O Palácio do Planalto vive um clima de pânico. Lula, ao discursar na Bahia, mostrou evidente desespero, perdendo o controle e elevando o tom de sua fala. A pesquisa Futura/Apex, publicada nesta terça‑feira, 10 de maio, indica que Flávio Bolsonaro lidera Lula para um eventual segundo turno, com 48,2 % dos votos contra 42,4 % do presidente. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao ser interrogado sobre o tema, afirmou que os petistas estão assustados com a incomum e rápida migração de eleitores de Jair Bolsonaro para Flávio. “Não tenho lembrança de precedentes no Brasil de uma transferência de votos praticamente automática em relação a quem ele (Jair Bolsonaro) escolher. Você viu que, a partir do momento em que se firmou a candidatura de Flávio, ele angariou um apoio equivalente a qualquer outro candidato do campo bolsonarista”, disse o ministro durante evento promovido pelo BTG Pactual. Veja o vídeo!
Ex-assessora denuncia assédio de Marco Buzzi no STJ e determina seu afastamento
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi afastado temporariamente de suas funções após uma ex-assessora formalizar acusação de assédio sexual ocorrido em seu gabinete. A denúncia foi apresentada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na segunda‑feira, dia 9. Na manhã de terça‑feira, dia 10, os ministros decidiram, por unanimidade, pelo afastamento do magistrado em reunião extraordinária. A denunciante é funcionária terceirizada que continua trabalhando em outro setor do tribunal, depois de ter deixado o gabinete de Buzzi. Sua identidade permanecerá em sigilo ao longo de todo o processo investigativo, por determinação das autoridades competentes. Essa acusação soma‑se a um caso anterior, no qual o ministro foi denunciado por importunação sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de amigos, durante uma visita a uma praia de Santa Catarina. Atualmente, Buzzi enfrenta investigações simultâneas em três instâncias: o Conselho Nacional de Justiça, o próprio STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros do STJ consideram o novo caso grave, pois a suposta conduta teria ocorrido dentro das dependências do próprio tribunal. O CNJ confirmou que a ex‑assessora já havia relatado o ocorrido a colegas anteriormente, o que, segundo integrantes da corte, confere maior credibilidade à denúncia. Antes da reunião que definiu o afastamento, o ministro apresentou um atestado médico solicitando licença por 90 dias. Seus pares interpretaram a medida como tentativa de adiar as investigações. Durante o período de afastamento, Buzzi está proibido de frequentar seu gabinete e de utilizar o carro oficial, mas continuará recebendo seu salário mensal de R$ 44 mil. Em correspondência enviada aos colegas, o ministro afirmou estar com “consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada” e declarou‑se “muito impactado com as notícias” sobre as acusações. Na mesma carta, expressou preocupação com os efeitos das denúncias sobre sua família: “Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”. Por meio de nota, a defesa de Buzzi declarou que não há como comentar especificamente sobre a acusação da ex‑assessora: “Não há como se manifestar sobre episódios de contornos indefinidos sobre os quais a defesa não teve acesso. Tais informações deveriam estar em procedimento sigiloso para a devida checagem prévia antes de qualquer divulgação por fontes anônimas”. O caso ganhou novos contornos no fim da semana passada, quando alguns ministros tomaram conhecimento da situação. No domingo, já havia indicações de que a posição de Buzzi se agravaria com o surgimento de mais um relato de conduta imprópria, confirmado com a formalização da denúncia pela ex‑assessora junto ao CNJ.
Flávio Bolsonaro supera Lula em todas as regiões, exceto no Nordeste, aponta pesquisa APEX
Flávio Bolsonaro já lidera Lula nas intenções de voto para a presidência, segundo a pesquisa Futuro/Apex. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 42,4% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro alcança 48,2%. O senador supera Lula em todas as regiões do país, salvo no Nordeste, onde o candidato do PT mantém a liderança. A rejeição de Lula pode ser o fator decisivo para o resultado final da disputa eleitoral. Confira os percentuais por região: SUDESTE – Flávio Bolsonaro (PL): 50,3% – Lula (PT): 39,7% NORDESTE – Lula (PT): 55,0% – Flávio Bolsonaro (PL): 37,0% SUL – Flávio Bolsonaro (PL): 62,2% – Lula (PT): 28,5% NORTE – Flávio Bolsonaro (PL): 54,7% – Lula (PT): 39,7% CENTRO-OESTE – Flávio Bolsonaro (PL): 54,5% – Lula (PT): 31,0%
Nova bomba indica queda livre de dois ministros do STF (veja o vídeo)
Uma nova bomba foi lançada pelo jornalista Lauro Jardim em texto intitulado “As dúvidas sobre a Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, que o caso Master pode esclarecer”. O jornalista afirma: As investigações da PF e da PGR sobre o rolo do Master levarão inevitavelmente a uma apuração mais detalhada da Maridt Participações, empresa que oficialmente pertence a dois irmãos de Dias Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. (…) A empresa dos Toffoli prestava serviços de consultoria? Tinha contratos de prestação de serviços com direito a pagamentos mensais por parte de escritórios de advocacia? Há suspeitas de que a resposta é sim para os dois casos. Na interpretação do jurista André Marsiglia, há real possibilidade de que a empresa dos irmãos Toffoli recebesse recursos oriundos do Banco Master por intermédio de escritórios de advocacia, configurando uma artimanha para mascarar pagamento de propina. Marsiglia assevera que, se comprovado, dois ministros do STF poderiam ser implicados. Veja o vídeo:
Marido confessa homicídio da terapeuta Ana Paula Farias após encontrá‑la enforcada em Balneário Camboriú
O marido da terapeuta encontrada morta nesta segunda‑feira (9) no bairro das Nações, em Balneário Camboriú, entregou‑se à polícia na manhã de terça‑feira (10) e confessou o crime. A vítima foi identificada como Ana Paula Farias, 42 anos. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a mulher sem vida na residência. Segundo informações preliminares, a causa da morte foi asfixia mecânica, provocada por compressão no pescoço. O companheiro da vítima foi apontado pela polícia como principal suspeito. Ele compareceu à Central de Plantão Policial de Balneário Camboriú e assumiu a autoria do homicídio. O homem alegou que teria agido motivado por uma suposta traição ocorrida dentro da própria casa. Moradores relataram que ele enviou um áudio ao patrão de um dos filhos do casal, afirmando que havia cometido uma “besteira”. Em seguida, o destinatário foi até a residência e encontrou Ana Paula já sem vida. O casal tinha três filhos. O fato gerou forte comoção entre vizinhos e pessoas próximas à família. O homicida foi encaminhado ao presídio da Canhanduba, onde permanece aguardando a realização da audiência de custódia.
Puristas de direita enfraquecem sua estratégia ao atacar três forças eleitorais decisivas
Puristas, chamem o governador do estado, considerado o palanque mais forte das eleições, de traidor; rotulem o deputado mais votado de Minas, estado decisivo nas urnas, como “estrelinha”; e denunciem a maior liderança feminina evangélica como sabotadora. Essa suposta estratégia vencedora, segundo eles, deveria funcionar perfeitamente. Entretanto, dizem que “eles não postam nada do Flávio”. Evidentemente não postam; tudo o que fazem jamais será suficiente. Argumentam ainda que “é melhor perder de pé do que ganhar de quatro para o Centrão”. Há um ponto de verdade nessa afirmação: a estratégia adotada conduz, inevitavelmente, à derrota de quatro.
Enfim, chega a primeira informação após o “sequestro” do preso político
O dirigente oposicionista venezuelano Juan Pablo Guanipa está em prisão domiciliar na cidade de Maracaibo, conforme informou seu filho, Ramón Guanipa, nesta terça‑feira. A confirmação ocorreu após uma sequência de acontecimentos que incluiu a libertação do político no domingo e uma nova detenção poucas horas depois. “Confirmo que meu pai, Juan Pablo Guanipa, está em minha casa em Maracaibo”, declarou Ramón Guanipa em publicação na rede social X. Ele acrescentou: “Estamos aliviados por saber que minha família estará reunida em breve.” Apesar da aparente mudança de situação, o filho ressaltou que a condição continua sendo de privação de liberdade. “Meu pai ainda está injustamente preso”, afirmou, enfatizando que “prisão domiciliar ainda é prisão e exigimos sua liberdade total e a de todos os presos políticos”. Juan Pablo Guanipa, advogado e político de 61 anos, havia sido libertado da prisão no domingo, mas foi recapturado algumas horas depois. Segundo a Procuradoria‑Geral da Venezuela, a nova prisão ocorreu porque ele teria violado os termos estabelecidos para sua soltura ao conceder entrevistas à imprensa em Caracas e ao se reunir com apoiadores. Ramón Guanipa descreveu a segunda detenção como violenta. Ele relatou que o pai foi levado à força por homens não identificados, que cobriram sua cabeça com uma camiseta e o mantiveram com a cabeça baixa durante o transporte em uma van. O paradeiro de Juan Pablo permaneceu desconhecido até a confirmação, nesta terça‑feira, de que ele está em Maracaibo, capital do estado de Zulia, região rica em petróleo e de onde a família é originária. “Ele foi libertado da prisão, mas continua em prisão domiciliar”, disse Ramón. “Ele não pode fazer declarações, não pode sair. Ou seja, ele está menos livre do que estava no domingo.” Ramón afirmou que, embora a segunda abordagem tenha sido mais agressiva que a primeira, o político encontra‑se bem do ponto de vista físico.
FILHO DE BOLSONARO RECLAMA DA PRISÃO DO PAI E REQUER LIBERDADE DOMICILIAR
Jair Renan, filho 04 de Jair Bolsonaro, publicou mensagem no X afirmando: “Hoje, 10 de fevereiro, meu pai completa 187 dias preso. Encarcerado de maneira injusta. Cento e oitenta e sete dias podem parecer pouco para alguns, mas para um homem de 70 anos que convive com sérias comorbidades, e para nós, que estamos do lado de fora rezando e aguardando, cada minuto parece uma eternidade”. Ele ressaltou que o ex‑presidente é conhecido como “Capitão”, figura forte que jamais se curva e que inspira milhões de brasileiros. Contudo, Renan destacou que, aos 70 anos, a saúde de Bolsonaro exige controle rigoroso, conhecido apenas por quem está próximo. O filho lembrou ainda que as complicações atuais são sequelas da facada sofrida em 2018, quando um ex‑integrante do PSOL atacou o então presidente. “Aquela agressão deixou marcas profundas que hoje se manifestam em problemas de saúde que não podem ser negligenciados”, escreveu. Renan apontou que a justiça tem negado repetidamente o pedido de prisão domiciliar, o que ele considera uma grande injustiça. “ Não pedimos um favor, mas um gesto humanitário. Meu pai precisa de um cuidado mais atento, de um ambiente adequado para tratar as comorbidades e do convívio familiar para se recuperar. É direito de um filho cuidar do próprio pai com a dignidade que ele merece”, afirmou. Ele agradeceu a todos que enviam energia positiva e orações, afirmando que a força dos apoiadores chega ao ex‑presidente. “Não vamos parar de lutar para que ele volte para casa e receba o tratamento necessário. Muito obrigado, pessoal. Tamo junto”. A crueldade, o absurdo e a desumanidade da perseguição contra o ex‑presidente e seus aliados continuam sem fim. Tudo indica que, em breve, situações ainda mais graves podem ocorrer. Há quem tente eliminar sua vida, ocultar o que aconteceu em 2022, manipular decisões judiciais e promover perseguição ideológica covarde. Contudo, a verdade não será apagada pelo “terror” do “sistema”.
Flávio Bolsonaro abre vantagem de 6 pontos sobre Lula em nova pesquisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados fazem parte de um levantamento do instituto Futura, realizado em parceria com a Apex Partners, divulgado nesta terça‑feira, 10. De acordo com a pesquisa, Lula também enfrenta disputas equilibradas contra outros governadores testados. Nos confrontos com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSD), os resultados indicam empate técnico, dentro da margem de erro do levantamento. No cenário em que o adversário é Flávio Bolsonaro, o atual presidente registra 42,4 % das intenções de voto, enquanto o senador alcança 48,2 %. Em relação ao estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula apresentou leve variação positiva, ainda dentro da margem de erro, ao passo que Flávio manteve exatamente o mesmo percentual. Quando o concorrente é Tarcísio de Freitas, o governador paulista lidera com 47,4 %, contra 41,4 % do petista, ampliando a vantagem em relação a outros cenários avaliados. Na simulação contra Ratinho Jr (PSD), governador do Paraná, Lula soma 42,1 %, enquanto o adversário chega a 45,2 %. No confronto com Ronaldo Caiado, de Goiás, os números indicam 43,1 % para Lula e 42,3 % para o governador, caracterizando uma disputa muito próxima. Situação semelhante é observada no embate com Romeu Zema, governador de Minas Gerais: Lula aparece com 43,3 %, frente a 42,4 % de Zema, mantendo o cenário de equilíbrio entre os dois nomes. O único confronto em que Lula surge à frente com maior folga é contra Eduardo Leite (PSD). Nessa simulação, o presidente atinge 42,7 % das intenções de voto, enquanto o ex‑governador do Rio Grande do Sul registra 38,5 %. A pesquisa também aponta variação relevante nos percentuais de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, que oscilam entre 8,2 % e 16,5 %, conforme o cenário analisado. O índice de indecisos permanece baixo, variando de 1,1 % a 2,3 %. Para a realização da pesquisa, o instituto Futura ouviu 2.000 eleitores em 769 cidades brasileiras, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95 %.
Criação de empregos formais em 2025 registra menor saldo desde 2020, aponta Caged
O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com o pior desempenho dos últimos cinco anos na criação de vagas com carteira assinada. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta‑feira (29), o saldo líquido foi de 1,2 milhão de novos postos, o menor resultado desde 2020. Ao longo do ano, o país registrou cerca de 26,6 milhões de admissões, enquanto aproximadamente 25,3 milhões de trabalhadores foram desligados. Com isso, o total de vínculos formais avançou de 47,1 milhões para 48,4 milhões, representando um crescimento de 2,71 %. Esse percentual ficou abaixo do observado em 2023, quando a alta foi de 3,3 %, e também de 2024, que havia registrado expansão de 3,69 %. O desempenho negativo ficou mais evidente em dezembro, mês em que foram fechadas 618 mil vagas formais. A retração corresponde a uma queda de 1,26 % em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a desaceleração no ritmo de contratações ao final do exercício. Apesar do resultado geral mais fraco, a maioria dos setores apresentou saldo positivo ao longo de 2025. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com a criação de 758 mil vagas, o que representa crescimento de 3,29 %. Na sequência, o comércio respondeu por 247 mil novos postos com carteira assinada. Na análise regional, o Amapá registrou o maior crescimento proporcional do país, com aumento de 8,4 % no número de empregos formais. Em seguida aparecem a Paraíba, com expansão de 6 %, e o Piauí, que alcançou alta de 5,81 %. Na outra ponta, o Espírito Santo teve o desempenho mais discreto, com crescimento de apenas 1,52 %.