As mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornaram-se peça central nas investigações sobre um esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O material reúne informações publicadas por veículos como O Globo, G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, BBC, Gazeta do Povo e Veja, além de decisões do Supremo Tribunal Federal e informações da Polícia Federal do Brasil, publicadas ao longo de março de 2026. Segundo estimativas citadas nas investigações, o impacto potencial no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode chegar a R$ 47,3 bilhões, somando operações atribuídas ao Banco Master e ao Will Bank. O montante configuraria o maior risco financeiro já registrado no sistema de garantia bancária brasileiro. A perícia da Polícia Federal utilizou técnicas de análise forense digital para recuperar conversas armazenadas no aparelho de Vorcaro, incluindo mensagens enviadas com o recurso de “visualização única” no aplicativo WhatsApp. Parte do material teria sido preservada por meio de capturas de tela armazenadas no bloco de notas do próprio aparelho. Os diálogos revelam momentos de tensão no dia da primeira prisão do empresário, ocorrida em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Também aparecem conversas sobre tentativas de venda do Banco Master ao grupo Fictor, apresentado em negociações como ligado a investidores árabes, além de contatos com políticos e autoridades. Trechos das mensagens passaram a circular na imprensa, o que levou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça para apurar o vazamento do material. Conversas com contato salvo como “Alexandre Moraes” Entre os diálogos analisados pela perícia, há conversas registradas em 17 de novembro de 2025 com um contato salvo no celular de Vorcaro como “Alexandre Moraes”. Nas mensagens, o empresário pede informações sobre possíveis vazamentos de reportagens e sobre o andamento de investigações. Em um dos trechos registrados às 7h19, Vorcaro escreve: “Bom dia. Tudo bem? Estou tentando antecipar os investidores… De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada […] Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá.” Mais tarde, às 17h22, ele afirma: “Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação.” Minutos depois, às 17h26, envia nova mensagem: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Às 20h48, escreve: “Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos, mas foi o que deu […] Tô indo assinar… e estou online.” Segundo os registros periciais citados nas reportagens, a resposta foi apenas um emoji de confirmação. Outras mensagens mencionadas nas reportagens indicam encontros presenciais. Em abril de 2025, Vorcaro escreve: “Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa.” Em março do mesmo ano, registra: “Chegou Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre”, em referência aos políticos Hugo Motta e Ciro Nogueira. O ministro Alexandre de Moraes declarou publicamente que não manteve qualquer troca de mensagens com o empresário. Em manifestação enviada à imprensa, afirmou que não recebeu as mensagens citadas e classificou como falsa a associação feita com seu nome. A Polícia Federal confirmou a extração das conversas e seus horários, mas afirmou que não há comprovação técnica definitiva de que o destinatário das mensagens fosse o ministro. Reportagens de O Globo e do Estadão disseram ter verificado o número associado ao contato e o contexto das conversas. Contatos com figuras políticas As mensagens também mencionam encontros e relações com figuras políticas. O senador Ciro Nogueira aparece descrito em conversas como “grande amigo”. Em determinado diálogo, Vorcaro comemora a aprovação de um projeto de lei considerado favorável ao setor financeiro. Há ainda referência a um jantar na residência oficial da Câmara dos Deputados, em 26 de fevereiro de 2025, organizado pelo então presidente da Casa, Hugo Motta, que teria reunido seis empresários. Outro trecho menciona uma reunião ocorrida em dezembro de 2024 com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual também estaria presente o economista Gabriel Galípolo, indicado para presidir o Banco Central do Brasil. Em conversas privadas, Vorcaro também faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro após publicações em redes sociais. Outro registro citado nas reportagens refere-se a um evento realizado em Londres em abril de 2024, no qual Vorcaro discursou ao lado de autoridades do Judiciário, incluindo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Conversas pessoais e encontros sociais Parte do material apreendido inclui conversas pessoais com a empresária Martha Graeff. Trechos dessas mensagens foram divulgados pela imprensa, o que levou a defesa do empresário a questionar a divulgação com base na Lei 9.296 de 1996, que regula interceptações e sigilo de comunicações. As conversas tratam de temas pessoais, viagens e encontros sociais. Há referências a uma suposta “extorsão bem chata” em Brasília em abril de 2024, além de planos de viagens para Lisboa e Saint-Tropez. Em outros trechos aparecem convites para camarotes no Carnaval de 2025, além da menção a possíveis convidados estrangeiros, como Ivanka Trump e Jared Kushner. Também aparecem mensagens rotineiras enviadas a diferentes contatos, com cumprimentos e comentários sobre encontros sociais e políticos. Esquema de fraude em empréstimos consignados Segundo os investigadores, parte das conversas aponta para um esquema de fraude relacionado a empréstimos consignados vinculados ao INSS. Entre os elementos citados nas investigações estão o uso de bases de dados obtidas ilegalmente, supostamente originadas de sistemas ligados à Polícia Federal, à Receita Federal e a bancos de dados internacionais. Os investigadores também mencionam pagamentos regulares a servidores públicos descritos nas mensagens como “consultorias informais”. Outro ponto citado nas reportagens envolve um contrato firmado com o escritório Barci de Moraes, ligado a familiares do ministro Alexandre de Moraes, com valores mensais estimados em R$ 3,6 milhões. Mensagens trocadas no próprio dia 17 de novembro de 2025 indicam preocupação em concluir a venda do Banco Master antes de uma eventual intervenção
Irã anuncia novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, assume o poder
A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8) o seu novo líder supremo, que substitui o aiatolá Ali Khamenei. Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, será o novo líder supremo do país. Mojtaba Khamenei torna-se o chefe de Estado da República Islâmica do Irã, sendo ao mesmo tempo um líder espiritual e a mais alta autoridade do país. De acordo com a Constituição iraniana, isso lhe confere controle absoluto sobre a política e as Forças Armadas do Irã, bem como liderança em assuntos religiosos. Segundo filho mais velho de Khamenei, Mojtaba, de 56 anos, nunca ocupou um cargo importante na política iraniana — o que não o torna um completo desconhecido na burocracia estatal. Ele coordenava o Gabinete do pai e tem contatos importantes nos bastidores.
Moraes troca número de celular logo após escândalo de ligações com banqueiro Daniel Vorcaro
O ministro Alexandre de Moraes trocou o número de seu celular logo após suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro. O jornalista Lauro Jardim revelou mais esse episódio. Em sua coluna, Jardim fez a seguinte observação: “Todo cuidado é pouco: em 9 de fevereiro, pouco menos de um mês antes de suas complicadas ligações telefônicas com Daniel Vorcaro se tornarem públicas, Alexandre de Moraes trocou o seu número de celular.” Uma atitude que Moraes jamais perdoaria nos investigados em seus processos… A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fake News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber Veja a capa:
Tarcísio de Freitas lidera com folga contra Haddad em todas as simulações para 2026, aponta Datafolha
Pesquisa divulgada neste domingo (8) pelo instituto Datafolha demonstra que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera com vantagem expressiva a corrida pelo governo do estado nas eleições de 2026. No cenário testado contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), Tarcísio registra 44% das intenções de voto, enquanto Haddad alcança apenas 31%. Atrás dos dois principais nomes aparecem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), ambos com 5% das intenções de voto. O empresário Felipe D’Ávila (Novo) surge com 3%. Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, esses três candidatos estão tecnicamente empatados. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 5 de março e ouviu 1.608 eleitores com 16 anos ou mais em 71 municípios do estado de São Paulo. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026. A sondagem também simulou um cenário diferente, no qual o vice-presidente da República e ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) aparece como principal adversário de Tarcísio. Nesse caso, o atual governador teria 46% das intenções de voto, enquanto Alckmin registraria 26%. Outra hipótese analisada pela pesquisa inclui a presença do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), na disputa. Nesse cenário, Tarcísio mantém 44% das intenções de voto, Haddad aparece com 28%, enquanto França soma 5%. Nessa configuração, Kataguiri e Serra registram 4% cada, e Felipe D’Ávila aparece com 2%, todos dentro da margem de erro. O instituto também mediu um cenário com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), como candidata. Nesse caso, Tarcísio amplia ainda mais a vantagem e alcança 49% das intenções de voto, enquanto Tebet aparece com apenas 19%. Os dados indicam que, nos diferentes cenários testados, o atual governador mantém vantagem significativa sobre os possíveis adversários na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes nas eleições estaduais de 2026.
Morre aos 58 anos Marcelo Pretto, referência da percussão corporal e integrante do Barbatuques
A música brasileira perdeu na madrugada deste domingo (7) um nome de peso da percussão corporal e da pesquisa de ritmos populares. Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, faleceu aos 58 anos no Hospital Alvorada, em São Paulo, vítima de complicações decorrentes de diabetes em estágio avançado. Conhecido entre amigos e parceiros de palco pelo apelido de Mitsu, o músico teve papel fundamental na construção da identidade artística do Barbatuques, coletivo paulistano criado em 1995 e reconhecido por utilizar o próprio corpo como instrumento musical. Marcelo Pretto ingressou no grupo em 1999 e, ao longo dos anos, consolidou-se como uma das figuras mais representativas da percussão corporal no Brasil. Sua atuação foi decisiva para firmar o estilo inovador que levou o Barbatuques a apresentações em palcos nacionais e internacionais. Além da participação no Barbatuques, o artista também integrou por mais de 15 anos o coletivo A Barca, dedicado à pesquisa e valorização das manifestações tradicionais da música brasileira. Nesse trabalho, Pretto participou de iniciativas voltadas à preservação de ritmos e expressões culturais populares. Com uma carreira extensa, o músico colaborou em mais de 50 álbuns de diferentes artistas, emprestando sua voz e sua habilidade percussiva a diversos projetos musicais ao longo das últimas décadas. Apaixonado pela riqueza do cancioneiro popular brasileiro, Pretto era reconhecido pela versatilidade vocal e pela presença marcante no palco, características que o tornaram uma figura respeitada entre músicos e pesquisadores da cultura nacional. Em nota divulgada neste domingo, o Barbatuques destacou a importância artística e humana do músico para o grupo e para a música brasileira. “Marcelo deixa um legado artístico imenso, que vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós. Sua voz única e presença marcante seguirão ecoando na música e, principalmente, em nossos corações”, afirmou o grupo.
Morre aos 58 anos Marcelo Pretto, referência da percussão corporal e integrante do Barbatuques
A música brasileira perdeu na madrugada deste domingo (7) um importante nome da percussão corporal e da pesquisa de ritmos populares. Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu aos 58 anos no Hospital Alvorada, em São Paulo, após complicações decorrentes de diabetes em estágio avançado. Conhecido entre amigos e parceiros de palco pelo apelido de Mitsu, o músico teve papel fundamental na construção da identidade artística do Barbatuques, coletivo paulistano criado em 1995 e reconhecido por utilizar o próprio corpo como instrumento musical. Marcelo Pretto passou a integrar o grupo em 1999 e, ao longo dos anos, tornou-se uma das figuras mais representativas da percussão corporal no Brasil. Sua atuação ajudou a consolidar o estilo inovador que levou o Barbatuques a apresentações em palcos nacionais e internacionais. Além da participação no grupo, o artista também integrou por mais de 15 anos o coletivo A Barca, dedicado à pesquisa e valorização das manifestações tradicionais da música brasileira. Nesse trabalho, Pretto participou de iniciativas voltadas à preservação de ritmos e expressões culturais populares. Com carreira extensa, o músico colaborou em mais de 50 álbuns de diferentes artistas, emprestando sua voz e sua habilidade percussiva a diversos projetos musicais ao longo das últimas décadas. Apaixonado pela riqueza do cancioneiro popular brasileiro, Pretto era reconhecido pela versatilidade vocal e pela presença marcante no palco, características que o tornaram uma figura respeitada entre músicos e pesquisadores da cultura nacional. Em nota divulgada neste domingo, o Barbatuques destacou a importância artística e humana do músico para o grupo e para a música brasileira. “Marcelo deixa um legado artístico imenso, que vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós. Sua voz única e presença marcante seguirão ecoando na música e, principalmente, em nossos corações”, afirmou o grupo.
Advogado de Trump detona STJ por blindar Moraes de intimação judicial americana
O advogado Martin de Luca, que representa a plataforma Rumble e a Trump Media — empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — criticou duramente a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou um pedido da Justiça norte-americana para intimar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em uma ação movida nos Estados Unidos. O caso envolve acusações de que o magistrado brasileiro teria determinado medidas que resultaram no bloqueio de perfis de usuários residentes nos EUA em plataformas digitais sediadas naquele país. A solicitação de intimação foi encaminhada à Justiça brasileira por meio de uma carta-rogatória enviada ao STJ em agosto. Após a decisão da corte brasileira de negar o pedido, De Luca utilizou as redes sociais para manifestar sua reação e questionar o procedimento adotado pelo tribunal. “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial”, afirmou o advogado. Além disso, ele criticou o fato de a análise ter ocorrido de forma reservada. “Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas”, declarou. A ação tramita na Justiça da Flórida, onde a Rumble e a Trump Media acusam Moraes de impor bloqueios considerados ilegais contra contas de usuários residentes em território americano. Segundo as empresas, as determinações teriam atingido plataformas digitais que também operam a partir dos Estados Unidos. De Luca argumentou que o mecanismo utilizado no pedido faz parte de acordos internacionais de cooperação jurídica entre países. Para ele, a utilização da Convenção de Haia deveria ser tratada como um procedimento rotineiro entre sistemas judiciais. “A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais. Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política”, afirmou. O advogado também levantou questionamentos sobre a transparência da decisão brasileira e indicou que o processo nos Estados Unidos continuará em andamento. “Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito. E isso não interrompe o caso. O processo nos Estados Unidos continua. Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal”, declarou. A decisão do STJ seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou a rejeição da carta-rogatória. O órgão argumentou que protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o andamento de ações judiciais que tenham como alvo magistrados estrangeiros por decisões tomadas no exercício de suas funções.
Moraes autoriza saída temporária de condenado pelo assassinato de Marielle para biópsia em hospital particular
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, condenado por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, deixe temporariamente a prisão para realizar uma biópsia em um hospital da rede privada. Calixto cumpre pena de 9 anos de reclusão em regime fechado após ser condenado pelo crime de associação criminosa no caso. A defesa do ex-militar afirma que ele desenvolveu câncer de próstata e, por esse motivo, solicitou medidas alternativas de cumprimento de pena. Antes mesmo do julgamento do caso, realizado nos dias 24 e 25 de fevereiro, os advogados haviam pedido a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumento que foi rejeitado por Moraes naquela ocasião. Posteriormente, uma junta médica foi designada para avaliar o estado de saúde do condenado. O relatório elaborado pelos especialistas apontou a necessidade da realização de uma biópsia para investigar o quadro clínico, mas não recomendou a transferência para prisão domiciliar. Diante da conclusão médica, a defesa de Calixto apresentou recurso questionando o laudo, solicitando a formação de uma nova junta médica e reiterando o pedido de cumprimento da pena em casa. “O laudo da junta foi absolutamente insatisfatório, pois não realizou a devida avaliação do quadro clínico e a compatibilidade com a medida privativa de liberdade”, afirmou a defesa do condenado. Os advogados também criticaram a ausência de informações detalhadas no relatório. “A junta não falou sobre a compatibilidade entre o tratamento e a prisão, qual seria o tipo de tratamento mais recomendável, se o tratamento seria feito em hospital ou em outro local, se o tratamento seria viável no estabelecimento prisional, além de outras informações e análises adequadas e necessárias”, argumentaram. Na decisão assinada na quinta-feira (5/3), o ministro Alexandre de Moraes manteve o entendimento de que não há elementos que justifiquem a concessão de prisão domiciliar no momento. “Em que pese a defesa ter juntado documentos para comprovar o alegado, não se verifica qualquer situação que impossibilite o cumprimento de pena em unidade prisional, tampouco configura-se importante situação superveniente a autorizar a excepcional concessão de prisão domiciliar humanitária, inclusive com a notícia de que não há ‘necessidade de troca do regime vigente para prisão domiciliar, nesta fase de investigação clínica’”, sustentou o ministro. Apesar de negar a mudança de regime, Moraes autorizou que Calixto seja conduzido para realizar o exame necessário fora da unidade prisional. “Por outro lado, verifico não haver óbice à autorização para que o réu possa sair da unidade prisional para realizar o procedimento de biópsia na rede particular de saúde”, observou o magistrado.
Irã define novo líder supremo, mas mantém identidade em sigilo após morte de Khamenei
O Irã já definiu quem será o novo líder supremo do país, porém a identidade do sucessor ainda não foi anunciada oficialmente. A decisão foi tomada neste domingo (8) pela Assembleia de Peritos, órgão responsável por escolher a maior autoridade política e religiosa da República Islâmica. A escolha ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que comandou o país por 37 anos. Ele morreu em 28 de fevereiro, no início do conflito militar envolvendo forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Apesar da decisão já ter sido tomada internamente, o nome do novo líder ainda não foi apresentado ao público. A confirmação da escolha foi feita por integrantes da própria assembleia responsável pelo processo sucessório. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, afirmou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na Assembleia de Peritos, em declaração divulgada pela agência estatal iraniana Irna. Outro membro do colegiado, Mohamad Mehdi Mirbagheri, também confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que uma pessoa já foi oficialmente indicada para assumir a liderança suprema do país. Após a morte de Khamenei, o clérigo e político Alireza Arafi vinha exercendo funções de liderança interina enquanto o processo de sucessão era conduzido pelas autoridades religiosas. A definição do novo líder ocorre em um momento de forte tensão política e militar entre o Irã e potências ocidentais. O país enfrenta pressões externas enquanto o conflito na região continua em escalada. De acordo com informações divulgadas por agências de notícias iranianas, a pessoa escolhida para ocupar o cargo provavelmente é alguém que enfrenta oposição aberta dos Estados Unidos. Em declaração divulgada pela agência semioficial Nour News, o aiatolá Mohsen Heidari afirmou que a postura americana acabou influenciando indiretamente a decisão da assembleia. Segundo ele, o país que chamou de “Grande Satã”, expressão frequentemente usada por autoridades iranianas para se referir aos Estados Unidos, teria prestado “uma espécie de serviço” ao criticar publicamente determinados nomes considerados para a sucessão. As declarações fazem referência a posicionamentos do ex-presidente americano Donald Trump, que classificou como “inaceitável” a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, assumir o comando supremo do Irã. “Alguém que enfrenta a oposição do inimigo tem maior probabilidade de ser benéfico para o Irã e para o Islã”, afirmou Heidari ao comentar o processo de escolha do novo líder. Agora, a confirmação oficial depende de um anúncio público que deverá ser feito por Hosseini Bushehri, chefe do Secretariado da Assembleia de Peritos. Cabe a ele comunicar formalmente a decisão tomada pelos clérigos responsáveis por definir quem assumirá o posto máximo da República Islâmica.
Congresso se acovarda enquanto STF e Moraes seguem no comando: quem vai parar essa imoralidade?
O cenário político brasileiro permanece marcado por indefinições e acomodações institucionais que levantam questionamentos sobre os rumos do país. O Supremo Tribunal Federal e o conjunto de dez ministros continuam faceiros em seu território. Moraes segue dando ordens por lá, prendendo e soltando quem quiser, segundo relatos. Toffoli, acuado, parece ter se tornado invisível no tabuleiro político atual. Enquanto isso, Gilmar, Dino e Gonet ainda esperneiam para tentar salvar o que restou da bandidagem oculta, conforme observado. Lula, mais perdido do que nunca, sabe o que lhe espera. O Congresso foge da responsabilidade que lhe cabe. O Senado se acovarda diante das circunstâncias. Alcolumbre ainda parece bem pago, segundo observações do cenário político. A Faria Lima e a imprensa formam a amálgama perfeita numa trama cirúrgica. E Vorcaro? Já perdeu seu sicário e sua liberdade. A questão que permanece: afinal, vai levar alguém com ele?