encaminhado ao diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Paralelamente, o Ministério da Justiça permanece sob comando interino após a saída de Ricardo Lewandowski, que alegou motivos pessoais para a demissão. Diante do caos que domina o país, não há como duvidar de nada.
Allan dos Santos reage à explosiva resposta de Michelle Bolsonaro
Um dos assuntos mais polêmicos da atualidade é a enérgica resposta de Michelle Bolsonaro ao jornalista Allan dos Santos. Michelle publicou um texto extenso afirmando que “esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais”. “Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!”, disse. Após a mensagem de Michelle, Allan permaneceu em silêncio. Na primeira manifestação, o jornalista resolveu publicar – de maneira provocativa – a carta escrita por Jair Bolsonaro indicando Flávio como candidato à Presidência. Veja: A perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados tem sido descrita como cruel, absurda e desumana, sem fim aparente. Segundo o discurso de Allan, tudo indica que, em breve, o pior pode acontecer: há quem queira tirar a vida dele e ocultar o que realmente ocorreu em 2022. Para o que ele chama de “terror do sistema”, a verdade não morrerá. Esses fatos foram registrados no livro “O Fantasma do Alvorada – A Volta à Cena do Crime”, considerado um best‑seller no Brasil. O próprio Jair Bolsonaro já conhece o livro:
Moraes dá 48h para o Exército detalhar as funções do general condenado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Comando Militar do Planalto apresente, em até 48 horas, informações detalhadas sobre as atividades que o general da reserva Mário Fernandes exercerá no órgão. A medida foi tomada quatro dias depois de Moraes autorizar que o militar, condenado a 26 anos e seis meses de prisão por participação na suposta trama golpista de 8 de janeiro, passasse a prestar serviços ao órgão federal. No despacho encaminhado ao Exército, o ministro exigiu a descrição precisa das funções, a natureza das atividades, a carga horária diária e semanal, bem como os dias e horários de execução. Moraes concedeu a permissão fundamentando‑a no princípio da ressocialização. Na autorização, ressaltou que a legislação garante ao preso o “direito‑dever” ao trabalho como instrumento de reintegração social. Em resposta preliminar, o Comando Militar do Planalto informou que a atividade atribuída ao general será de caráter intelectual e que ele não terá acesso à internet durante a execução das tarefas. Ainda assim, Moraes considerou necessário aprofundar as informações, dada a gravidade da condenação e o histórico do réu. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura feita por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria seu autor, embora a censura persista há quase um ano. Segundo a mesma linha, outros livros podem estar na mira da censura, como “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que abordam a censura, episódios estranhos no STF e a perseguição contra Bolsonaro.
2026 pode ser o pior ano para o agronegócio após o STF derrubar o Marco Temporal (VEJA O VÍDEO)
Os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram, pela segunda vez, a tese do Marco Temporal para demarcações de terras indígenas, decisão que afeta diretamente o agronegócio. Ao ignorarem a lei aprovada pelo Congresso em 2023, os ministros colocam os produtores rurais em risco de perder suas terras. “A derrubada do Marco Temporal é extremamente negativo e temos que continuar trabalhando para reverter isso. Estamos com a PEC 48 [que visa incluir a tese do Marco Temporal na Carta Magna] pronta para instauração da comissão na Câmara”, ressaltou Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar. Veja o vídeo:
Augusto Nunes pressiona Viviane Barci a esclarecer suposto recebimento de R$ 80 milhões
O renomado jornalista Augusto Nunes fez a pergunta que não quer calar. No X, ele publicou: O povo quer saber: em que causa a advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, trabalhou para receber cerca de R$ 80 milhões do Banco Master? Em outro momento, o ministro Alexandre de Moraes concedeu 48 horas ao réu mais controverso do caso 8/1, conforme noticiado em Moraes dá 48h ao mais polêmico condenado pelo 8/1. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta diante da censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro argumenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, ex‑parlamentar, seria o autor da publicação. Contudo, a censura permanece em vigor há quase um ano, sem esclarecimentos adicionais. Outras obras também podem estar na mira da censura. Entre os exemplos citados estão os livros “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que abordam a própria censura, acontecimentos incomuns no STF e a perseguição contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Conheça a galera que se recusa a assinar a CPMI do Banco Master
O requerimento de CPMI para investigar o Banco Master já ultrapassou o número mínimo de assinaturas exigido. São mais de 240 parlamentares, quando o quórum necessário seria de 171, configurando um recorde de adesão. Entretanto, nenhum deputado ou deputada do Partido dos Trabalhadores assinou o pedido, o que sugere receio de que a investigação possa revelar informações desfavoráveis. Os petistas se recusam a apoiar a CPI e, depois, tentam boicotar o processo, como já ocorre com a CPMI do INSS. Essa postura é típica do PT, que costuma se esconder nas profundezas da lama política. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.