O senador Eduardo Girão (Novo-CE) acionou o procurador‑geral da República, Paulo Gonet, para analisar um possível conflito de interesses e suspeição do ministro Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal (STF), como relator do inquérito que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A solicitação sustenta que as decisões de Toffoli ao longo da investigação levantam dúvidas sobre a imparcialidade do ministro. Na representação, Girão afirma que relações comerciais envolvendo familiares e pessoas próximas ao ministro com personagens ligados ao Banco Master poderiam caracterizar situação de conflito de interesses. Para o senador, mesmo que não haja participação direta do ministro nos negócios, o contexto exigiria seu afastamento do processo para preservar a credibilidade da investigação.
Irregularidades que cercam José Ticiano, irmão de Dias Toffoli e ex-prefeito de Marília
José Ticiano Dias Toffoli, ex-prefeito de Marília (SP) e irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, acumula decisões desfavoráveis relacionadas à sua gestão municipal. Em setembro de 2025, a Justiça determinou que ele devolvesse R$ 180 mil aos cofres públicos por irregularidades em contrato de recapeamento asfáltico. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE‑SP) também rejeitou as contas referentes ao exercício de 2012. A decisão judicial sobre o contrato de recapeamento apontou que a prefeitura pagou valores acima dos preços de mercado. Além do ex-prefeito, foram responsabilizados o ex-secretário municipal Mário Bulgareli e a empresa contratada para executar a obra. A defesa de Ticiano afirma que o processo ainda não transitou em julgado e que o ex-prefeito foi absolvido em outras ações relacionadas à sua administração. Outro caso envolveu o redirecionamento de R$ 28 milhões, originalmente destinados às áreas de saúde e educação, para cobrir despesas gerais da prefeitura, contrariando normas de gestão pública. Inicialmente, Ticiano e Bulgareli foram condenados criminalmente por essa irregularidade, com as penas convertidas em multas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) modificou a decisão em fevereiro de 2025, reconhecendo a prescrição do caso e a falta de provas de intenção deliberada de causar prejuízo ao Erário. Na esfera administrativa, o TCE‑SP rejeitou as contas da gestão de José Ticiano referentes a 2012. Os técnicos identificaram déficits orçamentários e resultado financeiro negativo. A Câmara Municipal de Marília confirmou posteriormente essa decisão. José Ticiano assumiu a Prefeitura de Marília em março de 2012, após a renúncia de Mário Bulgareli, e permaneceu no cargo até dezembro do mesmo ano. Publicações recentes mencionam ligações indiretas de irmãos e familiares do ministro Dias Toffoli com fundos de investimento ligados ao Banco Master, embora esses fundos não estejam sendo investigados por órgãos de controle.
Moraes solta traficante de crack por quantidade mínima
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda‑feira (19) a soltura de Jairo Dias, acusado de tráfico de entorpecentes em Balneário Camboriú. A decisão estabelece que a comercialização de pequenas quantidades de crack não basta para manter prisão preventiva. Com a determinação, o juízo de origem pode aplicar medidas cautelares alternativas, nos termos do artigo 319 do Código de Processo Penal. O caso chegou ao STF depois que a defesa de Dias recorreu das negativas de habeas corpus apresentadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dias foi preso com 12 pedras de crack, totalizando 1,7 g da substância, além de R$ 119,75 em dinheiro. A Justiça catarinense converteu a prisão em flagrante em preventiva, alegando necessidade de garantir a ordem pública, risco de reincidência e ausência de endereço fixo. Embora o STF normalmente não revise decisões individuais de ministros do STJ, Moraes considerou o caso “excepcional”. Em sua análise, o ministro concluiu que a prisão foi desproporcional e contrariou precedentes do Tribunal para situações semelhantes. Na fundamentação, Moraes apontou falta de equilíbrio entre a restrição da liberdade e as provas materiais, sobretudo pela pequena quantidade de droga apreendida. O ministro ressaltou que não estavam presentes “os requisitos necessários para a manutenção da medida extrema, sendo possível sua substituição por medidas cautelares diversas”. Também reiterou o princípio constitucional de que “ninguém será privado de sua liberdade de ir e vir sem expressa autorização constitucional e sem os requisitos legais excepcionais e razoáveis”. A decisão cria precedente para casos análogos que possam chegar ao STF, reafirmando a posição do Supremo quanto à proporcionalidade das medidas restritivas de liberdade em casos de tráfico de pequenas quantidades de entorpecentes.
Decisão judicial declara prescrita briga familiar de lucros entre ministro Cristiano Zanin e sogro Roberto Teixeira
A 7ª Vara Cível de São Paulo decidiu, em 19 de setembro, sobre o pedido do advogado Roberto Teixeira para anular a distribuição de lucros milionários do escritório que mantinha com o atual ministro do STF, Cristiano Zanin. O juiz entendeu que o prazo para contestar o acordo financeiro de dezembro de 2013 já havia expirado quando a ação foi proposta em julho de 2024. O caso revela o rompimento familiar entre Roberto Teixeira e sua filha Valeska Zanin Martins, esposa do ministro. Teixeira detinha 55% das cotas do escritório Teixeira Martins e questiona a distribuição de lucros que incluiu imóveis avaliados em R$ 4,1 milhões destinados às filhas. O escritório Teixeira Martins ficou conhecido nacionalmente pela defesa do presidente Lula nos processos da Operação Lava Jato. Em junho de 2023, após as vitórias jurídicas nesses casos, Cristiano Zanin foi indicado para integrar o Supremo Tribunal Federal. Em agosto de 2022, Zanin e Valeska deixaram a sociedade com Roberto Teixeira para fundar o escritório Zanin Martins Advogados, atualmente administrado apenas por Valeska. Segundo Teixeira, a saída não foi amigável e provocou o rompimento dos laços familiares, alegando que o casal teria usado as vitórias na Lava Jato para ganhar projeção midiática e usufruir exclusivamente do prestígio do escritório. Na ação judicial, Teixeira relata que sua esposa, Elvira Teixeira, transferiu R$ 7,8 milhões às duas filhas do casal. O advogado sustenta que a saída de Zanin e Valeska, próxima à conclusão de casos importantes com honorários milionários a receber, prejudicou financeiramente seu escritório. Teixeira também afirma que a filha ajuizou oito ações para “desestruturar de forma antecipada” o patrimônio dele e da esposa. Ele acusa o casal de ter levado advogados, estagiários e os principais clientes ao criarem a nova banca. Em sua defesa, Valeska contesta as alegações do pai, afirmando que ele recebeu R$ 5,8 milhões na distribuição de lucros de 2013, o que corresponde a 40% do total. Ela argumenta que os imóveis mencionados representavam menos de um terço dos lucros e que, posteriormente, ela, a irmã Larissa e Zanin ampliaram suas participações na sociedade. Valeska ainda declara desconhecer que a distribuição dos lucros fosse parte de um plano de antecipação de herança, como alega o pai, e acusa a ação judicial de conter informações incompletas e distorcidas. O ministro Zanin afirmou no processo que nunca foi herdeiro de Roberto Teixeira e que seu casamento com Valeska segue o regime de separação total de bens. Segundo ele, o sogro busca apenas revisar uma distribuição de lucros ocorrida há mais de dez anos. Larissa Teixeira Quattrini, irmã de Valeska e também ex‑sócia do escritório, apoiou a tese do pai, alegando que Roberto foi preterido na distribuição das cotas em benefício das filhas. Na sentença, o juiz ressaltou que a legislação estabelece prazo de dez anos para revisão contratual e considerou o caso prescrito. Ele declarou: “Não há como reconhecer eventual vício no negócio jurídico atacado, tendo em vista que foi celebrado entre pessoas maiores e capazes, não havendo indício de que estavam alheias às suas faculdades mentais na época, cabendo asseverar que se tratam de advogados e possuem o mais vasto conhecimento jurídico de seus atos”. O magistrado ainda apontou que Roberto Teixeira busca questionar “a deliberação societária de distribuição de lucros e dação em pagamento”, enfatizando que os imóveis pertenciam inicialmente ao escritório e foram distribuídos como lucros. Em dezembro de 2025, Roberto Teixeira interpôs recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo, alegando “inaudita instrumentalização do Direito para destruir uma pessoa considerada inimiga”.
Ex-funcionário do “Careca do INSS” denuncia viagem da filha do senador Weverton Rocha e o estranho caso das malas
Um ex-funcionário do chamado “Careca do INSS” prestou depoimento à Polícia Federal, afirmando que a filha do senador Weverton Rocha (PDT‑MA), vice‑líder do governo, viajou a bordo de uma aeronave pertencente a um empresário. Segundo o depoente, o encontro ocorreu no aeroporto de Catarina, localizado no município de São Roque, no interior de São Paulo, no dia 21 de fevereiro de 2024. A testemunha e o “Careca do INSS” teriam desembarcado na cidade paulista vindos de Brasília. Após o pouso, o lobista teria deixado o aeroporto e retornado cerca de duas horas depois, trazendo cinco malas. Nesse momento, a mulher, identificada pelo depoente como filha do senador, teria aparecido e cumprimentado o empresário. Os três, então, seguiram rumo a Brasília. Ao chegar à capital federal, duas das cinco malas teriam ficado sob a guarda do “Careca”, enquanto as demais três foram transportadas na aeronave apenas com a filha do senador. O destino final da viagem seria São Luís, no Maranhão.
Lula despende quase R$ 100 mil em Smart TVs para presídios federais
O governo Lula adquiriu 40 televisores do tipo Smart TV para utilização em presídios federais de segurança máxima. O custo total da compra foi de R$ 85,4 mil, segundo o Sistema Penitenciário Federal. Os aparelhos serão empregados em sessões de exibição de filmes para os detentos custodiados nessas unidades. A medida integra o projeto ReintegraCINE, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão ligado ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme a secretaria, a iniciativa enquadra‑se nas ações de caráter cultural e recreativo previstas na legislação de execução penal. O assunto ganhou destaque depois que a defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro requereu ao Supremo Tribunal Federal autorização para instalar uma Smart TV no local onde ele cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido recebeu parecer desfavorável da Procuradoria‑Geral da República. Segundo a Senappen, a compra não cria nova atividade no sistema prisional federal. O ReintegraCINE já existia e, anteriormente, as exibições eram feitas por meio de mídias físicas consideradas obsoletas, como DVDs e fitas VHS. A substituição pelos televisores modernos tem como objetivo apenas adequar o programa às condições técnicas atuais, sem ampliar o acesso dos presos a recursos externos. Em nota oficial, a secretaria enfatizou que os detentos não terão acesso direto às Smart TVs nem a qualquer conexão com a internet. Os aparelhos serão configurados com restrições técnicas rigorosas, em conformidade com os protocolos de segurança do sistema penitenciário federal.
Malafaia acusa Damares de buscar proveito político ao divulgar lista de igrejas
O pastor Silas Malafaia voltou a criticar publicamente a senadora Damares Alves depois que a parlamentar divulgou, nas redes sociais, uma lista de igrejas e líderes religiosos citados em requerimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes em benefícios previdenciários. Segundo Malafaia, a senadora estaria tentando obter “proveito político” ao expor instituições religiosas que, de acordo com ele, não foram denunciadas por iniciativa própria, mas apenas mencionadas em pedidos formais apresentados dentro da comissão. O embate se intensificou após Damares conceder entrevista ao SBT News, no domingo (11). Na ocasião, a senadora afirmou que há indícios de envolvimento de entidades religiosas em desvios de aposentadorias, o que provocou reação imediata do pastor. Em resposta às críticas, Damares publicou nas redes sociais a lista de igrejas e pastores citados nos requerimentos da CPMI, alegando sentir “desconforto e tristeza” diante das suspeitas levantadas no curso da investigação. “Ela não denuncia igrejas”, diz Malafaia. Em vídeo divulgado em seu perfil na rede social X, Malafaia rebate novamente as declarações da senadora. Para ele, Damares tenta assumir protagonismo indevido. “Ela tenta tirar proveito político do que não fez. Não é Damares que denuncia igrejas e pastores. O que ela faz, junto com outros deputados e senadores, é assinar requerimentos de convocação. Ela não denuncia pastores, tampouco igrejas”, afirmou. O pastor ainda questionou o momento da divulgação da lista. “Se ela já sabia, por que não falou antes?”, disse, classificando a atitude como oportunista. Malafaia sustentou que os requerimentos usados como base para a divulgação foram apresentados por parlamentares do PSOL e do Partido dos Trabalhadores, e não pela própria senadora. Por isso, segundo ele, Damares estaria tentando capitalizar politicamente algo que não foi de sua autoria. O líder religioso afirmou ainda ter conversado com o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana. De acordo com Malafaia, o parlamentar negou qualquer tipo de pressão de líderes religiosos para interferir nos trabalhos da comissão. Ao ser questionado sobre possível lobby para omitir informações do relatório, Viana teria sido categórico: “Absolutamente não”. Malafaia relatou que perguntou se haveria envolvimento de “grandes igrejas” no esquema. O presidente da CPMI respondeu que não, mencionando apenas indícios relacionados a duas igrejas recentes, que “parecem ter sido criadas com o propósito de lavar dinheiro”. O pastor acrescentou que há referências a igrejas menores e líderes de pouca expressão, mas sem provas conclusivas, exceto um grande líder religioso citado nominalmente. A nova reação de Malafaia ocorre depois que Damares afirmou que a CPMI estaria sofrendo pressões para barrar investigações envolvendo instituições religiosas e “grandes pastores”. A declaração levou o pastor a chamá‑la publicamente de “linguaruda”, por, segundo ele, fazer acusações sem apresentar nomes. O confronto se agravou quando a senadora publicou uma nota em seu perfil no Instagram defendendo sua postura e afirmando que as informações divulgadas são públicas e constam de documentos oficiais aprovados pela comissão. Veja o vídeo:
Software de perícia em celulares causa temor em Brasília
A Polícia Federal dispõe de uma das ferramentas de perícia digital mais avançadas do mundo. Trata‑se do Cellebrite Premium, um software israelense capaz de realizar uma devassa digital em celulares apreendidos. É uma tecnologia tão poderosa que causa temor não nos criminosos comuns, mas nos próprios círculos do poder. O Cellebrite permite quebrar senhas e padrões de bloqueio de iPhones e Androids modernos, recuperar mensagens apagadas, acessar conversas de WhatsApp, fotos, e‑mails, históricos de localização e registros que muitos acreditam ter sido definitivamente eliminados. Mesmo aparelhos desligados, isolados em gaiolas de Faraday, não escapam da extração total realizada pelos peritos. Surge a pergunta incômoda: se o sistema é tão eficiente e tão temido, como explicar o fato de que, em investigações sensíveis, como os episódios de 8 de janeiro, nada de relevante tenha sido encontrado em celulares de personagens centrais? Especialmente em aparelhos que, segundo a narrativa oficial, deveriam conter provas robustas de articulação, comando ou planejamento. O próprio caso envolvendo Mauro Cid tornou‑se emblemático. Documentos, mensagens, ordens diretas ou cadeias claras de comando simplesmente não apareceram, apesar do uso de tecnologia considerada padrão‑ouro na perícia criminal brasileira. Nos bastidores de Brasília, o medo não está no aparelho apreendido, mas no que ele pode revelar fora do escopo do inquérito. Uma perícia desse nível não encontra apenas o crime investigado; ela expõe anos de relações políticas, articulações institucionais, acordos silenciosos e interesses cruzados. Por isso, o sistema teme o próprio sistema. Quando a tecnologia é capaz de tudo revelar, mas nada aparece onde deveria, a questão deixa de ser técnica e passa a ser política. Não se trata mais do que a ferramenta pode fazer, mas do que se permite que ela revele. Porque a verdade, por mais avançado que seja o software, continua sendo a mais perigosa das extrações.
Ao vivo: delação que ameaça a República – Veja o vídeo!
O colunista Lauro Jardim, do Globo, afirmou que há uma oferta de delação premiada para Daniel Vorcaro. A assessoria do empresário nega veementemente, mas a possibilidade de o dono do Banco Master colaborar gera preocupação em Brasília. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a união da direita, apresentando‑se mais fortalecido como candidato nas próximas eleições. Do outro lado do Atlântico, Portugal realizará, pela primeira vez em 40 anos, um segundo turno nas eleições presidenciais, sinalizando um avanço da direita contra o tradicional socialismo. No Brasil, o presidente Lula pronunciou um discurso com tom eleitoral, que foi interpretado como demonstração de insegurança. Para analisar os fatos, o advogado Cláudio Caivano, o professor Marcos Pizzolatto e o jornalista Diogo Forjaz foram convidados a comentar. Assista agora, compartilhe com os amigos, ative o sininho e fortaleça o trabalho independente do Jornal da Cidade Online! Veja o vídeo!
Caminhada de Nikolas atrai adeptos e deve chegar massiva a Brasília (Veja o vídeo)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda‑feira (19) uma caminhada de aproximadamente 240 kilômetros até Brasília. O ato, batizado de “Caminhada Pela Justiça e Liberdade”, foi apresentado como protesto pacífico contra as chamadas “arbitrariedades” no país. O percurso deve ser percorrido em sete dias, com chegada prevista à capital federal no próximo domingo. Os vídeos divulgados pelo parlamentar mostram Nikolas caminhando ao lado de apoiadores e recebendo o apoio de motoristas que passam por ele. Segundo a organização da marcha, a caminhada está aberta à participação popular e tem como objetivo ser uma manifestação pacífica. A iniciativa tem conquistado adeptos de todo o Brasil, que vêm se juntando ao grupo, o que indica que a marcha chegará em grande número a Brasília. Veja o vídeo: