O Reino Unido, que no passado foi visto como refúgio para judeus durante o Holocausto, agora enfrenta uma onda crescente de antissemitismo que alarma comunidades religiosas e autoridades internacionais. Relatos recentes apontam judeus agredidos nas ruas, residências pichadas com suásticas, estudantes universitários ameaçados e empresas judaicas cercadas por manifestantes hostis. Também se multiplicam outdoors com mensagens antissemitas e campanhas de boicote a produtos de origem judaica. O programa evangélico norte‑americano The 700 Club, da Christian Broadcasting Network (CBN), destacou que judeus britânicos são obrigados a se reunir em segredo ou sob forte segurança e, em alguns casos, são proibidos de assistir a partidas de futebol. A situação remete a episódios da Alemanha nazista, como os pogroms e a Noite dos Cristais, que precederam o Holocausto. O cenário atual pode ser visto como prenúncio de novas tensões globais. O momento exige reflexão, solidariedade e oração. Para muitos evangélicos, os acontecimentos são interpretados sob uma perspectiva bíblica como parte de um “reajuntamento” dos judeus à sua terra, sinal de restauração espiritual e nacional. O aumento do antissemitismo na França, Alemanha, Itália e no próprio Reino Unido reforça a gravidade da crise. Comunidades judaicas relatam medo constante e preocupação com o futuro, em um ambiente que já não oferece a segurança de décadas anteriores.
DEPOIS DE BOLSONARO, NIKOLAS FERREIRA ASSUME A PRINCIPAL LIDERANÇA DA DIREITA BRASILEIRA
Desde a ascensão de Jair Bolsonaro ao protagonismo nacional, a direita brasileira passou a se organizar em torno de uma liderança de forte apelo popular, marcada por mobilização de massas e intenso engajamento digital. Bolsonaro continua sendo, indiscutivelmente, a maior liderança da direita, porém impedido de se manifestar publicamente por sua prisão, que a base considera ilegal, imoral e injusta. Nesse cenário, um nome desponta: Nikolas Ferreira. Deputado federal mais votado do Brasil em 2022, Nikolas construiu uma trajetória meteórica iniciada na Câmara Municipal de Belo Horizonte e rapidamente ampliada ao cenário nacional. Jovem, combativo e com linguagem direta, consolidou uma base fiel entre conservadores, especialmente jovens e evangélicos, tornando‑se um dos parlamentares com maior alcance e engajamento nas redes sociais. Sua força vai além do ambiente digital. Nikolas demonstra capacidade de pautar debates, influenciar narrativas e mobilizar militância de forma orgânica e veloz. Seus discursos frequentemente ultrapassam a própria base ideológica, alcançando repercussão nacional e provocando forte reação no debate público, característica típica de lideranças centrais. Nos últimos meses, essa capacidade de mobilização ganhou expressão concreta. O deputado realizou uma marcha partindo de Minas Gerais em direção a Brasília, gesto simbólico que reforçou sua conexão direta com apoiadores. Mais recentemente, convocou manifestações em todo o país para o dia 1º de março, sob o lema “Acorda Brasil – Fora Lula, Fora Moraes e Fora Toffoli”. A iniciativa reforça seu papel como articulador de rua e principal voz da oposição conservadora. Diferentemente de lideranças com perfil mais técnico ou institucional, Nikolas combina identidade ideológica firme com domínio da comunicação digital e forte presença popular. Esse conjunto o coloca hoje como o nome de maior capacidade mobilizadora dentro da direita brasileira, enquanto Bolsonaro permanece em cárcere político. Para a base conservadora, há ainda um elemento estratégico adicional: Nikolas apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. O gesto sinaliza alinhamento político e fortalece a articulação de um projeto nacional que busca manter coesa a base bolsonarista. Em termos de carisma, alcance, influência narrativa e capacidade de ativação popular, Nikolas Ferreira se consolida como a maior liderança da direita brasileira depois de Jair Bolsonaro. ACORDA BRASIL! 1º de março, o povo nas ruas!
Fachin quer abrir inquérito no STF usando o mesmo artifício das fake news
Edson Fachin pretende instaurar um inquérito para investigar a suposta gravação clandestina da reunião dos ministros do Supremo Tribunal Federal realizada nesta quinta‑feira (12), reunião que decidiu afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Fachin considera que a possível gravação constitui ameaça à segurança do tribunal e avalia empregar o mesmo procedimento que o próprio Toffoli utilizou para abrir o inquérito das fake news, isto é, iniciar a investigação de ofício e, se necessário, notificar a Procuradoria‑Geral da República. Após a reunião, alguns ministros passaram a suspeitar que foram gravados por Toffoli, conforme noticiou a jornalista Mônica Bergamo. A suspeita tem como base uma reportagem publicada na madrugada de sexta‑feira (13) pelo portal Poder360, que reproduziu fielmente as falas dos ministros no encontro, entre aspas. A informação foi fornecida pelo jornalista Guilherme Amado.