A Folha de S.Paulo publicou neste domingo (22) texto da jornalista Lygia Maria no qual reconhece que o país opera sob um tribunal de exceção. O artigo aponta que o Inquérito das Fake News — usado para promover devassa na Receita Federal e intimar o presidente da Unafisco, Kléber Cabral — infringe garantias fundamentais desde sua abertura, em 2019. A jornalista sustenta que as declarações de Kléber Cabral constituem críticas legítimas, mas afirma que a postura autoritária do ministro Alexandre de Moraes não admite escrutínio das ações da mais alta corte do país. O texto foi reproduzido na íntegra: “Se alguém tinha dúvidas de que o inquérito das fake news configura tribunal de exceção, com o depoimento do presidente da Unafisco elas foram eliminadas. O tribunal de exceção não é apenas uma categoria formal (um tribunal é criado depois do fato). Há também a exceção material, quando estruturas legais são preservadas, mas o funcionamento real do órgão subverte garantias fundamentais, como juiz natural, imparcialidade, separação entre funções (acusar, investigar, julgar) e devido processo legal. O inquérito 4781 foi aberto de ofício (sem provocação do Ministério Público) em 2019 por Dias Toffoli. Moraes, o relator, foi escolhido sem sorteio e atua como vítima, investigador e julgador. O objetivo seria apurar notícias falsas, ameaças e outras condutas que pudessem afetar a integridade dos ministros da corte. Com tramitação sigilosa e escopo amplíssimo, o inquérito foi usado por Moraes para promover uma farra censória, bloqueando perfis de redes sociais e até tirando do ar reportagem da Crusoé. Trata-se de blindagem institucional persecutória coberta pelo manto falacioso de defesa da democracia. Atuação jurídica inaceitável num Estado de Direito, mas que foi respaldada por grande parte da imprensa — cujo dever é expor abusos de poder. Agora, após reportagens revelarem conexões financeiras duvidosas entre Toffoli e a esposa de Moraes com o Banco Master, Moraes ordenou uma devassa na Receita Federal para apurar vazamentos de dados de integrantes do STF e seus familiares. A medida surgiu sem provocação da PGR porque se deu no âmbito do inquérito das fake news. Em seguida, o ministro intimou o presidente da Unafisco, Kléber Cabral, a prestar depoimento no mesmo inquérito. Segundo nota da entidade, Kléber foi ouvido como investigado só por ter criticado o STF em entrevistas jornalísticas. Não houve ameaça nem incitação à violência em suas falas, mas a visão autoritária de Moraes não aceita o escrutínio das ações da mais alta corte do país. O inquérito 4781 abriu a caixa de Pandora. Agora, o Brasil tem um Supremo tribunal de exceção.”
Caos no México após morte de ‘El Mencho’: cidades em chamas e a política de Sheinbaum no banco dos réus — Veja o vídeo!
O México voltou a viver cenas que mais parecem de um país em guerra. Rodovias bloqueadas, veículos incendiados, confrontos armados, cidades paralisadas e população em pânico. O estopim foi a morte de “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación. O caos que se instalou, porém, não surgiu do nada. Ele é consequência de uma política de segurança que, nos últimos anos, evitou o enfrentamento direto com o narcoterrorismo. E no comando dessa estratégia está a presidente Claudia Sheinbaum. A herança da política de “contenção sem confronto” Claudia Sheinbaum assumiu a Presidência mantendo a linha de atuação que já vinha sendo aplicada no México: reduzir confrontos diretos sob o argumento de diminuir a violência estrutural e investir em programas sociais como solução de longo prazo. O discurso era de pacificação. Na prática, os cartéis continuaram expandindo influência territorial, capacidade financeira e poder bélico. Quando um único líder é morto e, em poucas horas, organizações criminosas conseguem incendiar cidades, bloquear estradas e espalhar o terror de forma coordenada, o resultado é revelador: o Estado não havia retomado o controle real do território. Não é só crime. É demonstração de força Os ataques após a morte de El Mencho não foram aleatórios. Foram coordenados, estratégicos e simbólicos. Houve bloqueios simultâneos, queima de veículos em pontos-chave e paralisação de regiões inteiras. Não se trata de mera reação emocional de criminosos. É uma mensagem clara: “Nós ainda estamos aqui.” E se ainda estão com essa força, é porque tiveram espaço para se estruturar. A responsabilidade política de Claudia Sheinbaum Governar é assumir consequências. Claudia Sheinbaum não pode alegar surpresa diante da reação violenta: o poder do cartel era conhecido, e a capacidade de retaliação era previsível. A pergunta que ecoa é direta: havia um plano sólido para o dia seguinte? Se o governo conhecia a dimensão do CJNG, por que as cidades ficaram vulneráveis? Se havia inteligência prévia, por que a resposta não foi imediata e massiva? Eliminar um chefe não significa desmantelar uma organização. Se a estrutura permanece intacta, a violência apenas se redistribui. E isso é responsabilidade da estratégia de segurança adotada. O México diante de uma escolha O país enfrenta agora um momento decisivo: ou endurece a política de combate ao narcoterrorismo, com presença territorial permanente e inteligência contínua, ou continuará reagindo a crises que poderiam ter sido prevenidas. O que aconteceu após a morte de El Mencho não é um episódio isolado. É um sinal de que o enfrentamento ao narcoterrorismo foi insuficiente. Quando o Estado hesita, o crime avança. Hoje, o México paga o preço dessa hesitação. Veja o vídeo:
Tribunal determina prosseguimento de ação contra Seu Jorge por suposta apropriação indevida de músicas
Os desembargadores da 18ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro anularam a sentença que havia declarado extinto o processo movido pelos músicos de Brasília Ricardo Garcia e Kiko Freitas contra o cantor Seu Jorge. A decisão determinou o prosseguimento da ação judicial. O artista é acusado de ter se apropriado indevidamente da autoria das músicas “Carolina”, “Tive Razão”, “Gafieira S. A.”, “Chega no Suingue”, “She Will” e “Não Tem”. A dupla afirma ter criado todas essas composições. Ricardo Garcia declarou que compôs a canção “Carolina” como homenagem à sua namorada de longa data. Já a música “She Will” teria sido criada pelo compositor durante o período em que estudou em uma instituição de ensino americana. A composição “Suingue Musical” foi produzida pela dupla para o conjunto musical Juventude do Samba. A decisão foi unânime. Os desembargadores seguiram o posicionamento da desembargadora Maria Regina Nova, relatora do recurso de apelação apresentado pelos músicos. Em seu voto, a magistrada afirmou: “Pelo exposto, voto no sentido de conhecer e dar prosseguimento ao recurso, para anular a sentença e determinar o regular prosseguimento do feito no Juízo a quo, retornando à fase de instrução probatória, com a designação de audiência de instrução e julgamento e produção das provas anteriormente deferidas”. O processo retornará à fase de produção de provas no juízo de primeira instância. Será designada audiência de instrução e julgamento. Os músicos terão oportunidade de apresentar os elementos que sustentam suas alegações sobre a autoria das composições em litígio.
Bolsonaro pediu 50% do Congresso e tinha razão: o canibalismo político da direita abre espaço para a esquerda no Senado
“Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil.” Esta foi uma das declarações mais relevantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, sempre com ênfase na eleição do presidente do Senado Federal — cargo que ele definia como o mais significativo da república. Nos últimos sete anos, a presidência do Senado ficou nas mãos de apenas dois nomes: Davi Alcolumbre (2019/2020), Rodrigo Pacheco (2021/2024) e, novamente, Alcolumbre (2025/2026). Segundo apuração, essas duas figuras são apontadas como responsáveis e cúmplices da ordem autoritária que se abateu sobre o Brasil e os brasileiros, por terem arquivado inúmeros pedidos de impedimento de ministros do STF, permitindo que arbitrariedades e abusos da mais alta corte do país se perpetuassem. É sob essa ótica que a corrida eleitoral pelas cadeiras do Senado brasileiro está gerando um ciclo destrutivo dentro do espectro conservador, alimentado pela ganância pelo poder. A ala que prefere devorar candidatos do próprio campo político acaba se alinhando, na prática, aos esquerdistas, que igualmente buscam enfraquecer o adversário. O resultado, conforme registros, é direto: a direita vira esquerda. Essa disputa interna retira votos do próprio espectro conservador e abre caminho para que a esquerda ocupe o espaço, cooptando eleitores indecisos e viabilizando nomes considerados prejudiciais à sociedade. Estados como Amapá, Bahia e Alagoas são apontados como exemplos de cenário crítico, onde maus políticos exercem domínio sobre o eleitorado. O problema fica evidente quando pré-candidaturas consolidadas em Santa Catarina — como as de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni — sofrem intervenção interna de figuras com influência nacional, enquanto esses mesmos agentes se acomodam diante da ausência de candidatos de direita em estados como Bahia e Amapá. Por causa dessa inércia, a esquerda pode eleger até quatro senadores. Enquanto esse canibalismo político tenta inviabilizar pré-candidaturas consideradas naturais e promissoras — como a da jornalista Cristina Graeml no Paraná, dos deputados federais Carol de Toni em Santa Catarina e Marcel Van Hattem no Rio Grande do Sul, e do ex-ministro Gílson Machado em Pernambuco, entre outros —, esses pré-candidatos ainda precisam enfrentar a oposição da esquerda. Esse segundo front da disputa tem sido negligenciado. O risco concreto é que a esquerda se beneficie diretamente dessa divisão. Em contrapartida, há um dado positivo: as pré-candidaturas conservadoras se fortalecem a cada dia, na medida em que o eleitor demonstra maior atenção e consciência política. Cabe ao eleitor consolidar esse fortalecimento, apurar sua percepção e não abrir margem para disputas internas que prejudicam o campo conservador. A tarefa não é difícil: há senadores que tentarão a reeleição após oito anos de atuação contrária aos interesses da sociedade e dos brasileiros, aliando-se a criminosos e ao que há de pior na política. Basta identificar seus nomes para dar a resposta nas urnas. Eis alguns deles, parte dos quais já figura como pré-candidato:
Ex-marido da supermodelo Isabeli Fontana é preso em Florianópolis por suspeita de tráfico de drogas
Álvaro Jacomossi Junior, ex-modelo internacional e ex-marido da supermodelo Isabeli Fontana, foi preso em Florianópolis na manhã do último sábado (21). Ele está sendo investigado por tráfico de drogas. Álvaro estava foragido desde a semana anterior. No dia 12 de fevereiro, a Polícia Civil havia se dirigido à residência do ex-modelo, na Praia de Joaquina, mas ele conseguiu pular o muro da pousada e fugiu para uma área de mata. De acordo com a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, o suspeito foi detido na manhã de sábado. Ele tentou resistir à prisão, mas foi contido pelos agentes. Segundo as investigações preliminares, Álvaro Jacomossi Junior estava envolvido com o tráfico na região, com fornecimento de entorpecentes em festas de alto padrão. O ex-modelo tem um histórico conhecido nas passarelas. Desfilou para marcas como Versace, Guess, Prada e Ralph Lauren, além de ter sido presença de destaque em edições passadas da São Paulo Fashion Week.
Identificado o homem abatido pelo Serviço Secreto ao invadir Mar-a-Lago armado e com galão de combustível
Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos mataram a tiros um homem que invadiu o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. O caso ocorreu na madrugada de domingo, por volta de 1h30, segundo autoridades locais. De acordo com o xerife do condado de Palm Beach, Ric Bradshaw, o homem entrou pelo portão norte enquanto um funcionário deixava o local. Ele avançou cerca de trinta metros antes de ser abordado por dois agentes do Serviço Secreto e um policial. Segundo Bradshaw, o suspeito portava uma espingarda e um galão de combustível. O homem foi identificado pela imprensa americana como Austin T. Martin, de 21 anos, natural da Carolina do Norte. A família havia comunicado seu desaparecimento no sábado. As autoridades investigam se ele adquiriu a arma durante o trajeto até a Flórida. O FBI assumiu a liderança da investigação e afirmou estar “dedicando todos os recursos necessários à investigação do incidente ocorrido esta manhã no Mar-a-Lago do presidente Trump”. A procuradora-geral Pam Bondi disse ter conversado com Trump e coordenado ações com parceiros federais. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Serviço Secreto agiu “rápida e decisivamente” contra uma “pessoa louca, armada com uma arma e um galão de gasolina, que invadiu a casa do presidente Trump”.
Herson Capri sofre infarto, é internado e tem sessões da peça canceladas
O ator Herson Capri, de 74 anos, foi internado após sofrer um infarto. Ele estava em cartaz com a peça A Sabedoria dos Pais, e as sessões do espetáculo tiveram datas alteradas em razão do ocorrido. A produção informou, por meio das redes sociais, que o ator passa bem, mas só retomará a agenda de apresentações em março. O espetáculo está em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, e conta com Natália do Vale no elenco ao lado de Capri. As sessões dos dias 26, 27 e 28 de fevereiro e 1º de março foram adiadas para que o ator possa se recuperar. A temporada deverá ser retomada no dia 5 de março. A informação foi confirmada na tarde do domingo (22) pela produção do espetáculo, em comunicado divulgado nas redes sociais do artista. Segundo a equipe, Capri já se encontra recuperado e passa bem, mas precisará cumprir orientação médica e permanecer afastado dos palcos nos próximos dias.
Com apoio decisivo dos EUA, forças armadas mexicanas eliminam El Mencho, líder do cartel mais violento do país
Está confirmada a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, neste domingo (22). O líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) morreu durante operação das forças armadas mexicanas na cidade de Tapalpa, estado de Jalisco. A ação ocorreu ao amanhecer na região centro-oeste mexicana. O narcotraficante sofreu ferimentos graves durante o confronto com as forças militares. El Mencho não resistiu aos ferimentos enquanto era transportado de avião para a Cidade do México. Diversos outros integrantes do CJNG também morreram durante a ação militar. Ex-policial, Nemesio Oseguera Cervantes liderava há anos uma das organizações criminosas mais poderosas do México. O CJNG expandiu-se rapidamente na última década, atuando na produção e comercialização de drogas, realizando extorsões contra empresas locais e promovendo ataques sistemáticos contra forças de segurança. O cartel ampliou suas operações para outros países em poucos anos e consolidou-se como principal rival do Cartel de Sinaloa, organização liderada por Joaquín “El Chapo” Guzmán, atualmente cumprindo pena nos Estados Unidos. O governo norte-americano havia oferecido recompensa de US$ 15 milhões por informações que resultassem na captura de El Mencho. Durante a operação militar, as forças armadas apreenderam diversos veículos blindados e armamentos. O Ministério da Defesa informou que os materiais incluíam lançadores de foguetes. Três soldados do exército mexicano ficaram feridos na ação e foram transferidos para hospitais na Cidade do México. Após a divulgação da morte do narcotraficante, incêndios de veículos e bloqueios de estradas foram registrados em Jalisco. A presidente Claudia Sheinbaum Pardo manifestou-se pela rede social X, afirmando que “há total coordenação com os governos de todos os estados” e solicitando calma à população. “Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México”, escreveu a presidente mexicana em suas redes sociais oficiais. O governador Pablo Lemus Navarro declarou que a operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando as ações das autoridades e afetando a circulação em diversas estradas do estado. Christopher Landau, subsecretário de Estado norte-americano, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”. O diplomata acompanhou os desdobramentos da operação e expressou preocupação com os episódios de violência registrados em seguida. “Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em publicação no X. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco e Tamaulipas. A recomendação também abrange áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León, em resposta aos episódios de violência registrados após a operação militar. A Embaixada do México em Washington informou que os Estados Unidos forneceram informações para a operação militar, destacando a cooperação bilateral entre os dois países. “Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, registrou a embaixada em declaração oficial. Segundo informações divulgadas, a cooperação entre México e Estados Unidos foi fundamental para o planejamento da operação que resultou na eliminação de um dos narcotraficantes mais procurados do mundo.
Transparência Internacional exige investigação de Toffoli e publica histórico de fatos graves sem resposta
Neste domingo (22), a Transparência Internacional divulgou em suas redes sociais um relato cronológico da trajetória do ministro Dias Toffoli, detalhando uma série de fatos graves em que o magistrado esteve envolvido desde 2012 — e pedindo que ele seja investigado. Confira o histórico publicado pela organização: Em 2012, a revista Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado. Em 2016, a Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado. Também em 2016, relatório da Polícia Federal indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado. Em 2018, o Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de R$ 100 mil da esposa advogada. Antes, a Folha de S.Paulo havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado. Em 2019, o Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado. Também em 2019, servidores da Receita Federal foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e do ministro Gilmar Mendes. Ao que consta, não foi investigado. Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à Polícia Federal, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal por 7 votos a 4 — incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado. Em 2025, os veículos Metrópoles, Folha de S.Paulo e outros revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, com registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS — negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado. Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a organização passou a ser investigada pelo próprio ministro. Passados três anos, com duas manifestações da Procuradoria-Geral da República pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da Transparência Internacional, o ministro mantém a investigação aberta. A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.