Donald Trump afirmou nesta quarta‑feira (21) que chegou a um entendimento preliminar sobre a estrutura de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia, após reunião com o secretário‑geral da OTAN, Mark Rutte, em Davos, na Suíça. O presidente anunciou a decisão de suspender as tarifas que entrariam em vigor no dia 1º de fevereiro contra países europeus. Segundo Trump, as próximas negociações contarão com a participação do secretário de Estado Marco Rubio, do vice‑presidente JD Vance e do enviado especial Steve Witkoff. “Após uma reunião muito produtiva com o Secretário‑Geral da OTAN, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da OTAN.” “Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão sendo realizadas sobre a Cúpula Dourada, no que diz respeito à Groenlândia. Mais informações serão disponibilizadas conforme o andamento das discussões. O vice‑presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações e se reportarão diretamente a mim. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!”
Professor suspeito de abusar de mais de 240 crianças é preso
Um professor é suspeito de abusar sexualmente de mais de 240 alunos no Maranhão. Ele foi preso nesta quarta‑feira (21) pela Polícia Civil. As vítimas são crianças e adolescentes que teriam mantido contato com o investigado entre 2023 e 2025. A prisão ocorreu no Piauí, embora os crimes tenham sido praticados em Tuntum, no Maranhão. O professor, cuja identidade não foi divulgada, foi localizado e capturado em União (PI), onde residia. Para efetivar a captura, a polícia contou com a colaboração decisiva dos pais das vítimas, que ajudaram nas investigações iniciadas em maio de 2025. Segundo o delegado Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA), os abusos teriam acontecido entre 2023 e maio de 2025, período em que o suspeito chegou a ser preso por importunação sexual. “Ele foi colocado em liberdade provisória, mas não retornou às atividades em sala de aula”, afirmou o delegado. As investigações apontam que o professor praticava atos libidinosos com as vítimas dentro das salas de aula. Todas tinham menos de 14 anos de idade. Até o momento não há relato de estupro consumado, mas a polícia solicitou a realização de exames periciais nos alunos. Caso seja condenado, o investigado poderá responder pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena prevista varia de 10 a 18 anos de reclusão.
Defesa de Vorcaro nega veementemente delação premiada
A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, manifestou‑se sobre os boatos de que o banqueiro poderia firmar delação premiada e negou “com veemência” a existência de qualquer proposta ou negociação. A nota emitida pelos advogados afirma que “a informação não corresponde à realidade e não foi objeto de tratativa formal ou informal por parte do Sr. Vorcaro ou de seus advogados”. Eis a íntegra da declaração: “A defesa de Daniel Vorcaro nega com veemência a existência de qualquer proposta ou negociação de delação premiada. Essa informação não corresponde à realidade e não foi objeto de tratativa formal ou informal por parte do Sr. Vorcaro ou de seus advogados. Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal.” Os rumores acerca de suposta delação aumentaram após a saída do advogado Walfrido Warde da defesa criminal do banqueiro. Warde é assumidamente contra delação, e sua partida alimentou comentários sobre essa possibilidade.
Datena abandona a Rede TV e vai para a TV Brasil (veja o vídeo)
O apresentador José Luiz Datena anunciou nesta quarta‑feira (21) que está deixando a Rede TV. O jornalista declarou estar “cansado” de conduzir programas policiais diariamente. “É apenas um até logo. As portas estarão sempre abertas, eu estou indo para um novo desafio. Eu estou um pouco cansado. Não é brincadeira há 30 anos fazer três horas e meia, duas horas de programa de televisão”, disse Datena a uma colega de emissora. Datena assinou um contrato com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) no mês passado e assumirá a apresentação de um programa de entrevistas na TV Brasil. Ele afirmou que pretende produzir “coisas leves”. “Estou partindo para outra tentativa de fazer programas, mas com menos intensidade. Porque não são duas horas, são duas horas em 30 anos. Então é um acumulado muito grande. Vou fazer programa de entrevistas, coisas mais leves, e acho que vai dar certo”. Veja o vídeo:
Cristalina, interior de Goiás, recebe a Caminhada pela Liberdade e Justiça de forma apoteótica (Veja o vídeo)
A cidade de Cristalina, interior de Goiás, parou para saudar a Caminhada pela Liberdade e Justiça, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira. O evento foi descrito como algo fantástico, contagiante e jamais visto na história do país. A caminhada está programada para chegar a Brasília no próximo domingo, 25. Segundo a reportagem, a manifestação pretende despertar a população, que se sente amedrontada pelo arbítrio que domina o país. Veja o vídeo:
A verdadeira ameaça à universidade vem de dentro
Não são os governos que ameaçam a universidade. Eles passam; nunca são eternos. Tampouco as restrições orçamentárias conjunturais, que podem ser minimizadas ou contornadas por gestões competentes e criativas, impulsionadas sobretudo por inovações gerenciais e tecnológicas. Nem portarias ministeriais, medidas provisórias ou pressões políticas de ocasião podem debilitar a universidade, pois são mais fugazes e voláteis que a amplitude e a supremacia do seu desígnio institucional. Muito menos denúncias infundadas e vazias, perecíveis em seus propósitos e motivações. Não. Esses não são, em absoluto, os fatores que ameaçam a sobrevivência da academia e a sua consolidação como sede do conhecimento. O que realmente ameaça a universidade são as suas “anomias” intrínsecas: o distanciamento da cultura interna das finalidades civilizatórias para as quais ela existe, o descolamento da rotina das funções sociais mais nobres que lhe dão sentido e a perda do ethos acadêmico, definidor de sua própria natureza e historicidade. Vale lembrar que Pierre Bourdieu, sociólogo francês e um dos mais importantes intelectuais do século passado, constatou que todo campo da vida social representa um “espaço simbólico”, um microcosmo dotado de leis próprias, onde se legitimam valores e representações afinados com as finalidades coletivas desempenhadas. O poder simbólico de cada campo estabelece, internamente (e perante a sociedade), a hierarquia dos signos, definindo o que deve ser valorizado e adequado às práticas sociais a ele afetas, inclusive as relações de poder, em consonância com suas funções societárias específicas. Assim, numa universidade – campo educacional e de pesquisa por excelência – os valores e práticas mais significativos, que formam um “habitus” indispensável à sua evolução institucional, se traduzem em princípios como o experimento incessante do conhecimento, o enaltecimento permanente do estudo, a exaltação do mérito, a valorização da pesquisa de qualidade, a formação teórica e técnica competente de profissionais, o convívio harmônico entre as áreas do saber, o pluralismo de ideias, o respeito às diferenças filosóficas, éticas e estéticas, a razão comunicativa e a tolerância entre correntes contrárias de pensamento. A perda progressiva desse “habitus” está condenando silenciosamente a universidade brasileira a um perigoso retrocesso, com sinais de obsolescência em alguns setores e perda de competitividade acadêmica face aos avanços científicos no resto do mundo. É a mentalidade sindical e o espírito corporativo que empobrecem a universidade, tornando‑a autista, entrópica, autofágica, incapaz de pensar, formular e enfrentar, com abertura, os verdadeiros desafios do desenvolvimento econômico e social do país, afastando‑se dos interesses da sociedade. A partidarização da instituição, com seu aparelhamento político, diminui sua legitimidade perante a coletividade que a sustenta, provocando perda progressiva do respeito social, do reconhecimento funcional e do mérito acadêmico. É o uso da cátedra como palanque político. É o ensino “faz‑de‑conta”. É a pantomima em sala de aula, por muitos tratada como “bico”. É a preguiça na busca pelo conhecimento. É o engodo como conteúdo. É o pacto da mediocridade – pelo qual ninguém ensina e ninguém aprende. É o descaso e a omissão como regra de conduta que afogam a instituição. Em suma, trata‑se da substituição da ciência isenta – o que não significa “neutralidade” – por ideologias farsantes (de direita ou de esquerda) que contaminam a mentalidade da academia, condenando, pelo analfabetismo técnico e científico, as futuras gerações à inoperância profissional e à insignificância social. Uma minoria de professores dedicados e de pesquisadores competentes ainda mantém, por “aparelhos” (para usar uma metáfora provocativa), a respiração da universidade em funcionamento, enquanto a maioria do corpo docente permanece acomodada em seu esforço de atualização intelectual, muitas vezes iludida e desnorteada em batalhas ideológicas, com direitos garantidos a priori, independentemente de avaliações rigorosas e qualitativas que se dissiparam ao longo da carreira. Não, a universidade não é território para acomodados, nem para charlatães ou capadócios. Tampouco deve servir de arena política ou de palco para qualquer tendência doutrinária de ocasião. Essa opção seria um erro monumental, talvez o mais mortífero, com consequências deletérias à sobrevivência institucional. A função da academia é outra, diametralmente oposta à manipulação política, e só pode ser cumprida satisfatoriamente com o resgate dos valores e símbolos que garantem o cumprimento de sua funcionalidade social específica. Por isso, as eleições universitárias, como a de reitor, não podem ser balizadas por princípios artificiais e populistas – como a pretensa “igualdade” ou “isonomia” entre docentes, estudantes e técnico‑administrativos – num falso e demagógico “democratismo” que desconsidera a natureza e o papel específicos da instituição, equiparando‑a a esferas como a de um prefeito ou governador, eleitos por propaganda e cartazes, e não exclusivamente por argumentos e teses adequadas aos desafios da função. Não cabe, nem deve caber, na academia a demagogia, o oportunismo ou a charlatanice. A cátedra – que não pode ser palanque – deve ser revestida de um tecido discursivo e ético, jamais diminuída pelo ativismo cínico dos arrivistas ou pela mediocridade dos picaretas de plantão. A universidade não é (nem deve ser) partido, sindicato ou local de culto; assim como suas artérias não podem ser irrigadas por credos fundamentalistas ou sofismas mal‑intencionados, sob pena de proliferação metastática dessas irracionais tumorações. A universidade deve ser, simplesmente, universidade – conforme os traçados da tradição civilizada e em conformidade com suas finalidades específicas definidas em lei. Simples assim. Na prática, a universidade deve ser responsável e autônoma em suas funções acadêmicas e administrativas, cumpridas com zelo e competência, mas não soberana perante a sociedade que a mantém, representada por governos democraticamente eleitos, portadores de legitimidade para definir, dentro da lei, o que é prioritário e desejável para o interesse geral, conforme as prerrogativas constitucionais. Assim ocorre em todo o mundo civilizado onde impera o modelo democrático de poder. É certo que a universidade não se confunde com a sociedade. Ela constitui apenas um “campo” entre outros, com funções próprias e peculiares. Seu dever é servir à sociedade com maestria e eficiência, no que lhe compete. Não se trata de formar médicos, engenheiros ou professores “socialistas”, “progressistas” ou “conservadores”. O objetivo é formar profissionais competentes que salvem vidas, construam equipamentos de qualidade e eduquem com proficuidade, proporcionando aos
No km 100 da caminhada, Nikolas Ferreira surpreende Lula com duras críticas (Veja o vídeo!)
Ao completar 100 quilômetros de sua Caminhada pela Liberdade e Justiça, o deputado Nikolas Ferreira fez uma surpresa para Lula. O parlamentar criticou inúmeros problemas do país, entre eles os escândalos recentes, como o Banco Master e o INSS, e afirmou que o crime organizado afeta quase 60 milhões de brasileiros. Sobre Lula, ele lembrou sua “ficha corrida de lavagem de dinheiro e corrupção passiva”. “Nós temos um presidente com uma ficha corrida de lavagem, corrupção passiva. Nós temos uma saúde que muitas vezes mais mata do que salva. A gente tem uma educação que ocupa os piores índices internacionais.” “Nós temos 100 milhões de pessoas no Brasil que não têm saneamento básico, ou seja, água potável e local para poder fazer suas necessidades. Que país é esse? Que país é esse que vê tudo acontecendo e não acorda? Que país é esse que já normalizou olhar e dizer: ‘Ah, não vai dar nada, não adianta’. Entregar o país para esses caras é tudo que eles querem. Então, vamos fazer o que eles não querem, quer continuar.” Veja o vídeo:
Lula confessa que não se emenda (veja os vídeos)
É típico de mentiroso contumaz. Para quem pensa que o presidente Lula mente apenas sobre números de crianças de rua, aborto ou fome, a verdade está registrada em vídeo (vídeo 1, abaixo). Está enganado. O presidente mente sobre tudo, inclusive sobre história e cronologia. A República Dominicana não foi descoberta em 1498, como afirmou o ex‑presidiário, mas em 5 de dezembro de 1492, sendo o primeiro assentamento europeu nas Américas, situado em Santo Domingo. A instituição que ele menciona como universidade, na realidade, era um Seminário Dominicano criado em 1518. Ela só foi elevada à condição de universidade em 28 de outubro de 1538, por meio da bula papal In Apostolatus Culmine, promulgada pelo Papa Paulo III, recebendo os mesmos direitos da Universidade espanhola de Alcalá de Henares. Posteriormente, recebeu um Decreto Real espanhol em 1558. Quanto ao conceito de “universidade”, que designa a união de várias faculdades, ele passou a ser utilizado no Brasil entre 1909 e 1913, quando foi aberta a Universidade do Amazonas – então chamada Escola Universitária Livre de Manaus. Em 1912 foi inaugurada a Universidade do Paraná e, em 1920, a Universidade do Rio de Janeiro. No entanto, o ensino superior no Brasil tem origens muito mais antigas. Entre 1553 e 1759 funcionou o Colégio dos Jesuítas da Bahia, que oferecia o curso Superior de Teologia e Ciências Sagradas para a formação de sacerdotes. Em dezembro de 1792 foi criada a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho (Faculdade de Engenharia), a primeira instituição de ensino superior técnico‑científico fundada nas Américas, em cooperação com a faculdade homônima de Lisboa, criada dois anos antes. Com a chegada de D. João VI ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808, foram criadas, no mesmo ano, a Escola de Cirurgia da Bahia (18 de fevereiro, em Salvador) e, em 2 de abril, a Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, instalada nas dependências do Hospital da Misericórdia. Em um contexto em que, na mesma semana, o ENAMED – Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica – reprovou 30 % dos cursos de Medicina no país, a retórica de Lula, que confunde universidade com faculdade, transforma o discurso em uma pretensa narrativa de equidade social. No auditório da Casa da Moeda, em 16 de janeiro passado, ele afirmou que, para a “elite”, o pobre não precisa estudar, pois o pobre foi feito para trabalhar. Como bem disse o radialista Márcio Motta, o brasileiro, de fato, só passou a existir após a independência, em 1822; antes disso, eram portugueses da América. Mais detalhes nas palavras de Márcio Motta (vídeo 2, abaixo). Vai mentir assim lá na Casa do Chapéu!
Defesa de Vorcaro se desfaz; delação premiada ganha força
O advogado Walfrido Warde informou nesta quinta‑feira (21) que deixará a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão de Warde ocorre em meio à possibilidade de acordo de colaboração premiada envolvendo Vorcaro, proposta à qual o advogado se declara contrário. Na semana passada, Vorcaro foi alvo da segunda fase da Operação Complicance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, e afirmou ter “interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”.
Jurista avalia caso Master e conclui: “Estamos diante de um surubão institucional” (veja o vídeo)
O Resort Tayayá, construído em Ribeirão Claro (PR) pela família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de um escândalo que gera desconfiança sobre a atuação do ministro no caso do Banco Master. Em Ribeirão Claro, o empreendimento é conhecido como “resort do Toffoli”. Essa denominação parece estar ligada à suposta blindagem de provas no Banco Master e à tentativa de manter documentos lacrados no STF. Com isso, Toffoli teria mudado de posição: deixou de ser apenas parte interessada e passou a ser parte envolvida no caso. Para o jurista André Marsiglia, estamos diante de um “surubão institucional”. Veja o vídeo: