O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), atacou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a sessão desta quinta-feira (26/2). Ao discursar sobre os 135 anos da Corte, o magistrado ironizou o ex-juiz da Operação Lava Jato em tom de deboche. “Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, afirmou Gilmar. O senador não deixou barato e respondeu à altura. “O ministro Gilmar Mendes quer desviar a atenção da opinião pública sobre a matéria da revista The Economist na qual foi retratado de maneira bem negativa. Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, declarou Moro. O parlamentar ressaltou um trecho da reportagem da revista britânica que aborda a relação entre o ministro, empresários e políticos. “A interação entre empresas e o judiciário é comum. Gilmar Mendes, o juiz do STF com o mandato mais longo, realiza uma festa anual em Lisboa com dezenas dos políticos, magistrados e empresários mais importantes. Muitos dos presentes têm processos pendentes no STF. O evento, apelidado de ‘Gilmarpalooza’ pela imprensa brasileira, é organizado por uma universidade privada fundada por Mendes e agora dirigida por seu filho. Essa universidade já recebeu financiamento da J&F Investimentos, holding que controla a JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo. A J&F tinha processos pendentes no STF na época do financiamento”, citou o senador.
Petistas tentam transformar derrota humilhante em vitória política
Nos bastidores do governo, aliados de Lula passaram a tratar o rebaixamento da escola de samba que homenageou o petista sob uma perspectiva considerada conveniente para o discurso político. Integrantes do Partido dos Trabalhadores avaliam que a queda da Acadêmicos de Niterói pode ajudar a neutralizar críticas da oposição, que vinha apontando possível benefício eleitoral ao presidente por ter sido exaltado no desfile. Para esse grupo, o resultado enfraquece a tese de que a homenagem representaria vantagem política. Dentro dessa leitura, o episódio não teria potencial de influenciar o comportamento do eleitor nas urnas, mesmo com a repercussão nas redes sociais e no debate público. A apresentação da escola gerou questionamentos de adversários políticos, que acusaram o governo de utilizar o carnaval como forma de promoção antecipada. Após a repercussão, o Palácio do Planalto chegou a orientar integrantes da comitiva presidencial que acompanharam o desfile. Sempre tentando esconder as derrotas…