Um excelente texto do jornalista Adalberto Piotto faz uma análise extremamente coerente sobre a atual situação da Suprema Corte. A realidade apresentada é dolorosa para a sociedade. O Poder 360 traz reportagem que desmonta qualquer vestígio de ilibada reputação do STF na reunião de quinta‑feira para tratar do caso Toffoli, depois que a Polícia Federal levou ao presidente Edson Fachin informações que colocariam a relatoria do ministro no caso do Banco Master sob elevada suspeição. As investigações trariam conteúdo ainda mais grave, na verdade. Tomando pelo valor de face os bastidores da reunião de ontem, trazidos pelo Poder, há duas coisas que se pode ressaltar. A primeira é ruim, de gênese. O STF teria se tornado tóxico ao país, uma instituição sem moral para julgar segundo as duas exigências que se requer de postulantes à corte: reputação ilibada e notável saber jurídico, requisitos que obrigam os ministros a respeitar e defender a Constituição de maneira inequívoca. Mais perigoso ainda é que se trata de uma instituição desmoralizada de dentro para fora, mas ainda detentora de muito poder. Com 85 % de decisões monocráticas, a maioria das quais tergiversa sobre a Constituição, o STF assemelha‑se a um monarca sem controle. É um caso notório de decadência político‑institucional no pior sentido para uma corte de justiça que não se submete ao voto popular a cada quatro anos para escrutínio do eleitor. O Brasil ficaria refém de juízes à margem da lei e do mínimo decoro. A parte moderadamente boa de toda essa história é que a corte perdeu a áurea de poder moderador e garantidor da República – falsa, sabemos, mas que convencia e interessava a muita gente que também havia perdido o senso de civilidade democrática e jurídica. Em política, o STF se colocou sob esse guarda‑chuva ao se afastar da tecnicidade da Justiça; todo mundo deve prestar contas a alguém, seja de forma legítima e pública, ao povo, ou de modo estranho e impresso nos bastidores. Todos devem satisfação. Em determinado momento, o STF, ao adquirir um poder anormal concedido por tantos que foram omissos ou interesseiros, passou a dar de ombros a essa regra. Ao impor medo e perseguição, ultrapassou os limites da Constituição, acima de tudo, acima do Brasil. O escândalo atual – de dentro para fora, insisto – devolveu o tribunal à regra dos mortais na política. Em perspectiva moderadamente otimista, é importante notar que fatos recentes colocam o STF nas cordas como jamais esteve. Está sendo questionado por mais gente, inclusive pela parte da imprensa e da sociedade que antes o apoiava mesmo nos abusos. O principal: o escândalo vem de dentro, dos próprios ministros, e não de inimigos externos, como quando se mirou Bolsonaro e os presos do dia 8, cometendo atrocidades jurídicas sob a justificativa de “salvar a democracia”. Nunca houve tal intenção. Por fim, diante do corporativismo que se observou nas supostas declarações da reunião fechada dos ministros, a torcida agora é por mais bastidores, mais vazamentos e por ministros sensíveis que não queiram manter a aparente união sob um mau cheiro insuportável.
Crise institucional no STF culmina com afastamento de Toffoli da relatoria
O caso Banco Master deixou de ser apenas um escândalo financeiro e passou a ser um teste direto para a credibilidade das instituições brasileiras, sobretudo do Supremo Tribunal Federal. O banco foi liquidado pelo Banco Central após indícios de fraudes contábeis, operações sem lastro e um rombo estimado entre R$ 17 bilhões e R$ 40 bilhões. Diante de números tão alarmantes, o esperado seria uma apuração técnica, firme e transparente. O cenário mudou quando a Polícia Federal encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mensagens que mencionam diretamente o ministro Dias Toffoli, então relator do caso no STF. A PF comunicou o presidente da Corte, Edson Fachin, e solicitou a suspeição de Toffoli, alegando possível comprometimento de sua imparcialidade. O relatório aponta mensagens sobre transferências financeiras à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio. As conversas tratam de negociações envolvendo o resort Tayayá, empreendimento ligado à família do ministro. Um fundo relacionado ao Banco Master teria adquirido participação no negócio, o que, segundo a PF, pode configurar conflito de interesses. Também há registros de ligações telefônicas, convite para evento social e mensagens com tom de proximidade entre o banqueiro e o ministro. Embora o conteúdo das chamadas não tenha sido divulgado, a frequência e o contexto levantaram dúvidas sobre a neutralidade do relator. O nome de Toffoli aparece explicitamente nos diálogos extraídos dos aparelhos, o que fundamentou o pedido formal de suspeição com base na Lei Orgânica da Magistratura e no regimento interno do STF. O relatório, com cerca de 200 páginas, foi entregue pessoalmente pelo diretor‑geral da PF ao presidente do Supremo. Fachin abriu procedimento interno, notificou Toffoli para apresentar defesa e compartilhou o material com os demais ministros. Em nota pública, o gabinete de Toffoli classificou o pedido como baseado em “ilações”. O ministro negou amizade ou recebimento de valores, afirmou que sua participação societária era declarada e questionou a legitimidade da PF para requerer suspeição, por não ser parte no processo. Prometeu resposta formal, mas não detalhou o teor das mensagens. A pressão institucional aumentou nos dias seguintes. Toffoli deixou oficialmente a relatoria do caso, após reunião com os demais ministros do STF. A Corte divulgou nota afirmando que não havia fundamento jurídico para declarar sua suspeição, mas a saída da relatoria foi interpretada como tentativa de reduzir a tensão e preservar a imagem do tribunal. O processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que agora terá de decidir se mantém o inquérito no STF ou se remete partes relevantes à primeira instância. A decisão será crucial para definir os rumos do caso e o alcance das investigações. Paralelamente, a crise pode ganhar nova dimensão. Informações divulgadas na imprensa indicam que a Polícia Federal prepara outro relatório que mencionaria o ministro Alexandre de Moraes. O documento, ainda não oficializado no STF, reuniria mensagens extraídas do celular de Vorcaro e referências a um contrato envolvendo a esposa do ministro. Se confirmado, o novo relatório ampliará o impacto institucional do caso. O episódio vai além das suspeitas individuais. Ele coloca em discussão o papel do Supremo como guardião da Constituição e a necessidade de preservar não apenas a legalidade, mas a confiança pública. Em tribunais superiores, não basta ser imparcial; é preciso demonstrar, de forma clara e transparente, que não há conflito de interesses nem zonas de proteção. Quando uma investigação alcança a cúpula do Judiciário, a resposta não pode ser corporativa nem defensiva. Precisa ser institucional, fundamentada e aberta ao escrutínio público. O que está em jogo não é apenas o destino de um processo bilionário, mas a credibilidade do próprio Supremo diante da sociedade.
Banda boa da PF lança recado ao STF: vazamentos não vão parar
A saída do ministro Alexandre Toffoli da relatoria indica um esforço de contenção de danos. O recado da chamada “banda boa” da Polícia Federal é de que, independentemente de autorizações para investigação, os vazamentos continuarão. A influência dos banqueiros se demonstra além do âmbito judiciário, e já foi escolhido um bode para assumir a responsabilidade. É evidente que o regime não deseja que essa escolha se arraste para o próximo ano. Acordos serão negociados, segredos serão comprados e personagens deixarão o cenário pela porta dos fundos, em silêncio. Para a direita, a prioridade permanece: garantir o controle do Senado e eleger o próximo presidente.
Carnaval virou arma política? Vote na enquete!
No X, lancei uma enquete. Vote: https://x.com/AndersonHecalt/status/2022409909929939391 Sequestraram o Carnaval no Brasil: a alegria do povo corre o risco de ser engolida pela política rasteira. Escola de samba ataca covardemente Bolsonaro em desfile. A cruel, absurda e desumana perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados não tem fim! Tudo leva a crer que, em breve, o pior pode acontecer. Querem tirar a vida dele, esconder o que aconteceu em 2022, as decisões judiciais controversas, a disputa ideológica e a perseguição covarde contra Bolsonaro… Porém, para o “terror” do “sistema”, a verdade não vai morrer.
PF celebra nomeação de André Mendonça como relator do Caso Master, apontando rumo à estabilidade institucional
A definição do ministro André Mendonça como novo relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal foi recebida de forma favorável pelos integrantes da cúpula da Polícia Federal. Nos bastidores, a avaliação é de que a mudança pode contribuir para um ambiente institucional mais estável na condução do processo. Mendonça foi sorteado para assumir a relatoria na noite de quinta‑feira, 12 de fevereiro, depois que o ministro Dias Toffoli foi, indiretamente, levado a deixar o caso. A troca ocorreu em meio a desdobramentos que envolveram a própria PF e repercutiram dentro do Supremo. Segundo relatos de interlocutores, o diretor‑geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou manter relação “ótima” com Mendonça. A declaração chama a atenção pelo fato de o ministro ter sido indicado ao STF pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro, o que, em tese, poderia sugerir distanciamento político — algo que, na prática, não se confirmou no âmbito institucional. Diferentemente do cenário atual, a relação entre a Polícia Federal e Toffoli foi marcada por tensão ao longo do Caso Master. A condução do episódio gerou atritos e acabou colocando o diretor‑geral no centro das movimentações que culminaram na mudança de relatoria. A saída de Toffoli ocorreu após Andrei entregar pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório no qual constavam menções ao ministro extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Esse gesto foi interpretado como decisivo para o redesenho do caso dentro da Corte. Com Mendonça à frente da relatoria, integrantes da PF acreditam que a tramitação poderá seguir de maneira mais previsível, sob parâmetros estritamente técnicos e jurídicos, reduzindo desgastes institucionais e reforçando a condução formal do processo no Supremo.
AO VIVO: Toffoli grava ministros às escondidas e clima no STF fica insustentável (Veja o vídeo)
O clima esquentou nos bastidores do Judiciário, e o Jornal da Cidade Online traz todos os detalhes em uma transmissão ao vivo que não pode ser perdida. Os ministros do Supremo Tribunal Federal vivem um cenário de total desconfiança após surgirem suspeitas de que o ministro Dias Toffoli teria gravado clandestinamente seus pares durante uma sessão secreta. O estopim foi a decisão que o retirou da relatoria do caso do Banco Master – um processo envolvendo um bilionário – e transferiu a condução do processo para o ministro André Mendonça. Paralelamente, a economia brasileira sofre um duro revés: atraídas pela Lei de Maquila, mais de 200 indústrias brasileiras migraram para o Paraguai em busca de custos até 40 % menores. Há quem afirme que o ministro da Economia, Fernando Haddad, seria o melhor ministro que o Paraguai já recebeu. Para agravar a crise institucional, foi protocolado no Senado o 80º pedido de impeachment contra membros da Corte. Para analisar esse cenário explosivo, a mesa contou com a participação do deputado Maurício Marcon, do advogado André Marsiglia e dos jornalistas José Carlos Bernardi e Bárbara Kogos. Assista, compartilhe e apoie o jornalismo independente! Veja o vídeo: A cruel, absurda e desumana perseguição contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro e seus aliados não tem fim. Tudo indica que, em breve, o pior pode acontecer: tentativas de silenciar o ex‑mandatário, esconder decisões judiciais controversas e conduzir uma perseguição ideológica covarde. Contudo, a verdade não será apagada pelo “terror” do “sistema”.
Cármen Lúcia denuncia população contra o STF após gravação secreta de Toffoli
O que ocorreu no Supremo Tribunal Federal foi inédito e pode gerar graves repercussões. Ministros alegam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli durante a sessão secreta que decidiu retirar sua relatoria do processo Banco Master. Na mesma sessão, a ministra Cármen Lúcia teria manifestado a intenção de “sacrificar” Toffoli para melhorar a imagem do Supremo. “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”, afirmou. Ela declarou ainda ter confiança em Toffoli, mas ressaltou a necessidade de preservar a institucionalidade. Cármen afirmou que ainda não havia analisado o material da Polícia Federal e que faria a leitura à noite. Defendeu a realização, ainda nesta sexta‑feira, de sessão extraordinária para decidir o caso antes do Carnaval, argumentando que “não é só você [Toffoli] que sangra, é a Corte inteira”.
Divulgam diálogos de ministros gravados clandestinamente por Toffoli em sessão secreta
Uma bomba caiu dentro do Supremo Tribunal Federal… Ministros acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master. Eis os diálogos dos ministros durante a reunião: Gilmar Mendes, segundo a reportagem, afirmou: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”. Cármen Lúcia teria dito que a reunião tinha o objetivo de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. Sua fala, conforme citada, foi: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Ela acrescentou que, embora tivesse “confiança” em Toffoli, era necessário “pensar na institucionalidade”. Luiz Fux, de acordo com a reportagem, declarou: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”. Moraes não teve falas literais publicadas, mas foi mencionado como crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na retirada de Toffoli da relatoria. Nunes Marques afirmou: “Para mim, isso é um nada jurídico”. Em seguida, criticou Fachin por querer colocar em votação a suspeição de Toffoli, dizendo: “Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida”. André Mendonça comentou: “Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli”. Em seguida acrescentou: “Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado”. Cristiano Zanin declarou: “Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo”. Flávio Dino também criticou a PF, afirmando: “Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”.
Moraes nega TV a cabo ao general Braga Netto
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu negar a solicitação apresentada pela defesa do general Walter Braga Netto para a instalação de TV por assinatura na cela onde ele cumpre pena, no Comando da 1ª Divisão de Exército, em Brasília. No pedido encaminhado ao STF, a defesa também requereu autorização para visitas e matrícula em curso superior, além da disponibilização do serviço de televisão por assinatura na unidade militar onde o general está detido. Ao examinar a petição, Moraes destacou que a Lei de Execução Penal assegura aos detentos direitos compatíveis com a condição de privação de liberdade, mas frisou que tais garantias não são ilimitadas. “Não há qualquer previsão legal que assegure ao preso o direito à posse ou instalação de equipamentos eletrônicos, como no caso de TV a cabo”, escreveu o ministro ao indeferir o pedido. Na mesma decisão, o magistrado determinou que a defesa informe, no prazo de cinco dias, qual curso superior o general pretende cursar na modalidade de ensino a distância, condição necessária para eventual remição de pena. O objetivo é analisar a viabilidade do pedido de abatimento da pena por meio do estudo. “O apenado manifestou interesse na remição da pena pelo estudo, requerendo autorização para matrícula em curso a ser realizado na Faculdade Estácio, na modalidade à distância. No entanto, em que pese a defesa ter apresentado a relação de cursos disponíveis, deixou de indicar qual o curso escolhido pelo apenado entre aqueles elencados, sendo a indicação do curso necessária à análise do pedido”, afirmou o ministro. Conforme prevê a Lei de Execução Penal, o preso pode reduzir um dia da pena a cada 12 horas comprovadas de estudo, mecanismo que busca incentivar a ressocialização por meio da educação formal. Ainda na mesma decisão, Moraes autorizou visitas previamente indicadas pela defesa, sempre no horário das 14h às 16h: nesta quinta‑feira (12), do senador e ex‑vice‑presidente Hamilton Mourão (Republicanos‑RS); no domingo (15), de Alexandre Chaves Faria e Ione Souza Braga Chaves Faria; na terça‑feira (17), de Sergio Borges Medeiros da Silva e Flávio Murillo Barbosa do Nascimento; na quinta‑feira (19), de Eduardo José Barbosa e João Batista Souza dos Santos; e no domingo (22), de Eduardo Scalzilli Pantoja.
Nova pesquisa indica que Lula seria superado por Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior em São Paulo
Um levantamento divulgado nesta quinta‑feira (12) pelo instituto Paraná Pesquisas indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria ultrapado por três lideranças da oposição quando o recorte é limitado ao eleitorado do estado de São Paulo. De acordo com os números, Lula ficaria atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL‑SP) e dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Junior (PSD), caso a disputa presidencial fosse realizada hoje apenas em São Paulo. Entre os candidatos testados, o atual governador do estado de São Paulo apresenta a maior diferença em relação ao presidente. Na simulação em que Tarcísio de Freitas aparece como candidato, ele alcança 40,3 % das intenções de voto, enquanto Lula registra 33,9 %, diferença que supera a margem de erro. Em outra simulação de primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro obtém 37 % das preferências, contra 33,7 % do petista. O resultado configura um empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos, mas o parlamentar aparece à frente numericamente. No cenário que inclui Ratinho Junior, atual governador do Paraná, o estudo também aponta desempenho competitivo do gestor estadual frente ao presidente, reforçando a tendência de dificuldade para Lula no maior colégio eleitoral do país quando se considera apenas São Paulo. A pesquisa entrevistou 1.580 eleitores distribuídos em 78 municípios paulistas entre os dias 6 e 10 de fevereiro de 2026. O instituto informa margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95 %.