Carlos Bolsonaro publicou no X um desabafo em que denuncia o que ele chama de perseguição política contra ele e outros presos que, segundo ele, são “prisioneiros políticos”. O texto afirma que a situação seria comparável ao que ocorre na Venezuela e acusa o governo de censura. “Isso não é justiça, é vingança política. O que fazem com Jair Bolsonaro – há mais de seis meses privado de liberdade – e com os presos políticos é um ataque frontal à Constituição, às liberdades individuais e ao povo brasileiro. Prendem ideias, esmagam direitos, silenciam vozes e têm a audácia de chamar isso de democracia.” “Bolsonaro livre. Presos políticos livres.” “O Gigante Brasil não aguenta mais uma perseguição que já dura quase uma década. A normalização desse abuso faz o país apodrecer por dentro, a ponto de hoje estarmos piores que a Venezuela. Nenhuma nação vira pária da noite para o dia – isso é um projeto.” “Mais do que nunca, neste ano, é preciso deixar claro: o Brasil não aceita a trajetória imposta por esse sistema.” Segundo o próprio Carlos Bolsonaro, a suposta perseguição contra o ex‑presidente e seus aliados seria “cruel, absurda e desumana” e poderia culminar em um agravamento da situação política do país. Ele afirma que quem “quer tirar a vida dele e esconder o que realmente aconteceu em 2022” não conseguirá silenciar a verdade. O próprio Jair Bolsonaro já manifestou conhecimento sobre o livro. https://www.conteudoconservador.com.br/products/o-fantasma-do-alvorada-a-volta-a-cena-do-crime
Trump e Musk: a variável incontrolável que pode manipular a eleição no Brasil
Eleições nunca foram um jogo isolado. Em qualquer parte do mundo, diferentes atores tentam influenciar os processos eleitorais — e fingir surpresa diante disso é ingenuidade ou má‑fé. A esquerda costuma apontar o dedo quando imagina alguma influência conservadora, mas silencia completamente sobre a atuação de governos e regimes alinhados a ela. É evidente que China, Rússia e todo o eixo autoritário buscarão influenciar o Brasil, como sempre fizeram. A questão central não é se haverá influência, mas qual será o peso e a direção dela. Nesse contexto, Trump e Elon Musk representam algo diferente do que vimos em 2022. O governo Biden — de extrema‑esquerda — teve papel decisivo naquele processo, oferecendo apoio diplomático, político e institucional ao que ocorreu no Brasil, inclusive à retirada de Bolsonaro e à elevação do descondenado ao poder. Curiosamente, não se falou em “soberania”. A tentativa de Lula de se aproximar de Trump tem um objetivo claro: neutralizar uma possível influência que não lhe seja favorável. Espero, sinceramente, que qualquer influência externa que exista daqui para frente seja no sentido de garantir liberdade de expressão, processo eleitoral justo e mínimo de equilíbrio institucional — exatamente o que faltou na última eleição. Isso não é interferência ilegítima. É correção de rota em um jogo que nunca foi neutro. Leandro Ruschel.
Frase de Nikolas desmoraliza o padre que negou a comunhão a seus apoiadores (Veja o vídeo!)
Durante a celebração da missa neste domingo (8), na Capela São Sebastião, em Pingo D’Água (MG), o padre Flávio Ferreira Alves gerou grande repercussão ao recusar a eucaristia a fiéis que manifestam apoio ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG). O sacerdote também solicitou, de forma pública, que essas pessoas se retirassem do templo. A ação foi imediatamente repudiada pela própria hierarquia da Igreja Católica, que aplicou ao sacerdote uma repreensão oficial. Criticos apontam o episódio como mais um caso de “sacerdotes doentes pela ideologia esquerdista”. O deputado Nikolas Ferreira respondeu nas redes sociais com uma frase curta que, segundo seus apoiadores, foi suficiente para desmoralizar o padre: “Perderam todos os limites”. A mensagem foi amplamente compartilhada e interpretada como condenação ao comportamento do clérigo.
PF quebra criptografia do celular de Daniel Vorcaro e envia dados ao STF e à PGR
A Polícia Federal aplicou uma ferramenta de quebra de criptografia ao celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e obteve sucesso. Os dados extraídos estão sendo organizados para serem enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria‑Geral da República (PGR). O aparelho ainda possuía uma camada adicional de proteção, que também foi violada. A mesma ferramenta permite a recuperação de informações que haviam sido apagadas.
Brasileiros são presos nos EUA por lavar US$ 30 milhões para traficante mexicano
Autoridades da Flórida prenderam quatro brasileiros e um mexicano acusados de lavar milhões de dólares provenientes do tráfico de drogas. Os brasileiros Ygor Saviolli, Gabriel Menezes, João Andrade e Leandro de Ávila, juntamente com o mexicano Omar Correa, são apontados como membros de organização criminosa que operava nos Estados Unidos e em outros países. A operação policial foi desencadeada em janeiro, em Miami. Segundo a denúncia, o grupo teria lavado pelo menos 30 milhões de dólares entre 2022 e o início de 2025, usando o sistema bancário norte‑americano. A acusação indica que parte dos recursos lavados era repassada ao narcotraficante mexicano Manuel Garcia‑Urrea, atualmente foragido. Além dos cinco citados, as investigações mencionam os brasileiros Lucca Costa, Leonardo Meira e Tadeu Barbosa, descritos como “couriers”, responsáveis por coletar e entregar o dinheiro em espécie para depósito. Não foi identificado o cartel ao qual o grupo estaria ligado, mas as autoridades afirmam que os valores provinham da venda de drogas em diversas cidades: Miami, Pensacola, Rochester, Chicago, Cleveland, Atlanta, Minneapolis, Los Angeles, Denver, Seattle, Houston e Kansas City. Alguns dos acusados já pagaram fiança e negam as acusações; outros permanecem presos aguardando audiências no tribunal federal de Miami. O caso está sendo conduzido pelo FBI de Miami, pela DEA de Rochester, pela HSI de Miami e Brasília, e também pelo FBI de Orlando.
Simone Tebet destruiu o pouco capital político que ainda tinha
Dizem que Simone Tebet é a nova arma da esquerda para não levar uma lavada em São Paulo. Alguns caciques do partido (não especificados na reportagem) acreditam que a presença da ministra na disputa pode garantir votos preciosos para Lula no Estado, evitando que o candidato da direita (supostamente Flávio Bolsonaro) abra uma vantagem difícil de compensar com os votos do Nordeste. Em 2022, a diferença de Bolsonaro para Lula foi de 10 pontos percentuais no Estado, contra 35 pontos percentuais em 2018 contra Haddad. Para testar a viabilidade da ideia, precisamos verificar o que aconteceu em 2022. Simone Tebet obteve seu melhor resultado no país em São Paulo, com 6,3 % dos votos válidos no primeiro turno, contra uma média de 4,2 % no país inteiro. Mas, para onde foram os votos de Tebet no segundo turno? Para estimar esse número, foi necessário assumir algumas premissas. A principal delas diz respeito ao destino dos votos de Ciro Gomes. Considerou‑se que metade desses votos teria ido para Bolsonaro e metade para Lula. Quanto maior a parcela que foi para Bolsonaro, menor será o percentual de votos que Tebet teria transferido ao capitão no segundo turno; o inverso ocorre se a maior parte dos eleitores de Ciro tiver ido a Lula. Premissas menores consideram que 100 % dos votos de Felipe D’Ávila, Soraya Thronicke, Padre Kelvin e Eymael foram para Bolsonaro, e que 100 % dos votos de Leo Pericles, Sofia Manzano e Vera foram para Lula. Essas hipóteses alteram pouco o panorama, pois correspondem a 1,6 % dos votos válidos. Também foi preciso levar em conta os votos válidos adicionais do segundo turno. Houve aumento dos votos nulos e em branco, mas também crescimento da comparecência nas urnas. No saldo, foram 80 mil votos válidos a mais, e assumiu‑se que a distribuição desses votos seguiu a proporção geral: 55 % para Bolsonaro e 45 % para Lula. Se todas as premissas estiverem corretas, 69 % dos eleitores de Tebet teriam passado a votar em Bolsonaro no segundo turno. Mesmo sob a hipótese extrema de que 100 % dos votos de Ciro tenham ido para Bolsonaro – cenário claramente irreal – ainda seria necessário que 42 % dos votos de Tebet migrassem para Bolsonaro. Portanto, ainda quando Tebet ainda figurava como terceira via, a maior parte de seu eleitorado parece ter se deslocado para Bolsonaro. Hoje, após ter integrado o governo Lula ao lado de Alckmin, é provável que sua votação no estado seja muito menor, já que os eleitores que migraram para Bolsonaro em 2022 dificilmente voltarão a apoiá‑la. Simone Tebet é um dos balões de ensaio que animam os meios políticos e abastecem analistas com material para palpites. Na prática, depois de três anos no governo Lula, servindo ao lado de Alckmin apenas para conferir ao PT um verniz de “frente democrática”, ela destruiu o pouco capital político que ainda possuía. Segundo as simulações acima, estima‑se que ela teria apenas 30 % dos votos de centro que obteve em 2022. Resta saber quantos votos ainda lhe restariam entre os petistas. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Ex-atriz da Globo gera polêmica ao divulgar vídeo supostamente fumando maconha (Veja o vídeo)
Luana Piovani simula ou fuma maconha em vídeo publicado, alegando ser exemplo de impunidade e crime no Brasil. Trata‑se de uma mulher de meia‑idade que, segundo a crítica, pretende influenciar jovens a usarem drogas. Essa atitude é considerada apologia a um crime, e, no Brasil, a apologia a crime constitui crime. Piovani representa um caso de mulher que, na juventude, recebeu intensa atenção por sua beleza, a ponto de despertar inveja em outras mulheres e atrair o desejo dos homens. O problema, segundo a análise, seria que, ao envelhecer e perder a beleza que a destacava, ela não aceitou a nova realidade, na qual não recebe mais atenção, tornando‑se amargurada e ressentida, e projetando sua frustração em todos. A crítica ainda afirma que esses comportamentos refletem, em sua visão, as bases do feminismo: mulheres sem valor que buscam se vingar de um mundo que, segundo elas, não lhes concede o que consideram ser seu direito. Veja o vídeo:
“Stalinácio” chega ao limite: eleições de 2026 serão guerra total
“Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição”. José Dirceu. José Dirceu proferiu essa frase enigmática em 2018, quando ainda não sabíamos exatamente com quem estávamos lidando. Hoje, após as dolorosas experiências dos últimos anos, compreendemos plenamente o recado. Jair Bolsonaro venceu as eleições de 2018, mas não chegou ao poder. Desde o primeiro dia de mandato foi atacado e, atualmente, encontra‑se preso. O Sistema venceu. Aprendemos que ganhar as urnas não basta, mesmo que o eleitorado deseje, se o Sistema não aceitar. Em 2018, a vitória de Bolsonaro representava um claro repúdio ao petismo. O Sistema, porém, mobilizou‑se imediatamente para derrubá‑lo, a qualquer custo. Foi o mesmo Sistema que tirou Lula da prisão e o reconduziu à Presidência, acreditando que, com ele no comando, a “banda” teria liberdade para atender seus próprios interesses. Escândalos recorrentes mostram que a “gangue” que atua no país há décadas não aceitaria jamais um presidente que a impedisse de continuar a rapinagem iniciada quando a esquerda chegou ao poder, em 2002. Mas quem é o “Sistema”? É um conjunto de instituições que dominam o país, pairando em patamares inacessíveis ao cidadão comum e determinando quem vence e quem perde. Entre elas estão as instituições financeiras, as universidades públicas, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, o Poder Executivo, a imprensa escrita e falada, as Forças Armadas e as entidades de classe. Essas instituições escolheram Lula como seu representante, pois acreditam que ele permite a dilapidação dos recursos públicos. Com Lula no poder, a esbórnia se intensifica: o contribuinte paga impostos em silêncio enquanto os privilegiados se banqueteiam nos benefícios do cargo, desprezando a população. Uma nova eleição se aproxima, e o que nos espera é a candidatura de Lula, símbolo desse Sistema que oprime sem pedir licença. Lula abandonou, de forma definitiva, a fachada de “Lulinha paz e amor” construída em 2002. Aos 80 anos, tem pouco a perder. Durante a comemoração dos 46 anos do PT na Bahia, Lula perdeu a compostura, gritou, xingou, ameaçou e incitou seus apoiadores a agredirem quem discordasse de sua tese, orientando-os a “mandar essa gente para aquele lugar”. Ele declarou, sem rodeios, que as eleições deste ano serão uma guerra, que “não há como perder”, e que é preciso criar “nossa narrativa política” – o que ele próprio define como mentiras e mais mentiras – incentivando seus seguidores a atacar sem trégua, ponto a ponto, com um olhar furioso e ressentido. Quatro anos depois, o Brasil parece um Titanic afundando em escândalos que chegam até membros do Supremo Tribunal Federal, revelando um país que se assemelha a uma República bananeira latino‑americana, corrupta e decadente. Surpreende ainda a existência de milhões de seguidores cegos que continuam a sustentar esse “mestre da infâmia”, o que revela muito sobre a índole do brasileiro, disposto a aceitar e proteger quem o engana há décadas. Essa figura traumatizante pretende permanecer no poder por mais um mandato, e devemos permanecer vigilantes quanto ao que está por vir. O Sistema ainda necessita desse elemento no comando, e o número de votos já não garante governabilidade, como ficou evidente no governo Bolsonaro, que foi cercado, atacado, desestabilizado e acabou preso. Como afirma “Stalinácio”, as eleições de 2026 serão uma guerra; nem a vitória da Direita, por si só, trará alívio, podendo ser apenas o início de uma batalha maior: a necessidade de derrotar o próprio Sistema. Lula é apenas mais um funcionário desta engrenagem de poderes corruptos que precisam ser expurgados da vida pública brasileira. Não se esqueça disso nem por um minuto. Sílvia Gabas. @silgabas
Investidores podem perder tudo depois que Fictor pediu recuperação judicial antes de comprar o Banco Master
A Fictor comunicou aos investidores o encerramento unilateral dos contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP). O anúncio ocorreu logo após a empresa protocolar pedido de recuperação judicial, declarando dívidas de R$ 4,3 bilhões, o que coloca em risco todo o capital aplicado pelos investidores. As SCPs representavam o principal modelo de negócio da empresa, que ganhou visibilidade ao anunciar a compra do Banco Master por R$ 3 bilhões, um dia antes da operação policial que prendeu os principais executivos da instituição financeira. “Por meio do presente, Fictor Invest, na qualidade de sócia ostensiva, vem, formalmente, comunicar a decisão de promover o distrato da Sociedade em Conta de Participação”, informa o documento enviado aos investidores que aplicaram recursos na empresa. Neste formato de negócio, os investidores assinavam contratos como sócios ocultos da Fictor, recebendo promessas de retornos fixos proporcionais ao valor investido. Essa configuração jurídica os classifica como sócios e não como clientes, colocando-os em posição desfavorável na fila de credores durante o processo de recuperação judicial. A empresa justifica a decisão citando os impactos recentes sobre sua imagem. “A deliberação decorre do atual cenário enfrentado pelo Grupo Fictor, impactado pelos acontecimentos amplamente divulgados na mídia relacionados à tentativa de aquisição do controle acionário do Banco Master S.A. liderado pelo sócio fundador do grupo. O evento produziu efeitos colaterais relevantes sobre a confiança do mercado e sobre o ambiente reputacional da Fictor, os quais, de maneira reflexiva e inevitável, acabaram por alcançar as Sociedades em Conta de Participação, ainda que tais SCPs não estejam diretamente envolvidas nos fatos que deram origem às referidas notícias”, explica o documento. A Fictor reforça o tratamento dos investidores como sócios ao afirmar: “Diante desse contexto, visando preservar o direito e manter equanimidade no tratamento entre os sócios, a sócia ostensiva [Fictor], por entender que a formalização do distrato das SCPs representa a medida mais adequada para preservar a segurança jurídica, os interesses dos sócios participantes e a escorreita prestação de contas, informa desde já a rescisão unilateral por parte da Fictor Invest.” O comunicado não apresenta informações sobre a devolução do capital investido. “O distrato é válido desde a presente data (1/2), e o seu instrumento será devidamente encaminhado com detalhamento das condições aplicáveis, incluindo, quando pertinente, a forma de encerramento das atividades, eventuais ajustes patrimoniais, quitações, renúncias e demais disposições necessárias.”
Ao vivo: Lula afunda no Nordeste e vê apoio político evaporar (veja o vídeo)
O presidente Lula começa a sentir, de forma cada vez mais clara, a perda de tração política nos estados do Nordeste que historicamente sustentaram o projeto petista. Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam hoje um cenário de desgaste, impopularidade de aliados e ruptura silenciosa com o eleitor – um alerta grave para o Planalto. No Ceará, a situação do governador Elmano de Freitas tornou‑se emblemática. Eleito sob a forte influência de Lula e do PT nacional, Elmano governa agora sem identidade própria, com baixa capacidade de articulação política e crescente rejeição popular. Pesquisas e movimentações nos bastidores já indicam que, em um eventual confronto eleitoral, Ciro Gomes desponta como favorito, capitalizando o sentimento de frustração com a atual gestão. O Ceará, que por anos foi apresentado como vitrine do petismo, hoje expõe o esgotamento desse modelo político. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues vive um dos momentos mais delicados desde o início do mandato. Apesar do alinhamento total com Lula, Jerônimo enfrenta altos índices de impopularidade, dificuldades na gestão da segurança pública e incapacidade de responder às demandas econômicas do estado. O eleitor baiano, tradicionalmente fiel ao PT, demonstra sinais claros de cansaço. A marca Lula já não basta para sustentar a popularidade do governo estadual, e a desconexão com a realidade local começa a cobrar seu preço. O Rio Grande do Norte apresenta um quadro ainda mais simbólico do desgaste petista. A governadora Fátima Bezerra sofre forte rejeição popular, agravada por problemas fiscais, infraestrutura precária e desgaste político acumulado. O sinal mais claro da crise vem de dentro: o próprio vice‑governador não demonstra interesse em assumir o comando do estado, fato raro e revelador. O gesto escancara a percepção de que o governo se tornou um fardo político, e não uma plataforma de continuidade. Em Sergipe, o eleitor parece ter “acordado de vez”. O estado, que por muito tempo acompanhou o movimento político regional, agora demonstra maior independência eleitoral. Cresce o distanciamento do discurso governista e a rejeição à lógica de alinhamento automático com Brasília. A população cobra resultados concretos e demonstra menos tolerância a narrativas ideológicas ou promessas futuras. Esses quatro casos revelam um padrão preocupante para Lula: a dependência excessiva do capital político do passado e a aposta em lideranças locais frágeis. O governo federal falhou em fazer a leitura correta do território, subestimou o desgaste econômico e ignorou sinais claros de mudança no humor do eleitor nordestino. O Nordeste continua decisivo, mas já não responde automaticamente ao discurso petista. A base que parecia sólida mostra rachaduras profundas. E, como a história eleitoral ensina, quando o eleitor começa a se afastar em silêncio, a derrota costuma chegar antes do que o poder imagina. Veja o vídeo!