O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, registrou neste sábado (7/3) um boletim de ocorrência após receber, nas redes sociais, uma ameaça feita por um homem que se declara admirador de Adélio Bispo. Adélio ficou conhecido por ser o autor do atentado contra Jair Bolsonaro, pai do senador, durante a campanha presidencial de 2018. Na ocasião, o então candidato à Presidência foi atingido por uma facada durante uma caminhada na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Flávio Bolsonaro, o usuário identificado pelo perfil @MarcosB51733320 respondeu a uma publicação sugerindo que poderia repetir o ataque contra o senador caso recebesse pagamento para isso. “QM mandou [matar Bolsonaro] eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo … (sic)”, afirma a postagem publicada em 6 de março. Conforme as informações registradas no documento, o suposto autor da mensagem teria 40 anos e residiria em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal localizada a cerca de 30 quilômetros do Congresso Nacional, local onde Flávio Bolsonaro exerce suas atividades parlamentares. A equipe do senador também incluiu no boletim outro conteúdo encontrado no mesmo perfil. Em uma publicação feita em abril de 2025, o usuário replicou um pedido de anistia para Adélio Bispo, acompanhado da frase: “ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe”, em referência às acusações relacionadas à chamada trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro.
Assessor de Vinícius Júnior é baleado durante assalto no Rio de Janeiro
Edu Peixoto, responsável pelas áreas de imagem e marketing dos jogadores Vinícius Júnior e Lucas Paquetá, foi baleado no abdômen durante uma tentativa de latrocínio no Rio de Janeiro. O próprio assessor divulgou a informação em suas redes sociais neste sábado, 7. Segundo ele, os criminosos levaram seus pertences. De acordo com o relato de Peixoto, o episódio ocorreu na quinta-feira, 5, embora ele não tenha detalhado as circunstâncias exatas da ocorrência. Na publicação, o assessor descreveu o momento vivido após o ataque. “Parecia pesadelo, mas foi só uma noite no Rio”, escreveu Peixoto. “Na quinta, fui baleado na barriga durante uma tentativa de assalto e estou internado. Sigo sem celular/whatsapp. Mirar na recuperação e agradecer a nova oportunidade de ver meu filho crescer.” Nas redes sociais, Peixoto se apresenta como responsável pelas áreas de marketing, imagem e comercial de Vinícius Júnior e Lucas Paquetá. O trabalho envolve a gestão de contratos publicitários, parcerias comerciais e estratégias de posicionamento de marca dos atletas. Vinícius Júnior atualmente é uma das principais estrelas do Real Madrid e figura entre os jogadores mais conhecidos do futebol brasileiro no cenário internacional. Já Lucas Paquetá retornou recentemente ao Flamengo, em uma negociação que se tornou a contratação mais cara da história do clube, com valores estimados em cerca de R$ 263 milhões. Os dois atletas também aparecem entre os nomes praticamente garantidos nas convocações da Seleção Brasileira que deverá disputar a Copa do Mundo de 2026. Além de atuar na gestão de imagem dos jogadores, Peixoto afirma exercer a presidência da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do América Futebol Clube Pernambuco. O modelo de SAF permite que clubes adotem uma estrutura empresarial para administrar suas atividades esportivas e financeiras, ampliando possibilidades de investimento e profissionalização da gestão.
Especialistas em computação forense desmantelam explicação de Moraes sobre mensagens com banqueiro do Master
Especialistas em computação forense, peritos e policiais apontam inconsistências na explicação apresentada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para negar que tenha trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Em nota divulgada na sexta-feira (6), o ministro afirmou que os prints das mensagens encontrados no celular de Vorcaro estavam “vinculados a pastas de outras pessoas” na lista de contatos do banqueiro. Segundo a manifestação, isso indicaria que as mensagens não teriam sido enviadas a Moraes. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota. Peritos ouvidos pela apuração afirmam, no entanto, que a forma como os arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de uma mensagem. Isso ocorre porque os programas utilizados em perícias digitais reorganizam os arquivos com base em critérios técnicos destinados a preservar a integridade das evidências, procedimento conhecido como cadeia de custódia. Segundo Antonielle Freitas, especialista em direito digital e proteção de dados, a análise forense de celulares não reproduz a forma como o usuário vê o aparelho no dia a dia. “Os dados não são analisados como o usuário via no celular, em telas e ícones, mas como bases de dados, arquivos e metadados armazenados na memória. Os peritos usam ferramentas forenses para reconstruir conversas, relacionar mensagens a contatos e montar uma linha do tempo dos eventos”, explica. Como os arquivos são organizados Para analisar conteúdos de celulares apreendidos, a Polícia Federal utiliza softwares de perícia digital, como o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Durante o processo de extração, o programa gera uma espécie de “assinatura digital” para cada arquivo, conhecida como hash — uma sequência de números e letras criada por um algoritmo matemático. Esse código funciona como uma impressão digital do arquivo e permite verificar se o conteúdo foi alterado. Para organizar os dados, o sistema utiliza os primeiros caracteres desse código para criar as subpastas onde os arquivos são armazenados. Na prática, isso significa que arquivos totalmente diferentes podem acabar agrupados na mesma pasta apenas porque seus códigos hash começam com as mesmas letras ou números. Para Freitas, esse tipo de organização segue critérios técnicos e não necessariamente reflete a relação entre os conteúdos. “A forma como os arquivos aparecem em pastas é determinada principalmente por critérios técnicos e de conveniência, e não por uma lógica direta de relação pessoal ou comunicacional entre eles”, afirma. Prints em mais de uma pasta A própria organização dos arquivos extraídos reforça essa interpretação. Uma das capturas de tela feitas por Vorcaro no dia de sua prisão aparece armazenada na mesma pasta que o contato do senador Irajá (PSD-TO). Em outra pasta, um print semelhante aparece ao lado do contato da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também há exemplos de arquivos de contatos de pessoas diferentes armazenados na mesma pasta simplesmente porque os códigos de identificação dos arquivos possuem as mesmas iniciais. Para a advogada criminalista Amanda Silva Santos, a presença de arquivos na mesma pasta não permite, por si só, concluir que houve comunicação entre as pessoas mencionadas. “A organização em pastas após a extração nem sempre significa que exista uma relação direta entre os arquivos. A identificação do destinatário de uma mensagem normalmente depende de elementos mais robustos, como registros da própria conversa, metadados do arquivo ou dados extraídos do banco do aplicativo de mensagens”, explica. Segundo ela, na prática forense é comum que arquivos de contextos totalmente diferentes apareçam agrupados no mesmo diretório. “Dependendo da forma como o sistema do celular ou o software de análise organiza os dados, arquivos distintos podem acabar agrupados na mesma pasta sem que exista relação direta entre eles”, acrescenta.
CPMI aprova quebra de sigilo de Lulinha em meio a escândalo bilionário no INSS
A CPMI do INSS aprovou, em meio a protestos e tumultos, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão expõe as entranhas do poder e acende o alerta sobre possíveis irregularidades envolvendo a família presidencial. A decisão, tomada em votação simbólica e contestada pela base governista, abrange o período de 2022 a janeiro de 2026 e inclui solicitação de relatórios do Coaf. As suspeitas apontam para envolvimento em fraudes bilionárias que lesaram milhares de aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A medida surge no contexto de investigações da Polícia Federal, como a Operação Compliance Zero, que desmascara um esquema de corrupção no crédito consignado. Bancos como Master e CredCesta estão sob escrutínio por irregularidades cometidas entre 2015 e 2025. Para ler a reportagem completa sobre o caso, acesse: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/80022/ronaldinho-dos-negocios-em-apuros-e-esquerda-em-panico Para fortalecer a batalha pela verdade, considere se tornar um assinante e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Flávio Bolsonaro registra BO após ameaça de atentado feita por ‘admirador’ de Adélio Bispo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou neste sábado um boletim de ocorrência junto à Polícia do Senado após identificar, na rede social X, uma publicação que sugere um atentado contra ele semelhante à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018. Segundo o registro oficial, a mensagem foi publicada pelo perfil @MarcosB51733320. No conteúdo, o autor escreveu: “QM mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo…”. Diante da postagem, o senador entendeu que o conteúdo representa uma ameaça direta à sua integridade física e decidiu formalizar a denúncia. A Secretaria de Polícia do Senado classificou preliminarmente o caso como ameaça com conotação política, enquadrada no artigo 147 do Código Penal. De acordo com o boletim, o suposto responsável pela publicação seria Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, residente em Brasília. Conforme descrito no documento, ele se apresenta nas redes sociais como uma espécie de admirador de Adélio Bispo, autor do atentado cometido em 2018. A mensagem teria sido publicada como resposta a um post do perfil @FiorinoCarioca. A publicação original mencionava conteúdos supostamente extraídos de celulares relacionados às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e também fazia referência ao ataque praticado por Adélio Bispo contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). O boletim de ocorrência ainda registra outra postagem atribuída ao mesmo perfil, que inclui uma imagem de Adélio e a frase: “ANISTIA PARA ADÉLIO! Ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe!!.” O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que poderão abrir investigação para confirmar a autoria das mensagens publicadas e verificar eventual responsabilização criminal do responsável.
Bolsonaro sofre pesadelos na prisão e teme atentado contra Flávio durante campanha
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, líderes religiosos e aliados políticos. Durante esses encontros, além de comentar o cenário eleitoral deste ano, o ex-chefe do Executivo também faz relatos pessoais sobre sua situação na prisão. Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro contou a pessoas próximas que enfrenta pesadelos recorrentes. Ele também afirmou temer que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, seja alvo de um atentado ao longo da campanha presidencial. O ex-presidente foi vítima de um ataque a faca durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que ainda influencia suas preocupações atuais. Durante as visitas, Bolsonaro também demonstra frustração por não conseguir acompanhar com total liberdade as movimentações políticas fora da prisão. No local onde está custodiado, ele tem acesso à televisão aberta, porém apenas por algumas horas ao longo do dia. De acordo com uma perícia médica realizada pela Polícia Federal, a rotina diária do ex-presidente inclui atividades simples. Pela manhã, ele toma banho, faz a barba e dedica parte do tempo à leitura de livros. Em alguns momentos também assiste a programas esportivos na televisão. Após o almoço, costuma descansar e, no período da tarde, realiza pequenas caminhadas. O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia visitou Bolsonaro em fevereiro e relatou que o ex-presidente pediu que ele transmitisse um recado ao senador Flávio Bolsonaro. O conselho seria para que o filho adotasse cautela ao longo da disputa eleitoral deste ano. Nabhan também afirmou ao jornal que Bolsonaro se emocionou ao tratar do tema. A preocupação também foi mencionada durante conversas com o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado”, afirmou o religioso. “Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus.”
Sergipe pode surpreender e eleger dois senadores de direita em 2026
Uma movimentação recente revelou mais um capítulo das articulações para as eleições de 2026 no estado de Sergipe. Segundo informações de bastidores, o agrupamento político liderado pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e pelo prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, tentou convencer lideranças do Partido Liberal a rever a estratégia eleitoral que vinha sendo construída no estado. A proposta apresentada ao deputado federal Rodrigo Valadares e ao vereador Ricardo Marques teria sido levada pelo deputado Thiago de Joaldo, que atuou como interlocutor em nome do agrupamento de oposição. A ideia seria alterar a formação da chapa majoritária que vinha sendo discutida dentro do PL. Pela sugestão apresentada, Valmir de Francisquinho permaneceria como candidato ao Governo do Estado, enquanto as duas vagas ao Senado seriam ocupadas por Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares. Nesse arranjo, o nome do Coronel Rocha deixaria de disputar o Senado e passaria a figurar como suplente de Rodrigo. Ainda de acordo com a proposta, Ricardo Marques abriria mão da disputa majoritária para concorrer a deputado estadual, contando com o apoio do agrupamento político para fortalecer sua candidatura à Assembleia Legislativa. Entretanto, a tentativa de mudança não prosperou. Fontes ligadas a Rodrigo Valadares afirmam que a resposta foi direta: a decisão já está tomada e não haverá recuo. Após meses de construção política e definição de estratégias, o deputado manteve a palavra dada ao grupo e, principalmente, ao Coronel Rocha. Segundo essas mesmas fontes, desde outubro do ano passado o cenário político da oposição passou por diversas mudanças, inclusive com recuos públicos de apoio que haviam sido declarados anteriormente. Por isso, a avaliação dentro do PL é de que não faria sentido reconstruir toda a estratégia agora. Com isso, a posição do partido ficou definida: a chapa majoritária do Partido Liberal em Sergipe seguirá com a chamada “chapa puro-sangue”, tanto para o Governo do Estado quanto para o Senado. A avaliação dentro do partido é de que manter a coerência política e honrar os compromissos firmados fortalece o projeto eleitoral. Assim, apesar das tentativas de rearranjo feitas pelo agrupamento de Emília Corrêa e Valmir de Francisquinho, a decisão permanece inalterada: o PL seguirá com seus próprios nomes na disputa, consolidando uma chapa inteiramente formada por lideranças do partido em Sergipe. Além disso, impulsionados pelo crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, lideranças partidárias acreditam que o PL pode surpreender e conquistar as duas vagas em disputa para o Senado, fazendo dois senadores de direita para auxiliar um eventual governo de Flávio.
Crise institucional: Judiciário e Senado corrompidos perderam a credibilidade e blindam poderosos
O Judiciário brasileiro se perdeu. O Senado, a partir de seu presidente, está totalmente corrompido. A percepção pública é de que os envolvidos estão tão intimamente ligados a interesses políticos e econômicos que não há como olhar para eles sem sentir desconfiança. A presença de parentes ou afiliados políticos em posições-chave do governo, como na SECOM e na PGR, alimenta uma hegemonia autoritária sem precedentes. Essa proximidade mina a confiança da sociedade e reforça a ideia de que o sistema funciona em benefício próprio, e não da coletividade. Bastou a Polícia Federal assumir responsabilidades com atitudes mais comprometidas para que o “casco” desse navio blindado trincasse. O que antes era visto como intocável começa a ser questionado. O Congresso precisa se unir e retirar aqueles que deveriam comandá-los com imparcialidade e na busca de resultados práticos e definitivos. O Senado se perdeu. E sua tremenda força leonina deu lugar a miados imperceptíveis. O Judiciário precisa se abrir à transparência e à fiscalização, ou continuará sendo alvo de críticas cada vez mais duras e cada vez mais comprometido com provas, sendo transformado em chacota e desmoralizado. Isso já aconteceu no passado, quando as Forças Armadas deixaram de ter protagonismo nacional e foram reduzidas a “pintores de meio-fio”. Há muito deixaram de ter respeito e hoje não conseguem nem mesmo atender ocorrências internas — imaginem externas — por falta de combustível e credibilidade. Exemplos internacionais de corrupção institucional Ao considerar fatos internacionais, constata-se que realmente os acontecimentos no mundo são cíclicos e que sempre haverá a possibilidade de ocorrer de novo. Itália (Operação Mãos Limpas – anos 1990): A investigação revelou conexões profundas entre magistrados, políticos e empresários. Mostrou como redes de poder podem se proteger mutuamente até que uma força externa — no caso, promotores independentes — rompa o ciclo. Estados Unidos (Watergate – anos 1970): O escândalo não envolveu diretamente o Judiciário, mas expôs como órgãos de governo e assessores próximos podem formar uma rede de proteção que dificulta a responsabilização. Argentina (crises judiciais – anos 2000): A percepção pública de que juízes estavam alinhados com interesses políticos corroeu a confiança institucional, levando a reformas e debates sobre independência judicial. Brasil (Mensalão e Lava Jato): Ambos os casos mostraram como a atuação de órgãos como PGR e Polícia Federal pode ser decisiva para romper ou sustentar redes de poder. A Lava Jato, por exemplo, expôs conexões entre empresas, partidos e setores do Judiciário. Malha de comprometimento institucional Uma análise mais profunda consegue destacar como diferentes órgãos se entrelaçam e reforçam a percepção de hegemonia: Judiciário: Decisões que blindam ou favorecem determinados grupos. PGR (Procuradoria-Geral da República): Atua como filtro — pode tanto impulsionar investigações quanto engavetá-las. SECOM (Secretaria de Comunicação): Controla a narrativa pública, moldando a percepção social e blindando figuras de poder. Polícia Federal: Quando atua com independência, pode trincar o “casco” da proteção institucional; quando sofre interferência, reforça a rede de blindagem. Congresso: Muitas vezes se alia ou confronta o Judiciário, dependendo de interesses políticos. E tranca ou trava elementos de impedimento, permitindo que a situação se mantenha. Essa malha cria um sistema de retroalimentação, onde cada órgão protege o outro, dificultando rupturas e reformas. O ponto central é: sem transparência e fiscalização externa, o sistema se torna impermeável à crítica e à responsabilização, ou seja, permanece intocável. A dificuldade do brasileiro em alcançar Justiça Processos intermináveis: O caso das chamadas “fake news” é um exemplo emblemático. A demora e a falta de conclusão transmitem a ideia de que a Justiça não tem fim prático, apenas se arrasta. Sentenças seletivas: A percepção popular é de que grandes escândalos ou acusações contra figuras poderosas raramente resultam em punições efetivas, enquanto cidadãos comuns enfrentam consequências rápidas e duras, com sentenças cada vez maiores e sem recursos. Narrativas de “golpe” e instabilidade: Quando processos jurídicos se misturam com disputas políticas, como no debate sobre o “golpe”, a Justiça perde credibilidade. O cidadão sente que não há imparcialidade, apenas jogo de poder, e paga caro por isso. Comparação com grandes criminosos: A indignação cresce quando se nota que até mesmo crimes graves, como corrupção bilionária ou violência organizada, muitas vezes recebem tratamento mais brando do que infrações menores cometidas por pessoas comuns. O povo brasileiro não pede privilégios, pede Justiça. Mas enquanto processos se arrastam, enquanto narrativas políticas se sobrepõem à lei, enquanto grandes criminosos seguem intocados, a confiança na Justiça se desfaz como areia entre os dedos. Não há democracia sem credibilidade institucional, e não há credibilidade sem transparência e imparcialidade. O Brasil não pode mais esperar: ou o Judiciário se reconecta ao seu dever essencial de servir ao povo, ou continuará sendo visto como cúmplice de um sistema que protege poucos e abandona muitos. A urgência é agora, porque cada dia sem Justiça é mais um dia de injustiça. O casco desse velho “navio blindado” já não está resistindo mais às fissuras da indignação popular. O povo brasileiro não pede privilégios, pede a “verdadeira” Justiça, pede comprometimento de autoridades e um governo voltado para o povo.
PF apreende mais 3 celulares de Vorcaro na Operação Compliance Zero: agora são 8 aparelhos a serem periciados
Na última quarta-feira (4), a Polícia Federal realizou a 3ª fase da Operação Compliance Zero. Durante a operação, os agentes conseguiram apreender mais 3 aparelhos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. Com essa nova apreensão, os policiais já têm em mãos oito aparelhos de uso do banqueiro. Até o momento, apenas um foi totalmente periciado. Segundo os agentes da PF, apenas 30% do conteúdo daquele aparelho veio a público. Os demais aparelhos ainda permanecem lacrados e serão submetidos à perícia da PF nos próximos dias.