O sistema parece inclinado a defender com todas as suas forças o ministro Dias Toffoli, mesmo diante dos escândalos que vêm à tona. Quando se esperava uma posição mais firme do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin afirmou, num tom que pode ser interpretado como ameaça: “Quem tenta desmoralizar o Supremo (…) ataca o coração da democracia.” Para Fachin, criticar o STF equivale a atacar a própria democracia, defendendo assim o colega Toffoli. O autor parece ignorar que o que realmente desgasta a credibilidade do Tribunal são as relações suspeitas de alguns ministros com um banqueiro acusado de crimes e seus esquemas fraudulentos. O STF já se encontra desmoralizado, sem credibilidade e com a imagem profundamente abalada. Eis um trecho da nota de Fachin: “É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.” Deprimente! Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Trump envia grande frota de guerra ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta‑feira (22) que uma “grande frota” de navios de guerra americanos está a caminho do Irã. “Temos muitos navios indo naquela direção, por precaução. Temos uma grande frota a caminho, e veremos o que acontece”, afirmou o presidente a jornalistas. Ele acrescentou: “Eu preferiria que nada acontecesse, mas estamos monitorando a situação de perto. Impediu 837 execuções na quinta‑feira passada. Caso contrário, teriam morrido. Todos teriam sido enforcados”, declarou Trump. Em meio às mortes de ao menos 3 mil manifestantes na repressão do regime do Irã a protestos nas últimas semanas, o presidente americano havia afirmado que “ações muito fortes” seriam tomadas por Washington se a ditadura islâmica executasse pessoas detidas por participarem dessas manifestações. Entretanto, na semana passada, Trump deu a entender que tais medidas estavam suspensas, depois que Teerã informou que não havia planos de execuções. Na sexta‑feira (16), o presidente americano contrariou informações de que países aliados no Oriente Médio o teriam convencido a não bombardear o Irã. “Ninguém me convenceu. Eu convenci a mim mesmo”, declarou na ocasião. Nesta quinta‑feira (22), porém, o republicano voltou a mudar de tom, embora tenha reiterado que o envio de navios de guerra para a região do Irã seria apenas por “precaução”. “Temos uma enorme frota a caminho daquela região e talvez nem precisemos us‑á‑la”, disse Trump. Quando questionado se Washington busca a renúncia ou o exílio do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o republicano respondeu: “Não quero entrar em detalhes”. “O fato é que eles sabem o que queremos. Muitos assassinatos estão sendo cometidos”, alertou o presidente americano.
Tarcísio fecha a porta para 2026 e confirma candidatura à reeleição em São Paulo
Tarcísio remarcou a visita ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, que acontecerá na próxima quinta‑feira (29), e pôs fim às especulações sobre uma possível candidatura presidencial em 2026. O governador reafirmou que será pré‑candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo, descartando qualquer intenção de concorrer à Presidência da República, como vinha circulando na imprensa. A declaração, interpretada como um “basta” à pressão para que ele se lançasse ao Palácio do Planalto, foi publicada integralmente a seguir. “Sou pré‑candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta‑feira para prestar o meu total apoio e solidariedade.”
PT desesperado tenta impedir caminhada de Nikolas Ferreira
Incapaz de mobilizar o povo, petistas jogam ‘sujo’ e usam da força para tentar desesperadamente frear a oposição. É exatamente o que está fazendo o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias. O parlamentar enviou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) um ofício solicitando providências contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG) por não ter comunicado previamente a corporação a realização da caminhada na BR‑040, iniciada em 19 de janeiro. No documento divulgado nesta quinta‑feira, 22, Lindbergh pediu a instauração de procedimento administrativo para apurar a falta de comunicação prévia, os riscos e as ocorrências registradas. Também requereu que a PRF adotasse medidas para impedir a continuidade do deslocamento de pedestres em trechos da rodovia. Nikolas Ferreira refutou a acusação, afirmando que enviou ofícios tanto à PRF quanto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encerramento da marcha está previsto para as 12h de domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Presidente do STF, Edson Fachin, comenta o “Toffolão” e comete erro imperdoável
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou‑se publicamente sobre o caso que envolve o ministro Dias Toffoli, relator do processo do Banco Master. Diante de pedidos de suspeição do relator e de questionamentos acerca das decisões tomadas no inquérito, Fachin declarou que “eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais”. Ao citar nominalmente Toffoli, o presidente ressaltou a “regular supervisão judicial” que tem sido exercida pelo relator, rebatendo críticas que apontam a Corte como excessivamente interventora ou como agente que extrapola suas competências em órgãos de controle. “A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito desta Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirmou Fachin. Fachin ainda afirmou que o STF não aceitará pressões de natureza política ou midiática que pretendam desmoralizar a instituição. Eis o erro imperdoável: o STF já se encontra desmoralizado, sem credibilidade e com a imagem profundamente desgastada.