Segundo a revista Veja, uma “força inédita” de Flávio Bolsonaro apareceu em nova pesquisa que traz um “número que pode mudar o jogo”. A pesquisa Real Time Big Data sobre a corrida presidencial, divulgada nesta segunda‑feira (9), apresentou um sinal fora da curva para esta fase do calendário eleitoral. Em comentário no programa Ponto de Vista, o colunista Mauro Paulino destacou um dado que costuma passar despercebido, mas que pode revelar muito sobre o cenário de 2026: o percentual de eleitores indecisos. De acordo com a pesquisa, 31 % dos entrevistados ainda não sabem em quem votar quando a questão é feita de forma espontânea, ou seja, sem a apresentação dos nomes dos candidatos. Esse índice está abaixo da média histórica para um momento em que a eleição ainda está distante. Para Paulino, isso indica que o eleitor já está mais conectado à disputa e tem nomes bem definidos na mente. Por que a taxa de indecisos chamou tanta atenção? Paulino explicou que, em pesquisas espontâneas realizadas cerca de oito meses antes da eleição, costuma‑se observar um número bem maior de indecisos. O patamar atual sugere que mais da metade do eleitorado já tem um candidato espontâneo, sem precisar ser estimulado por uma lista de nomes. Esse fator ajuda a entender a largada forte de Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece com 28 % na pesquisa espontânea e salta para 39 % na estimulada — um crescimento relevante, mas dentro do esperado para um presidente em exercício. O que explica o salto de Flávio Bolsonaro? O dado mais expressivo, porém, está do outro lado da polarização. Flávio Bolsonaro parte de 14 % na pesquisa espontânea e chega a 30 % quando os nomes são apresentados aos eleitores. Na leitura de Paulino, trata‑se de um fenômeno raro. “O sobrenome Bolsonaro demonstra uma força inédita de transferência de votos”, avaliou o colunista. Diferentemente de heranças políticas tradicionais, o crescimento de Flávio ocorre de forma rápida e quase automática, mesmo sem campanha estruturada ou lançamento formal de candidatura. Lula já encontrou seu teto? Outro ponto destacado na análise é o chamado “teto eleitoral”. Segundo Paulino, os números indicam que Lula já opera próximo de seu limite máximo de intenções de voto, especialmente nas simulações de segundo turno, onde oscila perto de 49 %. No caso de Flávio Bolsonaro, o teto ainda é desconhecido. “A gente não sabe até onde ele pode chegar”, afirmou o colunista, ressaltando que esse será um dos principais pontos de observação ao longo da campanha. Tarcísio está mesmo fora do jogo? Embora Tarcísio de Freitas não apareça com força na pesquisa espontânea, Paulino pondera que ainda é cedo para descartá‑lo completamente. Com avaliação positiva em São Paulo e reconhecimento crescente, sua saída da disputa presidencial ainda depende do grau de convicção de suas declarações públicas. A terceira via tem espaço real? O debate também abordou os nomes da chamada terceira via. Ratinho Júnior apresenta desempenho superior ao de outros governadores do mesmo campo, em parte, segundo Paulino, por associação automática com o pai, figura amplamente conhecida no país. Mesmo assim, o colunista mostrou ceticismo quanto às chances de romper a polarização. O histórico eleitoral recente demonstra que candidaturas alternativas raramente ultrapassam a marca dos 10 %. “Quando o eleitor é colocado diante da escolha final, tende a optar pelo lulismo ou pelo bolsonarismo”, resumiu. O que a pesquisa indica, afinal? Na avaliação de Paulino, os números reforçam um cenário já conhecido, mas agora com um ingrediente novo: o eleitor está mais atento mais cedo, e a polarização parece ainda mais consolidada. A disputa avança, mais uma vez, para um embate direto entre os dois campos que dominam a política brasileira desde 2018.
Nikolas Ferreira rebate padre que condicionou a comunhão a apoio político (Veja o vídeo)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu neste domingo, 8, às declarações do padre Flávio Ferreira Alves, feitas durante uma celebração na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo, no interior de Minas Gerais. Durante a missa, o sacerdote afirmou que fiéis que concordassem com o parlamentar deveriam deixar a igreja e não receber a eucaristia, considerado o mais importante sacramento da fé católica. Na ocasião, o padre afirmou: “Vou falar uma coisa grave: se você concorda com Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora”. Em seguida, completou: “Você não merece receber a eucaristia.” A fala gerou reação imediata do deputado, que utilizou suas redes sociais para afirmar que o episódio extrapolou os limites da crítica política. Segundo Nikolas, manifestações ideológicas em ambientes religiosos têm se tornado frequentes, mas, nesse caso, houve algo mais grave: a tentativa de condicionar o acesso a um sacramento religioso à posição política do fiel. “Ele condicionou a Eucaristia — que, dentro da Igreja Católica, é o maior sacramento, o momento de maior comunhão com Cristo”, afirmou o parlamentar. “Ele condicionou isso ao fato de me apoiar ou não: se você não me apoia, então pode ter comunhão com Cristo; se você me apoia, você não pode.” Nikolas questionou o que considera uma seletividade moral por parte de autoridades religiosas. Para ele, seu voto na Câmara teria provocado mais indignação do que temas que, em sua avaliação, deveriam ser prioritários para líderes da Igreja. “O fato de eu ter votado contra isso indigna mais esse padre e essas autoridades religiosas do que a esquerda, que milita em prol de matar uma criança dentro do ventre, que é o aborto?”, questionou. “Os escândalos do INSS, com idosos sendo roubados, não escandalizam? Pessoas recebendo ditadores e sanguinários no Brasil não indignam? Os casos do Banco Master, envolvendo um monte de gente, não causam revolta?” Veja:
Moraes aceita pedido do preso Vasques, mesmo sob acusação de “plano golpista”
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Silvinei Vasques continue seu curso de doutorado por meio do ensino a distância (EAD). Apesar da permissão para a continuidade dos estudos, o magistrado manteve a prisão do ex‑diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na penitenciária Papudinha, no Distrito Federal, e destacou que a liberação para a realização das atividades acadêmicas está condicionada ao cumprimento integral das regras da unidade prisional onde Vasques se encontra custodiado. Moraes também determinou que o batalhão responsável seja oficialmente comunicado para adotar as providências necessárias e garantir o cumprimento da autorização concedida. A decisão ocorreu após manifestação favorável da Procuradoria‑Geral da República, que avaliou não haver impedimento legal para a continuidade dos estudos no formato remoto, desde que sejam respeitadas as normas do sistema prisional. Silvinei Vasques foi condenado, em 16 de dezembro do ano passado, pela 1ª Turma do STF a uma pena superior a 20 anos de prisão. Segundo o entendimento de quatro ministros da Corte, ele teria supostamente participado de uma tentativa de golpe de Estado, fundamento que embasou a condenação. Poucos dias depois da decisão do Supremo, cerca de dez dias após, Vasques tentou deixar o Brasil, mas foi detido no Aeroporto de Assunção, no Paraguai. Conforme informou a Polícia Federal, o ex‑diretor da PRF pretendia viajar para El Salvador, o que resultou em sua prisão e posterior manutenção da custódia no Brasil.
Mendonça rebate Flávio Dino e sustenta bloqueio das emendas de Eduardo Bolsonaro
O ministro André Mendonça acompanhou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu a tramitação das emendas apresentadas por Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem ao Orçamento de 2026, mas registrou observação relevante quanto à justificativa adotada pelo relator do caso, ministro Flávio Dino. Embora tenha concordado com o bloqueio das emendas, Mendonça apresentou entendimento distinto sobre a base legal que sustentaria a restrição. Em sua avaliação, o simples fato de os parlamentares estarem formalmente licenciados do mandato já seria suficiente para impedir qualquer atuação no processo orçamentário, independentemente de decisão judicial específica. No voto, o ministro afirmou que “uma vez licenciados, os deputados já não poderiam participar do ciclo orçamentário, apresentando emendas impositivas para o orçamento federal de 2026”. Destacou que a vedação decorre diretamente das normas que regulam o exercício do mandato parlamentar, e não exclusivamente de uma ordem do Judiciário. Para Mendonça, o afastamento oficial do cargo produz efeitos automáticos e imediatos, entre eles a impossibilidade de interferir em etapas formais da elaboração orçamentária. Ainda assim, ainda que discorde da fundamentação central utilizada por Dino, o ministro deixou claro que acompanhava o desfecho da decisão. “Embora por fundamentação diversa, voto pelo referendo da medida cautelar”. Na prática, a manifestação do ministro manteve o bloqueio das emendas indicadas por Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, mas estabeleceu um entendimento alternativo: na sua visão, a licença parlamentar, por si só, já inviabilizaria qualquer participação dos dois no Orçamento. O tema chegou ao STF após o PSOL apontar que Eduardo Bolsonaro e Ramagem teriam incluído cerca de R$ 80 milhões em emendas individuais mesmo estando fora do país e afastados das atividades presenciais na Câmara dos Deputados. Para o partido, a conduta comprometeria a representação política e enfraqueceria os mecanismos de controle sobre o uso de recursos públicos. Ao analisar o pedido, o ministro Flávio Dino determinou que o governo federal fosse impedido de processar ou executar novas indicações feitas pelos dois parlamentares. Em seu voto, afirmou que o Executivo não poderia “receber, apreciar, encaminhar, liberar, executar (ou atos similares)” propostas vinculadas às emendas apresentadas por eles. O julgamento virtual foi concluído às 23h59 de sexta‑feira (6/2), com 11 votos favoráveis ao relatório de Flávio Dino. A única ressalva registrada foi a do ministro André Mendonça, que divergiu apenas quanto ao fundamento jurídico da decisão.
URGENTE: Poucas horas após ser libertado, preso político é sequestrado em Caracas
Após mais de oito meses detido em Caracas, o oposicionista venezuelano Juan Pablo Guanipa recuperou a liberdade neste domingo, 8. Entretanto, segundo informações de María Corina Machado, principal liderança da oposição ao chavismo, Juan Pablo Guanipa foi sequestrado poucas horas depois de ser libertado. “URGENTE! ALERTA INTERNACIONAL! Juan Pablo Guanipa foi sequestrado há poucos minutos no bairro Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata”, disse Machado no X. Olavo de Carvalho, ao longo de décadas, fez revelações graves sobre o Foro de São Paulo. Em seu livro “O Foro de São Paulo: A ascensão do comunismo latino‑americano”, de quase 500 páginas, são descritos os eventos iniciados em 1990 por iniciativa de Fidel Castro e Lula – o primeiro “Encontro de partidos e organizações de esquerda da América Latina e Caribe” – até a consolidação do que hoje se chama Foro de São Paulo, que reuniu dezenas de partidos políticos e organizações criminosas, como as FARC e o MIR chileno. Essa obra representa a herança intelectual de Olavo.
Motta dá inesperado aceno a Lula a poucos meses da eleição
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de PEC que trata da redução da jornada de trabalho 6×1, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL‑SP), bem como o projeto do deputado Reginaldo Lopes (PT‑MG). Ele informou que, após a análise da CCJ, será criada uma Comissão Especial para conduzir um debate amplo sobre a PEC, com a intenção de ouvir todos os setores da sociedade de forma equilibrada e responsável, a fim de elaborar a melhor lei para os brasileiros. Motta ainda ressaltou que o mundo avançou, sobretudo na área tecnológica, e que o Brasil não pode ficar para trás. A declaração foi interpretada como um inesperado aceno a Luiz Inácio Lula da Silva, a poucos meses da disputa eleitoral.
Vereador socialista envia mensagem sexual a mulher casada, invade domicílio e vizinho a socorre
Um caso envolvendo suspeita de importunação sexual e violação de domicílio, atribuído ao vereador Mauro Alves (PSB), do município de Itanhangá, em Mato Grosso, foi registrado na tarde de sábado (7/2) e mobilizou a Polícia Militar. A ocorrência foi formalizada e encaminhada à Polícia Civil, que dará prosseguimento às investigações. Conforme o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada por um dos filhos da vítima, que presenciou a mãe em situação de forte constrangimento. A mulher relatou que vinha recebendo, de forma insistente, mensagens de texto e áudios com conteúdo sexual enviados pelo parlamentar via WhatsApp, sem que houvesse qualquer tipo de consentimento. Segundo o relato apresentado às autoridades, após as investidas, a vítima decidiu bloquear o contato do vereador. Mesmo assim, pouco tempo depois, ele teria se deslocado até a residência da mulher, entrado no imóvel sem autorização e avançado até a área da cozinha, o que configuraria invasão de domicílio. Diante da situação, a vítima começou a gritar por ajuda. Um vizinho ouviu os pedidos de socorro, foi até o local e encontrou o suspeito ainda dentro da área da casa. Após a intervenção, o homem deixou a residência. Cerca de 30 minutos depois, de acordo com o registro policial, o vereador teria retornado ao endereço, o que levou um dos filhos da vítima a acionar novamente a Polícia Militar. Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito confirmou que exerce o mandato de vereador e declarou que havia ingerido bebida alcoólica. Em sua versão, afirmou que foi até o local à procura de um amigo, marido da vítima, e que retornou posteriormente com a intenção de pedir desculpas. Diante dos fatos, vítima, suspeito e testemunha foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Tapurah para os procedimentos legais. O vereador foi encaminhado sem o uso de algemas, uma vez que não apresentou resistência durante a abordagem. A Polícia Civil ficará responsável por analisar as mensagens, os áudios trocados, bem como os depoimentos colhidos, a fim de apurar as responsabilidades e verificar eventual enquadramento criminal do caso.
PF quebra criptografia do iPhone de Vorcaro após ele recusar senha
A Polícia Federal recorreu a ferramentas especializadas para romper a criptografia do telefone celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, após o banqueiro se recusar a informar a senha do aparelho durante depoimento. O aparelho apreendido, um iPhone de última geração, possuía camada extra de proteção, o que exigiu o uso de softwares avançados disponíveis à Polícia Federal, capazes de quebrar criptografias complexas e recuperar dados apagados. O material obtido está em fase de organização e deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria‑Geral da República (PGR). A apreensão ocorreu no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. O inquérito também apura se Vorcaro exerceu pressão sobre autoridades para impedir a liquidação da instituição financeira, ponto central das investigações. Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal e à PGR em 30 de dezembro do ano passado, nas dependências do STF, por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso. Durante a oitiva, a delegada Janaina Palazzo solicitou acesso ao conteúdo do celular apreendido, mas o pedido foi negado pelo banqueiro e por seus advogados, sob a alegação de proteção de relações pessoais e privadas. Segundo informações apuradas, o ministro Dias Toffoli deve autorizar o compartilhamento dos dados extraídos do aparelho com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Vorcaro tem novo depoimento previsto para o dia 19, após o feriado de Carnaval, e a defesa já indicou que pretende limitar o escopo das respostas ao colegiado. Em seu depoimento, o banqueiro negou irregularidades nas carteiras de investimento do Banco Master e afirmou que seu objetivo é esclarecer os fatos. “O que eu mais quero é restabelecer a verdade. Essa fraude que foi colocada não existiu, e não era para ter liquidado o banco. Não era para eu estar passando por isso”, declarou.
Flávio Bolsonaro encerra o maior perigo das eleições com apenas uma frase
Em meio às articulações para as próximas eleições, o senador e pré‑candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), utilizou as redes sociais neste domingo, 8, para defender a união das forças de direita. Para ele, o foco central da disputa eleitoral deve ser claro: retirar o PT do comando do país. Com apenas uma frase, Flávio acabou com o maior perigo das eleições: “Nosso inimigo não está na direita!”, ressaltou Flávio. O senador afirmou que somente com a derrota do partido que hoje ocupa o Planalto será possível avançar em pautas estruturais. “Para libertar milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas por narcomilícias, deixar bandidos violentos mais tempo presos, meter tesouraço nos impostos, levar prosperidade a quem ainda depende de político para levar comida para dentro de casa, resgatar a democracia e tantas outras coisas, primeiro precisamos derrotar o partido das trevas.” Na mesma linha, o parlamentar fez um apelo para que o debate interno não fragmente o campo conservador. “Peço a todos que concentrem as energias no que é mais importante até as eleições: falar a verdade sobre o atual desgoverno federal”, continuou. Para ele, essa postura comum fortalece o discurso e contribui para mobilizar a sociedade. “Isso nos une e ajuda o Brasil!”
Piloto da Latam é preso pela PC dentro do avião por crime repugnante de exploração sexual infantil
Um piloto da Latam, de 60 anos, foi preso nesta segunda‑feira (9) em uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele integra uma rede de exploração sexual infantil e teria recebido pagamento pela “venda” das netas de uma mulher de 55 anos, também detida na ação, cujas idades são 10, 12 e 14 anos. Veja o momento da prisão: