Poucos perceberam, mas além de Brasília, houve uma grande concentração de manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo (25). Durante o protesto, os participantes defenderam que o ex‑presidente Jair Bolsonaro passe a cumprir prisão domiciliar, alegando motivos humanitários e questionando decisões judiciais recentes. Faixas, cartazes e palavras de ordem reforçaram a cobrança por mudanças na situação do ex‑presidente. O ato na capital paulista foi convocado pelo deputado estadual Paulo Mansur (PL‑SP) e ocorreu de forma paralela ao encerramento de uma caminhada realizada em Brasília, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG). As duas mobilizações tiveram discursos semelhantes e foram articuladas por parlamentares aliados. Na Avenida Paulista, discursaram o deputado estadual Gil Diniz (PL), que também divulgou imagens do evento nas redes sociais, além de Sonaira Fernandes (PL), vereadora da capital, Benê Lima (PL), vereador de Campinas, e Mazinho Soares (PL), vereador de Mauá. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) participou do ato por meio de videochamada. Em publicações nos stories do Instagram, ele exibiu trechos da manifestação e agradeceu aos organizadores, destacando a mobilização dos apoiadores em São Paulo. O deputado Nikolas Ferreira conquistou o objetivo da caminhada… Fez o Brasil todo parar e olhar o apelo por justiça e liberdade dos presos políticos do país, entre eles o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Sua luta, a partir de hoje, será ainda maior… O “sistema” não vai descansar nas tentativas de silenciá‑lo. O povo, mais do que nunca, precisa estar ao lado de Nikolas nesse momento.
Os equilibristas da velha e putrefata imprensa: Globo e Consórcio de Imprensa divididos sobre o STF
É impressionante observar como o Grupo Globo de Comunicação e seus afins do Consórcio de Imprensa se comportam como equilibristas de um circo itinerante. Essa imprensa, que se mostra venal e militante, precisa, por um lado, expor supostas verdades sobre o Supremo Tribunal Federal e alguns de seus ministros para atender a interesses da Faria Lima e do caso Master; por outro, deve defender e elogiar o mesmo STF e os mesmos ministros para satisfazer ordens do chamado sistema e de quem se autodenomina pai dos podres, além de perpetuar a narrativa de um falso golpismo e censura. O resultado é uma verdadeira bagunça, uma várzea que transformou a já envelhecida e decadente imprensa brasileira. Os editores da casa certamente estão fazendo hora extra.
Jurista Amaury Saad considera caso Lewandowski crime e pede prisão
O jurista Amaury Saad, doutor e mestre em direito, autor de obras jurídicas, analisou a situação do ex‑ministro Ricardo Lewandowski e o seu suposto envolvimento com o Banco Master. Em sua breve explanação, Saad declarou: “Vamos entender a coisa. Jacques Wagner divulgou nota dizendo que foi consultado pelo Master se conhecia um ‘bom jurista’, indicou Lewandowski e o banco adorou a indicação. Lewandowski confirmou, também em nota, que foi contratado pelo Master, e disse que abandonou todos os casos do seu escritório quando foi para o Ministério da Justiça. Mais: não negou que continuou recebendo dinheiro enquanto era ministro.” Conjugando as duas notas, Saad concluiu que a contratação de Lewandowski foi “personalíssima”. O Banco Master teria buscado especificamente o “bom jurista” Lewandowski, e não os demais advogados de seu escritório. O pagamento teria continuado enquanto ele exercia a função de ministro, o que, segundo o jurista, indica prestação de serviço durante o mandato. “Está tudo aí, confessado, incontroverso. É caso de cadeia”, afirmou Saad, indicando que o fato configura crime passível de prisão.
Toffoli autoriza R$ 200 milhões em honorários à entidade ligada ao genro de outro ministro, apesar da oposição da Justiça de SP
Dias Toffoli enfrentou forte resistência da Justiça de São Paulo e do Ministério Público, que buscavam impedir a celebração de um contrato bilionário de royalties. Em decisão unilateral, o ministro autorizou o pagamento inicial de R$ 200 milhões, com possibilidade de chegar a R$ 900 milhões, a uma entidade vinculada ao genro de outro ministro. O Ministério Público qualificou a operação como “engenharia artificial”, alegando ausência de prestação efetiva de serviço. Mesmo assim, o pagamento foi mantido. As provas solicitadas foram devolvidas, evidenciando que a decisão individual sobrepôs as investigações em curso. Exige‑se transparência e responsabilidade, e o STF deve obedecer à lei.
Contrato milionário entre Lewandowski e Vorcaro revela a mediocridade do ex‑ministro
O contrato do Banco Master com a Lewandowski Advocacia teve início em agosto de 2023, prevendo uma “consultoria institucional” prestada pelo próprio Ricardo Lewandowski. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal cobrou R$ 250 mil por mês por esse serviço. Guido Mantega, ex‑ministro da Fazenda na gestão Dilma, teria sido contratado apenas para garantir tráfico de influência, recebendo R$ 1 milhão mensalmente, sem ocupar cargo ou emprego oficial. Viviane Barci, esposa de um ministro do STF, teria cobrado R$ 3,6 milhões por mês, apesar de praticamente não exercer atividade. A mediocridade fica evidente. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
STF sob fogo: aposentadoria compulsória é a única punição para magistrado delinquente no Brasil
O mundo midiático tem colocado o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), sob constante escrutínio. Nos últimos anos, juízes e ministros dos tribunais superiores têm sido alvos de inúmeras acusações. Por serem considerados inacessíveis, acabam sendo vistos como impunes, já que nem a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) nem o Código Penal conseguem puni‑los de forma efetiva. Recentemente, foi proposta a criação de um código de ética para os ministros do STF, inspirado no modelo alemão. A iniciativa, liderada pelo presidente Edson Fachin, encontrou forte resistência dentro da própria corte; quase todos os ministros manifestaram oposição. Além de não avançar, o projeto não traz mecanismos de sanção, pois o código de conduta alemão não prevê punições para quem descumpre suas orientações. Assim, a impunidade permanece. Atualmente, a pena máxima para um magistrado considerado delinquente no Brasil consiste na aposentadoria compulsória, com direito a salário integral e a todas as vantagens subsequentes. Fachin antecipou suas férias em meio a denúncias que envolveram alguns membros da corte. A imprensa divulgou participações de ministros em eventos e viagens custeadas por empresas ligadas a processos que seriam julgados por eles. As acusações mais recentes apontam para os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, este último relator do caso do Banco Master no STF. Toffoli foi acusado de viajar, no mesmo voo particular, com o advogado de um dos diretores do Master para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru, e não comentou o assunto. Embora todas as instituições humanas apresentem falhas, espera‑se que o Judiciário esteja livre dessas imperfeições, pois a magistratura exige “conduta irrepreensível na vida pública e particular”, conforme a LOMAN. Não há justificativa para que detentores de cargos reconhecidos pela sociedade, com salários muito acima da média nacional, se corrompam. A credibilidade de Edson Fachin, também contestada por sua atuação na Operação Lava Jato, foi abalada quando defendeu Toffoli e ameaçou punir críticos do STF, bem como ao apoiar a permanência de Toffoli como relator do processo do Master. A Lei Complementar nº 35/1979 estabelece os pilares da conduta, deveres e vedações que os magistrados brasileiros devem observar para garantir a imparcialidade e a integridade do Poder Judiciário. Complementada pelo Código de Ética da Magistratura, a norma impõe que o juiz mantenha conduta irrepreensível tanto na esfera pública quanto privada, sem corrupção ou interesses externos pessoais. O fortalecimento da reputação pública de um magistrado permite que ele exerça suas funções com imparcialidade e independência. Entretanto, a corrupção está institucionalizada como um dos princípios fundamentais da administração pública. Segundo o Rule of Law Index 2024, elaborado pelo World Justice Project, o Brasil ocupa a 80ª posição entre 142 nações em matéria de corrupção. O levantamento avalia restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior desempenho foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, onde o país ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição, muito abaixo da média global. A situação se agrava no Poder Legislativo, considerado o segundo mais corrupto do mundo, superado apenas pelo Haiti. Desde 1992, a Lei de Improbidade Administrativa combate atos de desonestidade na administração pública, praticados por agentes públicos e particulares, e conta com diversos sistemas de controle internos e externos. O que falta é o cumprimento efetivo dessas regras. A Lei Nacional de Combate à Corrupção nº 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção, também abrange magistrados e pessoas jurídicas, mas permanece, na prática, restrita ao papel. No caso do ministro Toffoli, as controvérsias e críticas sobre suas decisões no processo do Banco Master são diárias. As decisões beneficiam, segundo críticos, o principal diretor da instituição, Daniel Vorcaro, responsável pela liquidação da empresa pelo Banco Central, e inviabilizam as investigações da Polícia Federal, gerando debates intensos e visões polarizadas. Quanto ao ministro Alexandre de Moraes, o jornal Estado de São Paulo relata que ele está quase tão “enrolado” quanto seu colega, em razão de um contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa, Viviane Barci, com uma instituição falida.
Queda de Toffoli favorece interesses inconfessáveis de Lula
Não vejo possibilidade de Toffoli ser afastado ainda nesta gestão. Lula tem pressionado para que o ministro deixe o cargo, assim como fez com Barroso. Contudo, Toffoli mantém estreita ligação com Vorcaro e precisa quitar débitos antigos. Gilmar e Xerxes sabem que, se o aliado cair, eles também serão afetados, o que explica a defesa que recebem. Para o bolsonarismo não é interessante que o ministro seja removido agora. Caso isso ocorra, Lula poderá indicar outro substituto, encobrir parte do escândalo do INSS e apresentar‑se como paladino. A estratégia apontada seria manter os envolvidos sob controle até o próximo ano, quando possivelmente haverá eleição presidencial, para então eliminar três figuras simultaneamente.
CPI do Crime Organizado tenta driblar Alcolumbre e investigar parentes de Toffoli e Moraes
O senador Alessandro Vieira (MDB‑SE), relator da CPI do Crime Organizado, pretende apresentar uma série de requerimentos para quebrar os sigilos bancários e telemáticos de empresas e de pessoas ligadas aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Segundo Vieira, é necessário investigar possíveis ligações da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, bem como dos irmãos e primos de Toffoli, com o escândalo envolvendo o Banco Master. Com a iniciativa, o parlamentar busca antecipar eventuais negativas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), e avançar nas investigações das fraudes do Banco Master. O pedido também visa abrir um novo ramo de apuração sobre o caso que envolve o banco de Daniel Vorcaro. Vieira afirma que o STF tem protegido as condutas supostamente irregulares de Toffoli e de Moraes. Ele também declarou que determinada propriedade pertence ao próprio Dias Toffoli. Um jornalista do jornal O Globo reiterou a advertência de Vieira de que pode chegar o momento de um ministro de tribunal superior ser preso.
Suzane von Richthofen finalmente recebe a notícia da morte do tio, abrindo caminho à herança
Um levantamento realizado em todos os cartórios do Estado de São Paulo comprovou que o médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen e falecido recentemente, não deixou testamento. Com a ausência de testamento, Suzane von Richthofen está habilitada a pleitear a herança deixada pelo tio. A herança está estimada em cerca de R$ 5 milhões e compreende, no mínimo, duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista. Miguel Abdalla Netto não tinha pais, esposa, irmãos ou filhos. No mesmo processo, também disputa a herança a prima Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido relacionamento estável com o falecido por aproximadamente 14 anos e busca reconhecimento judicial de união estável para integrar a partilha. Foi Silvia quem providenciou a liberação e o sepultamento do corpo de Miguel. “Ele falava horrores da Suzane. Ela mandou matar a própria mãe, que era a única irmã de Miguel”, declarou a prima. Suzane não conseguiu acessar a herança de cerca de R$ 10 milhões deixada pelos pais, assassinados em 2002, porque Miguel entrou na Justiça e conseguiu que ela fosse declarada indigna de herdar, fazendo o patrimônio ficar integralmente com Andreas von Richthofen. Agora, com o falecimento do tio, Suzane pode vir a receber os bens dele, configurando uma inversão de papéis no caso.
Planalto tenta pressionar Toffoli para proteger Lula
A revelação de uma reunião secreta entre o presidente Lula e o empresário Daniel Vorcaro, divulgada logo depois de Lula afirmar que quem defende o banqueiro “não tem vergonha na cara”, trouxe à tona a própria postura do presidente. O texto acusa Lula de não ter escrúpulos e de agir para “fritar” o ministro Toffoli, sugerindo que o mandatário pretende que o ministro arque com as consequências do escândalo do Banco Master. O Radar da revista Veja analisou a situação da seguinte forma: “Candidato à reeleição, Lula se antecipa a informações de que figuras do governo e do petismo se misturaram no caldeirão de negociatas que marcam o escândalo”. Segundo a publicação, um dos principais ministros de Lula – que já não ocupa cargo no governo – esteve na folha de pagamento de Vorcaro. Também foi apontado que o escritório de Ricardo Lewandowski, enquanto presidente do STF, recebeu parcelas de um contrato milionário firmado com o dono do Master, conforme apurou o Metrópoles. Se Lewandowski ainda fosse ministro, as relações comerciais poderiam gerar constrangimentos para Lula. Com a saída do ex‑ministro do STF, a estratégia teria mudado de figura. O presidente teria assistido, em silêncio, ao vazamento de conteúdo de uma conversa sigilosa que manteve com o ministro Toffoli no final do ano, sobre o caso. De acordo com versões palacianas, Lula teria oferecido ao ministro do Supremo um “sermão constrangedor”, sugerindo que o magistrado precisasse “resgatar sua biografia”, como reportado por diferentes veículos. A crítica implícita seria de que quem se perdeu nas funções públicas é quem precisa “resgatar a biografia”. Em um almoço sigiloso, Lula teria evitado expor ao público o que sabe sobre a atuação de Toffoli no STF. A condução de uma investigação sobre um escândalo bilionário, a partir de um inquérito formal no STF, não deveria ser tema de discussão no gabinete presidencial. Mesmo fora de lugar, a movimentação chamou a atenção dos aliados de Lula no Congresso. Segundo dois senadores ouvidos pelo Radar, Lula agiria para se antecipar a críticas e revelações que possam surgir contra uma ala do PT que se movimentou por Vorcaro no governo. Nos últimos dias, investigadores da Polícia Federal circularam em Brasília alertando que o caso Master ainda pode gerar desdobramentos graves, com fraude estimada em R$ 50 bilhões. Em uma visão ideal para o petista, o escândalo Master recairia apenas sobre políticos da oposição, como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e caciques do centrão próximos a Vorcaro, sem atingir o próprio governo. MP e polícia do Paraná recebem pedido para investigar cassino no “Resort de Toffoli”.