O programa Big Brother Brasil chamou atenção nesta semana por causa de um caso de assédio envolvendo o participante Pedro Espíndola. A atitude do rapaz foi inconcebível. Contudo, a forma como o apresentador Tadeu Schmidt tratou o caso tem sido duramente criticada. A coluna Gente, da Revista Veja, descreveu com precisão: “Apresentador do Big Brother Brasil, Tadeu Schmidt errou na forma como tentou conduzir de forma ‘leve’ o caso de assédio no programa ao vivo do domingo, 18. A condução do caso foi crítica já no boletim durante a programação da TV Globo, ainda de tarde, quando Pedro desistiu do reality apertando o botão no centro da sala. Pedro fez isso logo após assediar Jordana, outra participante, no quarto de despensa, agarrando‑a pelo pescoço. Tadeu entrou ao vivo para comunicar a desistência do rapaz e, com sorriso no rosto, disse que mais tarde haveria ‘formação do primeiro paredão do BBB’. O sorriso, convenhamos, não era apropriado para tamanha seriedade do que acabara de ocorrer. Já na entrada ao vivo na casa, Tadeu prestou solidariedade e afirmou que ‘se o Pedro não tivesse desistido, ele teria sido retirado do programa, porque atitudes assim são inaceitáveis, não apenas no BBB, mas em qualquer lugar’. O discurso, no entanto, também não pareceu suficiente.”
Estadão lança duro ataque ao ministro Dias Toffoli, “amigo do amigo do meu pai”
O editorial desta terça‑feira (20), publicado no Estadão e disponível apenas para assinantes, volta a atacar o ministro Dias Toffoli. A mesma mídia que, ao longo do tempo, contribuiu para que a situação chegasse a esse ponto, agora reage à Corte constitucional, onde se tornou comum afrontar a Constituição. A degradação da credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) impõe ao seu presidente, ministro Edson Fachin, um dever inadiável: manifestar‑se em defesa da Corte diante da condução heterodoxa e institucionalmente corrosiva do caso Master pelo ministro Dias Toffoli. O silêncio já se aproxima perigosamente da fronteira entre a prudência e a omissão diante de decisões de Toffoli que violam leis e a Constituição, abalam princípios basilares do Estado de Direito e mancham a reputação do STF como guardião maior da ordem jurídica do País. Este jornal não espera que Fachin, sozinho, seja capaz de mudar o comportamento de um colega que, dia sim e dia também, demonstra que não se sente limitado nem pela própria Constituição sob a vigilância sua e de seus pares. Contudo, Toffoli precisa, ao menos, ser lembrado publicamente de que, em uma república digna do nome, não há poderes ilimitados e nenhuma autoridade está acima da lei ou imune a controle. O art. 102 da Lei Maior delimita muito bem o foro por prerrogativa de função no STF. Executivos de bancos privados ou dirigentes de instituições financeiras estaduais não constam desse rol. Mesmo assim, as investigações envolvendo executivos do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB) passaram a tramitar na Corte por decisão de Toffoli, com base em uma conexão frágil – para não dizer artificial – de uma suposta negociação imobiliária, nunca concretizada, entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e um deputado federal. Trata‑se de uma manobra que subverteu o sistema de competências ao violar o princípio do juiz natural, movida por interesses ainda obscuros. É preciso voltar à Constituição. O art. 5.º, inciso XXXVII, estabelece que “não haverá juízo ou tribunal de exceção”. O inciso LIII do mesmo dispositivo dispõe que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”. Logo, ao avocar para si a relatoria de inquérito que deveria ser supervisionado pela primeira instância da Justiça Federal, Toffoli atua como juiz incompetente, atropela o devido processo legal e ainda abala o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Há razões objetivas para seu impedimento. O art. 252, inciso IV, do Código de Processo Penal dispõe que o juiz não poderá exercer a jurisdição quando “ele próprio ou seu cônjuge ou parente” for parte no processo, ou tenha interesse direto na causa. Há poucos dias, o Estadão revelou as relações comerciais entre dois irmãos de Toffoli e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, envolvendo o controle acionário de um resort no Paraná. Ainda que tenha sido reprovado duas vezes em concurso para a magistratura, Toffoli seguramente sabe que sua atuação em feito que envolve um parceiro comercial de seus irmãos enquadra‑se perfeitamente nessa causa de impedimento. Do ponto de vista legal, portanto, não há condição para que o ministro permaneça à frente do caso – que deveria, vale enfatizar, ser remetido à primeira instância. Quando o STF foi atacado durante o governo passado, reagiu institucionalmente para defender a ordem constitucional – amparada, entre outros pilares, no regime democrático e na harmonia e independência entre os Poderes. Naquela época, havia uma ameaça real à democracia que exigia medidas que, em tempos normais, seriam atípicas, mas que, nas circunstâncias excepcionais, eram ao menos justificáveis. No caso Master não há, rigorosamente, nada que justifique uma heterodoxia que frequentemente transborda para a ilegalidade. Há, sim, a corrosão interna da ordem jurídica pelo próprio Supremo, a partir de decisões de um de seus ministros que afrontam a Constituição e as leis processuais mais básicas. Hoje, defender o STF significa cobrar a correção de seus próprios desvios. Por ora, cabe a Fachin exercer a liderança que seu cargo exige. Preservar o STF não é proteger seus membros – é proteger a instituição. E se a autocontenção e o constrangimento entre pares falharem, resta o controle externo previsto na Constituição. Chegará a hora, então, de o Senado exercer uma de suas mais elevadas prerrogativas e impor limites a ministros do Supremo que se julgam inalcançáveis pelo escrutínio republicano.
Técnicos de enfermagem são suspeitos de três mortes em série no Hospital Anchieta
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camille Alves da Silva são os três suspeitos das mortes ocorridas no Hospital Anchieta. Segundo a denúncia do próprio hospital, o trio teria sido responsável pelos óbitos de João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, funcionário dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada de 75 anos. Investigações apontam que os suspeitos injetaram diretamente na veia das vítimas uma substância letal, de difícil detecção nos exames de rotina. Os homicídios aconteceram em novembro e dezembro de 2025 e foram classificados como assassinatos. Fontes ligadas à investigação afirmam que o composto químico utilizado pode provocar a morte sem deixar sinais evidentes nos primeiros exames, dificultando a identificação da causa e podendo ser confundido com morte natural ou complicações clínicas. A Polícia Civil já está analisando, ao longo de um ano, pelo menos 20 laudos de óbitos em hospitais, buscando outros casos que apresentem características semelhantes às três mortes.
DEPUTADO SOCIALISTA MOVIMENTA MAIS DE R$ 18 MILHÕES E AMEAÇA A CPMI DO INSS
Edson Araújo (PSB‑MA), deputado estadual e vice‑presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquacultura (CBPA), registrou movimentação financeira superior a R$ 18 milhões em suas contas bancárias no primeiro semestre de 2025. A informação foi encaminhada pela Receita Federal à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O parlamentar maranhense foi alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, que investiga supostas irregularidades nos descontos de benefícios previdenciários. A CPMI autorizou a quebra do sigilo fiscal de Araújo e o convocou para prestar depoimento sobre as transações identificadas. As contas, mantidas em uma agência do Banco do Brasil no bairro Olho d’Água, zona nobre de São Luís, apresentam saldos incompatíveis com a remuneração do cargo. Uma delas registrou cerca de R$ 5 milhões em movimentação; outra apresentou fluxo de R$ 928,9 mil, com entradas e saídas equilibradas. O salário líquido de Araújo como deputado estadual foi de R$ 25,3 mil em dezembro de 2025, valor muito inferior ao volume financeiro detectado. Nas declarações de bens da candidatura de 2022, ele informou patrimônio total de R$ 939,5 mil, incluindo R$ 544,5 mil em aplicações financeiras. Investigações da CPMI revelaram que o deputado recebeu R$ 5,4 milhões da Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão entre maio de 2023 e maio de 2024. A entidade está sob investigação por receber recursos da CBPA, que teria arrecadado aproximadamente R$ 99 milhões provenientes de descontos em benefícios de aposentados. Em novembro passado, o caso ganhou destaque quando Araújo enviou ameaças ao deputado federal Duarte Júnior, vice‑presidente da CPMI do INSS. Duarte relatou que recebeu mensagens intimidatórias, chegando a dizer que sua esposa estava grávida de oito meses e que temia por sua família. A CPMI solicitou proteção policial para Duarte tanto em Brasília quanto no Maranhão. O deputado federal registrou boletim de ocorrência. Nas conversas apresentadas, Araújo escreveu: “Ainda vamos nos encontrar”. Quando questionado, respondeu: “Tô (ameaçando), porque você é um m*rda irresponsável”. Em outra mensagem, afirmou: “Você vai ter que provar tudo o que falou ou vai se arrepender”.
Justiça italiana adia decisão no caso Carla Zambelli
Após duas audiências adiadas, o processo que envolve a ex‑deputada Carla Zambelli pode ser julgado nesta terça‑feira, dia 20, pela justiça italiana. A defesa sustenta que o caso representa uma perseguição política e demonstra confiança de que o veredicto será favorável, o que resultaria na libertação da parlamentar. Entretanto, a Corte de Apelação pode não proferir a decisão ainda hoje. Independentemente do resultado, cabe recurso à Corte de Cassação e, somente após isso, o Ministério da Justiça emitirá a decisão final.
Luciano Hang esclarece processo contra ex‑ator da Globo por ofensas
O empresário Luciano Hang entrou com ação judicial indenizatória contra o ex‑ator da Rede Globo, Tuca Andrada. Hang explicou os motivos da medida: “Durante o incêndio criminoso da Havan Petrolina (PE), em setembro do ano passado, o ex‑ator, Tuca Andrada fez diversos comentários e postagens ofensivas contra mim e contra a Havan, apenas por pensarmos diferente.” “Diariamente sou chamado de diversos apelidos pejorativos, e não me importo. O que não irei aceitar é que incentivem outros militontos a praticarem crimes como colocar fogo só porque pensamos diferentes.” “Processei o ex‑ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei e essa militância é cega. Se nada for feito, se essas atitudes não forem coibidas, mais casos se repetirão: mais estátuas queimadas, mais ‘ódio do bem’ e mais impunidade.”
Carlos Bolsonaro aderiu à caminhada de Nikolas, que pode alcançar proporções gigantescas
Acabei de ver o anúncio de Carlos Bolsonaro aderindo à caminhada pela liberdade iniciada por Nikolas. Trata‑se de um passo que demonstra maturidade política. Outros parlamentares e influenciadores também estão se juntando, e o movimento pode alcançar grande repercussão. “Decolando de Santa Catarina em direção a marcha com Nikolas, André, Gayer e muitos putros. Amanhã posteriormente também verei minha filha e então meu pai na quarta, mas então volto novamente à caminhada. Me programando. Força!” No Brasil, o medo e a truculência têm afastado parte da população das ruas. O gesto de Carlos Bolsonaro sinaliza que não esqueceremos de Bolsonaro preso, ou dos mortos por prisões injustas. Quem não puder acompanhar, como eu, deve compartilhar e apoiar nas redes.
Filha afirma que pai melhorava antes de ser morto por técnicos de enfermagem
João Clemente Pereira tinha 63 anos e era servidor da Caesb. Segundo a família, o paciente reclamava de dores de cabeça. No hospital, constatou‑se que ele apresentava um coágulo na parte superior do crânio. Foi submetido a cirurgia no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), e “apresentava melhora” antes de ser morto por técnicos de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). João Clemente desenvolveu complicações pulmonares decorrentes da intubação e foi internado na UTI. O quadro melhorou ao longo dos dias. Em 18 de novembro, sem motivo aparente, sofreu quatro paradas cardíacas e morreu. “Ele entrou no hospital andando. Saiu daqui de casa dirigindo e tudo normal. Antes do procedimento, ele nos recebeu para falar que ficaria tudo bem. Porém, foi assassinado”, declarou Valéria Leal Pereira, filha da vítima. Estamos sobrevivendo graças a ajuda de nossos assinantes SE
Enfermeira que xingou Flávio Dino no avião vira ré no STF
A enfermeira que hostilizou o ministro Flávio Dino virou ré no Supremo Tribunal Federal (STF). Maria Shirlei Piontkievicz perdeu a prerrogativa de foro; o caso, que deveria ter sido encaminhado à primeira instância, será julgado pela primeira turma do STF. Ela responde às acusações de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do avião. A frase considerada criminosa foi: “É o Dino, ele está aqui. É um lixo, não vou me calar para esse tipo de gente. O avião está contaminado.” Entretanto, segundo a reportagem, a Constituição parece ter pouca relevância no momento.
OPOSIÇÃO REÚNE 42 ASSINATURAS E INTENSIFICA PRESSÃO SOBRE DAVI ALCOLUMBRE PARA CPI DO MASTER
A oposição no Senado obteve 42 assinaturas para solicitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o caso Banco Master. O requerimento foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo‑CE) e conta com o apoio de mais da metade dos senadores. Paralelamente, no Congresso Nacional há requerimentos para a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de outra CPI na Câmara dos Deputados. A pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vem crescendo e pode tornar‑se irreversível.