A ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro compartilhou neste sábado (17), nas redes sociais, imagens das marmitas que preparou para o ex‑presidente Jair Bolsonaro, atualmente custodiado no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. Bolsonaro foi transferido para a unidade na última quinta‑feira (15). Segundo pessoas próximas, o ex‑presidente precisa manter dieta específica em razão de problemas de saúde decorrentes das sequelas da facada sofrida em 2018. Nas imagens divulgadas, Michelle mostra três refeições acompanhadas de bilhetes escritos à mão, com mensagens de incentivo, carinho e fé. “Bom almoço, meu amor! Não se esqueça: você é forte e corajoso! Eu te amo.” Em outra mensagem, a ex‑primeira‑dama destacou a importância da fé e da leitura bíblica: “Estou aqui por você e para você. Leia a Palavra de Deus, que é viva e traz conforto. Salmos 121.” O terceiro bilhete foi breve: “Meu amado, que Deus te abençoe.” Quando Bolsonaro esteve custodiado na Polícia Federal, em Brasília, ele também recebia alimentação preparada por Michelle, justamente para garantir o controle alimentar recomendado pelos médicos.
OEA recebe acusações de graves violações de direitos humanos contra supostos presos políticos no Brasil
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cumpre agenda nos Estados Unidos com o objetivo de apresentar à Organização dos Estados Americanos (OEA) um dossiê contendo denúncias de supostas violações de direitos humanos relacionadas ao que ele classifica como prisões políticas em território brasileiro. Durante a viagem, o parlamentar informou que terá encontros institucionais e, entre eles, uma reunião específica na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Segundo Girão, o relatório entregue ao órgão internacional reúne informações atualizadas sobre a situação de brasileiros detidos. “Tenho uma reunião na OEA, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos para denunciar, mais uma vez, um relatório bem robusto, atualizando sobre as torturas que os brasileiros estão sofrendo no Brasil, presos políticos em pleno o século 21.” O senador também fez questão de esclarecer que o deslocamento aos Estados Unidos não gerou qualquer despesa para os cofres públicos. Além do compromisso junto à OEA, sua programação inclui encontros com parlamentares norte‑americanos, tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado, para tratar de temas institucionais e políticos. Outro ponto destacado por Girão em sua agenda internacional é a participação na Marcha pela Vida, manifestação tradicional realizada nos Estados Unidos em defesa da vida e contrária ao aborto. O senador afirmou que essa pauta faz parte de sua atuação política desde antes de assumir o mandato no Congresso Nacional.
Moraes submete 39 quesitos à PF para decidir prisão ou prisão domiciliar de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Polícia Federal um conjunto de 39 perguntas elaboradas pela defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) para subsidiar a avaliação médica sobre suas condições de saúde. O objetivo é verificar se o ex‑chefe do Executivo reúne condições de cumprir eventual pena em unidade prisional ou se há fundamento para a concessão de prisão domiciliar por motivos clínicos. A PF confirmou o recebimento dos quesitos nesta segunda‑feira (19). A iniciativa integra o processo de análise do quadro médico de Bolsonaro. Na mesma decisão, Moraes validou a indicação do médico particular do ex‑presidente, o Dr. Cláudio Birolini, como assistente técnico da defesa durante a perícia. Caberá agora à Polícia Federal realizar o exame pericial, com prazo de dez dias para concluir os trabalhos e anexar o laudo ao processo. A apuração médica foi determinada após decisão proferida na quinta‑feira (15), quando Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”, também localizado em Brasília. Segundo o ministro, o novo local ofereceria condições mais adequadas ao ex‑presidente. A mudança de local ocorreu logo após a defesa apresentar um novo pedido de prisão domiciliar, fundamentado em alegadas “questões humanitárias” relacionadas à saúde. Ao analisar o pleito, Moraes afirmou que Bolsonaro passaria a contar com “condições ainda mais favoráveis” na Papudinha, onde permaneceria em sala exclusiva e isolada dos demais detentos. Os questionamentos médicos foram protocolados no STF na sexta‑feira (16), depois que o ministro abriu prazo de 24 horas para que tanto a defesa quanto a Procuradoria‑Geral da República (PGR) apresentassem quesitos à perícia. A PGR informou oficialmente que “não tem quesitos complementares a formular”. Conforme revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o documento faz parte da estratégia jurídica para reforçar o pedido de cumprimento de pena em regime domiciliar. Entre os pontos levantados pelos advogados estão dúvidas sobre a complexidade do quadro clínico de Bolsonaro, a existência de múltiplas doenças crônicas e a capacidade do sistema prisional de garantir acompanhamento médico contínuo. A defesa também questiona se a permanência em ambiente carcerário poderia elevar o risco de complicações graves, incluindo eventos fatais súbitos. A lista de quesitos aborda, de forma detalhada, temas como apneia obstrutiva do sono, hipertensão, doenças cardiovasculares, histórico de cirurgias abdominais, risco de quedas, uso contínuo de medicamentos com efeitos no sistema nervoso central, possibilidade de pneumonia aspirativa, fragilidade clínica, sarcopenia e impacto de eventuais falhas no acompanhamento médico. Há ainda perguntas específicas sobre a necessidade de uso permanente de CPAP, dieta fracionada, monitoramento diário e acesso imediato a atendimento de urgência. Do ponto de vista médico‑pericial, a defesa busca demonstrar que o conjunto de doenças, limitações funcionais e riscos associados caracterizaria uma condição grave, nos termos previstos no artigo 117 da Lei de Execução Penal. A conclusão da perícia da Polícia Federal será decisiva para embasar a decisão do STF sobre a viabilidade ou não da prisão domiciliar.
Com o aumento de visitantes nas praias, o conserto de celulares fatura mais
Com o aumento do movimento nas praias, cresce também a procura por assistências técnicas especializadas em conserto de celulares. Entre os principais vilões está a areia. Geralmente, os grãos finos entram nas aberturas do aparelho, como botões e alto‑falantes, provocando falhas no funcionamento e até o travamento de peças, segundo o técnico em conserto de celulares Pedro Lima. “Como o aparelho tem aberturas bem pequenas, o contato com a areia pode causar algum tipo de problema. É mau contato, por exemplo, no conector de carga, na parte onde você conecta o celular para carregar. No auricular também, que pode ficar chiado, e com isso acaba prejudicando o funcionamento. Quando há contato com a areia, o ideal é fazer uma limpeza com álcool isopropílico e uma escovinha, realizando essa limpeza com bastante cuidado, que a areia vai saindo.” Outro risco comum é a água, seja do mar ou da piscina. A água salgada é mais agressiva porque acelera a corrosão dos componentes internos. Já a água de piscina, por conta do cloro, também pode causar danos importantes. O técnico Pedro Lima orienta sobre o que fazer e o que evitar quando o celular molha. “Alguns aparelhos têm IP68, IP69, que são resistentes à água. Eles não são à prova d’água. Alguns fabricantes informam que o aparelho pode ser mergulhado por até 30 minutos em um metro de profundidade, mas muitas vezes esse tempo acaba prejudicando, porque, ao longo do tempo, essa vedação vai perdendo a garantia. E, com isso, acaba entrando água.” Segundo ele, o melhor é não expor o aparelho nem à piscina nem ao mar, porque isso pode causar oxidação. “O ideal é desligar o aparelho e ir diretamente à assistência técnica.” Muitas pessoas apostam nas capinhas impermeáveis vendidas por ambulantes, por serem mais baratas, mas nem sempre elas oferecem a proteção adequada. Além disso, a exposição direta ao sol pode fazer o celular superaquecer, afetando a bateria e o desempenho do aparelho. O técnico alerta sobre os riscos e as formas corretas de prevenção. “A capinha que o pessoal vende como à prova d’água, ao longo do tempo, com o sol, vai ressecando. Com isso, podem surgir fissuras e, na hora em que você está emergindo o celular, ele acaba molhando. Muitas vezes, ela também esquenta o aparelho. Quando o celular já está ligado, o processador começa a trabalhar e esquenta. Com o sol e a capinha, acaba esquentando muito.” Por isso, a orientação é usar a capinha apenas quando necessário: “Utilizou, tirou da capinha e pode usar o aparelho normalmente. Porque, se ficar utilizando a capinha junto com o sol, vai acabar superaquecendo o aparelho e pode ocasionar algum tipo de problema no futuro.”
Avião de Trump sofre falha técnica longe dos EUA; piloto reage rapidamente
Uma falha elétrica registrada no avião presidencial dos Estados Unidos obrigou o presidente Donald Trump a interromper sua viagem internacional na noite da terça‑feira (20). A aeronave que seguia para a Suíça, onde o chefe de Estado participaria do Fórum Econômico Mundial, teve de retornar a Washington pouco depois da decolagem para que outra fosse utilizada. Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, o contratempo foi classificado como um “problema elétrico menor”. A porta‑voz Karoline Leavitt explicou que a anomalia foi identificada cerca de 45 minutos após o início do voo, levando a tripulação a decidir pelo retorno à Base Conjunta Andrews, medida considerada padrão nessas situações. Relatos de jornalistas que acompanhavam a viagem indicam que, logo após a decolagem, as luzes da cabine se apagaram por alguns instantes. Apesar do ocorrido, nenhuma explicação técnica detalhada foi apresentada oficialmente até o momento, sendo apenas ressaltado que não houve risco à segurança dos passageiros. Em solo, Trump embarcou em outra aeronave para dar continuidade ao deslocamento rumo à Europa. O episódio deve causar atraso na sua chegada à Suíça, onde está programado para discursar na quarta‑feira (21), durante o encontro anual em Davos. A expectativa é de que o presidente concentre sua fala em temas econômicos domésticos, como o custo de vida e as dificuldades de acesso à moradia. Esses assuntos ganham destaque em meio a críticas de parte de sua base eleitoral, que considera que o governo tem dedicado atenção excessiva à agenda internacional no primeiro ano, sobretudo a conflitos como os da Faixa de Gaza e da Ucrânia. Antes de embarcar, Trump fez um comentário rápido aos jornalistas, afirmando que “esta será uma viagem muito interessante, não sei o que pode acontecer”, declaração que, à luz do imprevisto técnico, ganhou um significado ainda mais simbólico.
Bolsonaro deixa no escuro o que diria a Tarcísio após encontro cancelado
O ex‑presidente Jair Bolsonaro planejava transmitir uma série de mensagens estratégicas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante visita marcada para quinta‑feira (22). O encontro foi adiado pelo governador, que alegou compromissos oficiais inadiáveis. A reunião seria usada por Bolsonaro para reforçar que a pré‑candidatura de seu filho Flávio Bolsonaro à Presidência da República é um projeto concreto que necessita do apoio integral do governador paulista. Pessoas próximas ao ex‑presidente confirmaram esses planos para o encontro. Bolsonaro também pretendia solicitar a Tarcísio um posicionamento mais contundente em relação à candidatura de Flávio. O ex‑presidente considera o estado de São Paulo um palanque fundamental para impulsionar as chances eleitorais de seu filho nas eleições presidenciais deste ano. Outro ponto abordado seria a recomendação para que Tarcísio oficializasse rapidamente sua candidatura à reeleição ao governo paulista, estratégia que serviria para dissipar rumores sobre possíveis ambições do governador de concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.
Esposa de Alexandre de Moraes defende Banco Master no processo levado ao STF por Toffoli
A advogada Viviane Barci e seus filhos, Giuliana e Alexandre, participam do processo que investiga Nelson Tanure e Gilberto Benevides por suposto insider trading nas operações da construtora Gafisa. O Banco Master figura entre as partes interessadas no inquérito e é representado no caso pelo escritório Barci de Moraes. A informação foi trazida pela jornalista Malu Gaspar, que explicou: “O caso foi remetido ao Supremo em função das conexões entre o processo da construtora e as fraudes no Banco Master, citadas na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Tanure e Benevides em dezembro e admitidas posteriormente pela defesa do primeiro empresário, que também é investigado no caso do Master.” A instituição liquidada pelo Banco Central em novembro passado figura como terceiro interessado, ou seja, uma pessoa física ou jurídica que não consta na relação processual inicial, mas tem legítimo interesse jurídico caso a decisão final da Justiça tenha o potencial de afetar seus direitos. Vorcaro e o Master não foram denunciados pelo MPF no caso da Gafisa, mas as investigações relacionadas às supostas operações irregulares de Tanure e Benevides na construtora miraram gestoras como a Trustee e Planner e fundos investigados no âmbito do banco. Por esse motivo, os interesses do banqueiro e da instituição liquidada podem ser impactados no decorrer do processo no STF. Caso o inquérito chegue ao plenário da Corte, o caso relatado por Toffoli poderá ser votado por Alexandre de Moraes, marido da advogada do Master, quando estes interesses estiverem em jogo. Também figuram como terceiros interessados o investidor Vladimir Joelsas Timerman, acionista da Gafisa cuja denúncia sobre as movimentações suspeitas na empresa deu origem ao processo, sua gestora, a Esh Capital, a própria construtora e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).”
Banco Central decreta a liquidação de mais um banco
O Banco Central decretou a liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master, que estava sob regime de administração especial temporária desde novembro. Segundo a Folha de S.Paulo, o Will Bank foi mantido quando o BC anunciou a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro, pois na época havia investidores interessados em adquirir a instituição, interesse que não se concretizou. Criado em 2017 e adquirido pelo Master em 2024, o Will Bank encerrou o primeiro semestre com ativos de R$ 14,4 bilhões, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Uma eventual venda do Will Bank, como se esperava, poderia reduzir as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá pagar até R$ 250 mil a 800 mil investidores de Certificados de Depósito Bancário (CDB) e outros títulos garantidos emitidos pelo Master, totalizando R$ 40,6 bilhões, a maior indenização já feita pelo fundo. Caso não haja venda, as perdas do FGC com o Master podem aumentar. O Will Bank encerrou setembro com R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e nenhum valor em depósitos à vista, como conta corrente.
Tayayá, o “Resort do Toffoli”, recebe o ministro em visitas frequentes
O ministro Dias Toffoli possui uma residência na área exclusiva Ecoview, do Resort Tayayá, onde costuma estar com frequência. Ele também mantém uma embarcação particular ancorada no píer do complexo hoteleiro. O irmão do ministro, José Carlos Dias Toffoli, tem outra residência no mesmo empreendimento. Antes de se dedicar ao mercado imobiliário de alto padrão, José Carlos foi padre. A incorporadora que construiu os apartamentos do resort tem como sócios José Carlos e José Eugênio, também irmãos de Toffoli. O estabelecimento está situado na divisa entre Paraná e São Paulo, às margens da represa de Xavantes, e já recebeu outros integrantes do Supremo Tribunal Federal. Funcionários do local citam a ministra Cármen Lúcia entre as visitantes ilustres. As diárias dos apartamentos mais simples podem chegar a R$ 2 mil. Segundo a equipe, o ministro, carinhosamente chamado de “Zé” pelos funcionários, aprecia o estilo arquitetônico rústico do empreendimento. O complexo oferece infraestrutura completa de lazer: seis piscinas, três delas aquecidas, quadras de tênis e de beach tennis, além de programação recreativa para crianças. Para quem opta pelo transporte aéreo, o percurso inclui voo fretado até Ourinhos (São Paulo) e, em seguida, helicóptero até o resort. Em Ribeirão Claro, o local é conhecido como “resort do Toffoli”.
STF cria artimanha para processar enfermeira sem foro privilegiado que insultou Dino, chamando‑o de ‘lixo’
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu julgar uma enfermeira depois de estabelecer conexão entre um incidente ocorrido em aeroporto e as investigações sobre fake news e milícias digitais. A decisão foi tomada mesmo sem a profissional possuir foro privilegiado. O caso segue um padrão de situações semelhantes que foram encaminhadas ao STF recentemente. Episódios como o dos Mantovani em Roma e o de um casal que teria hostilizado o ministro Gilmar Mendes em Madri também foram enviados à Corte, apesar de os envolvidos não terem foro privilegiado. Um precedente análogo ocorreu em dezembro de 2018, quando um advogado foi detido após um incidente em voo comercial. Durante o trajeto entre São Paulo e Brasília, o passageiro disse ao então ministro Ricardo Lewandowski que o STF era “uma vergonha”. O magistrado respondeu ao advogado com a pergunta: “Você quer ser preso?”. Ao desembarcar, o passageiro foi detido por agentes da Polícia Federal. Na ocasião, o então presidente do Supremo, Dias Toffoli, solicitou investigações à PF e à Procuradoria‑Geral da República, classificando o episódio como inaceitável. O desfecho daquele caso foi diferente do atual. A então procuradora‑geral Raquel Dodge não identificou elementos que configurassem delito e manifestou‑se contra a criminalização da conduta. A primeira instância judicial determinou o arquivamento do processo, entendendo que o ocorrido representava exercício da liberdade de expressão.