O ministro Alexandre de Moraes decidiu arquivar o inquérito que investigava a ex-deputada Carla Zambelli por supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A medida foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República, que concluiu não haver elementos suficientes para sustentar uma denúncia. A apuração havia sido aberta após declarações concedidas pela parlamentar em entrevista, nas quais afirmou que pretendia permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo norte-americano, mencionando ainda estratégia semelhante à utilizada por Eduardo Bolsonaro. Ao analisar o caso, Moraes acolheu integralmente o parecer do Ministério Público, afirmando que o material reunido não permitia a continuidade da investigação. Com isso, o procedimento foi oficialmente encerrado sem apresentação de acusação formal. O livro “Supremo Silêncio” expõe a perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros casos relacionados ao Inquérito das Fake News e segue disponível para o público. Acesse pelo link: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber
Lindbergh aciona o TSE contra Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada
A disputa política antecipada para 2026 já começa a gerar embates jurídicos. O deputado federal Lindbergh Farias apresentou representação ao Tribunal Superior Eleitoral contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto e o senador Flávio Bolsonaro, alegando que houve promoção eleitoral fora do período permitido. O caso teve origem após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o ex-ministro aparece colando adesivos com referência direta ao nome do senador para a próxima eleição presidencial. Segundo a ação protocolada, a gravação contém manifestação explícita de apoio com objetivo de eleger o parlamentar. Para o deputado do PT, a mensagem ultrapassa o debate político e caracteriza tentativa concreta de campanha antes do prazo legal, uma vez que associa imagem e candidatura futura ao eleitorado. Na petição, Lindbergh solicita decisão urgente determinando a retirada do conteúdo em até 24 horas, além da proibição de novas publicações semelhantes. Também requer a aplicação de multa diária em caso de descumprimento da ordem e a imposição de penalidades individuais aos envolvidos. O documento ainda pede o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para análise de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O argumento utilizado é o de que a atuação de um ex-ministro aliado poderia influenciar o eleitorado antes do período oficial de campanha.