Ao autorizar a transferência do ex‑presidente Jair Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deixou clara a sua indignação: o local não deve ser tratado como “colônia de férias”. Moraes declarou: “Essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de JAIR MESSIAS BOLSONARO, condenado pela liderança da organização criminosa na execução de gravíssimos crimes contra o Estado Democrático de Direito, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou protesto contra a censura promovida por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o leitor ao erro ao criar a impressão de que o ex‑parlamentar Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, embora a censura permaneça há quase um ano sem esclarecimento. Outros títulos também parecem estar sob risco. Entre eles, “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, obras que abordam a própria censura, episódios incomuns no STF e a perseguição a Bolsonaro.
PT: da esperança ao epicentro dos escândalos
Ao longo das últimas décadas, o Partido dos Trabalhadores (PT) marcou profundamente a história política brasileira. Seus governos promoveram avanços sociais e econômicos, mas também foram marcados por uma sucessão de escândalos que abalaram a confiança da população nas instituições. Desde o Mensalão, que expôs um esquema de compra de votos no Congresso, até a Operação Lava Jato, que revelou um sistema de corrupção envolvendo estatais e grandes empreiteiras, cada ciclo eleitoral trouxe novos episódios que reforçaram a percepção de que o poder estava sendo corroído por práticas ilícitas. A cada vitória nas urnas, os escândalos tornaram‑se mais robustos, mais complexos e mais entranhados no tecido político e econômico do país. O que antes parecia pontual transformou‑se em uma engrenagem sistêmica. O caso Banco Master e a síntese da corrupção Agora surge um novo capítulo que muitos já chamam de ápice da evolução dos escândalos: o caso do chamado Banco Master. Diferente dos episódios anteriores, este não se limita a contratos superfaturados ou desvios em estatais. Ele é descrito como um condensador de práticas ilícitas, reunindo em um único núcleo as engrenagens de corrupção que se espalharam por diferentes áreas do Estado e da economia. Se confirmado, o Banco Master representaria não apenas mais um escândalo, mas a síntese de todos os anteriores — um organismo centralizador capaz de expor a profundidade das práticas que corroem a democracia e a confiança pública. O impacto político é devastador: não se trata apenas de um partido ou de seus líderes, mas de um sistema que se retroalimenta e se fortalece a cada eleição. O PT, ao longo de sua trajetória, parece ter atingido um patamar em que os escândalos não são mais episódios isolados, mas parte de uma narrativa contínua e evolutiva. O desafio que se impõe à sociedade brasileira é monumental: como reconstruir a confiança nas instituições diante de um histórico tão marcado por denúncias e investigações? Como garantir que o futuro político não seja apenas uma repetição ampliada do passado?
Delegados da PF recebem massivo apoio na disputa contra Dias Toffoli
A nota oficial da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que questiona a condução das investigações do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, tem gerado grande repercussão na sociedade e desencadeado inúmeras manifestações de apoio. Um dos nomes que se destacou foi o da vereadora e jurista Janaína Paschoal. Em publicação no X, a parlamentar escreveu: “Cumprimento a Associação dos Delegados da Polícia Federal, pela coragem em publicar Nota Pública, questionando a condução das investigações envolvendo o Banco Master, no âmbito do STF. Haja vista os muitos retrocessos vividos nos últimos tempos, e as tristes anulações de Operações importantes para a luta contra a corrupção, verdadeira letargia vinha imperando.” Janaína acrescentou ainda: “A Nota da ADPF quebra esse terrível conformismo. Acrescento que foi o próprio STF que respaldou a criação do juiz de garantia, a fim de assegurar que o magistrado que acompanha as investigações não decida o mérito. Nunca antes neste País ministros assumiram tanto os papéis de outras autoridades. Já passou da hora de colocar as coisas em seus devidos lugares, para o bem da democracia que tanto queremos preservar.” A ADPF afirmou, em sua nota, que as determinações de Dias Toffoli no caso configuram “afronta às prerrogativas” dos delegados. “Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal”, disse a associação. A entidade citou decisões judiciais que teriam determinado acareações, prazos curtos para buscas, apreensões e inquirições “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”. Também foram apontadas interferências na lacração de objetos apreendidos, no encaminhamento de materiais para outros órgãos e na escolha nominal de peritos, procedimentos que, segundo a ADPF, fogem aos protocolos institucionais da PF. Para a ADPF, a cooperação entre a Polícia Federal e o STF, ao longo das décadas, produziu investigações relevantes, sempre respeitando as atribuições constitucionais e legais de cada órgão.
Ministra do STM pode ser convocada pela CPMI do INSS por suspeita de vínculo com o “Careca” do INSS
O pedido já está devidamente protocolado. A ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Verônica Sterman – ex‑advogada de Gleisi e nomeada por Lula – poderá ser convocada para depor na CPMI do INSS. O pedido foi feito pelo senador Magno Malta. De acordo com o requerimento, a convocação busca esclarecer os serviços jurídicos prestados por Verônica antes de assumir a cadeira no STM, no início de março de 2025. A magistrada recebeu R$ 700 mil de uma empresa ligada ao Careca do INSS. “Não se trata de prejulgar ninguém, mas de cumprir o dever constitucional de investigar. Quando há pagamentos vultosos feitos por empresa investigada, o silêncio não é uma opção”, afirmou o senador. Em “ato falho” Lula chama Érika Hilton de “ELE” e redes sociais cobram posição da parlamentar (veja o vídeo). Ranking mundial sobre imparcialidade da Justiça põe Brasil em posição infame, humilhante. A decisão inesperada dos Estados Unidos que afetou brasileiros também foi destacada.
Lula erra ao chamar Érika Hilton de ‘ele’ e a parlamentar exige respostas (Veja o vídeo)
A deputada Érika Hilton tem ajuizado ações contra quem a trata com pronome incompatível com a sua identidade de gênero. Ela exige ser referida pelo pronome feminino e considera homofobia qualquer menção que a identifique como homem. Recentemente, a parlamentar esteve no centro de uma polêmica com o governo dos Estados Unidos, que lhe concedeu visto com a identificação de gênero masculina. Na ocasião, Lula qualificou a decisão do governo Trump como ‘abominável’. Entretanto, poucos dias depois, em evento oficial, o presidente referiu‑se a Érika Hilton usando o pronome masculino ‘ele’, gerando críticas nas redes sociais. Nas redes, a deputada tem sido cobrada por esclarecimentos. Será que Lula pode se eximir dessa cobrança? Veja o vídeo! Lula tentou ocultar a situação, mas sua postura foi exposta. Detalhes e revelações sobre o passado do petista constam no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”.
Justiça brasileira ocupa posição infame e humilhante no ranking mundial de imparcialidade
Um relatório internacional que analisou 142 países colocou a Justiça brasileira em posição degradante. O levantamento, chamado Rule of Law Index (Índice do Estado de Direito), é publicado pelo World Justice Project (WJP), organização independente que reúne especialistas de todo o mundo. O estudo define o estado de direito como “um sistema duradouro de leis, instituições, normas e compromissos comunitários que produzem quatro princípios universais: responsabilização, lei justa, governo aberto e justiça acessível e imparcial”. Segundo o relatório, a Justiça brasileira é parcial, lenta e não observa o devido processo legal. A nota do Índice do Estado de Direito é dividida em oito categorias. O pior desempenho do Brasil foi na categoria Justiça Criminal. Nessa dimensão, o país ficou na 113ª posição entre os 142 avaliados, obtendo 0,33 ponto em escala de 0 a 1. A média global foi de 0,47 ponto. Dentro da categoria Justiça Criminal, o World Justice Project mensurou sete indicadores. Em um deles – a imparcialidade do Judiciário em processos criminais – o Brasil registrou 0,10 ponto, o segundo pior resultado do planeta. Apenas a Venezuela ficou abaixo, embora com a mesma pontuação. O relatório não esclarece se a nota foi arredondada ou se houve critério de desempate adicional. Assim, o Brasil possui o segundo Judiciário mais injusto do mundo; só a Venezuela está em posição pior. Com a queda da ditadura bolivariana, há possibilidade de que o Brasil chegue a ocupar a última colocação em breve.
Apresentador da Jovem Pan morre aos 46 anos
Uma semana triste para o grupo Jovem Pan e para o jornalismo brasileiro. O apresentador André Miceli morreu na noite de sexta‑feira (16), aos 46 anos. O jornalista comandava o programa Sociedade Digital e também era CEO e editor‑chefe da MIT Technology Review Brasil, portal de conteúdo e inovação. Reconhecido como uma das maiores referências em inovação e tecnologia do Brasil, André Miceli lutava contra um câncer de pâncreas. O jornalista, porém, manteve a discrição sobre seu estado de saúde enquanto continuava a produzir conteúdos para a TV e suas redes até seus últimos dias. Além de jornalista, empresário e apresentador, ele também era professor e coordenador na FGV. Em nota, a MIT Technology Review destacou a capacidade singular de Miceli em identificar tendências e analisar o impacto da tecnologia no cotidiano, afirmando que sua marca permanecerá definitiva na redação e na comunidade que ele ajudou a construir. Carlos Aros, diretor‑geral da Jovem Pan News, escreveu: “Meu amigo, obrigado por tudo”.
Neurose e histeria: professor expõe a defesa esquerdista de bandidos e ditadores (veja o vídeo)
O que leva pessoas ditas esclarecidas e jovens com tanto acesso à informação a idolatrar marginais de toda espécie e ditadores sanguinários? Os motivos são chocantes e vão muito além da suposta doutrinação nas escolas, como aponta o professor Marcos Pizzolatto, na estreia do quadro “A Verdade por Trás da História”. De acordo com o especialista, a adoração dos esquerdistas por criminosos e ditadores está relacionada à neurose e à histeria. “É o caso dos lulamaníacos, aqueles que idolatram Lula, não importa o que ele faça, certo ou errado. Lula é um semianalfabeto, que sem esforço meritório, ficou milionário. As pessoas olham para ele e projetam afeto. As pessoas gostam dos discursos dele porque dão conforto psicológico, principalmente quando justificam o fracasso do próprio indivíduo”, ressaltou. Veja o vídeo:
Advogado que impetrou HC por Bolsonaro esclarece motivos e desmonta a acusação de Gilmar
O advogado Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa, autor do pedido de habeas corpus em favor do ex‑presidente Jair Bolsonaro, divulgou um comunicado no qual esclarece as razões que o levaram a impetrar o remédio jurídico e refuta a alegação de Gilmar, que usou como justificativa para não analisar o mérito o fato de o HC não ter sido proposto pela defesa técnica do ex‑presidente. Confira: Por primeiro, não divulguei a impetração do habeas corpus em favor do ex‑presidente Jair Messias Bolsonaro, pleiteando a sua prisão domiciliar por razões humanitárias, a ser acompanhada de perto por equipe de saúde multidisciplinar, pois isso somente tumulturaria as decisões a serem tomadas pela Corte. Por segundo, a impetração do HC não discute o mérito ou demérito da decisão na Ação Penal nº 2668, mas exclusivamente as razões relacionadas às múltiplas comorbidades e aos aspectos psicológicos que acometem Jair Messias Bolsonaro, bem como os riscos de mantê‑lo preso sem assistência permanente de uma equipe multidisciplinar de saúde. Destaco, ainda, que o HC foi impetrado antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que enviou o ex‑presidente Jair Messias Bolsonaro à “Papudinha”, coincidindo com a tomada de ciência do conteúdo do HC e determinando as cautelas expressas nos pedidos de providências contidos na peça processual. A previsão legal está expressa no Pacto de São José da Costa Rica, ou Convenção Americana de Direitos Humanos, tratado fundamental do sistema interamericano que estabelece direitos civis e políticos essenciais – como direito à vida, à liberdade e à integridade – proibindo tortura e escravidão. O tratado criou a Corte Interamericana de Direitos Humanos, foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro e tem impacto significativo em questões envolvendo o ex‑presidente, o STF e, também, o artigo 5º da Constituição Federal. É importante frisar que qualquer cidadão pode impetrar um habeas corpus, segundo a Constituição Federal e o art. 189‑I do Regimento Interno do STF. Há vasta jurisprudência nesse sentido, permitindo recurso caso o HC seja negado por ter sido impetrado por advogado sem procuração nos autos, desde que fundado em questões fáticas juridicamente relevantes – o que é o caso. No mais, não houve e não há, de minha parte, nenhuma intenção de obter consenso, chamar atenção à minha pessoa ou fazer estardalhaço com este habeas corpus, como a imprensa e a mídia têm insinuado. O pedido foi ajuizado exclusivamente no interesse do “paciente” cidadão Jair Messias Bolsonaro, sem qualquer outro objetivo. Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa
Deputados exigem a volta de Tuca, a dona da “chave do cofre” alvo da PF
A servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi afastada de suas funções por decisão do Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2025, em meio a investigações da Polícia Federal que apontam irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Tuca coordenava a distribuição de emendas de comissão e mantinha estreita relação com Arthur Lira e Hugo Motta, ex‑presidente e atual presidente da Casa, sendo tratada como autoridade nos ministérios. A Polícia Federal a acusa de atuar “sem preocupação” ou “interesse republicano” ao direcionar recursos parlamentares. A defesa sustenta que sua atuação era estritamente técnica. Documentos apreendidos revelaram o que os investigadores chamaram de “conta de padaria”, referindo‑se a registros de destinações de recursos sem transparência adequada. Um investigador afirmou que, ao gerenciar repasses bilionários sem critérios técnicos claros, Tuca “fazia muita maluquice” e estava “mal acompanhada”. A sala de Tuca, localizada no segundo andar do Anexo 2 da Câmara, era constantemente visitada por parlamentares que buscavam formalizar pedidos de recursos. Ela auxiliava prefeituras, deputados e ministérios, possuindo senhas em sistemas específicos para garantir que os recursos chegassem aos destinos acordados. Um levantamento mostrou que Tuca esteve presente 23 vezes na sede da Presidência da República durante o atual governo, e sua ligação telefônica podia interromper reuniões em andamento. A servidora circulava pelos ministérios de Cidades, Desenvolvimento Regional, Saúde, Turismo, Educação e Fazenda. Em 22 de março de 2023, José Guimarães (PT‑CE), líder do governo na Câmara, a acompanhou a uma reunião no Ministério da Fazenda. Em 5 de outubro do mesmo ano, às 16h52, ela visitou o gabinete do então secretário‑executivo Hildo Rocha, no Ministério das Cidades. Parlamentares que trabalharam com Tuca a descrevem como “incisiva” quando necessário e reconhecem sua capacidade de resolver problemas. Para a PF, ela é suspeita de “direcionar” emendas sem critérios técnicos adequados. A defesa de Mariângela contesta as acusações, alegando que “todas as informações apreendidas em seu local de trabalho são públicas e poderiam ser encontradas na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República”. A defesa ressalta que ainda não teve acesso ao inquérito e que são falsas quaisquer insinuações que lhe atribuam um papel além do técnico. Entre os deputados predomina a percepção de que Tuca seria apenas uma “cumpridora de ordens” e que suas palavras eram recebidas “como se fossem as palavras de Arthur Lira”. A operação que resultou em seu afastamento foi desencadeada após denúncias sobre a precariedade das destinações de recursos sob sua supervisão. O poder nos bastidores da distribuição de emendas é descrito pelos que conviveram com Tuca como uma competência gerencial capaz de solucionar problemas de forma “incisiva”. A investigação que culminou no afastamento começou depois que um deputado relatou irregularidades nas destinações de recursos. José Rocha (União Brasil‑BA), presidente de comissão responsável por emendas repassadas pelo Ministério da Integração, revelou que Tuca enviou planilhas prontas para assinatura em nome da Presidência da Câmara, indicando a destinação de R$ 1,125 bilhão sem especificar autores, objetos ou beneficiários. Parlamentares e a própria servidora afirmam que ela sempre atuou como “cumpridora de ordens”. Muitos congressistas interpretam a investigação como um ataque à Câmara dos Deputados. A Mesa Diretora da Câmara solicitou ao STF, em dezembro, a reintegração de Tuca ao cargo, em processo que corre sob sigilo. Membros da cúpula legislativa alegam tentativa de criminalizar as emendas parlamentares. Tuca trabalhou em quatro governos presidenciais. No início da gestão Lula, quando a equipe econômica reorganizava sua relação com o Congresso após o fim do orçamento secreto, sua palavra tinha peso considerável nos círculos de poder. Embora oficialmente fosse assessora parlamentar, Tuca atuava como interlocutora direta de Arthur Lira. Em março de 2023, participou de reunião no Ministério da Fazenda com Gabriel Galípolo, então secretário‑executivo da pasta; Laio Corrêa, chefe de gabinete do ministro; e Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional. Técnicos presentes relataram que suas palavras eram recebidas “como se fossem as palavras de Arthur Lira”. A reunião consta nas agendas oficiais das autoridades, sem detalhamento do motivo. Um participante minimizou a presença de Tuca, afirmando que o tema principal foi a discussão de uma medida provisória. Questionado se Lira havia solicitado que levasse Tuca à Fazenda, Guimarães respondeu: “Não sei te responder! Se teve a reunião, tudo teria sido feito em função da tramitação das emendas. Nem lembro disso. Lira não me pediu isso, não”. A atuação de Tuca nos ministérios se estendia a diversos órgãos. Em outubro de 2023, esteve no Ministério das Cidades, no gabinete de Hildo Rocha (MDB‑MA), levando cobrança sobre emendas de comissão listadas por Arthur Lira que ainda não haviam sido empenhadas. Técnicos confirmaram que os recursos seriam pagos, o que ocorreu posteriormente. Na lista de prioridades constavam emendas indicadas por Rogério Marinho (PL‑RN), Josimar Maranhãozinho (PL‑MA) e Júnior Mano (então PL‑CE), sendo os dois últimos réus e investigados por suspeita de desvio de recursos públicos. Essas negociações aconteciam quando o governo federal utilizava a retenção de recursos como instrumento de negociação política com o Congresso. Fontes que trabalharam com a assessora destacam seu perfil metódico e sua extensa rede de contatos. Um colega ressaltou sua capacidade organizacional, mencionando as planilhas detalhadas que ela elaborava. Outro afirmou que a assessora dominava “na ponta da língua” os assuntos pendentes que precisavam de resolução. Por meio de nota, a defesa afirmou que sua função “era e é puramente técnica e consiste na mera organização da peça orçamentária, que observa parâmetros idênticos na Câmara e no Senado, contando ainda com a anuência do Executivo”. A defesa também argumentou que todos os documentos apreendidos são de natureza pública.