O ator Herson Capri, de 74 anos, foi internado após sofrer um infarto. Ele estava em cartaz com a peça A Sabedoria dos Pais, e as sessões do espetáculo tiveram datas alteradas em razão do ocorrido. A produção informou, por meio das redes sociais, que o ator passa bem, mas só retomará a agenda de apresentações em março. O espetáculo está em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, e conta com Natália do Vale no elenco ao lado de Capri. As sessões dos dias 26, 27 e 28 de fevereiro e 1º de março foram adiadas para que o ator possa se recuperar. A temporada deverá ser retomada no dia 5 de março. A informação foi confirmada na tarde do domingo (22) pela produção do espetáculo, em comunicado divulgado nas redes sociais do artista. Segundo a equipe, Capri já se encontra recuperado e passa bem, mas precisará cumprir orientação médica e permanecer afastado dos palcos nos próximos dias.
Com apoio decisivo dos EUA, forças armadas mexicanas eliminam El Mencho, líder do cartel mais violento do país
Está confirmada a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, neste domingo (22). O líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) morreu durante operação das forças armadas mexicanas na cidade de Tapalpa, estado de Jalisco. A ação ocorreu ao amanhecer na região centro-oeste mexicana. O narcotraficante sofreu ferimentos graves durante o confronto com as forças militares. El Mencho não resistiu aos ferimentos enquanto era transportado de avião para a Cidade do México. Diversos outros integrantes do CJNG também morreram durante a ação militar. Ex-policial, Nemesio Oseguera Cervantes liderava há anos uma das organizações criminosas mais poderosas do México. O CJNG expandiu-se rapidamente na última década, atuando na produção e comercialização de drogas, realizando extorsões contra empresas locais e promovendo ataques sistemáticos contra forças de segurança. O cartel ampliou suas operações para outros países em poucos anos e consolidou-se como principal rival do Cartel de Sinaloa, organização liderada por Joaquín “El Chapo” Guzmán, atualmente cumprindo pena nos Estados Unidos. O governo norte-americano havia oferecido recompensa de US$ 15 milhões por informações que resultassem na captura de El Mencho. Durante a operação militar, as forças armadas apreenderam diversos veículos blindados e armamentos. O Ministério da Defesa informou que os materiais incluíam lançadores de foguetes. Três soldados do exército mexicano ficaram feridos na ação e foram transferidos para hospitais na Cidade do México. Após a divulgação da morte do narcotraficante, incêndios de veículos e bloqueios de estradas foram registrados em Jalisco. A presidente Claudia Sheinbaum Pardo manifestou-se pela rede social X, afirmando que “há total coordenação com os governos de todos os estados” e solicitando calma à população. “Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México”, escreveu a presidente mexicana em suas redes sociais oficiais. O governador Pablo Lemus Navarro declarou que a operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando as ações das autoridades e afetando a circulação em diversas estradas do estado. Christopher Landau, subsecretário de Estado norte-americano, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”. O diplomata acompanhou os desdobramentos da operação e expressou preocupação com os episódios de violência registrados em seguida. “Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em publicação no X. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco e Tamaulipas. A recomendação também abrange áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León, em resposta aos episódios de violência registrados após a operação militar. A Embaixada do México em Washington informou que os Estados Unidos forneceram informações para a operação militar, destacando a cooperação bilateral entre os dois países. “Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, registrou a embaixada em declaração oficial. Segundo informações divulgadas, a cooperação entre México e Estados Unidos foi fundamental para o planejamento da operação que resultou na eliminação de um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.
Transparência Internacional exige investigação de Toffoli e publica histórico de fatos graves sem resposta
Neste domingo (22), a Transparência Internacional divulgou em suas redes sociais um relato cronológico da trajetória do ministro Dias Toffoli, detalhando uma série de fatos graves em que o magistrado esteve envolvido desde 2012 — e pedindo que ele seja investigado. Confira o histórico publicado pela organização: Em 2012, a revista Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado. Em 2016, a Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado. Também em 2016, relatório da Polícia Federal indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado. Em 2018, o Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de R$ 100 mil da esposa advogada. Antes, a Folha de S.Paulo havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado. Em 2019, o Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado. Também em 2019, servidores da Receita Federal foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e do ministro Gilmar Mendes. Ao que consta, não foi investigado. Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à Polícia Federal, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal por 7 votos a 4 — incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado. Em 2025, os veículos Metrópoles, Folha de S.Paulo e outros revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, com registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS — negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado. Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a organização passou a ser investigada pelo próprio ministro. Passados três anos, com duas manifestações da Procuradoria-Geral da República pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da Transparência Internacional, o ministro mantém a investigação aberta. A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.