Um texto publicado pelo advogado Enio Viterbo denuncia a total ausência do Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet, no caso que envolve o ministro Dias Toffoli. Segundo Viterbo, Gonet foi omisso, obrigando a Polícia Federal a assumir funções que cabiam ao PGR. Prestem muita atenção aqui: Toffoli aceita levar o caso do Master para o STF por uma justificativa aleatória, A imprensa revela que a família de Toffoli fez negócios com a família de Vorcaro, A imprensa descobre que um familiar de Toffoli, envolvido nessas negociações milionárias, tem uma vida de classe média baixa (?!), A imprensa diz que a PF relata nos bastidores que a situação de Toffoli como relator é insustentável, Toffoli manda que a PF entregue todo o material apreendido com investigados no caso Master de forma lacrada e ainda designa os peritos da PF que deveriam acessar o conteúdo, A PF descobre que existem conversas no celular de Vorcaro que envolvem o próprio Toffoli e leva tudo para o presidente do STF, A PF pede a suspeição de Toffoli! Notou alguma ausência? O PGR, Paulo Gonet, não levantou um dedo. O juiz do caso está diretamente envolvido em conversas no celular do investigado e o Paulo Gonet foi tão omisso que a própria PF teve que apresentar um pedido de suspeição. A PF esfregou a cara de Gonet no chapisco. Que fique marcado: tivemos um PGR tão ausente que a PF passou por cima dele. Cuidado, Gonet. Daqui a pouco a PF pode começar a apresentar denúncias em seu lugar (aí talvez você vá curtir umas férias no Tayaya).
Mensagens no celular de Vorcaro mostram Toffoli citando pagamentos
A Polícia Federal periciou o celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e encontrou mensagens que mencionam pagamentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O primo de Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado, aparece nas mensagens fazendo referência a esses pagamentos. As informações apontam para, pelo menos, três novas frentes de apuração que envolvem o ministro Toffoli, relator do caso no STF, bem como outras pessoas, com ou sem foro privilegiado. Todo o material foi entregue ao ministro Edson Fachin. Segundo a reportagem, Toffoli não tem mais condições de permanecer como ministro do STF.
Pedro Turra é denunciado e pode ser condenado a até 30 anos de prisão
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu, nesta quarta‑feira (11), denúncia contra Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, por homicídio doloso (quando há intenção de matar) motivado por motivo fútil. Com a nova tipificação criminal, Turra, se condenado, poderá cumprir pena de até 30 anos de prisão. O MPDFT também requer que o denunciado seja condenado à reparação de danos morais à família da vítima, fixando o valor mínimo em R$ 400 mil. O ex‑piloto da Fórmula Delta está preso preventivamente desde 30 de janeiro pela morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos.
PF pede suspeição de Toffoli e ministro reage de imediato
A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli nas investigações que envolvem o Banco Master. Toffoli reagiu imediatamente. Em nota, o ministro classificou o pedido como “ilações” e afirmou que apresentará resposta formal ao presidente da Corte. A solicitação da PF foi encaminhada a Fachin após a menção a Toffoli em novos elementos descobertos na apuração. Toffoli argumenta, contudo, que a Polícia Federal não poderia sequer solicitar a suspeição, por não ser parte no processo. “O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz a nota. Toffoli precisa ser afastado e investigado imediatamente. Dias Toffoli e a mulher de César (veja o vídeo). Enfim, surge o teor da conversa de Lula com Toffoli sobre o caso Banco Master.
Toffoli deve ser afastado e investigado imediatamente
O ministro Dias Toffoli está envolvido até o pescoço no caso do Banco Master. Não resta dúvida sobre sua participação. Conforme divulgado pelo Uol, o material obtido pela Polícia Federal pode abrir, no mínimo, três novas frentes de apuração. Além de Toffoli, os registros de Vorcaro apontam conversas com outras pessoas que também gozam de foro privilegiado. É imprescindível que o Senado tome providências. A preocupação maior é a possibilidade de que uma dessas autoridades seja, justamente, o presidente do Senado. A situação do país se mostra extremamente delicada, com contaminação generalizada. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.