O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação de danos morais coletivos contra o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) após a entidade ceder seu auditório para um evento organizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), realizado em 7 de outubro de 2025. Segundo a ação, o ato teria apresentado “conteúdo antissemita e de exaltação” ao ataque do grupo Hamas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Durante o encontro, também foi defendido o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel. A advogada Tamara Segal analisou o caso e destacou que o dano moral coletivo ocorre quando há violação injusta e intolerável de valores fundamentais da sociedade, indo além da esfera individual. Nesse tipo de ação, a indenização não é destinada às vítimas específicas, mas revertida a fundos públicos, com o objetivo de punir o ofensor, prevenir novas condutas e reparar o bem social. Segal ressaltou, contudo, que no Brasil o apoio ao Hamas não é tipificado como crime, e defendeu que deveria haver responsabilização penal individual dos participantes. “Infelizmente, a luta dos judeus contra o antissemitismo ainda é solitária, mas precisa continuar”, afirmou a advogada. Vídeo de apoiadores do Hamas: Fontes: Veja | Causa Operária
Lula e Janja aparecem fantasiados na Coreia do Sul e viram motivo de escárnio
A imagem de Lula e Janja fantasiados durante visita à Coreia do Sul tornou-se alvo de reação imediata por parte de parcela significativa da opinião pública brasileira. A cena, divulgada ao público internacional, gerou ironia e indignação entre os que acompanham as movimentações do casal presidencial. A colunista Silvia Gabas (@silgabas), autora do texto original, questiona a pertinência da cena: a primeira-dama brasileira aparece vestida a caráter com trajes típicos coreanos, em evento oficial, ao lado do presidente. A primeira-dama coreana teria reagido à cena batendo palmas diante da surpresa proporcionada pela visitante. A colunista distingue dois gestos de natureza diversa: oferecer o traje e convidar a vesti-lo em evento oficial é uma coisa; aceitar o convite e aparecer travestida de princesa oriental em cerimônia pública é outra. Para Gabas, submeter-se a tal encenação apenas para obter aprovação — ainda que agradável — é algo dispensável para uma visitante ocidental. O episódio ganha contornos ainda mais controvertidos diante do contexto recente: a mesma dupla protagonizou participação em escola de samba que, segundo a colunista, ridicularizou a maioria conservadora da sociedade brasileira. A pergunta que se coloca é direta — como conciliar atitudes consideradas “non sense” e lamentáveis no Brasil com a postura de casal respeitoso das tradições locais adotada no exterior? “Façam isso antes no país que dizem governar e poderão receber o respeito do povo brasileiro”, escreve Gabas. Outro ponto de ironia levantado pela colunista diz respeito à vestimenta do presidente. Segundo ela, o traje usado por Lula — possivelmente em razão do frio que grassa na Coreia do Sul neste momento — remete imediatamente à figura do notório gangster americano que controlou o crime organizado em Chicago na década de 1920. “É você, Al Capone?”, questiona. A colunista conclui que a simples imagem da dupla provoca um riso nervoso e estressado, “de quem não aguenta mais tanta esculhambação”. E expressa a expectativa de que, até outubro, o país possa se despedir do atual estado de coisas “de Norte a Sul deste nosso exausto país”. Silvia Gabas — @silgabas
Mendonça encerra reunião de três horas com a Polícia Federal sobre fraudes do Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu com investigadores da Polícia Federal nesta segunda-feira (23). O encontro teve início às 17h no gabinete do ministro e durou cerca de três horas. Durante a reunião, delegados da Polícia Federal apresentaram um relatório sobre as investigações das fraudes do Banco Master. A Secretaria de Comunicação do STF informou que a corporação expôs o estágio atual das apurações. A Polícia Federal também recebeu a lista dos processos da Operação Compliance Zero que tramitam no STF. “O encontro também serviu para apresentação à Polícia Federal da lista dos processos da Operação Compliance Zero e desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro”, informou a Secretaria de Comunicação em nota. Este foi o segundo encontro entre Mendonça e os investigadores, mas o primeiro realizado de forma presencial. As informações fornecidas pela PF auxiliarão o ministro na definição das próximas medidas do caso. Mendonça assumiu a relatoria das investigações em 12 de fevereiro, após Dias Toffoli deixar o caso em meio a polêmicas. Toffoli comunicou sua saída da relatoria na noite do mesmo dia, após reunião com os dez ministros da Corte. O grupo discutiu um relatório sigiloso da Polícia Federal. O documento cita mensagens encontradas em aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As mensagens mencionavam Toffoli. O material também trata de negociações sobre o resort Tayayá, no Paraná. Toffoli admitiu ser sócio do empreendimento, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou seus familiares. Os dez ministros do STF assinaram nota sobre a saída de Toffoli, afirmando que, “considerados os altos interesses institucionais”, ficou acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o caso. A presidência do STF extinguiu a arguição de suspeição aberta após o envio do relatório da PF, e o caso foi redistribuído para Mendonça. Mendonça autorizou a Polícia Federal a adotar o fluxo ordinário de trabalho pericial. A análise abrange aproximadamente cem dispositivos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. O ministro também ampliou o escopo de atuação da PF nas apurações, permitindo diligências investigativas que não dependem de autorização judicial prévia. Entre essas diligências estão oitivas de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal. Mendonça determinou que o material apreendido permaneça sob custódia da PF e manteve o sigilo dos autos e dos procedimentos relacionados à operação. Foi aplicado o sigilo de nível III, que representa redução em relação ao sigilo estabelecido por Toffoli. As medidas atenderam pedido da Polícia Federal, que apontou a necessidade de distribuir as tarefas periciais entre profissionais habilitados, seguindo critérios administrativos e técnicos. A PF também apresentou considerações sobre o planejamento operacional das investigações.