O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que amplia a autonomia do Banco Central. Relator da PEC 65/2023 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele afirmou que a instituição atualmente opera com recursos insuficientes, diante da dimensão de suas atribuições. Para Plínio, reforçar a equipe técnica do Banco Central ajudaria a aprimorar a fiscalização do mercado financeiro e evitar novas crises como a do Banco Master. “Há três décadas, o departamento que acompanha as empresas tinha ‘xis’ servidores para fiscalizar 300 empresas. Hoje tem ‘meio xis’ para fiscalizar 3 mil empresas. Daí o perigo de o escândalo Master vir a se repetir”, afirmou em discurso no Plenário. Plínio informou que o relatório final da PEC já está estruturado, incorporando sugestões da Advocacia-Geral da União e garantindo que o sistema de pagamentos Pix permaneça sob controle estatal e sem cobrança de taxas para pessoas físicas. O senador relatou ter examinado individualmente as emendas apresentadas, rejeitando aquelas que considerou prejudiciais ao interesse público — por exemplo, as que, segundo ele, tentavam transferir rombos financeiros para a sociedade. “Na relatoria, parti de três postulados: o reforço dos quadros do banco, a garantia de que não haveria prejuízo salarial para os funcionários e a preservação do Pix, que é uma conquista nacional. O Banco Central não pode terceirizar e jamais cobrará taxa de pessoas físicas”, declarou. A proposta segue em tramitação no Senado Federal, em meio a crescente pressão por maior fiscalização do mercado financeiro após os recentes escândalos envolvendo instituições financeiras.
Carlos Bolsonaro revela estado grave do pai: “Inchado”, irritado e abalado emocionalmente na UTI
Carlos Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na noite deste domingo (15/3), no hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro permanece internado há três dias na unidade de terapia intensiva (UTI) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Após o encontro, Carlos comentou sobre o estado de saúde do pai e revelou que ele apresenta inchaço decorrente do tratamento médico, além de estar emocionalmente abalado com a situação. Segundo o filho, os efeitos dos medicamentos contribuíram para o quadro físico observado. “Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, declarou Carlos. O ex-vereador também relatou que conversou com a equipe médica responsável pelo tratamento e afirmou que o quadro poderia ter evoluído de forma ainda mais grave caso o atendimento não tivesse ocorrido rapidamente. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, disse Carlos. Durante a manifestação pública, Carlos voltou a defender que o pai seja transferido para o regime de prisão domiciliar, argumentando que a medida seria necessária para preservar a saúde do ex-presidente. “O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, afirmou o filho do ex-presidente.
Deportação de ex-ministro de Lula no Panamá reforça defesa de anistia para presos do 8 de janeiro
O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) comentou a detenção e deportação do jornalista Franklin Martins no Panamá, ocorrida no dia 6 de março, durante uma conexão aérea. Martins ocupou o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o governo Lula. O parlamentar explicou que o incidente aconteceu porque autoridades locais identificaram registros da participação de Martins em organizações de esquerda durante os anos 1960. “Franklin Martins foi líder estudantil na UFRJ. A partir de 1964, ele passou a integrar o MR-8, uma organização de esquerda que defendia a luta armada para o enfrentamento do regime militar. Viveu na clandestinidade e no exílio em Cuba, no Chile e também na França”, disse o senador, ressaltando que Martins retornou ao Brasil depois da anistia de 1979. Para Girão, o episódio fortalece sua defesa de uma anistia às pessoas presas pelos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O senador estabeleceu uma comparação entre o alcance da Lei da Anistia de 1979 e a situação dos condenados pelos atos de 2023. “A anistia ampla, geral e irrestrita de 1979 perdoou crimes como sequestros e assaltos à mão armada. O dia 8 de janeiro não foi crime. Essas pessoas não tiveram direito à ampla defesa, ao contraditório, à dupla jurisdição, e seus advogados muitas vezes não tiveram acesso aos autos”, afirmou Girão. Fonte: Agência Senado