O ex‑juiz Samer Agi criticou as declarações de Wagner Moura feitas após a vitória no Globo de Ouro na categoria de melhor ator pelo filme “O Agente Secreto”. A manifestação foi publicada no Instagram do ex‑magistrado, onde ele possui 2,4 milhões de seguidores. Na publicação, Agi reconheceu o mérito artístico do ator: “Wagner Moura vence o Globo de Ouro. Merecidamente”. Contudo, afirmou que o palco recebido “não deu sabedoria” ao ator e que Moura desperdiçou a oportunidade de “unir o país”. O ex‑juiz questionou a relevância prática do discurso para os brasileiros. “Em que a fala do ator ajudou o brasileiro?”, indagou Agi, acrescentando que o pronunciamento “só dividiu um povo já dividido”. Agi mencionou que o ex‑presidente Jair Bolsonaro “já foi julgado”, embora tenha ressaltado que isso ocorreu por meio de “juiz parcial” e por “juízo incompetente”. Em seguida, propôs um desafio a Moura, sugerindo um tema alternativo caso o ator venha a conquistar o Oscar. “Tomara”, disse Agi sobre a possibilidade de Moura vencer a premiação americana, afirmando que um discurso diferente poderia “auxiliar muita gente aqui”. Na proposta do ex‑magistrado, o ator deveria dedicar o prêmio aos aposentados brasileiros, abordando as investigações sobre irregularidades no INSS. O advogado também fez referência a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula. O deputado Marcel van Hattem (Novo‑RS), vice‑líder da Minoria no Congresso, protocolou na terça‑feira (13) um pedido no STF solicitando medidas cautelares contra Lulinha. “O fato ainda não foi julgado”, afirmou Agi, defendendo que um pronunciamento de Moura sobre o assunto poderia “jogar luz sobre o tema” e impulsionar as investigações da CPMI, evitando que estas venham a “acabar em pizza”. Para o ex‑juiz, “um discurso pode mudar tudo. Ou nada”. Agi concluiu dizendo que idosos brasileiros “esperariam a fala com a estatueta” caso Moura abordasse o tema do INSS em futuro discurso de premiação. “Nós também”, finalizou.
Oferta de delação premiada a Daniel Vorcaro pode abalar metade da República, alerta Lauro Jardim
Uma coisa é certa: em meio à podre situação em que o Brasil se encontra, só uma delação premiada com capacidade de derrubar “meia República” poderia colocar o país nos trilhos. Lauro Jardim afirma, em entrevista ao O Globo, que essa possibilidade “entrou na roda”. Eis a nota: “A defesa de Daniel Vorcaro vai negar, é do jogo, mas desde a semana passada, depois da segunda fase da operação Compliance Zero, realizada na quarta‑feira, uma oferta de delação premiada do ex‑banqueiro entrou na roda. Foi considerada a possibilidade. Se Vorcaro falar o que sabe, o que viu e detalhar os negócios de que participou, meia República vem abaixo.”
Khamenei comete o mesmo erro de Maduro ao culpar Trump pelas mortes nos protestos iranianos
O aiatolá Khamenei responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes ocorridas na onda de protestos que assola o Irã e que vem sendo reprimida duramente pelas forças de segurança. “Consideramos o presidente americano culpado pelas mortes, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana”, disse Khamenei. Os protestos refletem o inconformismo da população com o regime e com a profunda crise econômica que afeta o país. Comerciante s lideraram as manifestações, que em poucas semanas conquistaram amplo apoio da população, sobretudo de jovens e mulheres. A atitude do aiatolá de confrontar diretamente o presidente Trump parece repetir o mesmo erro do tirano venezuelano, Nicolás Maduro. Paralelamente, Washington anunciou uma série de novas sanções econômicas contra autoridades de segurança e bancárias do Irã, acusando-as de orquestrar repressão violenta contra protestos pacíficos e de lavar bilhões de dólares em receitas petrolíferas. As sanções congelam quaisquer ativos nos Estados Unidos de pessoas e entidades designadas e proíbem americanos de realizar transações comerciais com elas. Instituições financeiras estrangeiras ficam sujeitas a sanções secundárias por realizarem operações com as entidades sancionadas. Entre os alvos está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, a quem Washington acusou de coordenar a repressão e de ordenar o uso da força contra os manifestantes. Quatro comandantes regionais das Forças da Ordem e da Guarda Revolucionária Iraniana, a espada e o escudo do regime, também foram sancionados por sua participação na repressão nas províncias de Lorestan e Fars. As forças de segurança em Fars “assassinaram inúmeros manifestantes pacíficos”, e os hospitais estão “tão lotados de pacientes com ferimentos por arma de fogo que não conseguem admitir outro tipo de pacientes”, segundo comunicado de Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA. Estamos Estamos
Simone Tebet: perdida, sem rumo e sem futuro
Alguns setores do governo apontam a ministra Simone Tebet como possível candidata ao governo de São Paulo. A própria ministra também cogita concorrer novamente ao Senado, representando o estado de Mato Grosso do Sul. Ambas as hipóteses são complicadas e apresentam poucas chances de sucesso. No Mato Grosso do Sul, onde antes se destacou como adversária do PT, Simone Tebet acabou se aproximando do governo Lula, tornando‑se “lulista”. Essa mudança a deixou extremamente enfraquecida politicamente em um estado onde a maioria do eleitorado se inclina à direita. Em São Paulo, o MDB, partido da ministra, mantém aliança com o governador Tarcísio de Freitas. Para disputar a disputa estadual, Tebet teria que mudar de legenda. Segundo informações, ela tem mantido conversas com a deputada Tabata Amaral, que demonstrou interesse em trazê‑la para o PSB. Mesmo assim, no confronto eleitoral, as perspectivas contra Tarcísio são desfavoráveis. No fim do mês, Simone Tebet tem um encontro marcado com o presidente Lula para definir seu futuro político. Até o momento, a situação parece sem saída, sem direção e sem perspectivas de futuro. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Atriz da Globo persegue ladrão após roubo de celular (veja o vídeo)
Uma atriz da TV Globo viralizou nas redes sociais ao ser filmada por câmera de segurança correndo atrás de um bandido. Trata‑se da atriz Nina Baiocchi, que teve o celular roubado enquanto utilizava um carro de aplicativo na região da Santa Cecília, no centro de São Paulo. O crime ocorreu na noite de 10 de janeiro, por volta das 23h, na rua Jaguaribe. Nas imagens, o ladrão, vestindo moletom azul, aparece caminhando pela calçada, desaparecendo do quadro e, em seguida, correndo na direção oposta enquanto é perseguido pela atriz. Nina Baiocchi chegou a atravessar a rua, mas não conseguiu alcançar o suspeito. A atriz, que interpreta Vânia na novela “Coração Acelerado”, registrou boletim de ocorrência na delegacia eletrônica na noite de sexta‑feira, 16 de janeiro. Veja o vídeo:
Esposa do ministro do TCU, relatora do caso Master, era “funcionária fantasma” na Câmara
O ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, que foi deputado federal antes de assumir o cargo no TCU, determinou que o seu suplente, que acabou ocupando o mandato em definitivo, concedesse um emprego à sua esposa, Thallys Mendes dos Santos de Jesus. A denúncia feita pelo jornal O Estadão provocou a demissão de Thallys, que recebia um salário mensal de R$ 12.139,40. Jhonatan de Jesus assumiu a vaga de ministro do TCU aos 39 anos, em 2023. O deputado Gabriel Mota, que ofereceu o cargo à esposa do ministro, justificou que “a servidora mencionada exercia atribuições diárias basicamente em atividades externas, me acompanhando diretamente em minhas agendas institucionais externas, razão pela qual sua presença física no gabinete não era permanente na Câmara dos Deputados”. Essa versão não corresponde à realidade. Funcionários que realmente trabalhavam no gabinete de Gabriel Mota afirmam não conhecer a esposa do ministro do TCU. Ela cursava medicina em período diurno e não comparecia ao expediente na Câmara.
Médico mata dois colegas após discussão em restaurante de luxo em Barueri (SP)
Uma discussão terminou em homicídio de dois médicos no restaurante El Uruguayo, localizado em Barueri (SP). Os profissionais eram Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, assassinados por Carlos Alberto Azevedo Silva Filho. Vinicius foi atingido por dois disparos, um no abdômen e outro nas costas. Foi socorrido pelo resgate municipal e encaminhado ao pronto‑socorro do Parque Imperial, mas não resistiu aos ferimentos. Luís Roberto recebeu oito tiros, que atingiram a axila esquerda, o braço esquerdo, a cintura, a coxa direita, as costas e o abdômen. Também foi socorrido, porém não sobreviveu. De acordo com a versão apresentada, Carlos teria entrado no banheiro e se envolvido em uma confusão física com Vinicius e Luís, chegando a levar socos. A Guarda Civil Municipal foi acionada para atender a ocorrência. Na presença da equipe da GCM, Carlos pegou a arma que estava em uma bolsa e efetuou os disparos contra as vítimas. O restaurante El Uruguayo divulgou nota afirmando que mantém política de “tolerância zero à violência”. “Esclarecemos que, após discussões entre os envolvidos, de maneira desproporcional e inesperada o agressor efetuou disparos contra as vítimas na presença da equipe da GCM que já estava no local atendendo ocorrência e foi prontamente detido”, disse o estabelecimento. O restaurante também se solidarizou com os familiares e amigos das vítimas e informou que permanece à disposição das autoridades para colaborar integralmente com as investigações. O autor foi preso em flagrante por duplo homicídio.
Banco Central liquida a REAG e família de Toffoli adquire resort: duas leituras sobre os fatos
O Banco Central assumiu uma posição firme ao decretar a liquidação judicial da REAG, gestora citada no caso do Banco Master. Em paralelo, o país ficou estupefato ao saber que, em abril, um resort associado à família do ministro Toffoli foi adquirido por um advogado com vínculos à J&F, em operação realizada por um fundo administrado pela própria REAG. O jurista André Marsiglia apresenta duas leituras sobre esses acontecimentos: 1) O Banco Central ainda parece respirar algum grau de independência. 2) A permanência de Toffoli à frente do caso Master representa uma vergonha e uma desmoralização para o Judiciário brasileiro.
Meloni rejeita Lula e assina acordo comercial com presidente do Paraguai
A União Europeia e o Mercosul assinaram neste sábado (17) em Assunção, Paraguai, o acordo de livre comércio entre os dois blocos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, participaram da cerimônia, que ocorreu depois que a primeira‑ministra italiana, Giorgia Meloni, liberou o tratado em janeiro, revertendo a decisão de bloqueá‑lo em dezembro passado. Von der Leyen esteve na sexta‑feira (16) no Rio de Janeiro para se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente brasileiro, porém, não compareceu à cerimônia em Assunção, ao contrário dos demais líderes do Mercosul. Em novembro de 2025, Lula havia afirmado que o acordo seria concluído antes do final daquele ano, durante a presidência brasileira do bloco sul‑americano. A cúpula do Mercosul estava prevista para 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu, onde o Brasil seria anfitrião. O plano original foi interrompido quando Meloni considerou “prematuro” assinar o acordo naquele momento, exigindo mais proteções para os agricultores europeus. Na cúpula de Foz do Iguaçu, o presidente argentino Javier Milei criticou a chamada “lentidão” do Mercosul. No início de janeiro, a União Europeia propôs antecipar o acesso a fundos agrícolas a partir de 2028. Essa concessão foi suficiente para que Meloni mudasse de posição apenas 23 dias depois de ter bloqueado o tratado. O equilíbrio entre países favoráveis e contrários ao acordo dentro da UE tornava a posição italiana decisiva. A reversão de Meloni transferiu o protagonismo da assinatura para o Paraguai, que detém a presidência rotativa do Mercosul sob a liderança de Santiago Peña. Durante a cúpula de dezembro, em Foz do Iguaçu, Peña comparou o Mercosul a “noivo esperando a noiva no altar”. Agora, ele será o anfitrião da cerimônia que oficializa o acordo. A reviravolta também beneficia Milei, que mantém proximidade com a primeira‑ministra italiana. O presidente argentino é opositor político de Lula no cenário regional. Meloni demonstrou sua influência no contexto europeu ao conseguir tanto bloquear quanto viabilizar o acordo. Sua posição de liderança se fortalece enquanto outros dirigentes tradicionais enfrentam dificuldades políticas. O presidente francês Emmanuel Macron está politicamente enfraquecido a pouco mais de um ano do fim de seu segundo mandato. O chanceler alemão Friedrich Merz, embora à frente de uma potência econômica, está no cargo há apenas oito meses e conta com apoio limitado no parlamento.