Alguns meses atrás eu alertava que a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro precisaria redobrar cautela, pois seria alvo de intensos ataques à medida que se aproximavam as eleições. Basta observar as respostas nas menções a Michelle para constatar que a previsão se confirmou. Os ataques vêm, não da esquerda, mas de fogo amigo – o mesmo que tem atingido Nikolas e Tarcísio. Mesmo com Flávio e até o próprio Jair Bolsonaro pedindo unidade, alguns grupos insistem em adotar essa estratégia de medo. Se Flávio não conseguir conter os “bonecos” e “cangurus”, 2026 será um ano difícil. Há quem force uma divisão desnecessária, ignorando as regras que deveriam orientar o bolsonarismo, como se fosse uma seita em que quem desobedece aos “comandantes” é excluído. Carisma e apoio popular não são atributos hereditários. Caso esses ataques, disfarçados de críticas, não cessem, Flávio pode perder a eleição. É hora de quem está fora do Brasil compreender que quem permanece aqui não pode se posicionar da mesma forma. É preciso mirar nos juízes autoritários e nos governantes corruptos. Se a sabotagem contra os aliados persistir, eles acabarão sozinhos.
França já não é livre
Na terça‑feira, dia 3, a polícia francesa invadiu a sede de X, em Paris, caracterizando o ato como perseguição política. Em nome de um projeto visionário de uma Europa integrada e sem fronteiras, exerce‑se o controle total sobre todos os aspectos da vida pública e privada, suprimindo a liberdade individual e a oposição por meio de um poder único, de uma ideologia dominante e totalitária, com uso de propaganda e força policial repressiva. É descrito como autoritarismo extremo. O governo exige submissão completa. Some‑se a isso a chamada invasão islâmica. A França, e não só a França, estaria nos últimos estágios de dominação estrangeira. É irônico que a cultura francesa tenha exercido uma das influências mais profundas e duradouras da história moderna, moldando não apenas a Europa, mas o mundo inteiro em política, artes, estilo de vida e pensamento.
Filho de João Gilberto condenado por difamar advogado da ex‑esposa
João Marcelo de Oliveira, filho do músico João Gilberto, foi condenado a 1 ano, 4 meses e 15 dias de detenção por difamação e injúria contra o advogado Fernando Augusto Henriques Fernandes. A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Werneck Cotta, da 33ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A pena será convertida em prestação de serviços comunitários e fornecimento de cestas básicas. O autor das ofensas utilizou o Facebook para publicar 16 mensagens dirigidas a Fernando Augusto Henriques Fernandes, que atua como advogado de Adriana Magalhães Hoineff, ex‑esposa de João Gilberto. Nas postagens, João Marcelo empregou termos como “mentiroso saco de merda”, “mentiroso”, “mentiroso compulsivo”, “vergonha”, “babaca” e “fodido”. Essa condenação integra um conjunto de disputas judiciais envolvendo familiares do criador da bossa nova, falecido em 2019. João Marcelo é filho da relação entre João Gilberto e Astrud Gilberto.
JORNALISTA FELIPE MOURA BRASIL CHAMA MORAES DE ‘MENTIROSO’ E ‘SONSO’
Recentemente, o site Metrópoles divulgou que Alexandre de Moraes visitou duas vezes o banqueiro Daniel Vorcaro em sua mansão. Moraes reagiu, negou e classificou a matéria como “criminosa”. O veículo manteve a denúncia e, na prática, tratou o magistrado como “mentiroso”. Depois, ele permaneceu em silêncio. Surgiu, então, um novo episódio semelhante, desta vez envolvendo o jornalista Felipe Moura Brasil, do site O Antagonista. Ele comentou três afirmações recentes feitas por Alexandre de Moraes: 1 – “O magistrado não pode fazer mais nada na vida.” Felipe Moura Brasil respondeu: “Moraes extrapola o ridículo. Ganha o teto do funcionalismo público, tem a caneta mais poderosa do país e se faz de coitado, vítima da vigilância de ‘má‑fé’ da sociedade.” 2 – “Passaram a demonizar palestras”. O jornalista prosseguiu: “Mentira. Criticam‑se participações e até organizações em eventos de lobby com empresários que têm processos no STF.” 3 – “O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga.” Felipe Moura Brasil detonou: “E suas esposas e seus familiares advogados podem faturar fortunas com alvos de processos julgados por eles ou por seus colegas? Esse é o ponto. E essa discussão vai além de suspeição ou impedimento em caso específico. Ela alcança suspeitas e hipóteses de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa, exploração de prestígio, organização criminosa etc. Da mesma forma, o debate moral ultrapassa o cumprimento das regras já existentes, sendo, ele próprio, a semente de aperfeiçoamentos legais capazes de enquadrar quem atua imoralmente nas brechas da legislação. Acuado e avesso ao autoexame, Moraes se faz de sonso sobre a natureza das críticas ao Centrão do STF, foge à transparência e passa a recriminar jornalistas e demais cidadãos que defendem o Poder Judiciário contra as condutas impróprias dos atuais integrantes de sua cúpula.” Moraes chegou a esbravejar ao falar sobre impedimento de juízes em ações com advogados da família, chamou a matéria de “criminosa” e, em seguida, manteve‑se em silêncio. O jornalista revelou o motivo (veja o vídeo).
Saúde de Bolsonaro se deteriora drasticamente
O estado de saúde do ex‑presidente Jair Bolsonaro tem se deteriorado de forma alarmante nos últimos dias. Diante esse quadro, os advogados de Bolsonaro solicitaram à Polícia Federal que seja intimada a anexar, com urgência, o laudo médico elaborado pela junta pericial da corporação, documento essencial para a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária. O ex‑presidente apresentou episódios de vômitos sucessivos e uma crise de soluços intensificada recentemente, configurando um quadro de saúde já descrito como fragilizado. Entretanto, o laudo da perícia médica realizada pela Polícia Federal ainda não foi juntado aos autos, mesmo após o vencimento do prazo de dez dias fixado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. “Dessa forma, considerando o esgotamento do prazo fixado por Vossa Excelência, o já amplamente delineado estado de saúde fragilizado do Peticionário — o qual, inclusive, apresentou piora nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos (vômitos) e crise de soluços acentuadas — requer‑se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos”, dizem os advogados.
Mãe da adolescente que acusa ministro do STJ de assédio permanece em sigilo, mas seu prestígio jurídico é destacado
Uma acusação de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está sendo investigada pelas autoridades desde janeiro. A denúncia foi apresentada por uma jovem de 18 anos, que afirma ter sido vítima do crime enquanto passava um período de férias na residência do magistrado, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Marco Buzzi foi indicado ao Superior Tribunal de Justiça em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Sabe‑se que a mãe da denunciante é uma advogada respeitada e conhecida de São Paulo; o nome dela permanece em sigilo. O ministro nega as acusações. Em nota, afirmou ter sido “surpreendido com o teor das insinuações” e declarou que elas “não correspondem aos fatos”. O STJ decidiu abrir uma sindicância para apurar os fatos, que reunirá e analisará documentos já formalizados em outras instâncias, como o boletim de ocorrência registrado pela família da denunciante e cópias de depoimentos prestados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A comissão também examinará os elementos constantes nos autos administrativos antes de qualquer deliberação sobre eventuais desdobramentos. Para conduzir a apuração, o Pleno do STJ realizou um sorteio que resultou na escolha dos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira. A opção por um sorteio foi defendida como forma de garantir neutralidade ao processo. Os três ministros integram a mesma turma de Buzzi no tribunal e estão entre os mais antigos do STJ, característica considerada relevante pelos integrantes da Corte diante da sensibilidade do caso e da necessidade de condução experiente da investigação.
Lenda do Jiu‑Jitsu brasileiro acusado de assédio: a verdade que ninguém quer aceitar
O assunto que tem mobilizado o universo das artes marciais é a acusação de assédio sexual feita por uma jovem atleta contra um conhecido expoente do jiu‑jitsu. Não me posiciono ao lado de nenhum dos envolvidos, pois não disponho de elementos que comprovem quem está dizendo a verdade e quem está mentindo. Há tempos, defensores afirmam que mulheres deveriam treinar apenas com mulheres e homens apenas com homens. Não pratico jiu‑jitsu, porém, segundo informações, algumas academias já adotam essa separação. A mesma discussão sobre o limite do contato físico entre homens e mulheres ocorre na dança, resumida na célebre frase de Bernard Shaw: “A dança é a expressão vertical de um desejo horizontal”. Há uma realidade incontornável: quando duas pessoas saudáveis permanecem em contato próximo, o instinto sexual pode ser despertado, o erótico se espalha e surge a hipocrisia de quem alega tratar‑se apenas de dança, treino ou procedimento médico. A situação se complica quando a mulher é o tipo preferido do homem que a toca, e ele também é o tipo preferido dela; nesse caso, o roceiro, a pressão prolongada e o contato nas áreas sensíveis geram forte tensão sexual, que costuma ser resolvida posteriormente em ambiente privado. Ninguém se esfrega impunemente, como demonstram os inúmeros casais que surgiram no cinema e na TV após atuarem “profissionalmente” em cenas de amor. O mesmo fenômeno ocorre em consultas médicas, onde o toque e a introdução de dedos são necessários: se a paciente considera o médico atraente e o sentimento é recíproco, torna‑se impossível impedir que o erotismo permeie todo o procedimento, ainda que ambos tentem manter a neutralidade. O mesmo acontece em academias, quando algumas mulheres não conseguem aprender apenas por instruções auditivas e acabam recorrendo a professores que preferem ensinar por meio do toque. Não faço esse relato para policiar a vida de ninguém. Cada pessoa age como quiser. Não me importo com isso. Entretanto, não se pode negar que há material rico para estudos psicológicos e antropológicos sobre atividades humanas cujos participantes insistem em negar o risco evidente e latente do contato corporal contínuo. Marco Frenette. Escritor.
General Mourão assina homenagem a Wagner Moura e elogia seu talento
O senador Hamilton Mourão (Republicanos) integra o grupo de parlamentares que assinou voto de aplauso ao filme O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro de 2026. A produção tem Wagner Moura como protagonista e direção de Kleber Mendonça Filho, retratando a perseguição a um pesquisador acadêmico durante o período do regime militar no Brasil. A homenagem foi registrada no Senado depois que a obra conquistou os prêmios de Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama. Wagner Moura recebeu a estatueta nos Estados Unidos e, em discurso, afirmou que “nos últimos anos, o Brasil enfrentou o rosto do fascismo e da extrema‑direita através de Jair Bolsonaro”. Apesar das divergências ideológicas, Mourão reconheceu o mérito artístico do ator: “Wagner Moura é um artista versátil e muito bom, mas temos opiniões políticas totalmente contrárias”. Além de Mourão, outros 27 senadores assinaram o voto de aplauso, entre eles Randolfe Rodrigues (PT), Jaques Wagner (PT), Humberto Costa (PT), Mara Gabrilli (PSD), Eduardo Braga (MDB) e Soraya Thronicke (Podemos). O texto também faz referência ao livro, descrito como best‑seller e “documento” que relata supostas manobras da esquerda para a volta ao poder de Luiz Inácio Lula, bem como a perseguição ao ex‑presidente Jair Bolsonaro. O próprio Bolsonaro teria conhecimento do livro.
Alcolumbre insiste em encontro a sós com Lula e pressiona por desfecho da indicação ao STF
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), declarou nesta segunda‑feira (2/2) que aguarda um novo encontro a sós com o presidente Lula. A afirmação foi feita ao deixar o Congresso Nacional, logo após a sessão de reabertura dos trabalhos legislativos. “Estou esperando”, disse Alcolumbre, ao comentar a possibilidade de uma reunião direta com o chefe do Executivo. O diálogo é considerado estratégico porque Lula pretende retomar as conversas para destravar, no Senado, a sabatina do ministro da Advocacia‑Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Mais cedo, Lula e Alcolumbre já haviam se encontrado durante a sessão de reabertura do ano judiciário no STF. Na ocasião, o presidente informou ao senador que realizaria uma reunião com líderes partidários na próxima quarta‑feira (4/2). O encontro, antecipado anteriormente, será realizado na Granja do Torto, residência oficial de campo da Presidência da República, em Brasília. Contudo, a reunião contará apenas com a presença dos líderes da Câmara dos Deputados, sem a participação de senadores. Segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, uma conversa específica com o Senado ficou para depois do Carnaval. O adiamento ocorreu a pedido dos próprios senadores, que nesta semana estão fora da capital federal.