Os Correios informaram que correspondências enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estariam sendo recusadas desde a segunda quinzena de janeiro no Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. Segundo a estatal, os objetos postais destinados a Bolsonaro estariam sendo barrados no momento da entrega por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A empresa afirma realizar entregas regulares na unidade prisional, mas que, especificamente no caso do ex-presidente, as correspondências não estariam sendo aceitas quando apresentadas no local. Parte dos itens já teria sido devolvida aos remetentes, enquanto outros estariam em processo de retorno ou aguardando encaminhamento para devolução, de acordo com os Correios. Em nota oficial, a PMDF negou as informações divulgadas pela estatal e afirmou que o direito de presos receberem e enviarem correspondências está garantido por lei, sendo integralmente respeitado na unidade. A corporação é responsável pela custódia de Bolsonaro. “O Núcleo de Custódia da PMDF (NCPM) cumpre rigorosamente as disposições legais vigentes, bem como todas as determinações emanadas do Poder Judiciário. Até o presente momento, não há qualquer decisão judicial que imponha restrição ou retenção de correspondências destinadas ao custodiado”, declarou a corporação. A Polícia Militar acrescentou que não realiza a gestão externa do fluxo postal nem mantém tratativas operacionais com os Correios sobre correspondências destinadas a detentos. Na íntegra da manifestação, a PMDF citou o artigo 41, inciso XV, da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal), que assegura ao preso o direito ao recebimento e envio de cartas. A corporação destacou ainda que o procedimento adotado pelo Núcleo de Custódia limita-se ao recebimento formal das correspondências entregues na unidade, submetendo-as a protocolos internos de inspeção e segurança antes da entrega ao destinatário. A nota esclarece que objetos, presentes, encomendas ou acessórios não autorizados pelas normas internas não são permitidos por razões de segurança institucional e de preservação da integridade física do custodiado e dos policiais. Nesses casos, as eventuais entregas devem ser direcionadas aos familiares ou responsáveis legais fora das dependências da unidade prisional. Segundo a PMDF, o controle rigoroso do que ingressa no estabelecimento é medida preventiva necessária para garantir a ordem, a disciplina e a segurança no ambiente de custódia, sempre em conformidade com a legislação vigente e as decisões judiciais.
Andrei Rodrigues busca audiência com André Mendonça após ser excluído dos detalhes do inquérito do Banco Master
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende solicitar uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assim que retornar ao Brasil da missão oficial à Ásia ao lado do presidente Lula. A iniciativa ocorre em meio às movimentações relacionadas ao inquérito do Banco Master, atualmente sob a relatoria de Mendonça na Suprema Corte. O ministro já realizou uma reunião com representantes da Polícia Federal para tratar do andamento do caso. Andrei, porém, não participou do encontro, pois estava em compromisso internacional. Na ocasião, foi representado pelo diretor-executivo da corporação, o delegado William Marcel Murad, que ocupa a segunda posição na hierarquia da instituição. Ainda nesta segunda-feira, Mendonça convocou nova reunião com integrantes da PF para dar continuidade às tratativas. Mais uma vez, o diretor-geral não poderá comparecer em razão da viagem oficial. O retorno a Brasília está previsto para a próxima quarta-feira (25). Durante a agenda internacional, Andrei acompanhou o presidente em compromissos oficiais na Índia e na Coreia do Sul. Todo esse movimento ocorre após Mendonça restringir o acesso da cúpula da PF aos detalhes do inquérito do Banco Master, medida que atingiu o próprio Andrei Rodrigues.
Justiça da Venezuela manda soltar 379 presos políticos após aprovação de lei de anistia
A Justiça da Venezuela determinou a libertação de 379 presos políticos após a aprovação de uma nova lei de anistia pela Assembleia Nacional. A lei foi sancionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que classificou a medida como um passo em direção a uma Venezuela “mais democrática, mais justa e mais livre”. Segundo o deputado Jorge Arreaza, responsável por acompanhar o processo, o Ministério Público da Venezuela apresentou aos tribunais os pedidos para que as medidas fossem concedidas. A expectativa era de que as libertações ocorressem entre a noite de sexta-feira e a manhã do sábado, no horário local. A nova lei de anistia abrange crimes de natureza política cometidos no contexto de protestos e disputas institucionais ao longo de vários anos, com a intenção de extinguir processos e penas relacionados a esses atos. No entanto, especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o texto não contempla todos os casos de detenção por motivos políticos, e que certos grupos — como acusados de terrorismo ou de participação em ações armadas contra o Estado — podem estar excluídos da medida, o que limita seu alcance efetivo. Antes da rodada de libertações anunciadas, estimativas indicavam que cerca de 650 pessoas ainda permaneciam presas por razões políticas no país. A implementação da nova lei dependerá da análise individual de cada caso pelo sistema judicial venezuelano. Familiares de detentos vêm realizando vigílias em frente a unidades prisionais desde o início das primeiras libertações, em janeiro.
Nikolas Ferreira prevê nas urnas o mesmo destino da escola que homenageou Lula no carnaval
O rebaixamento de uma escola de samba do Grupo Especial do Rio repercutiu no ambiente político. Após a divulgação das notas, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou o resultado e o relacionou ao cenário eleitoral. A Acadêmicos de Niterói havia apresentado um enredo dedicado a Lula, abordando sua trajetória política e referências ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Mesmo assim, a agremiação terminou a apuração na última colocação e caiu para a divisão inferior do carnaval carioca. Diante do resultado, o parlamentar afirmou que o desfecho da escola se repetirá nas urnas. Disse que o Brasil fará com o petista, nas eleições de outubro, o mesmo que ocorreu na classificação do desfile. O samba apresentado trazia menções diretas ao partido, ao número eleitoral da legenda e também à primeira-dama, mas não recebeu avaliação suficiente dos jurados para permanecer no grupo principal. A manifestação do deputado ampliou a repercussão política do carnaval, que ultrapassou o campo cultural e passou a integrar o debate eleitoral antecipado.
OAB pede ao STF o encerramento do Inquérito das Fake News, que se arrasta há quase sete anos
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou ofício ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, solicitando o encerramento do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. O texto foi elaborado em conjunto pela Diretoria Nacional da OAB e pelos presidentes dos Conselhos Seccionais. A entidade manifesta “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781”. O procedimento está próximo de completar sete anos de tramitação. Para a OAB, um inquérito deve ter moldura material minimamente definida. Não deve ser procedimento aberto à absorção sucessiva de condutas distintas conforme novas conexões sejam afirmadas ao longo do tempo. A elasticidade excessiva do objeto investigativo compromete a previsibilidade, fragiliza a segurança jurídica e projeta para a sociedade a percepção de um campo investigativo sem contornos suficientemente estáveis. A preocupação da Ordem se acentua diante de relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que podem não se apresentar de forma imediatamente aderente ao núcleo originário. Para a entidade, o ponto não é desconsiderar a gravidade de eventuais ilícitos supervenientes. A exigência é que cada apuração observe base normativa adequada, com objeto definido e correspondência estrita entre o fato investigado e o instrumento processual utilizado. A OAB sustenta que a integridade institucional da investigação depende da clareza de seus limites. Para a entidade, a defesa da democracia não se esgota na repressão a ataques institucionais, mas se completa com a observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da liberdade de expressão. Tais garantias, afirma a Ordem, não representam obstáculos à atuação estatal legítima — são condições de sua validade e de sua aceitação pública. O ofício alerta que, quando a persecução se prolonga indefinidamente ou se torna excessivamente abrangente em sua formulação, surgem efeitos que transcendem os investigados formais. Os reflexos atingem o ambiente institucional como um todo e se estendem sobre autoridades, agentes públicos, profissionais da imprensa e cidadãos. O documento afirma que “a persistência desse quadro alimenta um tom intimidatório incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”.
Masterlão: R$ 51,8 bilhões de razões para decretar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro
O colapso provocado por Daniel Vorcaro arrastou consigo um conjunto expressivo de instituições financeiras: Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A, Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, Will Bank, Banco Pleno S/A e Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A. O rombo causado dolosamente no sistema financeiro nacional por Vorcaro atingiu a cifra de R$ 51,8 bilhões, relativos ao deficit no FGC — Fundo Garantidor de Crédito. Para se ter dimensão da gravidade desse número: o déficit fiscal federal foi de R$ 47,6 bilhões em 2024 e de R$ 55,0 bilhões em 2025, conforme dados do Banco Central. Apurou-se que Vorcaro promoveu festas em Trancoso, São Paulo, Nova York e Lisboa, regadas a uísques Macallan, vinho Petrus, caviar e mulheres croatas, russas e ucranianas trazidas da Europa em jatinhos para entreter os convidados — descritos como vultos da República. Novas revelações devem surgir com a análise, pela Polícia Federal, de dezenas de celulares apreendidos em cumprimento à decisão do ministro Mendonça. Diante do cenário que se delineia, a adoção de medidas preventivas em relação ao caso se impõe. A prisão preventiva é medida cautelar excepcional, determinada pela Justiça para, entre outras finalidades, proteger a ordem pública. Apesar disso, Vorcaro permanece confortavelmente em sua mansão, com mera tornozeleira eletrônica e com supostas restrições de contato com outros investigados — medida cuja eficácia é amplamente questionada. Como R$ 51,8 bilhões não evaporam do nada, é evidente que grande parte desse dinheiro está oculta em algum lugar. A situação de conforto em que Vorcaro se encontra levanta o questionamento sobre tratativas em curso para dificultar a localização desses recursos. A adoção de medidas preventivas é urgente neste caso. Existem, no mínimo, 51,8 bilhões de motivos para decretar a prisão preventiva de Vorcaro. O Mensalão é brincadeira de amadores se comparado ao Masterlão.
Tabata e João Campos: o casamento mais conservador da esquerda brasileira
Tabata Amaral é uma personagem intrigante da vida política brasileira. Surgiu na política como a menina da periferia paulistana que chegou a Harvard, com formação em astrofísica e ciências políticas, seguida do consequente endeusamento derivado dessa biografia. Elegeu-se deputada federal e hoje está filiada ao PSB — Partido Socialista Brasileiro —, o mesmo partido do seu agora cônjuge, João Campos, prefeito de Recife, em Pernambuco. São políticos da esquerda brasileira. Ela se define como feminista, oriunda de um bairro pobre paulistano. Ele é parte de uma das famílias mais tradicionais e proeminentes da política pernambucana: filho do ex-governador Eduardo Campos, bisneto de Miguel Arraes, com forte atuação na política nacional, e neto de Ana Arraes, ex-deputada federal e ex-ministra do TCU. Ainda que filiados a partidos de esquerda — que são majoritariamente contrários à religião, a qual não se cansam de dizer que é sinônimo de atraso, agindo com preconceito e deboche contra grupos religiosos, e que também se opõem ao conceito de família tradicional, como concebido pela ala mais moderada da sociedade brasileira —, os dois se definem como católicos atuantes. O que já representa um verdadeiro paradoxo. É, portanto, como contradição explícita que se apresenta a imagem desse casamento realizado nos moldes mais tradicionais possíveis: vestido branco bufante de noiva, buquê nas mãos, chuva de arroz — sim, chuva de arroz. O que pode haver de mais enraizado dentro da melhor tradição familiar conservadora para quem, nos palanques da vida política, prega justamente o contrário para os outros? Enquanto defendem o fim de tudo aquilo que lhes pareça conservador e cheirando a mofo das tradições, e defendem o desmantelamento de uma ordem que causaria erosão e decadência social, na vida privada agem como os mais fervorosos conservadores. Aceitaram com alegria os ritos de um sacramento instituído pela Igreja Católica no século XVI, no Concílio de Trento, a fim de reforçar os laços entre um casal que se une diante de Deus, selando essa aliança. Até o Concílio de Trento, os casamentos eram contratos privados entre famílias, sem nenhuma interferência do clero, e aconteciam sobretudo entre a nobreza e a burguesia para unir posses, terras e aumentar poder. Fica claro, portanto, que aquele que não concorda com os preceitos católicos nada tem a fazer dentro de uma Igreja, submetendo-se a ritos nos quais não crê e que, no mais das vezes, são ridicularizados por esquerdistas imbuídos das ideias marxistas do século XIX — que doutrinaram seus seguidores com a ideia de que a religião é o ópio do povo e deve ser abolida da vida daqueles que vivem sob seu tacão. Desde a Revolução Francesa, durante o “Reinado do Terror”, passando pela Revolução Russa e chegando até os dias atuais, a esquerda tentou extinguir a fé cristã. Igrejas foram fechadas e saqueadas, e cerca de 30 mil padres e freiras foram executados somente na Revolução Francesa. Esse episódio serviu de exemplo para a Revolução Russa, que agiu nos mesmos moldes, implantando o ateísmo de Estado, perseguindo, exilando e assassinando centenas de religiosos. Não há lógica alguma, portanto, no atual esquerdismo atuante dentro da própria Igreja, com uma parte do clero defendendo ideias que, em sua origem, surgiram para destruí-los. Voltando a Tabata: a cena é paradoxal e fere o senso de coerência, por contemplar dois personagens que defendem, ainda que indiretamente, a extinção daquilo a que, no cenário social, aderem com tanta tranquilidade. Olhando para tudo isso, sente-se um evidente odor de farsa, contradizendo a atuação política de ambos, que segue na direção contrária. “Quebra de valores para vocês, seus tolos”, parecem dizer. “Poder, dinheiro e tradição para nós, que permaneceremos aqui no alto, observando o pão e circo em que o espetáculo decadente acontece aí embaixo, onde todos vocês se encontram.” Como cereja do bolo: a presença de Moraes na festa e a presença dos noivos em palanque recente ao lado de Lula. Um católico coerente não aceitaria aliar-se a tais personagens, por razões óbvias. Se eles não compreendem o tamanho de sua incoerência, é preciso que outros lhes digam a cruel verdade. Silvia Gabas — @silgabas
Cartão corporativo do governo Lula: R$ 1,4 bilhão gastos desde 2023, incluindo pedidos no iFood
Os gastos do governo federal com o cartão corporativo atingiram R$ 423 milhões apenas em 2025. O total acumulado desde 2023 chega a R$ 1,4 bilhão — um rombo expressivo no dinheiro público, pago pelo contribuinte brasileiro. Entre os itens adquiridos com o cartão corporativo estão roupas, viagens e móveis. Mas o item que mais chama atenção na lista de gastos é, segundo informações divulgadas, o iFood — plataforma de entrega de refeições por aplicativo. Roupas, viagens, móveis e pedidos de comida por aplicativo: esse é o retrato dos gastos do governo Lula com o cartão corporativo, descritos como perdulários e inconsequentes. O episódio do carnaval também é associado ao tema. A insistência da primeira-dama Janja em participar como destaque de escola de samba foi apontada como mais um capítulo do mesmo comportamento. O quadro geral, segundo a análise publicada, é o de um governo que gasta sem parcimônia o dinheiro público enquanto o trabalhador brasileiro enfrenta dificuldades para comprar alimentos básicos no mercado.
30 anos após tragédia, famílias exumam e cremam restos mortais dos Mamonas Assassinas
As famílias dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas exumaram os corpos dos músicos nesta segunda-feira (23). Os restos mortais estavam no Cemitério Parque das Flores, em Guarulhos. As famílias chegaram a um acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo. O material resultante será usado no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, município onde os integrantes moravam. A exumação acontece próximo à data que completa 30 anos do acidente aéreo. O acidente que matou o grupo ocorreu no sábado, 2 de março de 1996. Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de uma apresentação em Brasília. A aeronave caiu na Serra da Cantareira, ao norte de São Paulo. O grupo viajava em um jatinho Learjet modelo 25D, com prefixo PT-LSD, fretado pela banda. Às 23h15 daquele sábado, a aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira durante uma tentativa de arremetida. Além dos cinco músicos, morreram no acidente o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto. A tragédia encerrou a trajetória de uma banda que havia conquistado popularidade nacional em poucos meses. Disco vendeu 3 milhões de cópias Os Mamonas Assassinas viviam o momento de maior popularidade quando ocorreu o acidente. O grupo conquistou o público brasileiro com seu chamado “rock cômico”. A banda ficou conhecida por suas letras irreverentes, como “Brasília amarela” e “Pelados em Santos”. O único disco da banda foi lançado em junho de 1995. Nos oito meses seguintes ao lançamento, o álbum vendeu 1,8 milhão de cópias. Até hoje, o álbum acumula 3 milhões de cópias vendidas, ocupando a terceira posição entre os maiores êxitos comerciais de artistas nacionais. A banda realizava shows por todo o território nacional. O grupo tinha programada uma viagem para apresentações em Portugal na primeira semana de março de 1996. A apresentação no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, seria a última da turnê brasileira. Após esse show, o grupo planejava se dedicar à produção do segundo disco. Aproximadamente 4 mil pessoas assistiram à apresentação em Brasília. A maioria do público era composta por crianças e adolescentes. Durante a performance, Dinho usava uma fantasia de coelhinho de pelúcia. O cantor desceu ao gramado da arena para agradecer ao público ao término do espetáculo. Os integrantes seguiram diretamente para o aeroporto após o show. Eles trocaram de roupa dentro do carro, procedimento que já haviam adotado em outras ocasiões. Horas depois, a aeronave que transportava o grupo colidiu contra a serra. Velório reuniu 30 mil pessoas O Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, recebeu 30 mil pessoas quando os corpos dos cinco músicos e dos dois assistentes chegaram às 0h15 da segunda-feira. Os caixões foram posicionados lado a lado na quadra esportiva, cobertos com bandeiras do Brasil. Cerca de 300 familiares e amigos próximos acompanharam a cerimônia. No caixão de Dinho, foi colocada uma camisa do Corinthians. Os fãs presentes no ginásio cantavam sucessos da banda, como “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”, a plenos pulmões. Segundo reportagem do Globo assinada pelo jornalista Elio Gaspari, “amigos de Guarulhos e desta vida” escreveram mensagens em camisetas de pano estendidas sobre os caixões. Entre as mensagens estavam “Você é dez”, “O céu estava precisando de alegria” e “Ainda te vejo”. Os recados eram de jovens moradores de “conjuntos habitacionais projetados para viver sem alma”. Dinho e seus parceiros também haviam crescido nesses locais. O cortejo que levou os corpos até o Cemitério Parque das Primaveras I, na parte da tarde, reuniu mais de 100 mil pessoas. A Polícia Militar impediu a entrada da multidão no cemitério, atendendo a pedidos das famílias. O tumulto resultou em 31 desmaios registrados. Do lado de fora do cemitério, fãs agitavam galhos e folhas de mamona, carregavam cartazes e bandeiras improvisados. Turmas inteiras do ensino fundamental das redes pública e privada faltaram às aulas para participar da despedida da banda. Ambulantes comercializavam tiaras, bandeirinhas brancas com a inscrição “Adeus, Mamonas” e reproduções de fotos da banda. Aproximadamente 500 pessoas acompanharam o enterro dentro do cemitério. Os cinco integrantes dos Mamonas foram sepultados junto com Isaac Souto em um mesmo túmulo. A cerimônia durou pouco mais de 40 minutos e incluiu um “Parabéns a você” em homenagem a Dinho, que completaria 25 anos de idade naquele 4 de março de 1996. Valeria Zopello, namorada de Dinho, chorava copiosamente e passou mal algumas vezes durante o enterro. Após a cerimônia, ela reuniu forças para deixar uma declaração sobre os músicos. “Apesar de todos terem mais de 22 anos, os Mamonas eram crianças”, disse ela. “Os meninos gostariam que daqui pra frente a gente fosse alegre como eles foram.” A exumação realizada nesta segunda-feira marca o encerramento de um ciclo de três décadas desde a tragédia. Os restos mortais dos cinco músicos foram cremados conforme acordo estabelecido entre as famílias, e o material resultante da cremação será transformado em adubo.
Flávio Bolsonaro aguarda aval do pai para lançar delegado Felipe Curi ao governo do Rio
Flávio Bolsonaro aguarda apenas a confirmação positiva do ex-presidente Jair Bolsonaro para bater o martelo no Rio de Janeiro. Para o jornalista Lauro Jardim, “o martelo já está quase batido”. Segundo Jardim, Flávio Bolsonaro, com o aval de Jair Bolsonaro, quer anunciar o delegado Felipe Curi, secretário de Segurança do Rio de Janeiro, como candidato da direita ao governo do estado. A decisão, conforme o jornalista, define que o debate eleitoral do grupo político será centrado na pauta de segurança pública. Com o notório enfraquecimento de Eduardo Paes, crescem as chances de vitória do campo conservador na disputa.