A Procuradoria‑Geral da República manifestou‑se favoravelmente à diminuição da pena imposta ao ex‑deputado federal Roberto Jefferson e encaminhou parecer ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria do processo. A manifestação foi protocolada na segunda‑feira (19) e atende a um pedido apresentado pela defesa. Condenado em dezembro de 2024, Jefferson recebeu pena de 9 anos, 1 mês e 5 dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes. De acordo com o entendimento da PGR, caso Moraes acolha o parecer, a punição poderá ser reduzida para três anos, possibilitando a progressão de regime. O posicionamento do Ministério Público ocorreu após solicitação formal dos advogados do ex‑presidente do PTB. No documento enviado ao STF, a PGR requereu informações tanto à Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro quanto à 4ª Vara Federal Criminal, com o objetivo de avaliar a conduta de Roberto Jefferson durante o cumprimento da pena. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Roberto Jefferson foi preso preventivamente em agosto de 2021 e, inicialmente, passou a cumprir prisão domiciliar em sua residência, localizada no município de Comendador Levy Gasparian, no interior fluminense. Posteriormente, em 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, a Polícia Federal cumpriu novo mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes, após o ex‑deputado descumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. A nova ordem de prisão ocorreu depois da divulgação de um vídeo nas redes sociais com ofensas direcionadas à ministra do STF Cármen Lúcia. No momento em que os agentes federais tentaram cumprir o mandado, Jefferson resistiu, efetuou disparos com arma de fogo e lançou explosivos contra a equipe policial, sendo detido em flagrante por tentativa de homicídio. Mais recentemente, em maio de 2025, Moraes autorizou a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário ao ex‑deputado. A decisão teve como base laudos médicos que apontaram estado de saúde grave, incluindo crises convulsivas, desnutrição calórico‑proteica, possível foco de infecção na cavidade oral e diagnóstico de síndrome depressiva severa.
Alerta climático alarmante: chuvas intensas ameaçam 20 estados nas próximas horas
Na quinta‑feira, 22, a maior parte do território nacional enfrentará instabilidade climática, com previsão de chuvas intensas e persistentes em ao menos vinte estados. O cenário eleva o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, sobretudo nas áreas em que o solo já se encontra encharcado. Embora o Sudeste concentre a situação mais grave, a zona de instabilidade também se estende ao Centro‑Oeste, ao Norte e a parte do Nordeste. Em diversos pontos do país, os volumes acumulados de chuva podem ser elevados em curto espaço de tempo, exigindo atenção redobrada da população. No Sudeste, o alerta está no nível máximo. Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro permanecem sob risco elevado de chuva forte e volumosa, com acumulados que, em algumas localidades, podem ultrapassar 100 mm. Esse excesso de água aumenta a possibilidade de transbordamento de rios, deslizamentos de encostas e alagamentos urbanos. Em São Paulo, o céu permanecerá encoberto ao longo do dia, com temperaturas mais amenas e chance de garoa ou chuva fraca, principalmente à noite. A instabilidade também predomina no Centro‑Oeste. Goiás e Mato Grosso devem registrar pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, sobretudo entre a tarde e a noite. Os volumes previstos podem provocar alagamentos pontuais e dificultar o escoamento da água tanto em áreas urbanas quanto rurais. Já em Mato Grosso do Sul, as precipitações ocorrerão de forma mais irregular, embora o céu continue carregado na maior parte do dia. O Distrito Federal também está na área de atenção. No Norte, as tempestades se distribuem de maneira mais generalizada. Estados como Amazonas, Rondônia, Acre, Pará e Tocantins enfrentarão pancadas de chuva a qualquer hora, com possibilidade de volumes expressivos em determinadas regiões. As chuvas constantes mantêm elevado o risco de elevação do nível dos rios e de alagamentos em centros urbanos, especialmente entre a tarde e a noite. Amapá e Roraima também figuram na lista de áreas afetadas. No Nordeste, a chuva concentra‑se principalmente no interior. O oeste da Bahia merece atenção especial, pois os acumulados podem ser significativos em curto período, favorecendo enxurradas e alagamentos localizados. Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco também estão sob alerta. No litoral nordestino, o tempo varia entre muitas nuvens e algumas aberturas, com menor frequência de chuva. Enquanto isso, a Região Sul apresenta um padrão distinto. O avanço de uma massa de ar frio faz com que o dia comece com temperaturas abaixo do normal para esta época do ano. O tempo segue nublado em diversos pontos, com possibilidade de chuva fraca e isolada, especialmente no Paraná. Nas áreas serranas, a sensação de frio é mais intensa, e as temperaturas máximas permanecem contidas ao longo do dia. Diante desse panorama, recomenda‑se acompanhar atentamente os alertas meteorológicos e adotar medidas de precaução, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis a alagamentos e deslizamentos. Evitar deslocamentos em locais de risco e redobrar os cuidados pode ajudar a reduzir os transtornos provocados pelas chuvas intensas previstas para esta quinta‑feira.
Moraes concede 15 dias à PGR para decidir sobre soltura de Filipe Martins
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou prazo de 15 dias para que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos da defesa de Filipe Martins. Só depois da manifestação o magistrado decidirá o caso. A determinação foi assinada nesta terça‑feira, 20, e está ligada à tentativa do ex‑assessor da Presidência da República de revogar a prisão preventiva decretada anteriormente. Martins está preso desde 31 de dezembro, sob alegação de descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro citou suposta atividade registrada na conta de Filipe Martins na rede social LinkedIn, entendendo que tal fato configuraria violação das restrições estabelecidas no processo, o que motivou a medida mais severa. Na semana passada, os advogados de Martins protocolaram pedido de revogação da prisão preventiva, argumentando ausência de fundamentos legais para a manutenção da custódia. A defesa sustenta que houve erro de fato na decisão e que não estão presentes os requisitos legais para justificar a prisão. Os representantes legais afirmam que Moraes partiu de premissa equivocada ao sugerir que a própria defesa teria admitido o uso de redes sociais pelo investigado. Segundo os advogados, tal declaração nunca foi feita e, portanto, não poderia servir de base para caracterizar descumprimento das medidas cautelares. De acordo com a argumentação, o acesso à conta do LinkedIn ocorreu exclusivamente por iniciativa da equipe jurídica, após a prisão, com objetivo de preservar eventuais provas e garantir pleno exercício do direito de defesa. A defesa também questiona a validade do material usado na decisão, alegando ser um simples print de tela, sem respaldo técnico, cadeia de custódia ou perícia, proveniente de denúncia informal. Outro ponto destacado pelos advogados é a ausência de manifestação prévia tanto da Polícia Federal quanto da própria PGR antes da decretação da prisão preventiva, o que, segundo eles, fragiliza ainda mais a medida adotada.
Cunhada de Toffoli fala sem perceber que está sendo filmada e revela detalhes (VEJA O VÍDEO)
A empresa do irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, está registrada em um endereço de fachada em Marília (SP). Repórteres do site Metrópoles foram ao local e constataram um imóvel com sinais visíveis de desgaste, paredes rachadas e padrão simples, situado em um bairro residencial da cidade. No mesmo endereço, os jornalistas encontraram a cunhada de Toffoli, que, sem saber que estava sendo gravada, “abriu o bico”. A Maridt Participações já integrou o quadro de proprietários do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Até março de 2025, a companhia detinha 17 % das cotas das empresas responsáveis pela gestão do empreendimento – Tayayá Administração e Participações e DGEP Empreendimentos e Participações. Na época da venda, essa participação correspondia a cerca de R$ 3,5 milhão. No mesmo endereço de Marília também consta o domicílio de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Eugênio, engenheiro de formação, é sócio da Maridt e possui, em seu nome, outra empresa de engenharia registrada no mesmo local.
PRF não avisa e pode atrapalhar caminhada da liberdade de Nikolas
A Polícia Rodoviária Federal afirmou, nesta quarta‑feira (21), que não recebeu aviso antecipado sobre a chamada “caminhada da liberdade”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG), e ressaltou que a ausência de comunicação gerou preocupações operacionais. Segundo a corporação, a iniciativa trouxe “riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via”, pois não foi possível preparar ações preventivas com antecedência. Essa situação pode prejudicar o desenvolvimento do ato, que os organizadores consideram histórico. De acordo com a PRF, o deslocamento ocorre pela BR‑040, que liga Paracatu, em Minas Gerais, a Brasília, no Distrito Federal. A instituição informou que “monitora o deslocamento de parlamentares e populares de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF) pela BR‑040” e explicou que, “por questões estritamente operacionais e de segurança viária”, optou por tornar públicos os alertes. A nota destacou que a falta de aviso prévio “impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”. A mobilização, prevista para durar cerca de sete dias, foi idealizada como um ato simbólico. O objetivo declarado é chamar a atenção para prisões e decisões judiciais que setores da direita classificam como injustas, além de reivindicar tratamento digno aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex‑presidente Jair Bolsonaro. Para os organizadores, a caminhada busca manter o tema em evidência no debate público. Ao longo do trajeto, o grupo tem reunido participantes de diferentes regiões do país, incluindo parlamentares, influenciadores e militantes. Já passaram ou seguem ao lado de Nikolas nomes como André Fernandes, Gustavo Gayer, Guilherme Batista, Marcelo Bonifácio, Pablo Almeida, Wess Guimarães, Carlos Bolsonaro, Zucco, Rafael Satiê, Fernando Holiday, Carlos Jordy, Sargento Gonçalves, Luiza do Clezão, Thiago Medina, João Pedro Pugina, Magno Malta, Lucas Pavanato, Lucas Polese, Pedro Poncio, Sebastião Coelho, Eduarda Campopiano, Junio Amaral, Chiara Biondini, Vile Santos, Douglas Garcia, Mauricio do Vôlei e Capitão Martim. Mesmo acompanhando a movimentação, a PRF enfatizou que comunicações prévias desse tipo são fundamentais para garantir a segurança viária, especialmente em rodovias federais com tráfego intenso. A corporação reforçou que o planejamento antecipado permite reduzir riscos tanto para os participantes do ato quanto para os demais usuários da via.
Moraes bloqueia regras de Ricardo Nunes que restringiam motos de aplicativo em SP
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender dispositivos centrais da regulamentação municipal que limitavam o transporte de passageiros por motocicletas via aplicativos na cidade de São Paulo. A medida, tomada nesta segunda‑feira (19), enfraquece a política adotada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e pode viabilizar a retomada do serviço na capital paulista. Segundo o ministro, a Prefeitura ultrapassou os limites de sua competência ao criar exigências que não encontram respaldo na legislação federal. Entre os pontos suspensos estão a obrigatoriedade de uso de placa vermelha nas motocicletas e a tentativa de enquadrar o transporte por aplicativo como serviço de mototáxi, atividade que exige autorização específica do poder municipal. Moraes também afastou a regra que impedia o funcionamento do serviço caso a administração pública permanecesse em silêncio. Pela decisão, se a Prefeitura não analisar os pedidos de credenciamento das empresas dentro do prazo legal de 60 dias, as plataformas ficam autorizadas a iniciar as operações. A norma municipal previa que a ausência de resposta não geraria liberação automática, o que, na prática, poderia inviabilizar o serviço por tempo indeterminado. Para o ministro, esse mecanismo converte a omissão estatal em instrumento de veto à atividade econômica. Conforme registrado na decisão, a regra “converte a inércia do Poder Público Municipal — seja decorrente de ineficiência da gestão ou de opção política deliberada — em instrumento de interdição de atividade econômica”, ao submeter um serviço potencialmente lícito a uma condição sem prazo definido. Outro aspecto considerado irregular foi a exigência de placa vermelha. Moraes destacou que a legislação federal que disciplina o transporte privado individual por aplicativos não impõe essa obrigação, tornando a norma municipal incompatível com o ordenamento jurídico nacional. Ele também afastou a equiparação do serviço ao mototáxi, ressaltando que se trata de modalidade distinta, regulada por legislação própria. A decisão foi proferida após a Confederação Nacional de Serviços (CNS) acionar o STF contra a regulamentação aprovada pela Câmara Municipal e sancionada em dezembro de 2025 pelo prefeito Ricardo Nunes. A entidade alegou que as regras impostas configurariam uma “proibição disfarçada de regulamentação”, ao inviabilizar economicamente a atividade. No início do ano, empresas como Uber e 99 chegaram a lançar o serviço de transporte por motocicletas em São Paulo, mas as operações foram suspensas após a sanção da lei municipal. Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que as plataformas ainda avaliam os efeitos da decisão do Supremo e que, por ora não há previsão imediata para a retomada das atividades. A regulamentação municipal mantida pela Prefeitura previa multas que variam de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão em caso de descumprimento das regras, além de uma série de exigências aos motociclistas. Entre elas estão idade mínima de 21 anos, cadastro prévio junto ao município, restrições de circulação em áreas como o centro expandido, vias de trânsito rápido e corredores de ônibus, bem como a proibição do serviço em dias de chuva intensa. A decisão assinada por Alexandre de Moraes tem caráter cautelar e ainda será submetida à análise do plenário do STF. Até que haja um julgamento definitivo, os trechos suspensos da lei municipal permanecem sem validade.
Mais um escândalo envolvendo a família Toffoli: empresa do irmão do ministro usa endereço de fachada em Marília
A empresa do irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, está registrada em um endereço de fachada em Marília (SP). Repórteres do site Metrópoles foram ao local e encontraram um imóvel com sinais visíveis de desgaste, paredes rachadas e padrão simples, situado em um bairro residencial da cidade. A Maridt Participações integrou o quadro de proprietários do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). Até março de 2025, a companhia detinha 17% das cotas das empresas responsáveis pela gestão do empreendimento — Tayayá Administração e Participações e DGEP Empreendimentos e Participações —, participação avaliada em cerca de R$ 3,5 milhões na época da venda. No mesmo endereço de Marília também consta o domicílio de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Eugênio, engenheiro de formação, é sócio da Maridt e tem em seu nome uma empresa de engenharia registrada no mesmo endereço.
A tuberculose peritoneal que matou o jornalista Erlan Bastos
A morte do jornalista Erlan Bastos, de 32 anos, ocorreu na manhã de sábado (17) em Teresina (PI) e foi provocada por tuberculose peritoneal, uma forma incomum da doença. A família confirmou o diagnóstico com base no exame realizado no Hospital Natan Portella, onde ele estava internado. Diferente da tuberculose pulmonar, mais conhecida, a forma peritoneal é considerada extrapulmonar. Nesse quadro, a infecção atinge o peritônio – membrana que reveste a cavidade abdominal e protege os órgãos internos – provocando inflamação grave. Os principais sinais da tuberculose peritoneal incluem dores abdominais persistentes, acúmulo de líquido no abdômen (ascite), febre baixa contínua, suor noturno intenso e fadiga acentuada. Por se tratar de uma manifestação rara, o diagnóstico costuma ser complexo, exigindo exames de imagem, análise do líquido abdominal e, em alguns casos, biópsia. O tratamento requer o uso prolongado de medicamentos específicos contra a tuberculose, geralmente por vários meses. As chances de recuperação aumentam quando a doença é identificada precocemente. Erlan Bastos integrava a equipe da NC TV Amapá, pertencente ao Grupo Norte de Comunicação, onde apresentava o programa “Bora Amapá”. Ele também era colunista do portal Em Off, conhecido pela cobertura dos bastidores da mídia e do entretenimento. Ao longo da carreira, o jornalista passou pela Record TV e pela TV Meio, consolidando um estilo direto e uma relação próxima com o público. Cerca de um mês antes da morte, Erlan precisou ser internado após sentir forte mal‑estar durante uma transmissão ao vivo. Na ocasião, apresentou sintomas compatíveis com a tuberculose peritoneal, como dores intensas no peito e no abdômen, fraqueza extrema e episódios de suor frio. O caso chamou a atenção para a gravidade e a dificuldade de diagnóstico dessa forma rara da doença, que evolui de maneira silenciosa e pode gerar complicações severas.