O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está avaliando a possibilidade de instaurar inquérito para apurar a suposta gravação clandestina da reunião dos ministros ocorrida na quinta‑feira (12), quando foi decidido o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Fachin entende que o episódio pode representar ameaça à segurança da Corte e pensa em utilizar o mesmo procedimento adotado por Dias Toffoli para abrir o inquérito das chamadas “fake news”, ou seja, instaurar o inquérito de ofício, por iniciativa própria. A questão que se coloca é se o presidente do STF tem legitimidade para abrir inquérito sobre a gravação clandestina da reunião. A juíza exilada Ludmila Lins Grilo, reconhecida especialista em direito, apresentou uma breve análise sobre o assunto. Confira: “O artigo 43 do Regimento Interno do STF, usado por Toffoli para abrir o inquérito das fake news, dispõe que ‘ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro Ministro’.” “Toffoli nunca poderia ter aberto inquérito com base nesse artigo, porque os atos que ele pretendia investigar não foram praticados nas dependências do tribunal. Já a gravação clandestina poderia ter ocorrido lá dentro (digo ‘pode’ porque havia participantes online).” “Para que haja inquérito, o ato investigado deve ser criminoso. Qual seria o delito cometido por quem gravou e divulgou a reunião?” “No Brasil, não é crime gravar conversa da qual se participa, seja presencial ou remotamente. A jurisprudência admite esse tipo de gravação, inclusive como prova em processos judiciais.” “Se a gravação, por si só, não constitui crime, resta analisar se a divulgação seria ilícita. Caso exista dever de sigilo funcional, o agente poderia incorrer no artigo 325 do Código Penal (mesmo artigo que está sendo imputado ao Tagliaferro).” “Entretanto, esse cenário não se aplica. O desejo dos ministros de manter a reunião em segredo não caracteriza sigilo funcional no sentido jurídico.” “Adicionalmente, mesmo que a conversa fosse realmente sigilosa, se a gravação tivesse o objetivo de registrar crimes que possam ter sido praticados, quem gravou estaria amparado por excludente de ilicitude, na condição de whistleblower (denunciante).” “Portanto, não há crime que justifique a aplicação do artigo 43 do Regimento Interno, sobretudo porque o regimento, datado de 1980, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988, que atribui ao Ministério Público a titularidade da ação penal. O Código de Processo Penal, em seu art. 3°‑A (incluído em 2019), reforça o sistema acusatório, o que constitui outro argumento contra a possibilidade de instauração de inquéritos pelo STF.” “Seria irônico ver um ministro do STF sendo investigado por inquérito de ofício fundado no mesmo argumento, mas, tecnicamente, Fachin incorreria em abuso de autoridade, assim como Toffoli e Moraes.”
FORÇAS ARMADAS DOS EUA PREPARAM OPERAÇÃO PROLONGADA CONTRA O IRÃ
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão elaborando planos para possíveis operações militares contra o Irã que podem durar várias semanas. A informação foi divulgada nesta sexta‑feira (13), enquanto o porta‑aviões USS Gerald R. Ford navega em direção ao Golfo Pérsico, intensificando as tensões entre Washington e Teerã. O planejamento militar ocorre paralelamente às negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã sobre um novo acordo nuclear. A revelação dos preparativos foi feita por fontes que falaram sob condição de anonimato, pressionando as conversações em andamento, num momento em que a Casa Branca busca resultados nas tratativas com o governo iraniano. O presidente Donald Trump confirmou o deslocamento do porta‑aviões para o Oriente Médio. Segundo informações do New York Times obtidas com fontes anônimas, a tripulação recebeu ordens de deslocamento emitidas pelo Pentágono na quinta‑feira, com previsão de chegada à região entre o final de abril e o início de maio. Durante discurso às tropas americanas em uma base na Carolina do Norte na sexta‑feira, o presidente comentou sobre as negociações com o Irã, afirmando que “tinha sido difícil chegar a um acordo”. Trump acrescentou: “Às vezes você precisa ter medo. Essa é a única coisa que realmente resolverá a situação”. Os oficiais indicaram que o planejamento atual é mais complexo que a operação denominada “Martelo da Meia‑Noite”, executada em junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas. Uma das fontes explicou que, em uma campanha militar prolongada, as forças americanas poderiam atingir não apenas a infraestrutura nuclear, mas também instalações estatais e de segurança do Irã. Especialistas em segurança internacional avaliam que um ataque americano de maior escala aumentaria as chances de retaliação iraniana. Tal resposta representaria riscos para tropas e bases dos EUA próximas ao território iraniano, bem como para aliados de Washington na região do Golfo. Um dos oficiais mencionou que os Estados Unidos já antecipam uma retaliação do Irã, o que poderia desencadear uma sequência de ataques e contra‑ataques por um período prolongado. Quando questionados sobre esses riscos, nem a Casa Branca nem o Pentágono comentaram. Nas últimas semanas, o presidente dos EUA tem feito ameaças de bombardear o Irã, citando como justificativas os programas nucleares e de mísseis balísticos do país, além da repressão do regime iraniano contra os protestos que se espalham pelo país desde o final de 2025. Na quinta‑feira, Trump advertiu que, caso uma solução diplomática não seja alcançada, a alternativa seria “muito traumática, muito traumática” para Teerã. O deslocamento do USS Gerald R. Ford para o Golfo Pérsico representa um reforço ao arsenal militar que os Estados Unidos já mantêm na região. A presença desse porta‑aviões eleva a capacidade militar dos EUA em caso de escalada do conflito com o Irã. Benjamin Netanyahu, primeiro‑ministro de Israel, esteve com Trump na Casa Branca na quarta‑feira. A reunião a portas fechadas durou aproximadamente três horas. Após o encontro, Trump classificou a conversa como “muito boa” e revelou ter comunicado a Netanyahu que continuará buscando uma solução diplomática com o Irã, apesar do ceticismo existente no governo israelense.
Justiça impõe prazo de 24 horas ao deputado Rogério Correia para retractar fake news
O deputado federal Rogério Correia (PT‑MG) divulgou, por meio de inteligência artificial, uma imagem que simulava um encontro inexistente entre o ex‑presidente Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex‑presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Na legenda, o parlamentar descreveu a montagem como “retrato da roubalheira do Banco Master”. A publicação foi rapidamente desmascarada e a imagem foi apagada. Apesar da retirada, a justiça concedeu ao parlamentar o prazo de 24 horas para publicar retratação em todas as suas redes sociais, reconhecendo que a foto era falsa e criada com IA. O prazo expira no dia de hoje.
Ministro acusado de assédio pode ter salário suspenso pelo STJ
O Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou que o órgão acione o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender a remuneração do ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, que se encontra afastado da Corte em razão de denúncias de assédio sexual. O ministro foi denunciado por duas mulheres. Uma delas, com 18 anos, afirmou ter sido molestada pelo ministro em uma praia de Santa Catarina. A outra, ex‑secretária do gabinete do ministro no STJ, também relatou ter sofrido assédio no ambiente de trabalho. O Ministério Público requer que o TCU adote as medidas necessárias para apurar os valores já pagos ao ministro Marco Buzzi desde o início de seu afastamento, com vistas à eventual restituição ao erário, e que determine ao STJ a imediata suspensão de qualquer remuneração ao ministro enquanto perdurar o afastamento cautelar. O pedido fundamenta‑se na gravidade das acusações e na necessidade de resguardar os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e economicidade. Os pedidos do Ministério Público ao TCU são: – Adotar medida cautelar, reconhecendo o fumus boni iuris e o periculum in mora, determinando ao STJ a imediata suspensão do pagamento de qualquer remuneração ao ministro Marco Buzzi enquanto perdurar seu afastamento cautelar, considerando a gravidade das acusações e a necessidade de proteger os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e economicidade; – Apurar os valores já pagos ao ministro Marco Buzzi desde o início de seu afastamento, com vistas à eventual restituição ao erário, caso seja constatada irregularidade; – Encaminhar cópia da presente representação e da decisão que vier a ser proferida ao Ministério Público Federal (MPF) para adoção das medidas de sua competência; – Encaminhar cópia da presente representação e da decisão que vier a ser proferida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ciência. SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Dias Toffoli grava reunião de ministros e fica com a mão na jogada
Se realmente foi Dias Toffoli quem gravou a reunião dos ministros, trata‑se de uma verdadeira jogada de mestre. Segundo o autor, ele teria sido orientado por outro ministro mais experiente que permaneceu em silêncio durante o encontro. Toffoli teria gravado a íntegra da reunião e divulgado apenas um pequeno trecho, que não compromete ninguém, mas deixa claro que a sessão foi gravada. O conteúdo completo, que ele supostamente conserva, poderia conter confissões e informações que não podem ser publicadas. Assim, Toffoli ficaria com todos na mão. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Explosão de ódio contra judeus no Reino Unido – veja o vídeo
O Reino Unido, que no passado foi visto como refúgio para judeus durante o Holocausto, agora enfrenta uma onda crescente de antissemitismo que alarma comunidades religiosas e autoridades internacionais. Relatos recentes apontam judeus agredidos nas ruas, residências pichadas com suásticas, estudantes universitários ameaçados e empresas judaicas cercadas por manifestantes hostis. Também se multiplicam outdoors com mensagens antissemitas e campanhas de boicote a produtos de origem judaica. O programa evangélico norte‑americano The 700 Club, da Christian Broadcasting Network (CBN), destacou que judeus britânicos são obrigados a se reunir em segredo ou sob forte segurança e, em alguns casos, são proibidos de assistir a partidas de futebol. A situação remete a episódios da Alemanha nazista, como os pogroms e a Noite dos Cristais, que precederam o Holocausto. O cenário atual pode ser visto como prenúncio de novas tensões globais. O momento exige reflexão, solidariedade e oração. Para muitos evangélicos, os acontecimentos são interpretados sob uma perspectiva bíblica como parte de um “reajuntamento” dos judeus à sua terra, sinal de restauração espiritual e nacional. O aumento do antissemitismo na França, Alemanha, Itália e no próprio Reino Unido reforça a gravidade da crise. Comunidades judaicas relatam medo constante e preocupação com o futuro, em um ambiente que já não oferece a segurança de décadas anteriores.
DEPOIS DE BOLSONARO, NIKOLAS FERREIRA ASSUME A PRINCIPAL LIDERANÇA DA DIREITA BRASILEIRA
Desde a ascensão de Jair Bolsonaro ao protagonismo nacional, a direita brasileira passou a se organizar em torno de uma liderança de forte apelo popular, marcada por mobilização de massas e intenso engajamento digital. Bolsonaro continua sendo, indiscutivelmente, a maior liderança da direita, porém impedido de se manifestar publicamente por sua prisão, que a base considera ilegal, imoral e injusta. Nesse cenário, um nome desponta: Nikolas Ferreira. Deputado federal mais votado do Brasil em 2022, Nikolas construiu uma trajetória meteórica iniciada na Câmara Municipal de Belo Horizonte e rapidamente ampliada ao cenário nacional. Jovem, combativo e com linguagem direta, consolidou uma base fiel entre conservadores, especialmente jovens e evangélicos, tornando‑se um dos parlamentares com maior alcance e engajamento nas redes sociais. Sua força vai além do ambiente digital. Nikolas demonstra capacidade de pautar debates, influenciar narrativas e mobilizar militância de forma orgânica e veloz. Seus discursos frequentemente ultrapassam a própria base ideológica, alcançando repercussão nacional e provocando forte reação no debate público, característica típica de lideranças centrais. Nos últimos meses, essa capacidade de mobilização ganhou expressão concreta. O deputado realizou uma marcha partindo de Minas Gerais em direção a Brasília, gesto simbólico que reforçou sua conexão direta com apoiadores. Mais recentemente, convocou manifestações em todo o país para o dia 1º de março, sob o lema “Acorda Brasil – Fora Lula, Fora Moraes e Fora Toffoli”. A iniciativa reforça seu papel como articulador de rua e principal voz da oposição conservadora. Diferentemente de lideranças com perfil mais técnico ou institucional, Nikolas combina identidade ideológica firme com domínio da comunicação digital e forte presença popular. Esse conjunto o coloca hoje como o nome de maior capacidade mobilizadora dentro da direita brasileira, enquanto Bolsonaro permanece em cárcere político. Para a base conservadora, há ainda um elemento estratégico adicional: Nikolas apoia a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. O gesto sinaliza alinhamento político e fortalece a articulação de um projeto nacional que busca manter coesa a base bolsonarista. Em termos de carisma, alcance, influência narrativa e capacidade de ativação popular, Nikolas Ferreira se consolida como a maior liderança da direita brasileira depois de Jair Bolsonaro. ACORDA BRASIL! 1º de março, o povo nas ruas!
Fachin quer abrir inquérito no STF usando o mesmo artifício das fake news
Edson Fachin pretende instaurar um inquérito para investigar a suposta gravação clandestina da reunião dos ministros do Supremo Tribunal Federal realizada nesta quinta‑feira (12), reunião que decidiu afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Fachin considera que a possível gravação constitui ameaça à segurança do tribunal e avalia empregar o mesmo procedimento que o próprio Toffoli utilizou para abrir o inquérito das fake news, isto é, iniciar a investigação de ofício e, se necessário, notificar a Procuradoria‑Geral da República. Após a reunião, alguns ministros passaram a suspeitar que foram gravados por Toffoli, conforme noticiou a jornalista Mônica Bergamo. A suspeita tem como base uma reportagem publicada na madrugada de sexta‑feira (13) pelo portal Poder360, que reproduziu fielmente as falas dos ministros no encontro, entre aspas. A informação foi fornecida pelo jornalista Guilherme Amado.