A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a atuar na defesa do empresário Lucas Kallas em um processo que tramita na Corte. O caso trata de suposta extração ilegal de minério de ferro pela empresa Empabra, da qual Kallas se afastou em 2017. Não há ação penal aberta contra ele. O processo chegou ao STF após decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF‑6), que indicou a necessidade de analisar possíveis conexões com pessoas que gozam de foro privilegiado. Kallas concedeu plenos poderes ao escritório da família Moraes, que também conta com a atuação dos filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes. Kallas é acionista da Biomm, empresa de medicamentos cujo principal investidor é Daniel Vorcaro, do Banco Master. A investigação sobre a mineração não envolve diretamente a Biomm. A defesa de Kallas sustenta que ele não tem relação com práticas ilegais recentes e que sua participação na Biomm se limita a uma fatia minoritária de 8 % das ações, enquanto Vorcaro detém 25,86 %. O STF ainda não registrou movimentações processuais desde a autuação. A petição inicial inclui um documento de substabelecimento que transfere poderes ao escritório da família Moraes para atuar exclusivamente na defesa do empresário.
IRMÃO DE BOLSONARO É NOTICIADO PELO METRÓPOLES POR MULTA EM RODOVIA (VEJA O VÍDEO)
O site Metrópoles transformou em notícia o fato de Renato Bolsonaro, irmão do ex‑presidente Jair Bolsonaro, ter sido multado ao trafegar em uma rodovia. Parece piada, mas o ocorrido é real. Permanece a dúvida: trata‑se de incompetência, falta de pauta ou de perseguição explícita? Veja o vídeo:
Eletronuclear pode virar o próximo “Correios” de Lula
O episódio que assolou os Correios está prestes a se repetir em outra estatal: a Eletronuclear. O presidente da Eletronuclear, Alexandre Caporal, alertou que a empresa pode se tornar “os Correios” amanhã. A obra da terceira usina nuclear de Angra, parada desde a Operação Lava‑Jato, consome cerca de R$ 1 bilhão por ano do caixa da companhia. Dessas despesas, 80 % são destinados ao pagamento de dívidas com a Caixa Econômica Federal e o BNDES, e o restante mantém cerca de 14 mil equipamentos que, segundo Caporal, permanecem sem uso. O débito total da estatal chega a R$ 7 bilhões, obtidos por empréstimos de bancos públicos. A construção está 67 % concluída, mas o governo ainda não decidiu o futuro da obra. Caporal avisa que, em até três meses, a Eletronuclear pode ficar inadimplente. Caso os bancos antecipem a cobrança, o efeito cascata pode atingir as usinas Angra 1 e Angra 2, que são responsáveis por gerar energia para milhões de brasileiros. Não se trata de um simples atraso de entrega, como nos Correios, mas de energia elétrica e segurança nacional. O dilema é claro: concluir a obra exige um investimento pesado; abandoná‑la significaria desperdiçar quatro décadas de construção; e não fazer nada — prática que o autor atribui ao atual governo — pode levar a empresa à falência em poucas semanas. Enquanto os Correios já acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões, outra estatal caminha para destino semelhante, e a conta, como sempre, recairá sobre os contribuintes.
Fiscal da Fazenda de SP que vive em mansão nos EUA pode ser incluído na lista vermelha da Interpol
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a inclusão de Alberto Toshio Murakami, ex‑fiscal da Secretaria da Fazenda estadual, na lista vermelha da Interpol. O pedido foi apresentado nesta sexta‑feira (6) e tem como objetivo localizar e prender o ex‑servidor que se encontra foragido. A promotoria também requereu a prisão de Murakami, que teria deixado o Brasil e estaria morando em uma casa avaliada em US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,9 milhões) no estado de Maryland, nos Estados Unidos. De acordo com a denúncia do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), Murakami atuou como agente fiscal de rendas de SP entre 2021 e 2025, período em que teria recebido propina para beneficiar a rede Ultrafarma na análise e aprovação de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS‑ST. O esquema resultou em aproximadamente R$ 327 milhões em restituições indevidas para a empresa do empresário Sidney Oliveira. As investigações apontam que Murakami e outro fiscal da Secretaria da Fazenda, Artur Gomes da Silva, “faziam vista grossa” e colaboravam na aprovação de restituições de ICMS sobre estoques fictícios, em troca de propina. O ex‑fiscal aposentou‑se em janeiro de 2025, o que, segundo os promotores, eleva o risco de fuga definitiva. O Ministério Público de São Paulo denunciou oito pessoas por participação no esquema de fraudes fiscais na Secretaria da Fazenda. Entre os denunciados estão Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, os fiscais Alberto Toshio Murakami e Artur Gomes da Silva, além de funcionários da referida empresa farmacêutica.
Defesa de Bruno reage rápido para impedir nova prisão
A defesa do ex‑goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza divulgou, por meio de nota publicada no perfil do atleta no Instagram, que ele teve a liberdade condicional suspensa na última sexta‑feira pela Justiça. O ex‑atleta foi condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. “Bruno encontra‑se em livramento condicional há três anos, período durante o qual vem cumprindo regularmente a determinação judicial de comparecimento mensal para assinatura no PMT, sem qualquer intercorrência ou descumprimento”, afirmou a defesa, acrescentando que a decisão judicial será contestada. “Após três anos de efetivo e contínuo cumprimento das condições impostas, o juízo determinou a interrupção da execução, exigindo que Bruno reinicie o cumprimento do período de livramento condicional, o que será devidamente questionado pela defesa”. Bruno estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. A decisão da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro foi proferida poucos dias depois de o ex‑goleiro celebrar nas redes sociais o seu “retorno” ao Maracanã, desta vez como torcedor do Flamengo. Na última quarta‑feira (4), ele assistiu à partida do time contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. A defesa informou ainda que, “no prazo de até cinco dias, Bruno entrará em contato com o Conselho Penitenciário para tratar da situação e adotar as providências administrativas cabíveis”. Leia o comunicado na íntegra: “O escritório Migliorini e Miranda Advogados, responsável pela defesa de Bruno Fernandes das Dores de Souza, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos: Bruno encontra‑se em livramento condicional há três anos, período durante o qual vem cumprindo regularmente a determinação judicial de comparecimento mensal para assinatura no PMT, sem qualquer intercorrência ou descumprimento. Recentemente, foi proferida decisão judicial no sentido de que a ausência de intimação pessoal teria o condão de interromper o cumprimento do livramento condicional, entendimento que, respeitosamente, não encontra amparo legal, uma vez que tal intimação não constitui condição para a permanência do recuperando nesse estágio da execução penal. Ainda assim, após três anos de efetivo e contínuo cumprimento das condições impostas, o juízo determinou a interrupção da execução, exigindo que Bruno reinicie o cumprimento do período de livramento condicional, o que será devidamente questionado pela defesa. Ressalta‑se, de forma categórica, que não existe mandado de prisão expedido em desfavor de Bruno. Esclarece‑se, ainda, que no prazo de até cinco dias, Bruno entrará em contato com o Conselho Penitenciário para tratar da situação e adotar as providências administrativas cabíveis. Paralelamente, a defesa ingressará com Agravo em Execução, visando à reversão da decisão que determinou a interrupção do livramento condicional, uma vez que Bruno cumpriu integralmente, por três anos, todas as condições que lhe foram impostas pela Justiça. O escritório permanece confiante na revisão da decisão e na preservação dos direitos legalmente assegurados ao assistido”.
Alcolumbre promete cautela na CPMI do Banco Master, mas admite que a verdade surgirá em breve
Davi Alcolumbre (União‑AP) afirmou que analisará com cautela o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Ele justificou, durante o recesso, que não permitirá que instrumentos legítimos do Poder Legislativo, como a investigação parlamentar, sejam “instrumentalizados” contra ou a favor do governo Lula em ano eleitoral, quando se avizinha uma acirrada disputa presidencial. A operação da Polícia Federal realizada nesta sexta‑feira (6) na Amapá Previdência (Amprev), gestora do fundo de previdência dos servidores estaduais, dá fundamento concreto à postura cuidadosa de Alcolumbre. A autarquia, dirigida por um indicado do senador, foi alvo de busca e apreensão da PF e havia investido R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master em 2024. Moraes e Toffoli vão para cima de Alcolumbre para evitar a CPMI do Banco Master. Finalmente, o Congresso fez a sua parte; agora resta aguardar a decisão de Alcolumbre.
Ministro do STJ anuncia que apresentará provas contra a garota que o chamava de “tio”
A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, declarou que aguarda o “momento oportuno para apresentar provas”, após ele ser acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos. A jovem é filha de uma advogada que atua nos tribunais superiores. As famílias eram amigas e a garota chamava o ministro de “tio”. O ministro encontra‑se internado no Hospital DF Star, em Brasília, enquanto a vítima recebe acompanhamento psicológico e psiquiátrico. No dia dos fatos, 9 de janeiro, ambos estavam na praia. Em determinado momento, a jovem entrou no mar para tomar banho; Buzzi também estava na água. Segundo o relato da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, visivelmente excitado, tentou agarrá‑la três vezes. Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a areia e informou os pais sobre o ocorrido. Estupefatos, o casal deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia.
4 esclarecimentos cruciais do laudo da PF que apontam para o regime domiciliar de Bolsonaro
O ex‑ministro Adolfo Sachsida, que acompanha de perto a perseguição política ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, esclareceu o laudo emitido pela Polícia Federal, detalhando quatro aspectos fundamentais. 1) Em nenhum momento o laudo da Polícia Federal se manifesta de forma contrária ao pedido da defesa para a substituição do regime atual pelo regime domiciliar. 2) O documento reconhece de maneira expressa a gravidade do quadro clínico do ex‑presidente Jair Bolsonaro, bem como os riscos concretos à sua vida, inclusive a possibilidade de óbito. 3) O laudo afirma que não há necessidade de cuidados hospitalares contínuos. Esse ponto, contudo, não é objeto do pedido da defesa, que jamais pleiteou internação hospitalar, mas sim a necessidade de cuidados permanentes e acompanhamento contínuo. 4) O próprio laudo concorda com a necessidade desses cuidados permanentes, o que reforça a incompatibilidade do quadro clínico com o regime atualmente imposto. Por fim, Sachsida completou: “Diante disso, com a graça de Deus, espera‑se que as autoridades responsáveis compreendam a gravidade e a severidade do caso, bem como os riscos reais à vida do ex‑presidente Jair Bolsonaro, e autorizem, com urgência, a sua transferência para o regime domiciliar.”
Hospital confirma morte encefálica de adolescente agredido por Pedro Turra
O Hospital Brasília Águas Claras confirmou a morte encefálica de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, adolescente de 16 anos, agredido por ex‑piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso. O diagnóstico foi confirmado na manhã de sábado (7), após 16 dias de internação na UTI desde o incidente ocorrido em 22 de janeiro, em Brasília. Em comunicado oficial, o hospital informou sobre o desfecho do caso. “Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina. Neste momento de profunda dor, o hospital se solidariza com os familiares e amigos de Rodrigo, prestando todo o suporte necessário”. O advogado da família, Albert Halex, confirmou o falecimento. Rodrigo era estudante do Colégio Vitória Régia e morador do Distrito Federal. Durante o período de internação, amigos e familiares realizaram duas vigílias em frente ao Hospital Brasília, sendo a última na sexta‑feira (6), um dia antes da confirmação do óbito. Em 30 de janeiro, os tios do adolescente relataram que o jovem apresentara reação a alguns estímulos, o que trouxe esperança momentânea. A partir desse momento, os pais decidiram suspender as visitas como medida de proteção ao filho hospitalizado. A investigação policial aponta que o incidente ocorreu na noite de 22 de janeiro. Testemunhas relataram que a confusão começou quando Turra arremessou um chiclete já mascado em direção a um amigo da vítima, gerando provocações que culminaram em agressão física. Vídeos do confronto mostram o momento em que Turra golpeia Rodrigo, fazendo com que o adolescente batesse a cabeça contra um automóvel estacionado. O impacto deixou o jovem inconsciente imediatamente, com sangramento, enquanto recebia os primeiros socorros. Situação penal de Pedro Turra muda com a morte de adolescente – URGENTE: Adolescente de 16 anos que apanhou de piloto Pedro Turra morre em Brasília – Surge vídeo em que piloto que deixou adolescente em estado vegetativo, agride idoso (veja o vídeo).
Alckmin denuncia “golpe” e avisa que não aceitará remoção da chapa
O vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), já avisou a dirigentes petistas que não pretende se candidatar a nenhum cargo caso seja retirado da chapa em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará a reeleição. Petistas cogitavam a possibilidade de o vice‑presidente, que governou São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, disputar a governadoria ou o Senado do estado em uma aliança com o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e com a emedebista Simone Tebet, ministra do Planejamento. Recentemente, o próprio Lula passou a dar sinais nos bastidores de que poderia rever o formato de sua chapa. Na quinta‑feira (5), o presidente indicou isso publicamente. “Temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo”. O plano de Lula, ao contemplar uma eventual alteração em sua chapa, não seria apenas uma estratégia para reforçar a campanha em São Paulo. Poderia também servir para oferecer a vice‑presidência a outro partido, ampliando o apoio à coligação nacional. O movimento não prosperou. Alckmin percebeu o “golpe”, sentiu o alerta e manifestou a intenção de permanecer presente no cenário político.