O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua conta na rede social Truth Social um vídeo que apresenta o ex‑presidente Barack Obama e sua esposa Michelle como macacos. O material, com duração de 62 segundos, contém alegações de fraude nas urnas eletrônicas e encerra com uma montagem na qual os Obama aparecem com corpos de macacos por cerca de um segundo, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”, da banda The Tokens. Barack Obama, filiado ao Partido Democrata, apoiou a adversária de Trump, Kamala Harris, na campanha presidencial de 2024. Veja o vídeo:
PF mira mais um órgão de previdência de estado pobre por investimentos no Banco Master
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Zona Cinzenta na manhã de sexta‑feira (6) para investigar supostas irregularidades na gestão dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá. A operação concentra‑se em investimentos de cerca de R$ 400 milhões realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara Federal do Amapá, visando documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer como foram aprovadas e executadas as aplicações. As decisões que autorizaram os aportes no Banco Master foram tomadas em três reuniões do Comitê de Investimentos da Amprev, ocorridas em 12, 19 e 30 de julho de 2024. Entre os investigados estão o diretor‑presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investimentos, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, que votaram a favor das aplicações nas referidas reuniões. A investigação, conduzida pela PF em parceria com o Ministério Público, procura saber se a autarquia estadual recebeu alertas formais sobre os riscos das operações e se eventuais pareceres técnicos contrários foram desconsiderados. O inquérito analisa possíveis práticas de gestão temerária ou fraudulenta na administração dos recursos previdenciários. Os crimes em apuração referem‑se à realização de investimentos de alto risco, incompatíveis com a natureza previdenciária dos fundos da Amprev. O processo tramita na primeira instância da Justiça Federal do Amapá, não havendo, até o momento, investigados com foro privilegiado. Trata‑se da segunda previdência estadual alvo da PF por investimentos no Banco Master. Na terça‑feira (3), o ex‑presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi detido temporariamente na segunda fase da Operação Barco de Papel, que também apura aplicações na mesma instituição financeira.
“Meu Amigo Flávio”: a piada que virou troféu dos bolsonaristas (Veja o vídeo!)
O humor às vezes cumpre um papel que a política tradicional não consegue: atravessar bolhas. Foi exatamente isso que aconteceu nesta semana com o comediante Murilo Couto, ao apresentar, em um de seus shows, uma música criada depois que o senador Flávio Bolsonaro passou a segui‑lo no Instagram. O que começou como uma piada despretensiosa, típica do stand‑up, baseada no absurdo da situação e na ironia do cotidiano digital, ganhou rapidamente dimensão inesperada. O trecho do show circulou nas redes sociais, viralizou e, em poucos dias, transformou‑se em um verdadeiro hit entre os apoiadores do bolsonarismo. A canção, informalmente chamada “Meu Amigo Flávio”, passou a ser compartilhada em perfis conservadores, grupos de WhatsApp e páginas políticas, recebendo entusiasmo. O curioso é que o humor não era panfletário nem militante; o tom irônico, leve e aparentemente descompromissado foi justamente o que permitiu que a música encontrasse ressonância fora do circuito habitual da direita. Esse fenômeno revela algo maior que um simples viral. Ele demonstra como a cultura pop, o humor, o entretenimento e a internet tornaram‑se vetores centrais da disputa simbólica no Brasil. Enquanto discursos políticos formais encontram resistência imediata fora de suas bolhas ideológicas, uma piada bem construída pode circular livremente, gerar identificação e despertar curiosidade até mesmo em públicos historicamente refratários. Outro elemento relevante é a figura de Murilo Couto. Conhecido por um humor ácido, irreverente e, em muitos momentos, crítico, o comediante nunca foi associado diretamente a um campo político específico. Essa neutralidade impediu que a música fosse rejeitada imediatamente por setores da esquerda, permitindo que “furasse a bolha” e chegasse a públicos diversos, algo cada vez mais raro em um ambiente de polarização extrema. Para os bolsonaristas, o episódio foi rapidamente apropriado como símbolo cultural, quase um troféu: um artista popular, ainda que involuntariamente, gerando conteúdo que dialoga com seu universo político. Para a esquerda, o sucesso da música acendeu um alerta incômodo sobre como o humor pode driblar filtros ideológicos e conquistar espaços onde o discurso tradicional já não entra. No fim das contas, “Meu Amigo Flávio” é mais do que uma piada musical. É um retrato do Brasil conectado, polarizado e, ao mesmo tempo, surpreendentemente permeável quando a linguagem certa é utilizada. Mostra que, em tempos de radicalização, o riso pode ser uma arma poderosa, não por convencer, mas por atravessar, desarmar e, sobretudo, circular. Se a política insiste em falar apenas para os seus, o humor continua fazendo aquilo que sempre fez de melhor: falar com todos. Veja o vídeo!
Ministro do STJ é denunciado por jovem de 18 anos por importunação sexual
A jovem de 18 anos que acusa o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Buzzi, de importunação sexual declarou à Polícia Civil de São Paulo que ele a conduziu a uma área isolada de uma praia, a tocou sem consentimento e, depois, a aconselhou a ser “menos sincera”. O depoimento foi prestado no dia 14 de janeiro. Marco Buzzi, de 68 anos, está afastado do cargo por questões de saúde e nega as acusações. Em nota divulgada na quarta‑feira (4), afirmou que foi surpreendido pelas “insinuações” veiculadas por um site, que “não correspondem aos fatos”, e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. Segundo o relato da jovem, ela considerava o ministro “um avô e confidente”. A mãe da adolescente é advogada reconhecida, atuante nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias. O STJ abriu sindicância para apurar o caso. A comissão é composta pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira. No Supremo Tribunal Federal, a investigação criminal está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
Ramagem reaparece, depoimenta a juíza de Moraes e desmonta acusação
Alexandre Ramagem prestou depoimento nesta quinta‑feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva ocorreu no âmbito da retomada da ação penal que investiga supostos crimes praticados após a sua diplomação na Câmara dos Deputados: dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado nas manifestações de 8 de janeiro de 2023. Enquanto ainda era deputado, parte da ação que o acusava de crimes cometidos após a diplomação foi suspensa pela Câmara, com base na imunidade parlamentar. Com a cassação do mandato, em dezembro de 2025, a suspensão perdeu eficácia. O ministro Alexandre de Moraes, então, determinou a retomada do processo no STF contra o ex‑deputado. Ramagem encontra‑se nos Estados Unidos, onde se mudou em setembro de 2025, antes de ser julgado no STF pelas acusações de tentativa de golpe de Estado. Ele foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. No depoimento, realizado perante uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes, Ramagem negou ter utilizado o programa First Mile de forma ilegal para espionar adversários e críticos do ex‑presidente Jair Bolsonaro. O First Mile é um sistema de monitoramento e rastreamento de celulares por geolocalização, empregado para identificar deslocamentos de pessoas a partir de dados de telefonia. Ramagem contestou a acusação com base em fatos: “Pela peça acusatória, a tal organização criminosa, que não tem como eu ter fazer parte dela, se iniciou em julho de 2021. Ora, eu encerrei o First Mile em maio de 2021. Não renovei, não contratei. Encerrei o contrato colocando o procedimento na Corregedoria e não contratei nenhum procedimento ou instrumento semelhante”. Ele também afirmou que não teve acesso aos dados capturados pelo First Mile: “Esse instrumento, eu não tinha acesso a ele, não tinha senha dele. Apenas um local dentro da ABIN, que eu estava auditando, possuía a senha. A Polícia Federal e o próprio Ministério Público, não sei se foi ardil, completa incompetência ou falsificação de provas, utilizaram registros da minha entrada na catraca da ABIN, dizendo nos autos que era o meu registro de acesso ao sistema. Facilmente constatado isso. Isso só demonstra que tudo foi armado contra mim.” Ramagem ainda negou ter determinado o monitoramento de autoridades, seja pelo First Mile ou por qualquer outra ferramenta, em benefício de Bolsonaro: “O presidente Bolsonaro, por uma questão de confiança e por me conhecer, me indicou ao diretor‑geral da ABIN. Ele nunca me pediu nada de First Mile, nunca me pediu nada.”
Indignação virtual: os casos dos cães Orelha e Caramelo
A indignação é um sentimento coletivo ou individual que surge diante de uma situação injusta, repulsiva e moralmente inaceitável. Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, bem como com a rapidez com que se propagam notícias sobre atitudes repreensíveis, esses fatos tendem a transformar‑se em indignação coletiva de toda a sociedade. Assistimos, há pouco tempo, aos tristes episódios cometidos contra os cães Orelha e Caramelo, agredidos por adolescentes. O primeiro foi submetido à eutanásia em razão dos profundos ferimentos sofridos; o segundo foi adotado pela família do Delegado‑Geral da Polícia Civil de Santa Catarina. Para todas as pessoas que têm amor pelos animais, agressões gratuitas contra seres indefesos são absolutamente inaceitáveis e dignas da mais profunda repulsa social. Entretanto, para além da indignação casual e pontual, a sociedade deve cobrar de seus representantes a modificação da legislação vigente, especialmente no que se refere à redução da maioridade penal. Digo isso não apenas em razão das barbáries cometidas contra os dois cachorrinhos indefesos, mas por motivos muito mais amplos. Na realidade, o que tem passado despercebido, sem a devida mobilização social, é que o número de crimes cometidos por adolescentes vem aumentando significativamente em todo o território nacional. Para se ter uma ideia, o então promotor de Justiça da Infância e da Juventude de São Paulo, Fábio José Bueno, destacou, em audiência pública realizada no mês de junho de 2015, que as estatísticas já demonstravam, à época, que a participação de jovens em crimes vinha crescendo de forma consistente, sendo necessária a adoção de medidas para enfrentar esse fenômeno. Segundo ele, “proporcionalmente, o número de adolescentes apreendidos aumenta muito mais do que o número de adultos apreendidos”. Acrescentou ainda que, entre os adolescentes internados, os crimes mais comuns são roubo, tráfico de drogas e homicídio. Fonte: Agência Câmara de Notícias. Em nossa legislação, os “crimes” cometidos por menores de idade são classificados como atos infracionais, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, recebendo reprimenda estatal significativamente mais branda do que a prevista no Código Penal. Ressalte‑se, ainda, que, mesmo que o menor tenha cometido diversos atos infracionais análogos ao crime de homicídio, ao atingir a maioridade penal, caso venha a cometer um delito, será considerado réu primário. Embora o número de crimes praticados por menores de idade seja inferior ao cometido por maiores, a legislação precisa ser revista, inclusive para que não se torne um incentivo indireto à criminalidade juvenil. Sabe‑se que há prós e contras quanto à redução da maioridade penal e que o tema é sensível e polêmico. No entanto, já passou da hora de a sociedade deixar a mera indignação momentânea diante dos atos infracionais para enfrentar, de forma séria e responsável, o debate sobre o tema. Tenho Dito!!!
AO VIVO: CPI DO SENADO REFORÇA CERCO CONTRA ESPOSA DE MORAES (VEJA O VÍDEO)
O avanço da CPI do Crime Organizado no Senado acendeu um novo sinal de alerta em Brasília. A comissão aprovou a convocação da esposa do ministro Alexandre de Moraes, ampliando o alcance das investigações e levando o debate para o entorno familiar de integrantes do Supremo Tribunal Federal. A convocação ocorre no contexto das apurações que envolvem o Banco Master, instituição financeira já no centro dos trabalhos da CPI. Requerimentos apresentados pelos parlamentares apontam a necessidade de esclarecimentos sobre contratos firmados, valores envolvidos e possíveis conflitos de interesse. A comissão entende que não se trata de julgamento antecipado, mas de garantir transparência diante de cifras elevadas e de vínculos que despertaram questionamentos. Nos bastidores do Congresso, a leitura é clara: a CPI decidiu testar seus próprios limites. Até então, as investigações concentravam‑se em empresários, operadores financeiros e agentes periféricos do sistema. Ao avançar sobre pessoas ligadas a ministros do STF, a comissão sinaliza que não pretende poupar áreas sensíveis do poder institucional brasileiro. Aliados do governo e setores mais próximos ao Judiciário veem a convocação com cautela e falam em possível tentativa de intimidação política. Já os defensores da CPI sustentam que o critério é técnico e que ninguém pode se colocar acima do escrutínio público, especialmente quando há dinheiro, contratos milionários e suspeitas que precisam ser esclarecidas. O episódio aprofunda a tensão entre Legislativo e Judiciário, num momento em que o ambiente político já está carregado por decisões recentes do Supremo e pela proximidade do calendário eleitoral. Parlamentares admitem, reservadamente, que a CPI entrou em uma fase mais delicada, com potencial de gerar reações institucionais e embates jurídicos. Ainda assim, a maioria dos integrantes da comissão aposta que o movimento fortalece a narrativa de independência da CPI e amplia sua credibilidade junto à opinião pública. Para esses senadores, o recado é simples: o cerco se fecha, e a investigação seguirá avançando, independentemente de sobrenomes ou cargos. Veja o vídeo:
PARTIDOS DO CENTRÃO APOIAM FLÁVIO BOLSONARO SOMENTE SE ELE ADOTAR RETÓRICA MODERADA
PP e União Brasil, principais partidos do Centrão, estabeleceram uma condição para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) à Presidência da República. Lideranças dessas agremiações indicaram que o apoio ao filho do ex‑presidente nas eleições de 2026 dependerá de uma mudança em seu posicionamento político. A federação partidária formada pelo PP e União Brasil sinaliza que só formalizará aliança caso o parlamentar adote uma retórica mais moderada durante a campanha eleitoral. “Se ele for só defender o legado do pai, não vamos apoiar. Mas se ele tiver um discurso mais para o centro, aí sim a gente apoia”, revelou um influente cacique da federação partidária, sob condição de anonimato. Caso Flávio Bolsonaro mantenha posições mais alinhadas às de seu pai, a tendência é que os partidos do Centrão optem pela neutralidade no pleito presidencial. Essa postura permitiria que diferentes alas das duas legendas apoiassem candidatos distintos no primeiro turno. O cenário político atual demonstra a complexidade das articulações dentro do Centrão. PP e União Brasil mantêm representantes no ministério do governo Lula, com integrantes que defendem apoio à reeleição do atual presidente. Ao mesmo tempo, existem setores em ambos os partidos que consideram uma coalizão com o senador Flávio Bolsonaro. A exigência de moderação como pré‑requisito para qualquer acordo político reflete o cálculo estratégico dessas agremiações para as próximas eleições presidenciais. Os partidos avaliam os riscos e benefícios de cada aliança potencial para o pleito de 2026.
Jovem de 18 anos denuncia assédio do ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi: relato chocante
De acordo com o depoimento da jovem de 18 anos, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Aurélio Buzzi teria cometido importunação sexual. A adolescente declarou à Polícia Civil de São Paulo que o ministro a conduziu a uma área isolada de uma praia, tocou‑a sem consentimento e, em seguida, aconselhou‑a a ser “menos sincera”. Segundo o relato, a jovem e o ministro foram à praia enquanto os pais da adolescente e a esposa do ministro realizavam tarefas na residência. Depois de algum tempo na areia, Buzzi teria convidado a garota a entrar no mar, sugerindo que fossem para o lado esquerdo da praia, alegando que ali o mar seria mais calmo. A jovem achou a justificativa estranha, pois o mar não apresentava ondas naquele ponto. O local escolhido não permitia a visualização do guarda‑sol onde os demais participantes da viagem poderiam estar, conforme o depoimento. Dentro da água, em área funda, o ministro teria perguntado a idade da garota, comentado que estava com frio e apontado para um casal abraçado nas proximidades. Em seguida, Buzzi teria puxado a adolescente pelo braço, virado‑a de costas e pressionado o corpo dela contra o seu, afirmando que a achava “muito bonita”. Quando ela tentou se desvencilhar, ele a puxou novamente. A jovem relata que conseguiu se afastar após várias tentativas de o ministro agarrá‑la. Logo depois, Buzzi teria dito: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar”. Ao saírem do mar, a adolescente chegou ao guarda‑sol, informou à mãe que precisava trabalhar, cobriu‑se com uma toalha e correu para o condomínio, onde contou o ocorrido ao pai. A família deixou a casa do ministro no mesmo dia. Conforme o documento, a jovem frequentava o local desde a infância e considerava o ministro um “avô e confidente”. A mãe dela atua nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias. A adolescente afirma à polícia que, desde o incidente, não consegue dormir e está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra.
Lula prepara a queda de Alckmin na chapa
Geraldo Alckmin já foi utilizado como candidato a vice‑presidência, mas não atende mais aos interesses de Lula e do PT, como se percebe nas movimentações para a formação da chapa do governo nas eleições de outubro. A constatação de Lauro Jardim tem fundamento. “Até o fim do ano passado, dirigentes de alto escalão do PT e ministros próximos de Lula repetiam um mantra ao ser questionados se Alckmin seria novamente o vice‑presidente: — O Geraldo ganhou tanta confiança do Lula pela lealdade demonstrada neste mandato, que será o que ele quiser ser. Se quiser ser vice, será; se quiser concorrer a algum cargo em São Paulo, será.” O jornalista prossegue: “Não mais. Esse mantra envelheceu rapidamente.” “O jogo agora é outro. Há um grupo no PT negociando a possibilidade de colocar o MDB na vaga de vice, tudo com o aval de Lula.” Lula já demonstra essa mudança de postura em entrevista ao UOL: “— Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo, eles sabem. (…) Acho que a gente pode ganhar as eleições em São Paulo se escolhermos um candidato a governador, seja Alckmin, Haddad ou Simone Tebet.” O PSB, ingenuamente, acredita que Lula respeitará o desejo de Alckmin, mas essa expectativa não corresponde à realidade política. Alckmin, por sua vez, já comunicou que não pretende disputar a eleição para governador de São Paulo. Lauro Jardim conclui: “Ele quer ser vice. Já informou aos mais próximos que não concorreria à disputa estadual. Se não houver continuidade como vice, não se candidatará a nenhum cargo e anunciará sua retirada da política, embora continue a fazer campanha pela reeleição de Lula.” Parece, portanto, que Alckmin pode se afastar definitivamente da vida política.