A Quaest divulgou neste sábado (21) uma nova pesquisa sobre o Carnaval. O levantamento detectou que a escola de samba Acadêmicos de Niterói liderou as menções nas redes sociais durante o Carnaval do Rio de Janeiro, mas dividiu opiniões ao homenagear o presidente Lula. De acordo com os dados apurados, 42% dos comentários sobre o petista e o episódio tiveram conotação negativa, ante 33% de teor positivo. Entre 27 de janeiro e 18 de fevereiro, a escola somou 354 mil menções — mais que o dobro da segunda colocada, a Mocidade Independente de Padre Miguel, com 141 mil publicações. Nas redes sociais, opositores classificaram a homenagem como campanha eleitoral antecipada e uma “cortina de fumaça” para encobrir o escândalo do Banco Master. A pesquisa aponta ainda que a direita predominou no debate sobre o desfile. Ao todo, o Carnaval do Rio registrou cerca de 2,4 milhões de menções no período, feitas por 264 mil autores únicos, com pico superior a 500 mil publicações em um único dia. Segundo a Quaest, 72% das citações a políticos durante a festa mencionaram Lula, com maioria de comentários negativos.
STF já sabe quem gravou reunião secreta e abandonou investigação — Veja o vídeo!
Uma reunião de ministros do Supremo Tribunal Federal foi gravada clandestinamente e o material vazou para a imprensa. O episódio gerou enorme desconfiança entre os integrantes da Corte. O presidente do STF declarou, à época, que levaria a investigação até o fim, classificando o ato como um desrespeito e uma ameaça à segurança da instituição. Contudo, de forma repentina, a apuração foi abandonada. O tribunal não quer mais identificar quem cometeu o ato ilegal e indigno. Para o jurista André Marsíglia, a Corte já sabe quem foi o autor da gravação clandestina. Segundo ele, não foi o ministro Dias Toffoli, conforme havia sido cogitado anteriormente. Tudo indica, de acordo com Marsíglia, que foi o homem mais temido do país quem gravou a reunião. Por isso, segundo o jurista, o silêncio sepulcral. Veja o vídeo:
Mendonça convoca PF pela segunda vez e mantém decisões que reforçam sigilo e independência nas investigações do caso Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça convocou a Polícia Federal para uma nova reunião nesta segunda-feira (23). O magistrado aguarda o primeiro relatório da corporação com as principais descobertas da investigação sobre o caso Master. A pauta do encontro inclui pedidos pendentes de análise e eventuais novas diligências. Também será avaliada a manutenção de decisões tomadas pelo ministro Dias Toffoli, antigo relator do caso. Em despacho expedido na quinta-feira (19), Mendonça autorizou que peritos policiais analisem o conteúdo dos cerca de 100 aparelhos eletrônicos confiscados pelos investigadores. Toffoli havia escolhido previamente os peritos que poderiam acessar os dados. O novo relator também permitiu que depoimentos de investigados sem foro privilegiado ocorram sem anuência prévia do magistrado. As medidas sinalizam mudança no ritmo das investigações. A apuração mira Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Na sexta-feira seguinte, Mendonça determinou que a Polícia Federal envie à CPI mista do INSS dados como o acervo contido no telefone celular de Vorcaro. A ordem inclui informações recolhidas das quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático do banqueiro. Mendonça realizou uma primeira reunião com a Polícia Federal menos de 24 horas após receber o caso Master. No encontro, o magistrado não avançou sobre o mérito das acusações contra os investigados. Esse tema será tratado na reunião desta segunda-feira. Segundo interlocutores do ministro, ele estabeleceu diretrizes gerais do que espera da corporação. O relator deu ordens para uma “atuação independente” da Polícia Federal, “com discrição” e “sem perseguir nem proteger” ninguém. O despacho de quinta-feira indica que Mendonça busca blindar o caso de eventuais interferências do governo Lula e da própria cúpula da Polícia Federal. Ao desfazer parte das ordens de Toffoli, o novo relator estabeleceu que só devem ter acesso a informações do caso “autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos”. O ministro afirmou que o dever de sigilo no caso Master deve prevalecer “inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”.