Morreu neste domingo (18 de janeiro), aos 73 anos, o ex‑ministro e presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann. Ele encontrava‑se internado no Hospital DF Star, em Brasília, e faleceu após longa batalha contra um câncer de pâncreas. Raul Jungmann nasceu em Recife, capital de Pernambuco, em 3 de abril de 1952. Iniciou sua carreira pública como secretário de Estado de Planejamento no governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991. Na juventude, militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), ainda em clandestinidade. Durante o regime militar, filiou‑se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Posteriormente, ajudou a fundar o Partido Popular Socialista (PPS), alternando filiações com o MDB por um curto período no início dos anos 2000, até permanecer no PPS (rebatizado como Cidadania) até 2018. Jungmann ocupou cargos de ministro em três oportunidades: primeiro, como ministro da Reforma Agrária no governo de Fernando Henrique Cardoso (1999‑2002); depois, como ministro da Defesa (2016‑2018) e, finalmente, como ministro da Segurança Pública (2018) no governo de Michel Temer (MDB). Também foi deputado federal em três mandatos – 2003‑2006 (PMDB), 2007‑2010 (PPS) e 2015‑2018 (PPS) – e chegou a presidir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, fundou e presidiu organizações não‑governamentais e integrou diversos conselhos de administração. Desde março de 2022, Jungmann presidia o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), entidade privada sem fins lucrativos, com mais de 300 associados responsáveis por cerca de 85 % da produção mineral do Brasil.
Donald Trump exclama: “Chegou a hora”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda‑feira (19) que a Dinamarca falhou em “afastar a ameaça russa da Groenlândia” e declarou que “agora é a hora”. “A OTAN vem dizendo à Dinamarca, há 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia’. Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”, afirmou o presidente. Segundo o republicano, a Groenlândia é “vital” para o Domo de Ouro, escudo antimísseis que ele pretende construir para proteger os Estados Unidos. “A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10 % sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25 %”, informou o presidente no Truth Social. Ele declarou ainda que a tarifa será devida e exigida até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Groenlândia. Segundo a agência de notícias Reuters, em carta ao primeiro‑ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump afirmou que “não se sente mais obrigado a pensar puramente na paz, embora ela seja predominante”. Gahr Støre afirmou que o anúncio do presidente americano sobre tarifas à Groenlândia é inaceitável.
Moraes impõe novas regras na cela de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a instalação de uma grade de proteção na cama que será utilizada pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A decisão ocorre após a defesa informar que Bolsonaro sofreu uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde estava custodiado anteriormente, episódio que resultou em traumatismo craniano leve no início do ano. Ao determinar a transferência do ex‑presidente para a unidade da Polícia Militar do Distrito Federal, Moraes deixou explícito que Bolsonaro poderá instalar grades de proteção e barras de apoio não apenas na cama, mas também em outros pontos da acomodação, desde que as adaptações sejam providenciadas por seus advogados. Além disso, o magistrado autorizou a instalação de equipamentos de fisioterapia, seguindo recomendações médicas recentemente apresentadas pela defesa ao STF. O ex‑presidente enfrenta uma série de complicações de saúde decorrentes do atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. A decisão também prevê assistência religiosa semanal, além de visitas regulares da ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro e de seus filhos, em caráter permanente. Moraes ainda autorizou alimentação diferenciada e acompanhamento fisioterapêutico contínuo. No despacho, o ministro registrou que, em caso de emergência médica, Bolsonaro deverá ser removido de forma imediata para atendimento hospitalar adequado. A medida reforça que, mesmo sob forte vigilância judicial, o estado de saúde do ex‑presidente segue exigindo cuidados especiais — ponto frequentemente ignorado por seus críticos, mas comprovado por laudos médicos.